MatanzaMúsica Para Beber E Brigar

2º Disco do Matanza: Música Para Beber E Brigar

Matanza: Música Para Beber E Brigar

 Lá pelos idos de 2003, eu trabalhava em uma loja toda cheia de propostas inovadoras em se tratando de Brasil. Fizeram até algumas matérias de destaque sobre o lugar em grandes emissoras e demais veículos. Localizada em um shopping da Zona Sul do Rio de Janeiro, era um espaço realmente muito grande: livraria, setor de downloads, cinema de alta tecnologia, gráfica, palco para shows, restaurante, café e, evidentemente, um setor de CDs e DVDs – que era o meu setor. Na verdade eu e meus amigos e colegas fazíamos parte da equipe original que inaugurou a tal loja.

 “Beleza, mas onde entra a tal banda do título nessa história toda?” – Pois vamos a isso nesse exato instante: em dado momento daquele agitadíssimo cotidiano comercial, deparei-me com o CD de uma banda cujo nome era no mínimo… peculiar por assim dizer – Matanza. Alguém falou “é a banda do filho do Jack (dono da loja), o Jimmy” e apontou para um sujeito grande, ruivo, cabeludo e barbudo que circulava pela livraria. Figura ameaçadora para os “padrões normais” de uma sociedade estúpida, hipócrita e preconceituosa. Vez por outra ele aparecia e conversava com alguns de nós durante o expediente.

 A despeito de qualquer estereótipo, durante essas conversas pude constatar que o sujeito era inteligente e bem articulado – além de ser um cara totalmente na dele, sem frescuras e, acreditem, educado e de certa forma até bem simpático. Eu já tinha ouvido falar vagamente sobre um tal Jimmy London na cena um pouco mais extrema do Rio e de sua atitude. Apenas não havia associado o nome à banda e à pessoa daquele Jimmy específico. E ele mesmo não mencionava diretamente o Matanza conosco – não que eu tenha visto. Quando um músico tem esse tipo de postura, ganha totalmente o meu respeito, seja ele famoso ou não. Lembrando bem, apenas uma única vez ele brincou quando me viu com um CD deles na mão: “essa banda é legal, hein?” – riu e saiu andando. Fim.

 Depois disso realmente resolvi conhecer o trabalho da banda e comecei por um CD que constava em nosso catálogo, cujo nome era no mínimo singular: Música Para Beber & Brigar (2003). E não poderia haver um título mais direto para aquele disco. Uma mistura muito bem amarrada de Metal, Hardcore, Punk e Country. Agora chega de papo e vamos ao que interessa:

O Último Bar Matanza (Versão Oficial Ao Vivo)


…Mas se eu voltei pra essa cidade, foi atrás de muito tempo que eu perdi…

Fontes e Referências: Coleção particular e http://www.matanza.com.br/

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