Archive for the ‘Curiosidades’ Category

DC Entertainment lança EP com 3 faixas para promover HQ da Canário Negro

Como a personagem Black Canary, da Liga da Justiça, resolveu sair em turnê com sua banda (que também leva o seu nome), a DC Comics lançou um EP real com 3 músicas tocadas pela banda fictícia para promover a revista com o projeto solo da heroína-vocalista, BLACK CANARY VOL. 1: KICKING AND SCREAMING 
 
Black_Canary_DC_ComicsIntitulado apenas “EP 1“, o trabalho foi feito por Brenden Fletcher (roteirista da própria Black Canary), Michelle Bensimon (vocal/guitarra da Caveboy) e pelo produtor Joseph Donovan, que é coautor de duas das três faixas.
 
Fish Out Of Water“, “Old World” e “The Man With The X-Rays” – essa última um cover da banda Bauhaus, do álbum “Mask” (1981) – compõem o “trabalho desenvolvido” pela Black Canary.
Cá entre nós? Gostei demais, baita som com pegada de anos 80, uma mistura de atmosferas de Goth, New Wave, Electropop, enfim, acho que deu pra entender. Logo abaixo o player com as faixas, ouça e tire suas conclusões.


Fontes & Referências
http://www.hollywoodreporter.com/heat-vision/dc-entertainment-releases-3-track-872245
http://www.dccomics.com/graphic-novels/black-canary-vol-1-kicking-and-screaming
http://blackcanary.bandcamp.com/
http://receivers-mtl.bandcamp.com/releases
https://caveboy-music.bandcamp.com/

Resposta a Jack Endino

O QUE DISSE JACK ENDINO EM SUA PÁGINA DO FACEBOOK?

 “Brazilian bands!!! WHY ARE YOU SINGING IN ENGLISH? I CAN NEVER UNDERSTAND A WORD OF IT! What is the point of this? It will not give you success outside of Brazil, and I don’t see how it can give you success INSIDE Brazil. Yes, I know Sepultura did it, but their English was excellent, their lyrics were good, and they were on an international metal record label. Who else has done it? I am really baffled and puzzled by this.” – Jack Endino

 Resumindo: nos questiona por cantarmos em Inglês; diz que não entende uma única palavra do que cantamos; fala que não entende o objetivo e que isso não nos levará ao sucesso fora do Brasil. E que não vê como isso trará sucesso dentro do Brasil. Segundo ele, somente o Sepultura presta, tem boa proficiência em Inglês e boas letras, além de terem assinado com um selo internacional. “Quem mais fez isso?”, questiona Jack Endino.

SOBRE O DOMÍNIO DO IDIOMA

 Olha, francamente não faço ideia sobre quais bandas ele está falando, mas a primeira impressão é de que há bem mais do que exagero no ar. Quase xenofobia. 

 Nosso Inglês é sofrível enquanto estivermos nos referindo à população de uma maneira geral, certamente. Posso afirmar isso de cátedra pois sou professor de Inglês há quase 20 anos. Não falo isso para me exibir – grande coisa, há um monte de professores de Inglês no Brasil -, falo isso para apresentar previamente o embasamento do que direi a seguir.

 Cansei de ver pessoas que se acreditavam “fluentes”, não serem literalmente mais do que alunos básicos – e daqueles bem ruins. Mas nenhuma delas exercia funções nas quais o Inglês fosse imprescindível, como se dá com vocalistas brasileiros que cantam em Inglês. Muitos de nossos vocalistas não apenas dominam duas línguas, como são também pessoas de enorme cultura, Jack Endino. No Brasil, o Rock é esmagado pela perfídia de homens como você, que fazem questão de manter as “castas inferiores” subjugadas e ignorantes. Precisamos de muito preparo para trabalhar e defender nossas crenças, apurando nossa habilidade mental e capacidade de retórica.

