Zé Ramalho e Robertinho de Recife regravam Ozzy Osbourne

Sr. Ozzy: Zé Ramalho e Robertinho do Recife regravam Mr. Crowley, clássico de Ozzy Osbourne.

Sr. Ozzy – Zé Ramalho e Robertinho do Recife

 Não é a primeira vez que Zé Ramalho regrava um artista famoso de língua inglesa – vide Bob Dylan e Lou Reed, por exemplo. Contudo, ter escolhido um clássico do Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne, certamente pegou todo mundo de surpresa. Tanto pelo fato de Ozzy ser um dos patriarcas do Heavy Metal, quanto por se tratar de uma música com temática particularmente mais sombria do que o usual, a emblemática “Mr. Crowley”. 

Ela faz parte do disco Blizzard Of Ozz, de 1980, a estreia de Ozzy em carreira solo. Nessa música ele fala sobre o temido e polêmico ocultista Aleister Crowley – que era também poeta, novelista, montanhista e pintor, atividades normalmente esquecidas quando é mencionado, por motivos bastante óbvios e mais do que compreensíveis.

Zé Remalho chamou o lendário Robertinho de Recife para as guitarras, adaptou a letra e renomeou a versão como “Sr. Ozzy”. Como podem ver pelo nome, Zé Ramalho colocou Ozzy no lugar de Crowley na releitura da homenagem. O resultado é um arranjo que mescla o melhor dos três artistas. Traduzindo: ficou maravilhoso. Faça um favor a si mesmo e aperte o play sem medo.

Advertisements

Greta Van Fleet: herdeiros do Led Zeppelin?

Foto de Jake Kiszka, guitarrista do Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Jake Kiszka | Foto: Jazmin Monet


Vocês não têm noção de quantas vezes comecei, parei e retomei este artigo.
Acho que foi entre o final de 2017 e o começo de 2018. Motivos variados. Às vezes questões mais sérias, outras, apenas uma descrença das reações. Ambas permeadas pelo cansaço de algo que não deveria ser como é, fosse política ou a cena Rock. Período bastante turbulento aqui no Brasil.

Seja como for, depois de terem passado pelo Lollapalooza Brasil 2019, vendo que muito mais fãs de Rock brasileiros conheceram a banda, achei válido finalmente tirar da gaveta essa questão. A polêmica, que já não era pouca, reacendeu com tudo. E o Rock, como qualquer outra manifestação cultural, sempre merece algum nível de reflexão, pois não está fora das dinâmicas e confusões humanas. Ainda que seja em algo de interesse tão interno e restrito.

Bom, Greta Van Fleet, dentre todas suas influências, transpira, grita e sangra Led Zeppelin a cada nota, sílaba e batida. E aí, para muitos, começa o problema.

“É a salvação do Rock!” x “Farsantes!”

Greta Van Fleet

Greta Van Fleet | Foto: divulgação

A partir daqui as opiniões dividem-se radicalmente. E quando digo “radicalmente”, estou falando de gente que ama e de gente que, se pudesse, acho que iria às vias de fato com os caras no meio da rua.

Quem acredita que isso não seja uma vantagem tão grande quanto possa parecer, muito pelo contrário, aponta elementos tais como a banda “não apresentar uma identidade própria” ou até mesmo surgem ataques os chamando de oportunistas. Isso para ilustrar as acusações mais educadas.
Quem vê como extremamente vantajoso, nos lembra que vivemos tempos de franco declínio musical para amantes de Rock pelas mais diferentes razões, portanto, tal resgate, uma banda nova soando como revival dos anos 70, seria “a melhor solução” para despertar a juventude que não teria motivos para conhecer o estilo.

Eu, enquanto fã ardoroso de Led Zeppelin, não vejo como farsa alguma. Para ser bem claro, gostei bastante de tudo. Timbres, harmonias, solos, proposta visual e um ponto a mais pela total imersão nas redes sociais – estão sabendo usar o melhor dos dois mundos. Musicalmente considero um legado do Led e quero acompanhar sua evolução.

