Archive for the ‘Hard Rock’ Category

Greta Van Fleet: herdeiros do Led Zeppelin?

Foto de Jake Kiszka, guitarrista do Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Jake Kiszka | Foto: Jazmin Monet


Vocês não têm noção de quantas vezes comecei, parei e retomei este artigo.
Acho que foi entre o final de 2017 e o começo de 2018. Motivos variados. Às vezes questões mais sérias, outras, apenas uma descrença das reações. Ambas permeadas pelo cansaço de algo que não deveria ser como é, fosse política ou a cena Rock. Período bastante turbulento aqui no Brasil.

Seja como for, depois de terem passado pelo Lollapalooza Brasil 2019, vendo que muito mais fãs de Rock brasileiros conheceram a banda, achei válido finalmente tirar da gaveta essa questão. A polêmica, que já não era pouca, reacendeu com tudo. E o Rock, como qualquer outra manifestação cultural, sempre merece algum nível de reflexão, pois não está fora das dinâmicas e confusões humanas. Ainda que seja em algo de interesse tão interno e restrito.

Bom, Greta Van Fleet, dentre todas suas influências, transpira, grita e sangra Led Zeppelin a cada nota, sílaba e batida. E aí, para muitos, começa o problema.

“É a salvação do Rock!” x “Farsantes!”

Greta Van Fleet

Greta Van Fleet | Foto: divulgação

A partir daqui as opiniões dividem-se radicalmente. E quando digo “radicalmente”, estou falando de gente que ama e de gente que, se pudesse, acho que iria às vias de fato com os caras no meio da rua.

Quem acredita que isso não seja uma vantagem tão grande quanto possa parecer, muito pelo contrário, aponta elementos tais como a banda “não apresentar uma identidade própria” ou até mesmo surgem ataques os chamando de oportunistas. Isso para ilustrar as acusações mais educadas.
Quem vê como extremamente vantajoso, nos lembra que vivemos tempos de franco declínio musical para amantes de Rock pelas mais diferentes razões, portanto, tal resgate, uma banda nova soando como revival dos anos 70, seria “a melhor solução” para despertar a juventude que não teria motivos para conhecer o estilo.

Eu, enquanto fã ardoroso de Led Zeppelin, não vejo como farsa alguma. Para ser bem claro, gostei bastante de tudo. Timbres, harmonias, solos, proposta visual e um ponto a mais pela total imersão nas redes sociais – estão sabendo usar o melhor dos dois mundos. Musicalmente considero um legado do Led e quero acompanhar sua evolução.

Aliás, vamos à ficha oficial da banda. Isso vai nos ajudar a refletir um pouco melhor sobre identidade, formação musical, futuro de seu trabalho, etc:

Joshua Kiszka, vocalista, 22 anos – nascido em 23 de abril de 1996;
Jake Kiszka, guitarrista, 22 anos – irmão de Josh, nascido em 23 de abril de 1996 (sim, são gêmeos);
Samuel Kiszka, baixista e tecladista, 20 anos – irmão caçula de Josh e Jake, nascido em 3 de abril de 1999;
Daniel Wagner, 19 anos, baterista, amigo de longa data que entrou na segunda formação da banda (substituindo Kyle Hauck em outubro de 2013) – nasceu em 29 de dezembro de 1999.

Sam Kiszka, baixista e tecladista do Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Sam Kiszka | Foto: divulgação

Bastante jovens, não? Quando eles nasceram eu ainda tinha banda, fazia jams e estava começando a faculdade. Essa juventude contrasta um pouco com as composições e performances ao vivo – ainda que nitidamente zeppelianas, já sei. A despeito da sonoridade – que tem como pilar a voz de Josh soando como Robert Plant -, as estruturações harmônicas e produção são fundamentais. Quando aponto repetidamente para a juventude dos integrantes, é o caso daqueles que espumam de raiva contra o GVF colocarem a mão na cabeça por um instante, baixarem a adrenalina e pensarem: que banda nasce pronta? Que banda começa escapando de soar como suas referências? Será que eles estouraram antes da maturação mínima?