 Nosso povo é fartamente exposto ao que há de pior, na sua e na nossa cultura, logo, poucos precisam assumir a responsabilidade de falar por muitos. Isso demanda estudo, inteligência, tolerância, respeito e, principalmente, Honestidade, Disciplina e Amor pelo que se faz. Falo de artistas, não de políticos.

 Em várias regiões de lugares como Estados Unidos e Reino Unido, o domínio do idioma em geral é risível, a pronúncia vai além do sotaque e pisa firmemente com os dois calcanhares no ERRO, mas nem por isso vejo alvoroço para se usar tal argumentação contra bons trabalhos de bandas locais. Quer um exemplo de pronúncia questionável? Adoro James Hetfield, por exemplo, mas cantando, ele engole tanta letra, sílaba, tem cada pronúncia engraçada, praticamente inventa palavras… e nem por isso vou dizer que a banda é uma merda e que ele não canta bem. Criaram até memes sacaneando essa característica dele em 2012, você deve ter visto por aí, Endino. Ou talvez não, para você isso deve ser coisa de brasileiro.

 Vejo vocalistas de bandas alemãs, italianas, finlandesas, suecas, holandesas e outras tantas, apresentarem domínio idêntico ao dos nossos vocalistas, mas não me recordo de um único ataque nesse tom humilhante e depreciativo. E elas também não mereceriam.

SOBRE AS LETRAS

 Outro aspecto terrível no que você disse, nada tem a ver com a proficiência do idioma. Para você, somente o Sepultura tem um bom Inglês e letras boas? Como assim, Endino?

 Jack, Sepultura é legal, mas gostaria de entender qual a grande “genialidade” das letras deles. São boas sim, só que não chegam a ser um diferencial, algo que valha como argumento da maneira que você o fez. Li todas elas e sei do que estou falando. Já você, não deve ter lido muitas letras de bandas brasileiras que cantam em Inglês. Quer falar das clássicas do Metal Brasil? Vou te dar um único exemplo: VIPER. Nessa banda, Pit Passarell é um daqueles que sozinho, deu (e dá) um banho em tudo que muita gente escreveu até hoje. E não estou colocando somente o Sepultura na roda, mas várias bandas do mundo todo. Se você não o conhece, azar o seu.

 Nesse ponto, você está claramente misturando “gosto pessoal” com “qualidade literária”. Ficou parecendo um garoto que é fã de Ramones (que também adoro) e que por isso, diz que Johnny Ramone  é “o melhor guitarrista do mundo” – porque é sua banda preferida. “Se eu gosto é o melhor; senão é uma porcaria.” – traduzindo, é isso que muita gente pode estar pensando de você, inclusive eu.

 Fui vocalista e imagino como muitos colegas devam estar se sentindo. Fiz questão de escrever essa “resposta” para pontuar a posição do Rock Universe em relação ao que disse Jack Endino. Escrevi por nós vocalistas. Sim, “fui vocalista”… mas nessa hora, no momento em que alguém se levanta contra a classe dos músicos de Rock brasileiros, dessa forma desrespeitosa, intolerante, infeliz, preconceituosa, realmente volto a “ser vocalista”, mesmo que anônimo, mesmo que o suficiente apenas para redigir um texto apressado em tom pessoal.

 Não farei uma versão em Inglês por uma razão muito simples: Jack Endino não merece meu esforço nesse sentido. Falo contra ele, mas fiz esse desabafo por  vocês e para  vocês. Vocês, fãs e músicos brasileiros de Rock. 

 Fonte: https://www.facebook.com/jackendinopublicpage

While Your Lips Are Still RedNightwish (HD)

While Your Lips Are Still Red: vocal solo de Marco Hietala

While Your Lips Are Still Red: Marco Hietala & Tuomas Holopainen

While Your Lips Are Still Red é uma composição de Tuomas Holopainen e Marco Hietala que faz parte da trilha sonora do filme Lieksa!, do diretor finlandês Markku Pölönen. A música foi lançada no single Amaranth (2007) e conta apenas com Jukka Nevalainen (bateria) além dos próprios Marco e Tuomas em seu arranjo.

