Archive for the ‘Curiosidades’ Category

DC Entertainment lança EP com 3 faixas para promover HQ da Canário Negro

Como a personagem Black Canary, da Liga da Justiça, resolveu sair em turnê com sua banda (que também leva o seu nome), a DC Comics lançou um EP real com 3 músicas tocadas pela banda fictícia para promover a revista com o projeto solo da heroína-vocalista, BLACK CANARY VOL. 1: KICKING AND SCREAMING 
 
Black_Canary_DC_ComicsIntitulado apenas “EP 1“, o trabalho foi feito por Brenden Fletcher (roteirista da própria Black Canary), Michelle Bensimon (vocal/guitarra da Caveboy) e pelo produtor Joseph Donovan, que é coautor de duas das três faixas.
 
Fish Out Of Water“, “Old World” e “The Man With The X-Rays” – essa última um cover da banda Bauhaus, do álbum “Mask” (1981) – compõem o “trabalho desenvolvido” pela Black Canary.
Cá entre nós? Gostei demais, baita som com pegada de anos 80, uma mistura de atmosferas de Goth, New Wave, Electropop, enfim, acho que deu pra entender. Logo abaixo o player com as faixas, ouça e tire suas conclusões.


Fontes & Referências
http://www.hollywoodreporter.com/heat-vision/dc-entertainment-releases-3-track-872245
http://www.dccomics.com/graphic-novels/black-canary-vol-1-kicking-and-screaming
http://blackcanary.bandcamp.com/
http://receivers-mtl.bandcamp.com/releases
https://caveboy-music.bandcamp.com/

Advertisements

Resposta a Jack Endino

O QUE DISSE JACK ENDINO EM SUA PÁGINA DO FACEBOOK?

 “Brazilian bands!!! WHY ARE YOU SINGING IN ENGLISH? I CAN NEVER UNDERSTAND A WORD OF IT! What is the point of this? It will not give you success outside of Brazil, and I don’t see how it can give you success INSIDE Brazil. Yes, I know Sepultura did it, but their English was excellent, their lyrics were good, and they were on an international metal record label. Who else has done it? I am really baffled and puzzled by this.” – Jack Endino

 Resumindo: nos questiona por cantarmos em Inglês; diz que não entende uma única palavra do que cantamos; fala que não entende o objetivo e que isso não nos levará ao sucesso fora do Brasil. E que não vê como isso trará sucesso dentro do Brasil. Segundo ele, somente o Sepultura presta, tem boa proficiência em Inglês e boas letras, além de terem assinado com um selo internacional. “Quem mais fez isso?”, questiona Jack Endino.

SOBRE O DOMÍNIO DO IDIOMA

 Olha, francamente não faço ideia sobre quais bandas ele está falando, mas a primeira impressão é de que há bem mais do que exagero no ar. Quase xenofobia. 

 Nosso Inglês é sofrível enquanto estivermos nos referindo à população de uma maneira geral, certamente. Posso afirmar isso de cátedra pois sou professor de Inglês há quase 20 anos. Não falo isso para me exibir – grande coisa, há um monte de professores de Inglês no Brasil -, falo isso para apresentar previamente o embasamento do que direi a seguir.

 Cansei de ver pessoas que se acreditavam “fluentes”, não serem literalmente mais do que alunos básicos – e daqueles bem ruins. Mas nenhuma delas exercia funções nas quais o Inglês fosse imprescindível, como se dá com vocalistas brasileiros que cantam em Inglês. Muitos de nossos vocalistas não apenas dominam duas línguas, como são também pessoas de enorme cultura, Jack Endino. No Brasil, o Rock é esmagado pela perfídia de homens como você, que fazem questão de manter as “castas inferiores” subjugadas e ignorantes. Precisamos de muito preparo para trabalhar e defender nossas crenças, apurando nossa habilidade mental e capacidade de retórica.

 Nosso povo é fartamente exposto ao que há de pior, na sua e na nossa cultura, logo, poucos precisam assumir a responsabilidade de falar por muitos. Isso demanda estudo, inteligência, tolerância, respeito e, principalmente, Honestidade, Disciplina e Amor pelo que se faz. Falo de artistas, não de políticos.

 Em várias regiões de lugares como Estados Unidos e Reino Unido, o domínio do idioma em geral é risível, a pronúncia vai além do sotaque e pisa firmemente com os dois calcanhares no ERRO, mas nem por isso vejo alvoroço para se usar tal argumentação contra bons trabalhos de bandas locais. Quer um exemplo de pronúncia questionável? Adoro James Hetfield, por exemplo, mas cantando, ele engole tanta letra, sílaba, tem cada pronúncia engraçada, praticamente inventa palavras… e nem por isso vou dizer que a banda é uma merda e que ele não canta bem. Criaram até memes sacaneando essa característica dele em 2012, você deve ter visto por aí, Endino. Ou talvez não, para você isso deve ser coisa de brasileiro.