“Mas eles não soam parecido, eles copiam mesmo e…” – Acho uma graça esse argumento. Principalmente porque há dezenas de bandas que são, literalmente, cópias umas das outras e muitos dos que falam isso são, por incrível que pareça, fãs das originais e de cada uma das suas cópias. Há estilos onde as bandas se parecem mais do que em outros, mas nem vou me aprofundar aqui.

“Ah, mas até os trejeitos o vocalista imita e…” – Olha, quando eu assisto um show de thrash, hard farofa ou metal melódico, por exemplo, se eu colocar o volume no zero e olhar de longe, não vou saber dizer com 100% de certeza qual banda está ali. Várias jamais vou acertar pra ser honesto – e olha que sou ou fui fã de muitas delas. Se trocar a cenografia de uma pela outra, ainda sem aumentar o volume, ninguém vai notar. Praticamente todas são fotocópias em suas performances ao vivo. Movimentos, jeito de bater cabeça, jogar cabelos, etc. Raros vão escapar, mas justamente por terem um repertório de expressão corporal tão único, exclusivo, que são criadores de uma coleção de movimentos totalmente nova no Rock (Axl Rose que o diga). O passo seguinte é óbvio: fulano é quem usa tal roupa, beltrano é quem usa tal modelo de guitarra nessa cor. Mas aí já saímos dos trejeitos, certo?

Quanto ao background musical, a bio da banda ressalta que os irmãos Kiszka foram criados ao som de generosas coleções de vinil de seus pais, evidenciando que isso influenciou muito seu estilo de Rock N Roll.
Você pode até argumentar que não é inédito, que não serviria como justificativa para soarem tão anos 70, ainda mais uma única banda especificamente, então aqui eu repasso uma pergunta retórica que um amigo me fez quando mostrei Greta Van Fleet para ele no começo de 2018: como um jovem com registro vocal tão parecido com o de Robert Plant conseguiria fugir de soar Led Zeppelin? Se fugisse, certamente seria cobrado por isso. Se abraçasse, seria cobrado e, pior, acusado de picareta – o que é o caso dos que se revoltaram contra Josh e cia.
Devo dizer que concordo plenamente com ele.

“Mas isso não pode ser uma faca de dois gumes?”
Certamente. Contudo, essa busca por identidade acontecerá naturalmente. Apesar de ter surgido em 2012, a banda somente se profissionalizou e mostrou a cara para o mundo em 2017. Evidente que o carro-chefe, o que chamou a atenção de todo mundo, foram as músicas que mais soam como takes perdidos do Led Zeppelin. E poderia ser diferente? A voz de Robert Plant e as atmosferas instrumentais criadas juntamente com Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham são um tesouro musical. Como já citei, eu mesmo fui músico e era vocalista. Se eu tivesse, com a idade de Josh, um domínio e timbre tão similar a um cara como Robert Plant, sem a menor sombra de dúvida usaria – inclusive, cada vez que conseguia cantar uma única música do Led com um mínimo de dignidade, era um momento orgástico. Estou focando no vocalista pois é o integrante mais questionado quanto à identidade musical do Greta Van Fleet – e olha que os outros três membros da banda também explicitam a polêmica referência cada um em seu instrumento, mas Josh é o alvo favorito das críticas.
Vejo dúzias de guitarristas emulando colegas famosos. Tecladistas. Baixistas. Bateristas. Mas se um vocalista tem a “infelicidade” de, naturalmente, soar como um outro famoso, há grandes chances de o criticarem e questionarem. A quantidade de guitarristas dos anos 90 e começo de 2000 que você poderia simplesmente, em estúdio, intercambiar entre suas bandas sem ninguém perceber…
Para “piorar”, a banda por si só tem também bastante influência de ícones dos anos 70 em geral, não apenas Led. Completando o quadro, os quatro nitidamente gostam do apelo visual dessa década, que podemos ver nas roupas e no material gráfico de divulgação, fotos e vídeos, ou seja, polêmica armada nos detalhes.