Trata-se de uma música suave e triste – ainda mais quando ouvida juntamente com seu vídeo oficial – mas, ainda assim, dotada de uma beleza e sobriedade que deixam ainda mais em evidência a maturidade lúdica de seus compositores. A voz de Marco, sem a habitual agressividade, pontuada pela voz ligeiramente dramática de Tuomas nos backing vocals, criam juntas uma atmosfera serena e incomum à figura de ambos. Um verdadeiro mérito dentro da atual cena musical afogada em velhos e cansativos clichês.

While Your Lips Are Still Red  – Nightwish

“Sweet little words made for silence
Not talk
Young heart for love
Not heartache
Dark hair for catching the wind
Not to veil the sight of a cold world

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn

First day of love never comes back
A passionate hour`s never a wasted one
The violin, the poet`s hand,
Every thawing heart plays your theme with care

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn”

Fonte: http://nightwish.com/pt/

“Until It Sleeps”Metallica (Vídeo Oficial Legendado & Hieronymus Bosch)

Until It Sleeps: Single

 Trata-se do primeiro single do mais que polêmico e odiado álbum Load (1996), sexto trabalho de estúdio do Metallica. A música Until It Sleeps é um relato pessoal de James Hetfield (em parceria com Lars Ulrich) e fala sobre Dor e Raiva de uma forma poeticamente sombria.

 O conceito visual apresentado no clip faz claras referências à Arte perturbadora do pintor holandês conhecido como Hieronymus Bosch – ou Jheronimus van Aken (1450-1516) – um de meus favoritos desse período. Basicamente, os elementos presentes em sua obra como um todo remetem diretamente ao Inferno e à noção de Pecado e Danação Eterna, ou seja, a angústia da alma humana é a matéria-prima de sua temática. 

“Until It Sleeps” Metallica (Clip Legendado)

Hieronymous Bosch Hieronymus Bosch

Hieronymous Bosch: detalhe de “Inferno”

 Considero esse clip particularmente notável, não somente pela música – umas das poucas válidas nesse disco -, mas obviamente pela estética já citada (cenário e figurino), pelo trabalho de fotografia e também pela interpretação atormentada dos atores e dos próprios integrantes da banda.

 Com direção de Samuel Bayer – que já trabalhou com Ozzy Osbourne, Nirvana, Iron Maiden, Rush, David Bowie, Marilyn Manson, Green Day, Ramones e Aerosmith, apenas para citar alguns – o vídeo buscou captar a interseção entre os sentimentos aflitivos pertinentes à letra e o estado de espírito martirizante que os acompanha, tal qual acontece com o legado de Bosch. E para todos os efeitos, acredito que tenha conseguido com louvor.

Fontes e Referências: http://www.metallica.com/ – http://www.hieronymus-bosch.org/ e coleção particular.

MatanzaMúsica Para Beber E Brigar

2º Disco do Matanza: Música Para Beber E Brigar

Matanza: Música Para Beber E Brigar

 Lá pelos idos de 2003, eu trabalhava em uma loja toda cheia de propostas inovadoras em se tratando de Brasil. Fizeram até algumas matérias de destaque sobre o lugar em grandes emissoras e demais veículos. Localizada em um shopping da Zona Sul do Rio de Janeiro, era um espaço realmente muito grande: livraria, setor de downloads, cinema de alta tecnologia, gráfica, palco para shows, restaurante, café e, evidentemente, um setor de CDs e DVDs – que era o meu setor. Na verdade eu e meus amigos e colegas fazíamos parte da equipe original que inaugurou a tal loja.

 “Beleza, mas onde entra a tal banda do título nessa história toda?” – Pois vamos a isso nesse exato instante: em dado momento daquele agitadíssimo cotidiano comercial, deparei-me com o CD de uma banda cujo nome era no mínimo… peculiar por assim dizer – Matanza. Alguém falou “é a banda do filho do Jack (dono da loja), o Jimmy” e apontou para um sujeito grande, ruivo, cabeludo e barbudo que circulava pela livraria. Figura ameaçadora para os “padrões normais” de uma sociedade estúpida, hipócrita e preconceituosa. Vez por outra ele aparecia e conversava com alguns de nós durante o expediente.