Aliás, vamos à ficha oficial da banda. Isso vai nos ajudar a refletir um pouco melhor sobre identidade, formação musical, futuro de seu trabalho, etc:

Joshua Kiszka, vocalista, 22 anos – nascido em 23 de abril de 1996;
Jake Kiszka, guitarrista, 22 anos – irmão de Josh, nascido em 23 de abril de 1996 (sim, são gêmeos);
Samuel Kiszka, baixista e tecladista, 20 anos – irmão caçula de Josh e Jake, nascido em 3 de abril de 1999;
Daniel Wagner, 19 anos, baterista, amigo de longa data que entrou na segunda formação da banda (substituindo Kyle Hauck em outubro de 2013) – nasceu em 29 de dezembro de 1999.

Sam Kiszka, baixista e tecladista do Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Sam Kiszka | Foto: divulgação

Bastante jovens, não? Quando eles nasceram eu ainda tinha banda, fazia jams e estava começando a faculdade. Essa juventude contrasta um pouco com as composições e performances ao vivo – ainda que nitidamente zeppelianas, já sei. A despeito da sonoridade – que tem como pilar a voz de Josh soando como Robert Plant -, as estruturações harmônicas e produção são fundamentais. Quando aponto repetidamente para a juventude dos integrantes, é o caso daqueles que espumam de raiva contra o GVF colocarem a mão na cabeça por um instante, baixarem a adrenalina e pensarem: que banda nasce pronta? Que banda começa escapando de soar como suas referências? Será que eles estouraram antes da maturação mínima?

“Mas eles não soam parecido, eles copiam mesmo e…” – Acho uma graça esse argumento. Principalmente porque há dezenas de bandas que são, literalmente, cópias umas das outras e muitos dos que falam isso são, por incrível que pareça, fãs das originais e de cada uma das suas cópias. Há estilos onde as bandas se parecem mais do que em outros, mas nem vou me aprofundar aqui.

“Ah, mas até os trejeitos o vocalista imita e…” – Olha, quando eu assisto um show de thrash, hard farofa ou metal melódico, por exemplo, se eu colocar o volume no zero e olhar de longe, não vou saber dizer com 100% de certeza qual banda está ali. Várias jamais vou acertar pra ser honesto – e olha que sou ou fui fã de muitas delas. Se trocar a cenografia de uma pela outra, ainda sem aumentar o volume, ninguém vai notar. Praticamente todas são fotocópias em suas performances ao vivo. Movimentos, jeito de bater cabeça, jogar cabelos, etc. Raros vão escapar, mas justamente por terem um repertório de expressão corporal tão único, exclusivo, que são criadores de uma coleção de movimentos totalmente nova no Rock (Axl Rose que o diga). O passo seguinte é óbvio: fulano é quem usa tal roupa, beltrano é quem usa tal modelo de guitarra nessa cor. Mas aí já saímos dos trejeitos, certo?

Quanto ao background musical, a bio da banda ressalta que os irmãos Kiszka foram criados ao som de generosas coleções de vinil de seus pais, evidenciando que isso influenciou muito seu estilo de Rock N Roll.
Você pode até argumentar que não é inédito, que não serviria como justificativa para soarem tão anos 70, ainda mais uma única banda especificamente, então aqui eu repasso uma pergunta retórica que um amigo me fez quando mostrei Greta Van Fleet para ele no começo de 2018: como um jovem com registro vocal tão parecido com o de Robert Plant conseguiria fugir de soar Led Zeppelin? Se fugisse, certamente seria cobrado por isso. Se abraçasse, seria cobrado e, pior, acusado de picareta – o que é o caso dos que se revoltaram contra Josh e cia.
Devo dizer que concordo plenamente com ele.