 Vejo vocalistas de bandas alemãs, italianas, finlandesas, suecas, holandesas e outras tantas, apresentarem domínio idêntico ao dos nossos vocalistas, mas não me recordo de um único ataque nesse tom humilhante e depreciativo. E elas também não mereceriam.

SOBRE AS LETRAS

 Outro aspecto terrível no que você disse, nada tem a ver com a proficiência do idioma. Para você, somente o Sepultura tem um bom Inglês e letras boas? Como assim, Endino?

 Jack, Sepultura é legal, mas gostaria de entender qual a grande “genialidade” das letras deles. São boas sim, só que não chegam a ser um diferencial, algo que valha como argumento da maneira que você o fez. Li todas elas e sei do que estou falando. Já você, não deve ter lido muitas letras de bandas brasileiras que cantam em Inglês. Quer falar das clássicas do Metal Brasil? Vou te dar um único exemplo: VIPER. Nessa banda, Pit Passarell é um daqueles que sozinho, deu (e dá) um banho em tudo que muita gente escreveu até hoje. E não estou colocando somente o Sepultura na roda, mas várias bandas do mundo todo. Se você não o conhece, azar o seu.

 Nesse ponto, você está claramente misturando “gosto pessoal” com “qualidade literária”. Ficou parecendo um garoto que é fã de Ramones (que também adoro) e que por isso, diz que Johnny Ramone  é “o melhor guitarrista do mundo” – porque é sua banda preferida. “Se eu gosto é o melhor; senão é uma porcaria.” – traduzindo, é isso que muita gente pode estar pensando de você, inclusive eu.

 Fui vocalista e imagino como muitos colegas devam estar se sentindo. Fiz questão de escrever essa “resposta” para pontuar a posição do Rock Universe em relação ao que disse Jack Endino. Escrevi por nós vocalistas. Sim, “fui vocalista”… mas nessa hora, no momento em que alguém se levanta contra a classe dos músicos de Rock brasileiros, dessa forma desrespeitosa, intolerante, infeliz, preconceituosa, realmente volto a “ser vocalista”, mesmo que anônimo, mesmo que o suficiente apenas para redigir um texto apressado em tom pessoal.

 Não farei uma versão em Inglês por uma razão muito simples: Jack Endino não merece meu esforço nesse sentido. Falo contra ele, mas fiz esse desabafo por  vocês e para  vocês. Vocês, fãs e músicos brasileiros de Rock. 

 Fonte: https://www.facebook.com/jackendinopublicpage

While Your Lips Are Still RedNightwish (HD)

While Your Lips Are Still Red: vocal solo de Marco Hietala

While Your Lips Are Still Red: Marco Hietala & Tuomas Holopainen

While Your Lips Are Still Red é uma composição de Tuomas Holopainen e Marco Hietala que faz parte da trilha sonora do filme Lieksa!, do diretor finlandês Markku Pölönen. A música foi lançada no single Amaranth (2007) e conta apenas com Jukka Nevalainen (bateria) além dos próprios Marco e Tuomas em seu arranjo.

Trata-se de uma música suave e triste – ainda mais quando ouvida juntamente com seu vídeo oficial – mas, ainda assim, dotada de uma beleza e sobriedade que deixam ainda mais em evidência a maturidade lúdica de seus compositores. A voz de Marco, sem a habitual agressividade, pontuada pela voz ligeiramente dramática de Tuomas nos backing vocals, criam juntas uma atmosfera serena e incomum à figura de ambos. Um verdadeiro mérito dentro da atual cena musical afogada em velhos e cansativos clichês.

While Your Lips Are Still Red  – Nightwish

“Sweet little words made for silence
Not talk
Young heart for love
Not heartache
Dark hair for catching the wind
Not to veil the sight of a cold world

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn

First day of love never comes back
A passionate hour`s never a wasted one
The violin, the poet`s hand,
Every thawing heart plays your theme with care

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn”

Fonte: http://nightwish.com/pt/

“Until It Sleeps”Metallica (Vídeo Oficial Legendado & Hieronymus Bosch)

Until It Sleeps: Single

 Trata-se do primeiro single do mais que polêmico e odiado álbum Load (1996), sexto trabalho de estúdio do Metallica. A música Until It Sleeps é um relato pessoal de James Hetfield (em parceria com Lars Ulrich) e fala sobre Dor e Raiva de uma forma poeticamente sombria.