 A despeito de qualquer estereótipo, durante essas conversas pude constatar que o sujeito era inteligente e bem articulado – além de ser um cara totalmente na dele, sem frescuras e, acreditem, educado e de certa forma até bem simpático. Eu já tinha ouvido falar vagamente sobre um tal Jimmy London na cena um pouco mais extrema do Rio e de sua atitude. Apenas não havia associado o nome à banda e à pessoa daquele Jimmy específico. E ele mesmo não mencionava diretamente o Matanza conosco – não que eu tenha visto. Quando um músico tem esse tipo de postura, ganha totalmente o meu respeito, seja ele famoso ou não. Lembrando bem, apenas uma única vez ele brincou quando me viu com um CD deles na mão: “essa banda é legal, hein?” – riu e saiu andando. Fim.

 Depois disso realmente resolvi conhecer o trabalho da banda e comecei por um CD que constava em nosso catálogo, cujo nome era no mínimo singular: Música Para Beber & Brigar (2003). E não poderia haver um título mais direto para aquele disco. Uma mistura muito bem amarrada de Metal, Hardcore, Punk e Country. Agora chega de papo e vamos ao que interessa:

O Último Bar Matanza (Versão Oficial Ao Vivo)


…Mas se eu voltei pra essa cidade, foi atrás de muito tempo que eu perdi…

Fontes e Referências: Coleção particular e http://www.matanza.com.br/

Morre Jean Giraud, o genial artista conhecido como Moebius

Jean Giraud, o Mebius, em sua exposição de arte

Moebius: Jean Giraud em sua exposição

 2012 anda acumulando baixas expressivas no mundo das artes…morreu nesse sábado aos 73 anos, o genial artista francês Jean Henri Gaston Giraud, conhecido por todos como Moebius. Tenente Blueberry, Alien, O Segredo do Abismo, Surfista Prateado, Willow, Mestres do Universo, O Quinto Elemento e Tron são apenas alguns de seus trabalhos em Cinema e Quadrinhos.

 Em muitos ramos das Artes percebemos uma sutil ligação com o Rock, por isso meu destaque pessoal em sua obra, fica por conta de ter sido um dos fundadores da revista francesa Métal Hurlant. Essa revista ficou bastante popularizada entre desenhistas e músicos em nosso continente, como a aclamada publicação de ficção científica e fantasia conhecida sob o nome Heavy Metal – nome com o qual passou a circular principalmente nos EUA. Enquanto ex-músico e desenhista em quadrinhos, mantive sempre um especial interesse em tudo que fosse desenvolvido por Moebius, ou inspirado em suas criações – como também é o caso da admiração que tenho por Giger e Dalí entre outros.

Métal Hurlant the original Heavy Metal

Métal Hurlant

 Quando tive o prazer de conhecer sua obra, algo curioso me chamou a atenção logo de cara: a quantidade de headbangers que eu ia conhecendo, que não eram necessariamente desenhistas ou fãs de quadrinhos, e eram alucinados pela revista. Eram atraídos inicialmente pelo nome (óbvio) e mesmo constatando não se tratar de um periódico de Rock/Metal, tornavam-se fãs da revista e de seus colaboradores, tamanho o apelo junto a esse público.  Nessa época no Rio de Janeiro, normalmente não encontrávamos a Heavy Metal nas bancas, sequer nas poucas especializadas que existiam (doce ilusão): vasculhávamos incessantemente sebos, importadoras, lojas de modelismo, de RPG… eram tão raras que seus preços podiam ser bem salgados, fossem novas ou usadas. Durante muito tempo mal conseguíamos encontrar quatro ou cinco a cada seis meses, depois as coisas foram melhorando. Já adulto tive a sorte e a felicidade de encontrar sem querer por R$ 1,00 uma versão original francesa, ou seja, uma Métal Hurlant, e esse foi o meu maior troféu até hoje em caçadas por HQs.