“Mas isso não pode ser uma faca de dois gumes?”
Certamente. Contudo, essa busca por identidade acontecerá naturalmente. Apesar de ter surgido em 2012, a banda somente se profissionalizou e mostrou a cara para o mundo em 2017. Evidente que o carro-chefe, o que chamou a atenção de todo mundo, foram as músicas que mais soam como takes perdidos do Led Zeppelin. E poderia ser diferente? A voz de Robert Plant e as atmosferas instrumentais criadas juntamente com Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham são um tesouro musical. Como já citei, eu mesmo fui músico e era vocalista. Se eu tivesse, com a idade de Josh, um domínio e timbre tão similar a um cara como Robert Plant, sem a menor sombra de dúvida usaria – inclusive, cada vez que conseguia cantar uma única música do Led com um mínimo de dignidade, era um momento orgástico. Estou focando no vocalista pois é o integrante mais questionado quanto à identidade musical do Greta Van Fleet – e olha que os outros três membros da banda também explicitam a polêmica referência cada um em seu instrumento, mas Josh é o alvo favorito das críticas.
Vejo dúzias de guitarristas emulando colegas famosos. Tecladistas. Baixistas. Bateristas. Mas se um vocalista tem a “infelicidade” de, naturalmente, soar como um outro famoso, há grandes chances de o criticarem e questionarem. A quantidade de guitarristas dos anos 90 e começo de 2000 que você poderia simplesmente, em estúdio, intercambiar entre suas bandas sem ninguém perceber…
Para “piorar”, a banda por si só tem também bastante influência de ícones dos anos 70 em geral, não apenas Led. Completando o quadro, os quatro nitidamente gostam do apelo visual dessa década, que podemos ver nas roupas e no material gráfico de divulgação, fotos e vídeos, ou seja, polêmica armada nos detalhes.

Daí eu fico pensando: se uma banda é boa, mas não soa como nenhuma famosa, muita gente não consegue gostar (e alega isso). Se é mediana, mas soa como alguma famosa, idem. Se tem som excelente, mas visual neutro, reclamam. Se… reclamam. Se… reclamam. Se… reclamam. Então várias dessas bandas, reais e hipotéticas, somem ou desistem, as mesmas pessoas vão se lamuriar nas redes sociais sobre a “ausência de bandas novas de Rock” e culpar outros estilos musicais.
Vou contar um segredinho: nada é perfeito, gente. Nada e ninguém. Tudo evolui, nada nasce pronto e imutável. Não será diferente com a Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Danny Wagner | Foto: divulgação

Greta Van Fleet: Danny Wagner | Foto: divulgação

Vale levantar também um aspecto muito importante que muitos esquecem: vocês têm ideia de quantos jovens podem finalmente conhecer ou passar a ouvir Led Zeppelin por terem gostado do Greta Van Fleet? Pois é, ainda tem mais essa, gostem ou não.

Greta Van Fleet é uma boa banda recém-nascida e, sobrevivendo às polêmicas, comparações e cobranças, encontrará sua identidade pela maturação natural a qual não podemos saltar etapas, independente de qualquer outro fator. A banda é jovem. Os integrantes são (muito, extremamente) jovens. Até lá, que maravilha que em um período embrionário vital para qualquer banda se encontrar depois do primeiro momento de sucesso, soem fielmente “apenas” como Led Zeppelin ou qualquer uma de suas ótimas influências. Imaginem o que podem estar compondo e reinventando daqui a 10, 15, 20 anos.

Além do Led, Greta Van Fleet bebe nas seguintes fontes (informação oficial, ok?): Robert Johnson, Howlin Wolf, John Lee Hooker, Muddy Waters, Cream, Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Eric Clapton, Black Sabbath, Deep Purple, Willie Dixon, Albert Collins, Jefferson Airplaine, The Doors.

Assistam trechos de algumas apresentações e ouçam abaixo algumas músicas (na sequência, depois de tudo isso, lá embaixo, minhas considerações finais):

Safari Song – Greta Van Fleet (Official Video – Live In The Sound Lounge)

Flower Power – Greta Van Fleet (Official Video – Live At Troubador)

When The Curtain Falls – Greta Van Fleet (Official Video)

Black Smoke Rising – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Highway Tune – Greta Van Fleet (Official Video)

Watching Over – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Anthem – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Segue também a análise de Gastão Moreira. Para quem não conhece, uma autoridade em Rock, que tem em seu currículo, MTV com Fúria Metal e Gás Total; TV Cultura com Musikaos; diretor do documentário “Botinada: A Origem do Punk no Brasil”; Kiss FM com o Gasômetro; e um canal super legal no YouTube chamado Kazagastão, onde analisa passado, presente e futuro do Rock no programa Breve Lero.

Fiz questão de buscar ao menos um especialista em Rock com pensamento similar ao meu sobre a banda, apesar de saber que outros que admiro e respeito profundamente (em alguns casos, até tenho como amigos pessoais fora da Internet), discordem.