Daí eu fico pensando: se uma banda é boa, mas não soa como nenhuma famosa, muita gente não consegue gostar (e alega isso). Se é mediana, mas soa como alguma famosa, idem. Se tem som excelente, mas visual neutro, reclamam. Se… reclamam. Se… reclamam. Se… reclamam. Então várias dessas bandas, reais e hipotéticas, somem ou desistem, as mesmas pessoas vão se lamuriar nas redes sociais sobre a “ausência de bandas novas de Rock” e culpar outros estilos musicais.
Vou contar um segredinho: nada é perfeito, gente. Nada e ninguém. Tudo evolui, nada nasce pronto e imutável. Não será diferente com a Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Danny Wagner | Foto: divulgação

Greta Van Fleet: Danny Wagner | Foto: divulgação

Vale levantar também um aspecto muito importante que muitos esquecem: vocês têm ideia de quantos jovens podem finalmente conhecer ou passar a ouvir Led Zeppelin por terem gostado do Greta Van Fleet? Pois é, ainda tem mais essa, gostem ou não.

Greta Van Fleet é uma boa banda recém-nascida e, sobrevivendo às polêmicas, comparações e cobranças, encontrará sua identidade pela maturação natural a qual não podemos saltar etapas, independente de qualquer outro fator. A banda é jovem. Os integrantes são (muito, extremamente) jovens. Até lá, que maravilha que em um período embrionário vital para qualquer banda se encontrar depois do primeiro momento de sucesso, soem fielmente “apenas” como Led Zeppelin ou qualquer uma de suas ótimas influências. Imaginem o que podem estar compondo e reinventando daqui a 10, 15, 20 anos.

Além do Led, Greta Van Fleet bebe nas seguintes fontes (informação oficial, ok?): Robert Johnson, Howlin Wolf, John Lee Hooker, Muddy Waters, Cream, Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Eric Clapton, Black Sabbath, Deep Purple, Willie Dixon, Albert Collins, Jefferson Airplaine, The Doors.

Assistam trechos de algumas apresentações e ouçam abaixo algumas músicas (na sequência, depois de tudo isso, lá embaixo, minhas considerações finais):

Safari Song – Greta Van Fleet (Official Video – Live In The Sound Lounge)

Flower Power – Greta Van Fleet (Official Video – Live At Troubador)

When The Curtain Falls – Greta Van Fleet (Official Video)

Black Smoke Rising – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Highway Tune – Greta Van Fleet (Official Video)

Watching Over – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Anthem – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Segue também a análise de Gastão Moreira. Para quem não conhece, uma autoridade em Rock, que tem em seu currículo, MTV com Fúria Metal e Gás Total; TV Cultura com Musikaos; diretor do documentário “Botinada: A Origem do Punk no Brasil”; Kiss FM com o Gasômetro; e um canal super legal no YouTube chamado Kazagastão, onde analisa passado, presente e futuro do Rock no programa Breve Lero.

Fiz questão de buscar ao menos um especialista em Rock com pensamento similar ao meu sobre a banda, apesar de saber que outros que admiro e respeito profundamente (em alguns casos, até tenho como amigos pessoais fora da Internet), discordem.

Acredito que a Greta Van Fleet mereça, além de um mínimo de respeito, a chance de ao menos tentar passar pelo teste do tempo. Memória histórica do Rock: muitas bandas e artistas hoje consagrados, lendas vivas e mortas, passaram por ataques idênticos ao que esse jovem quarteto tem passado exatamente pelos mesmos motivos.

Para finalizar, antes que eu me esqueça, mesmo as bandas clássicas ditas totalmente originais, sem nada igual antes delas, literalmente nem sequer tinham de onde copiar algo, ou seja, não havia outra opção que não criar absolutamente tudo, os pilares do Rock e dos subgêneros que herdamos. No máximo começaram tocando ou reinterpretando alguns Blues, Folks e etc, pouco tempo depois, acabaram inventando praticamente do zero quase tudo que hoje conhecemos como Rock. A herança é gigantesca, mais de meio século de linguagens, recursos e experimentos. Em algum momento iríamos retornar às origens. E talvez estejamos no início desse retorno.