Poster do filme de 1981, Heavy Metal

Arte principal do filme Heavy Metal de 1981

 A qualidade da Métal Hurlant/Heavy Metal rendeu ao Cinema duas fantásticas animações cult: Heavy Metal (de 1981, dirigida por Gerald Potterton) e Heavy Metal 2000 (naturalmente em 2000, dirigida por Michel Lemire e Michael Coldewey). Tanto as revistas quanto as animações são material destinado ao público adulto, uma vez que mesclam além de ficção científica e fantasia, uma boa dose de erotismo, ação e violência, mas com uma linguagem totalmente pautada na arte como seu maior recurso, fazendo da mesma seu grande diferencial.

 Jean Giraud, o Moebius, é mais um grande artista que retorna ao convívio dos Deuses das Artes, uma notável inspiração que se eterniza tal qual uma belíssima pintura, tão importante quanto suas mais renomadas e sofisticadas criações. Repose en Paix, Jean Giraud…Moebius.

Fontes: Coleção particular & http://www.moebius.fr/
http://www.moebius-transe-forme.com/

For The Love Of God – Steve Vai (Official Video)

Capa do disco Passion And Warfare de Steve Vai

Passion And Warfare: obra-prima de Steve Vai

Steve Siro Vai, nascido em 6 de junho de 1960 e conhecido por todos simplesmente como Steve Vai, trouxe a toda uma geração de músicos, guitarristas e outros instrumentistas, uma abordagem praticamente inusitada da guitarra e do Rock Instrumental. Seu tão bem conhecido virtuosismo não foi o diferencial, mas sim a maneira como ele o colocou a favor da boa música, atingindo uma rara harmonia entre os pilares da velocidade, técnica e melodia.

Meu primeiro contato com sua música, se deu justamente através do disco apontado pela maioria como seu magum opus, sua mais retumbante obra, o primoroso legado de nome Passion And Warfare (1990). Entre seus muitos pontos altos, esse trabalho de Vai apresentou à raça humana não somente composições assombrosas, capazes de agradar aos mais diferentes perfis de guitarristas e fãs de boa música, mas também uma sublime experiência cósmica, a quase paranormal poesia batizada como For The Love Of God.

Costumo dizer que Steve Vai é o meu guitarrista-zen favorito, e essa obra de arte em particular sintetiza muito bem o que quero dizer:

For The Love Of God – Steve Vai (Official Video)

Fontes: Discografia Oficial & http://www.vai.com/

Children Of The Damned The Iron Maidens

The Iron Maidens

Elas estiveram no Brasil esse ano e causaram uma ótima impressão, afinal de contas não é todo dia que uma banda tributo ao Iron Maiden composta exclusivamente por mulheres, apresenta uma performance de tamanha qualidade e fidelidade musical, inclusive baixando a crista de muitos marmanjos de outros covers e tributos ao Maiden. Com a carismática e excelente vocalista Kirsten Rosenberg à frente dos microfones, juntamente com as exímias Nita Strauss e Courtney Cox nas guitarras, fechando o grupo a baixista Wanda Ortiz e a baterista Linda McDonald – mostrando essas duas últimas uma vez mais, que o binômio baixo-bateria pode ser executado por mulheres com a mesmíssima potência, pegada e perícia dos homens do Metal – esse quinteto merece total respeito e admiração por onde quer que passe.

