Judas Priest: Burn In Hell & Ripper Owens

Tim "Ripper" Owens

Durante a passagem de Tim “Ripper” Owens pelo Judas Priest, existe um consenso de crítica e de público que em termos de composição essa foi uma fase muito aquém de tudo já feito pela banda até então. Owens tem uma voz fabulosa, a questão nem é essa. O que muito prejudicou a banda em verdade foram as músicas sem muito apelo junto aos fãs tanto da banda, quanto de Heavy Metal em geral. O timbre de guitarras quase que totalmente mergulhado no Trash não foi muito bem aproveitado nesse disco; claro que toda tentativa é válida, mas pelo calibre dos músicos do Judas, todos esperavam muito mais não importa o que eles pudessem tentar…de fato ninguém esperava de um gigante desses uma mera “tentativa”.


Judas Priest: Jugulator

Logo no primeiro disco com o novo vocalista – batizado de Jugulator, o 13º álbum de estúdio da banda lançado em 1997 – pode-se perceber a queda de qualidade do material produzido que apesar de não ser propriamente ruim, pareceu descaracterizar consideravelmente o estilo do grupo. O velho Judas tentou, conforme foi dito anteriormente, soar mais Trash do que Heavy, no entanto essa mudança não funcionou tão bem quanto se esperava, a despeito da incontestável qualidade de seus integrantes. Salvam-se poucas como é o caso de Cathedral Spires, Abductors, Death Row e Burn In Hell, e graças aos Deuses do Metal aos menos essas quatro são excelentes!

Judas Priest: Demolition

Já em Demolition (2001) parecia haver maior coesão entre Ripper Owens, K.K. Downing e Glenn Tipton – os guitarristas e principais compositores de grupo – mas ao longo de suas 13 faixas a identidade do Judas Priest ainda estava longe do que costumava ser. Jekyll and Hyde, Cyberface, Subterfuge, Bloodsuckers (com um trecho que remete vagamente à Cathedral Spires do disco anterior) e Metal Messiah (excelente por sinal) empurram a produção com um poder de convencimento um pouco maior – fato esse que acontece principalmente nos momentos em que a banda volta a soar mais Heavy e menos Trash. Alguém acha que isso se trata de coincidência?

Seja como for, mesmo os grandes tropeçam e ressurgem – Owens segue no ramo em outros grandes projetos, participando inclusive do disco Perpetual Flame (2008) do polêmico, porém virtuoso guitarrista Yngwie Malmsteen, e é claro que Rob Halford retornou ao Judas Priest em 2005 com Angel of Retribution. Para encerrar, segue abaixo uma daquelas 4 faixas de Jugulator que fizeram jus ao talento dos rapazes:

Burn In Hell

“…Burn in Hell…I can hear you whisper…Burn in Hell…You are going to blister…Burn in Hell…Screaming like a banshee…Burn in HellBurn…” \m/

Fontes: http://www.judaspriest.com/
http://www.timripperowens.com/

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