Josh Kiszka, vocalista do Greta Van Fleet

Greta Van Fleet: Josh Kiszka | Foto: divulgação

Fontes: http://www.gretavanfleet.com/
https://www.facebook.com/gretavanfleet/
Kazagastão: https://www.youtube.com/user/heavylero1

Guitarrista, filho de Branco Mello dos Titãs, também toca baixo na banda Tales From The Porn Criado em 2011, o grupo paulistano Sioux 66 traz em sua bagagem o EP “Sioux 66” (2012) e os álbuns “Diante do Inferno” (2013) e “Caos” (2016), trabalhos que o colocaram em uma posição de destaque no rock pesado…

via Sioux 66: Bento Mello fala sobre a mudança de formação e novo single — Rockarama

 

6ª Rebel Rebel – João Suplicy e o Rock do João no Inferno Club

6ª Rebel Rebel - João Suplicy e o Rock do João

Dia 02/07, no Inferno Club, na 6ª edição da festa Rebel Rebel.

Aproveitando uma pausa na parceria com o irmão Supla na dupla Brothers of Brazil, João apresenta o show de seu novo projeto: João Suplicy e o Rock do João. Mesclando clássicos do Rock ‘n’ Roll, de Elvis Presley a Roberto Carlos, com ótimas composições próprias, ele é acompanhado por uma autêntica e experiente banda de Rockabilly e Boogie-woogie.

Além do próprio João (vocal, guitarra e violão), a banda conta ainda com Danyael Lopes (baixo acústico e vocais), Jeff Billy (bateria e vocais) e Jorge Cirilo (saxofone e vocais).
No palco eles vão fazer aquilo que mais sabem e que fica comprovado a cada show: energizar a audiência com o que há de mais original nas raízes do espírito do Rock.
Para completar a noite da apresentação, os DJs Rodrigo Branco (Kiss FM), Cadu Pelegrini (Kiara Rocks) Sammy Glitz e Humberto Luminati vão percorrer a história do Rock ao longo das décadas.

6ª Rebel Rebel – João Suplicy e o Rock do João no Inferno Club

Promoção da Rebel Rebel

SERVIÇO
Local: Inferno Club
Endereço: Rua Augusta, 501, Consolação, São Paulo.
Tel.: (11) 3120-4140.
Data: Sábado, 02/07, a partir das 23h30.
Lista até 1h: R$ 20,00 entrada ou R$ 40,00 consumo.
Lista após 1h: R$ 25,00 entrada ou R$ 50,00 consumo.
Lista: lista@infernoclub.com.br
Sem lista: R$ 30,00 entrada ou R$ 60,00 consumo
Camarote Open Bar R$ 70,00.
Reservas para Open Bar pelo e-mail: lista@infernoclub.com.br e no assunto: Open Rebel.
Promoções
Double Vodka: 23h30 – 1h
– Double Jager: 3h – 4h
– Aniversariante da semana + acompanhante são VIPs. Levando 15 convidados pagantes, ganha uma garrafa de vodka Skyy. Envie sua lista para lista@infernoclub.com.br até as 21h.
Sorteios
– Serão sorteados uma tatuagem e CDs, ao vivo no palco, entre todos que estiverem na festa.
Atenção: É proibida a entrada de menores de 18 anos (mesmo acompanhado dos pais). Necessária a apresentação de documento oficial original e com foto recente.

Inferno Club: http://www.infernoclub.com.br/
Facebook Rebel Rebel: https://www.facebook.com/RebelRebelRockParty/
Facebook Inferno Club: https://www.facebook.com/InfernoClube/

APOIO
KISS FM – Não Deixe o Rock Sair de Você
http://www.kissfm.com.br
OUI Comunicação – Assessoria
https://www.facebook.com/ouicomunicacao
Oval Tattoos
https://www.facebook.com/oval.ganesha
Black Rock Shop – CDs, DVDs, Vinis, Camisetas
http://www.blackrock.net.br

Rebel Rebel – 5ª edição da festa que vem agitando São Paulo no Inferno Club

Famoso pelas grandes festas e por ser um legítimo representante da boemia Rock N Roll da Rua Augusta, o Inferno Club segue firme fazendo jus à fama.