The Iron Maidens: símbolo estilizado

A banda The Iron Maidens, formada em 2001, prima pelo profissionalismo em rigorosamente todos os detalhes: da parte musical às atitudes de palco e fora de palco com fãs e mídia. Não quero me estender muito pois encontrei um vídeo sensacional desse quinteto no The Galaxy Theater (Santa Ana, Califórnia) em 06/03/2010, no entanto há uma curiosidade cômica sobre essa noite que merece vir à tona para quem ainda não sabe: nesse mesmo show elas tocaram algumas das mais antigas, sendo que a piada (no bom sentido), ficou por conta de Women In Uniform, pois como nunca haviam tocado essa na banda (o que seria de fato um tanto quanto estranho), estrearam esse clássico da fase Paul Di´Anno, retornando ao palco para o bis cada uma trajando um uniforme diferente: Kirsten como piloto de aviação comercial, Linda como policial, Courtney como marinheira, Wanda como sargento do Exército e Heather Baker (na época temporariamente de volta à banda) com um uniforme camuflado dos Fuzileiros Navais. Pelo visto senso de humor as moças tem de sobra…agora com vocês:

Children Of The Damned – The Iron Maidens

Fonte: http://www.theironmaidens.com/band/bio.html

Birth Of Venus Illegitima – Therion – Official Video e Bio – Parte I

Vovin

 Tive meu primeiro contato com a banda suéca Therion tardiamente em 1998 através de seu sétimo disco, o aclamado Vovin – que diga-se de passagem me arrebatou de cara totalmente ao longo de suas 11 faixas. Nem preciso dizer que no mesmo ano procurei o álbum Theli (1996) desesperadamente até encontrá-lo num dos locais mais improváveis do Rio de Janeiro. O mesmo se deu com os ábuns anteriores que boa parte dos “especialistas” insistia em afirmar que não poderiam ser encontrados jamais. Levei quase um ano e meio mas consegui todos, desde Of Darkness…(1991) até os mais recentes – aliás, agradeço aos catálogos da Nuclear Blast pelos “mapas”.

 Fundada e capitaneada pelo guitarrista e compositor Christofer Johnsson, inicialmente a banda adotou nos idos de 1987 o nome Blitzkrieg, cujas principais influências eram Slayer e Mettalica. Contudo segundo muitos, soavam mais como Venom e Motörhead, com Johnsson no baixo e vocal, Peter Hansson na guitarra e Oskar Forss na bateria.

 Em 1988 a banda foi reformulada devido a questões internas com Forss que acabou deixando a banda. Mudaram o nome para Megatherion sob influência da banda suíça de metal extremo, Celtic Frost e seu segundo disco To Mega Therion. Nessa época Christofer Johnsson que era então o baixista e vocalista do grupo, assumiu a guitarra mas Peter Hansson continuou também como guitarrista. Johan Hansson foi recrutado como novo baixista e o baterista escolhido foi Mika Tovalainen. Como curiosidade, vale lembrar ainda que a mente por trás de todas essas músicas, mudanças e evoluções, Christofer Johnsson, chegou a fazer parte das bandas Demonoid, Liers In Wait, Messiah e Carbonized, além de ter fundado a extinta gravadora Dark Age Music.

 Os caras começaram como uma banda de Death Metal e foram sofrendo alterações musicais espontâneas, até se tornarem conhecidos por mais um dos intermináveis rótulos pertencentes ao universo do Rock: Symphonic Metal. Retomando a história mais recente da banda, algumas características ao meu ver bastante agradáveis fazem parte daquilo que a banda veio a se tornar sob o nome Therion:

1 – Sem querer desrespeitar quaisquer outras bandas que façam ou tenham feito uso de corais e orquestras em suas gravações e apresentações, o Therion foi a primeira de todas a agregar permanentemente um coral com tenores, barítonos, baixos, sopranos, altos, contraltos, mezzo-sopranos, mezzo-contraltos e outras vozes, como membros full-time da banda dentro e fora de estúdio, mesclando definitivamente o Heavy Metal com a Música Clássica em todos os sentidos – claro que por questões técnicas em algumas apresentações, a performance de palco pode vir a fazer uso de arranjos pré-gravados como qualquer outra banda, até mesmo as mais famosas e experientes.

2 – Outro ponto positivo é o fato de que as orquestras de câmara, quartetos de cordas entre outros elementos de música erudita, são elementos fixos na composição e execução de suas músicas, não meras participações especiais.