 O conceito visual apresentado no clip faz claras referências à Arte perturbadora do pintor holandês conhecido como Hieronymus Bosch – ou Jheronimus van Aken (1450-1516) – um de meus favoritos desse período. Basicamente, os elementos presentes em sua obra como um todo remetem diretamente ao Inferno e à noção de Pecado e Danação Eterna, ou seja, a angústia da alma humana é a matéria-prima de sua temática. 

“Until It Sleeps” Metallica (Clip Legendado)

Hieronymous Bosch Hieronymus Bosch

Hieronymous Bosch: detalhe de “Inferno”

 Considero esse clip particularmente notável, não somente pela música – umas das poucas válidas nesse disco -, mas obviamente pela estética já citada (cenário e figurino), pelo trabalho de fotografia e também pela interpretação atormentada dos atores e dos próprios integrantes da banda.

 Com direção de Samuel Bayer – que já trabalhou com Ozzy Osbourne, Nirvana, Iron Maiden, Rush, David Bowie, Marilyn Manson, Green Day, Ramones e Aerosmith, apenas para citar alguns – o vídeo buscou captar a interseção entre os sentimentos aflitivos pertinentes à letra e o estado de espírito martirizante que os acompanha, tal qual acontece com o legado de Bosch. E para todos os efeitos, acredito que tenha conseguido com louvor.

Fontes e Referências: http://www.metallica.com/ – http://www.hieronymus-bosch.org/ e coleção particular.

MatanzaMúsica Para Beber E Brigar

2º Disco do Matanza: Música Para Beber E Brigar

Matanza: Música Para Beber E Brigar

 Lá pelos idos de 2003, eu trabalhava em uma loja toda cheia de propostas inovadoras em se tratando de Brasil. Fizeram até algumas matérias de destaque sobre o lugar em grandes emissoras e demais veículos. Localizada em um shopping da Zona Sul do Rio de Janeiro, era um espaço realmente muito grande: livraria, setor de downloads, cinema de alta tecnologia, gráfica, palco para shows, restaurante, café e, evidentemente, um setor de CDs e DVDs – que era o meu setor. Na verdade eu e meus amigos e colegas fazíamos parte da equipe original que inaugurou a tal loja.

 “Beleza, mas onde entra a tal banda do título nessa história toda?” – Pois vamos a isso nesse exato instante: em dado momento daquele agitadíssimo cotidiano comercial, deparei-me com o CD de uma banda cujo nome era no mínimo… peculiar por assim dizer – Matanza. Alguém falou “é a banda do filho do Jack (dono da loja), o Jimmy” e apontou para um sujeito grande, ruivo, cabeludo e barbudo que circulava pela livraria. Figura ameaçadora para os “padrões normais” de uma sociedade estúpida, hipócrita e preconceituosa. Vez por outra ele aparecia e conversava com alguns de nós durante o expediente.

 A despeito de qualquer estereótipo, durante essas conversas pude constatar que o sujeito era inteligente e bem articulado – além de ser um cara totalmente na dele, sem frescuras e, acreditem, educado e de certa forma até bem simpático. Eu já tinha ouvido falar vagamente sobre um tal Jimmy London na cena um pouco mais extrema do Rio e de sua atitude. Apenas não havia associado o nome à banda e à pessoa daquele Jimmy específico. E ele mesmo não mencionava diretamente o Matanza conosco – não que eu tenha visto. Quando um músico tem esse tipo de postura, ganha totalmente o meu respeito, seja ele famoso ou não. Lembrando bem, apenas uma única vez ele brincou quando me viu com um CD deles na mão: “essa banda é legal, hein?” – riu e saiu andando. Fim.

 Depois disso realmente resolvi conhecer o trabalho da banda e comecei por um CD que constava em nosso catálogo, cujo nome era no mínimo singular: Música Para Beber & Brigar (2003). E não poderia haver um título mais direto para aquele disco. Uma mistura muito bem amarrada de Metal, Hardcore, Punk e Country. Agora chega de papo e vamos ao que interessa:

O Último Bar Matanza (Versão Oficial Ao Vivo)


…Mas se eu voltei pra essa cidade, foi atrás de muito tempo que eu perdi…

Fontes e Referências: Coleção particular e http://www.matanza.com.br/

Morre Jean Giraud, o genial artista conhecido como Moebius

Jean Giraud, o Mebius, em sua exposição de arte

Moebius: Jean Giraud em sua exposição

 2012 anda acumulando baixas expressivas no mundo das artes…morreu nesse sábado aos 73 anos, o genial artista francês Jean Henri Gaston Giraud, conhecido por todos como Moebius. Tenente Blueberry, Alien, O Segredo do Abismo, Surfista Prateado, Willow, Mestres do Universo, O Quinto Elemento e Tron são apenas alguns de seus trabalhos em Cinema e Quadrinhos.