The Ace Of Spades Rock Party

Rodrigo Branco no Inferno Club

Com a participação dos DJs Rodrigo Branco (Rádio Kiss FM), Humberto Luminati, Sammy Glitz, Julia Bueno e Diego Barezi, a Rebel Rebel, já em sua 5ª edição, apresenta o melhor do Rock e do Pop dos anos 80, sem deixar de lado o melhor dos anos 60, 70, 90 e atualidades.

A Rebel Rebel viaja no tempo, passando por Ramones, James Brown, Sex Pistols, Iggy Pop, Joan Jett, Amy Winehouse, The Smiths, Talking Heads, Arctic Monkeys, Joy Division, A-Ha, The Cure, AC/DC, Kiss, Madonna, REM, Duran Duran, Red Hot Chili Peppers, New Order, Guns N Roses, Kaiser Chiefs, Camisa de Vênus, The Clash, Depeche Mode, Black Keys, Capital Inicial, Bon Jovi, Blondie, Green Day, U2, Michael Jackson e, obviamente, David Bowie entre muitos outros. São mais de quatro décadas de hits que marcaram a história da música.

Nesta edição da festa, além dos grandes sets com alguns dos melhores DJs de São Paulo, o Inferno Club leva para o palco a banda Rockin Stones, prestando um sensacional tributo aos Rolling Stones.

SERVIÇO
Local: Inferno Club
Endereço: Rua Augusta, 501, Consolação, São Paulo.
Tel.: (11) 3120-4140.
Data: Sábado (04/06), a partir das 23h30.
Lista até 1h: R$ 20,00 entrada ou R$ 40,00 consumo.
Lista após 1h: R$ 25,00 entrada ou R$ 50,00 consumo. lista@infernoclub.com.br
Sem lista: R$ 30,00 entrada ou R$ 60,00 consumo
Camarote Open Bar R$ 70,00.
Reservas para Open Bar pelo e-mail: lista@infernoclub.com.br e no assunto: Open Rebel.
Apoio: Rádio Kiss FM.
Promoções
– Double Vodka: 23h30 – 1h
– Double Jäger: 3h – 4h
– Aniversariante da semana e acompanhante são VIPs, e levando 15 convidados pagantes, ainda ganha uma garrafa de vodka Skyy. Lista para lista@infernoclub.com.br até as 21h.
Atenção: É proibida a entrada de menores de 18 anos (mesmo acompanhado dos pais). Necessária a apresentação de documento oficial original e com foto recente.

Fontes e Referências: 
OUI Comunicaçãohttps://www.facebook.com/ouicomunicacao/
Rebel Rebel: https://www.facebook.com/RebelRebelRockParty
Inferno Clubhttps://www.facebook.com/InfernoClube/

“Love’s Gone To Hell” – Doro Pesch (Official Video)

Love's Gone To Hell

Love’s Gone To Hell

Sim, eu sei que sou fã de Doro Pesch. Muito. Se você já visitou o Rock Universe mais de uma vez, talvez deva ter visto algumas matérias sobre seu trabalho ou tags referentes. Só que essa mulher merece nossa reverência. Além de ser uma simpatia e atuar em causas nobres, é uma artista fantástica. Claro que sua beleza chama demais a atenção, isso não é novidade, mas quando o talento excede (e muito, muito mesmo) a média, isso se torna apenas um recurso secundário, opcional, reservado para fotos e vídeos.

O single Love’s Gone To Hell, que será lançado em 1º de abril, trata-se de uma power ballad de respeito, escrita por Doro e Andreas Bruhn, contando com os talentos individuais de Johnny Dee (bateria), Nick Douglas (baixo), Bas Maas (guitarra), Luca Princiotta (guitarra) e Harrison Young (teclado).