 Todos sabem que a utilização de elementos de música erudita no universo do Rock não é novidade, mas apenas no tocante a arranjos principalmente nas percussões, guitarras, sopros, teclados e seus modos e escalas em uma ou outra canção permeada por tais características – como no Metal Neoclássico (ou Neo-Classic Metal, bem na linha Yngwie Malmsteen), no Folk Rock (que muitas vezes abusa maravilhosamente do estilo Barroco, como o Jethro Tull) além de algumas outras bandas de Classic Rock.

 Costumamos ainda ouvir excelentes cantoras e cantores líricos que se desdobram magistralmente dentro de arranjos convencionais de Rock e Metal. No entanto, o “jovem” Metal Sinfônico não se vale destes mesmos elementos como um simples “tempero” a mais dentro dos arranjos tipicamente feitos para o Rock: ao contrário, fazem desses arranjos sim, o carro-chefe do estilo em todas as suas composições, com especial atenção à interação entre todos os instrumentos, buscando um denominador comum ao Rock, às orquestras e às respectivas vozes operísticas dos corais. Ouçam e assistam abaixo como isso funciona em Birth Of Venus Illegitima. E se você já conhece e curte a banda, encaminhe a um amigo que ainda não teve o prazer de desfrutar deste som.

Birth Of Venus Illegitima – Therion (Official Video)

Fontes: http://www.megatherion.com/en/
http://www.nuclearblast.de/en/

Bruce Dickinson e Ian Anderson – Vídeo no Canterbury Rocks At Christmas

Bruce Dickinson, Ian Anderson e Justin Hayward

 Bruce Dickinson e Ian Anderson são duas divindades em meu Olimpo do Rock, logo não haveria como eu não publicar ao menos um vídeo com esses dois titãs ao vivo no show beneficente ocorrido no dia 10/12/2011, o Canterbury Rocks At Christmas, numa inusitada performance da música Jerusalem, faixa do Chemical Wedding (1998) de Bruce.  Justin Hayward do The Moody Blues completou a jam do evento.

Impossível negar a nobreza e também a ironia acerca do objetivo desse show, que foi arrecadar fundos para a restauração da belíssima e histórica Catedral de Canterbury, localizada no condado de Kent, Inglaterra. Ironia pois todos sabemos a lendária e tumultada relação que diversas igrejas e seus membros têm com as bandas de Rock mundo afora, sejam elas as igrejas anglicana, presbiteriana, católica, batista e por aí vai. Por outro lado há um aspecto positivo em tal ironia: isso é um claro indício de que idéias tortuosas e demais preconceitos tem sido revistos por líderes religiosos.

Jerusalem – Bruce Dickinson & Ian Anderson


Fontes: http://ironmaidenflight666.blogspot.com/
http://www.screamforme.com/

Cerveja Carlsberg – Propaganda inteligente aborda o preconceito estético

Carlsberg

 A cervejaria dinamarquesa Carlsberg veiculou há poucos meses, uma propaganda que abordou de maneira divertida o preconceito contra motociclistas, muitos dos quais costumam ostentar um visual apontado como “ameaçador” para o grande público. Ao que tudo indica – inclusive a própria divulgação do vídeo – a proposta inicial era mostrar a reação de casais ao entrarem numa sala de cinema em Bruxelas (Bélgica), se dando conta logo nos primeiros segundos que a mesma encontrava-se lotada por 148 motociclistas muito mal-encarados, tendo apenas dois lugares vagos no meio dessa “perigosa” multidão. Os casais não eram atores e estavam alheios à brincadeira, o que conferiu bastante realismo às reações no tocante ao medo e preconceito. Considerei uma ótima jogada (talvez não tão calculada quanto possa parecer), o fato de que a despeito de se tratarem de motociclistas, muitos outros “párias culturais” tenham podido se identificar com a proposta. Com isso o vídeo foi bem recebido e replicado por outros grupos “estranhos”: headbangers, músicos e tatuados, afinal de contas não são todos necessariamente motociclistas, o que não quer dizer que o mesmo tipo de discriminação não possa acontecer com todas essas tribos modernas. Assistam aos desfechos dessa genial propaganda logo abaixo:


Parabéns à Carlsberg pela atitude Rock ´N Roll para divulgar seu lema “That Calls For a Carlsberg” (“Isso pede uma Carlsberg”) e também à agência Duval Guillaume Modem, responsável por essa brilhante ação.