 Em muitos ramos das Artes percebemos uma sutil ligação com o Rock, por isso meu destaque pessoal em sua obra, fica por conta de ter sido um dos fundadores da revista francesa Métal Hurlant. Essa revista ficou bastante popularizada entre desenhistas e músicos em nosso continente, como a aclamada publicação de ficção científica e fantasia conhecida sob o nome Heavy Metal – nome com o qual passou a circular principalmente nos EUA. Enquanto ex-músico e desenhista em quadrinhos, mantive sempre um especial interesse em tudo que fosse desenvolvido por Moebius, ou inspirado em suas criações – como também é o caso da admiração que tenho por Giger e Dalí entre outros.

Métal Hurlant the original Heavy Metal

Métal Hurlant

 Quando tive o prazer de conhecer sua obra, algo curioso me chamou a atenção logo de cara: a quantidade de headbangers que eu ia conhecendo, que não eram necessariamente desenhistas ou fãs de quadrinhos, e eram alucinados pela revista. Eram atraídos inicialmente pelo nome (óbvio) e mesmo constatando não se tratar de um periódico de Rock/Metal, tornavam-se fãs da revista e de seus colaboradores, tamanho o apelo junto a esse público.  Nessa época no Rio de Janeiro, normalmente não encontrávamos a Heavy Metal nas bancas, sequer nas poucas especializadas que existiam (doce ilusão): vasculhávamos incessantemente sebos, importadoras, lojas de modelismo, de RPG… eram tão raras que seus preços podiam ser bem salgados, fossem novas ou usadas. Durante muito tempo mal conseguíamos encontrar quatro ou cinco a cada seis meses, depois as coisas foram melhorando. Já adulto tive a sorte e a felicidade de encontrar sem querer por R$ 1,00 uma versão original francesa, ou seja, uma Métal Hurlant, e esse foi o meu maior troféu até hoje em caçadas por HQs.

Poster do filme de 1981, Heavy Metal

Arte principal do filme Heavy Metal de 1981

 A qualidade da Métal Hurlant/Heavy Metal rendeu ao Cinema duas fantásticas animações cult: Heavy Metal (de 1981, dirigida por Gerald Potterton) e Heavy Metal 2000 (naturalmente em 2000, dirigida por Michel Lemire e Michael Coldewey). Tanto as revistas quanto as animações são material destinado ao público adulto, uma vez que mesclam além de ficção científica e fantasia, uma boa dose de erotismo, ação e violência, mas com uma linguagem totalmente pautada na arte como seu maior recurso, fazendo da mesma seu grande diferencial.

 Jean Giraud, o Moebius, é mais um grande artista que retorna ao convívio dos Deuses das Artes, uma notável inspiração que se eterniza tal qual uma belíssima pintura, tão importante quanto suas mais renomadas e sofisticadas criações. Repose en Paix, Jean Giraud…Moebius.

Fontes: Coleção particular & http://www.moebius.fr/
http://www.moebius-transe-forme.com/

For The Love Of God – Steve Vai (Official Video)

Capa do disco Passion And Warfare de Steve Vai

Passion And Warfare: obra-prima de Steve Vai

Steve Siro Vai, nascido em 6 de junho de 1960 e conhecido por todos simplesmente como Steve Vai, trouxe a toda uma geração de músicos, guitarristas e outros instrumentistas, uma abordagem praticamente inusitada da guitarra e do Rock Instrumental. Seu tão bem conhecido virtuosismo não foi o diferencial, mas sim a maneira como ele o colocou a favor da boa música, atingindo uma rara harmonia entre os pilares da velocidade, técnica e melodia.

Meu primeiro contato com sua música, se deu justamente através do disco apontado pela maioria como seu magum opus, sua mais retumbante obra, o primoroso legado de nome Passion And Warfare (1990). Entre seus muitos pontos altos, esse trabalho de Vai apresentou à raça humana não somente composições assombrosas, capazes de agradar aos mais diferentes perfis de guitarristas e fãs de boa música, mas também uma sublime experiência cósmica, a quase paranormal poesia batizada como For The Love Of God.

Costumo dizer que Steve Vai é o meu guitarrista-zen favorito, e essa obra de arte em particular sintetiza muito bem o que quero dizer:

For The Love Of God – Steve Vai (Official Video)

Fontes: Discografia Oficial & http://www.vai.com/