Acredito que a Greta Van Fleet mereça, além de um mínimo de respeito, a chance de ao menos tentar passar pelo teste do tempo. Memória histórica do Rock: muitas bandas e artistas hoje consagrados, lendas vivas e mortas, passaram por ataques idênticos ao que esse jovem quarteto tem passado exatamente pelos mesmos motivos.

Para finalizar, antes que eu me esqueça, mesmo as bandas clássicas ditas totalmente originais, sem nada igual antes delas, literalmente nem sequer tinham de onde copiar algo, ou seja, não havia outra opção que não criar absolutamente tudo, os pilares do Rock e dos subgêneros que herdamos. No máximo começaram tocando ou reinterpretando alguns Blues, Folks e etc, pouco tempo depois, acabaram inventando praticamente do zero quase tudo que hoje conhecemos como Rock. A herança é gigantesca, mais de meio século de linguagens, recursos e experimentos. Em algum momento iríamos retornar às origens. E talvez estejamos no início desse retorno.

Josh Kiszka, vocalista do Greta Van Fleet

Greta Van Fleet: Josh Kiszka | Foto: divulgação

Fontes: http://www.gretavanfleet.com/
https://www.facebook.com/gretavanfleet/
Kazagastão: https://www.youtube.com/user/heavylero1

Guitarrista, filho de Branco Mello dos Titãs, também toca baixo na banda Tales From The Porn Criado em 2011, o grupo paulistano Sioux 66 traz em sua bagagem o EP “Sioux 66” (2012) e os álbuns “Diante do Inferno” (2013) e “Caos” (2016), trabalhos que o colocaram em uma posição de destaque no rock pesado…

via Sioux 66: Bento Mello fala sobre a mudança de formação e novo single — Rockarama

 

Quote  —  Posted: July 9, 2018 in Clip, Entrevistas, Hard Rock, Hard Rock Brasil, Rock Autoral Nacional, Rock ´N Roll, Rock Brasil, Video
Tags: , , , , , , , , , ,

“All For Metal” apresenta vários artistas consagrados do metal, que também podem ser vistos no videoclipe. Entre eles, estão Mille Petrozza (Kreator), Johan Hegg (Amon Amarth), Chuck Billy (Testament), o saudoso Warrel Dane (Nevermore e Sanctuary), Jeff Waters (Annihilator), integrantes do SabatonRoss The Boss (Manowar), Rock ‘N’ Rolf (Running Wild), integrantes do DetraktorTommy Bolan (ex-Warlock), Andy Brings e o The Ultimate Doro Clan.

Doro explica: “Eu acho que a música ‘All For Metal’ é um hino como ‘All We Are’, com alguns ótimos convidados cantando, que são todos meus amigos. É uma música ótima para shows e espero que vocês gostem, pois é uma das minhas preferidas!”

Entre os músicos participantes está Warrel Dane, vocalista do Nevermore e Sanctuary falecido em dezembro do ano passado ‘All For Metal’ já é uma das músicas favoritas de Doro Pesch | Foto: divulgação … 966 mais palavras

via Doro lança clipe de ‘All For Metal’ com integrantes do Testament, Amon Amarth, Kreator e outros — Rockarama

“Fast” Eddie Clarke, ex-guitarrista do Motörhead e Fastway, faleceu ontem, 10 de janeiro, aos 67 anos, após uma batalha contra a pneumonia. Clarke integrou o Motörhead entre os anos de 1976…

via Morre Fast Eddie Clarke, ex-guitarrista do Motörhead e Fastway — Rockarama

Judas Priest lança vídeo oficial para “Lightning Strike“, música de seu novo álbum, “Firepower“, que será lançado em 9 de março de 2018. Rob Halford e Judas Priest mostrando, novamente, porque NUNCA deveriam ter se separado!

Capa de

Capa de “Firepower”, novo disco do Judas Priest

01 – “Firepower”
02 – “Lightning Strike”
03 – “Evil Never Dies”
04 – “Never The Heroes”
05 – “Necromancer”
06 – “Children of the Sun”
07 – “Guardians”
08 – “Rising From Ruins”
09 – “Flame Thrower”
10 – “Spectre”
11 – “Traitors Gate”
12 – “No Surrender”
13 – “Lone Wolf”
14 – “Sea of Red”

Nando Reis segue tirando dúvidas e explica ainda sua posição sobre significados de suas letras.

Fonte: Nando Reis Oficial