Fontes: http://www.carlsberg.com/
http://www.duvalguillaume.com/news/
http://www.youtube.com/user/CarlsbergBE#g/u

Rock Universe Day

 Adotamos o dia 13 de Outubro como o dia a se comemorar o blog Rock Universe, bem como também nosso blog irmão, 13 Caminhos, pois um dos idealizadores, sócios e fundadores de ambos renova-se também nessa mesma data.

As pessoas se unem e se associam de uma maneira geral pelas mais variadas razões. Algumas apontam caminhos, outras caminham com você… Diversas sugerem, confidenciam, estimulam, inspiram… E raríssimas fazem tudo isso ao mesmo tempo de uma forma suave e espontânea. O bênção da afinidade espiritual é para poucos e pode se manifestar de diversas maneiras – muitas delas simultaneamente.

13 Caminhos… E além.

Uma boa ideia será apenas uma linda imagem mental se não a pusermos em prática. Coragem é fantástica quando a temos, e ainda mais extraordinária quando a executamos. A Inteligência é dádiva somente quando produz algo positivo. Sabedoria tem valor unicamente quando compartilhada.

O binômio Coração-Mente muitas vezes precisa ser de fato acionado… Pode ser através de um insight meditativo, ao observar um Sol que nasce, um filhote qualquer que dorme ingenuamente, ou mesmo uma flor tão óbvia quanto o mais óbvio cartão de aniversário. Não há uma fórmula pronta e sim uma infinidade de fórmulas permanentemente mutáveis.

Pensar dessa forma diante de determinadas situações e sentimentos, torna tudo mais lógico e paralelamente muito mais emocional, ou seja, a Evolução acontece e o Equilíbrio é mantido. Ainda que não seja o tema do post, segue abaixo em homenagem a esse 13 de Outubro um vídeo para a bela e viajante Touching Tongues, uma meditação de meu Zen-Guitar Hero predileto: Steve Vai.

Steve VaiTouching Tongues

Ninguém pode ser Imortal, mas qualquer um pode se tornar Eterno…

E para quem não ainda não conhece o 13 Caminhos: http://13caminhos.wordpress.com/

“Send Me An Angel” – Scorpions  (Clip Oficial & Letra)

Send Me An Angel

 O Scorpions gravou a música Send Me An Angel – de autoria dos grandes Rudolf Schenker e Klaus Meine – em seu 11º álbum de estúdio Crazy World (lançado em novembro de 1990). Vale citar que o single dessa power ballad tem uma curiosidade gritante em sua capa: o mesmo anjo em chamas está na capa do disco Cross Purposes da banda Black Sabbath. Diz-se que as duas bandas jamais fizeram qualquer citação sobre o fato, mas nem vou investigar ou me perder em especulações por mais interessantes que possam ser. Não preciso explicar muito sobre o quanto essa canção foi bem sucedida, as posições que alcançou em diversos países, a beleza de sua harmonia e a poesia em sua letra…desejo que apenas aproveitem.

Send Me An Angel

Wise man said just walk this way
To the dawn of the light
Wind will blow into your face
As the years pass you by
Hear this voice from deep inside
It’s the call of your heart
Close your eyes and you will find
Passage out of the dark

Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star

Wise man said just find your place
In the eye of the storm
Seek the roses along the way
Just beware of the thorns

Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star

Wise man said just raise your hand
And reach out for the spell
Find the door to the promised land
Just believe in yourself
Hear this voice from deep inside
It’s the call of your heart
Close your eyes and you will find
The way out of the dark

Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star
Here I am
Will you send me an angel
Here I am
In the land of the morning star