A Música (sim, “Música”, com inicial maiúscula) combina uma linha vocal cativante (e convenhamos que o timbre da Metal Queen continua lindo, hipnótico), guitarras com arranjo e peso dramáticos, típicos do estilo, baixo e bateria que apontam a direção e martelam o ritmo de maneira eficaz, remada a remada, sem firulas e de maneira firme, além de uma introdução de piano cujo tema funciona como um gatilho emocional, nos conduzindo do início ao fim, principalmente quando o mesmo mescla-se naturalmente ao teclado que permeia toda a harmonia.

Essa nau artística capitaneada por Doro Pesch, parece ter conseguido transpor conceitos dos anos 80 diretamente para 2015/2016, com as devidas repaginações, recriando algo atual, musicalmente majestoso. Se você tiver um pingo de dramaticidade Rock N Roll nas veias, essa música vai lhe dizer algo. A progressão harmônica preenche seus sentidos e toca sua alma. A própria Doro declarou que considera essa música algo no mesmo nível de hinos como “All We Are”, “Für Immer” e “Love Me In Black”.

Ainda sobre o lançamento, ele terá mais de uma versão: uma em vinil e também um 6-Track Maxi Single, com 3 versões de “Love´s Gone To Hell” (single, radio e demo edit), o dueto com Lemmy e duas faixas ao vivo “Rock Till Death” (dueto com Hansi Kürsch, do Blind Guardian) e “Save My Soul”. Vejam o resumo logo abaixo.

Doro 2016

Doro 2016

Limited Edition Vinyl Single
Side A
01. Love´s Gone To Hell
Side B
02. It Still Hurts (um dueto de Doro com Lemmy)

“Love´s Gone To Hell” – Maxi Single
01. Love´s Gone To Hell (Radio Version) – 03:28
02. Love´s Gone To Hell (Single Version) – 04:13
03. It Still Hurts (feat. Lemmy Kilmister) – 04:06
04. Rock Till Death (Live) – 03:59
05. Save My Soul (Live) – 03:37
06. Love´s Gone To Hell (Original Demo Version) – 04:54

Voltando ao novo vídeo, algo também me remeteu aos anos 80: há uma história em andamento. Imagens da banda tocando em um salão do castelo de Bückeburg (com cerca de 700 anos, na Alemanha), são intercaladas por cenas que contam a trágica trajetória de um casal contemporâneo, ambos visualmente do meio Rock, interpretados por Pascal Hauffe e pela própria Doro Pesch.

O enredo é a narrativa de uma relação que se desenvolve do Amor ao abuso, onde a vocalista acaba dando uma pista do quanto está engajada na causa das mulheres, sem falar que o próprio nome da música ganha sentido conforme ouvimos a letra e assistimos o clip. Para quem não sabe, conforme citei em outras matérias, além de atuante junto ao PETA, ela também participa da Terre de Femmes, uma ONG ligada à denúncia e proteção de mulheres, da qual é embaixadora desde 2009. Ao longo do vídeo, a personagem dela toma decisões confusas, boas e ruins, como é bastante comum de se ver em situações de abuso físico e emocional. Uma história pesada e realista.

Tratando-se de uma artista de extremo bom gosto, logicamente o resultado do clip é um belo trabalho da DLuxe Media, com produção e direção de Tobias Langer. O jogo de luzes, fotografia, cortes, a proposta em si, tudo me agrada (talvez por ser parte do meu direcionamento visual, vai saber). Recomendo que assistam, sintam e entendam porque ninguém se torna Metal Queen do dia pra noite.

Fontes & Referências
http://www.doromusic.de/news_en.php
http://www.nuclearblast.de/en/label/music/band/news/details/4259655.71109.doro-video-premiere-039-love-039-s-gone-to-hell-039.html

http://www.blabbermouth.net/news/video-premiere-doros-loves-gone-to-hell/
http://www.metal-hammer.de/doro-video-premiere-zu-loves-gone-to-hell-601959/
http://www.goettinger-tageblatt.de/Goettingen/Uebersicht/Goettinger-Agentur-produziert-Video-und-neue-Single-von-Doro-Pesch
https://www.facebook.com/DoroPeschOfficial/
https://www.facebook.com/DoroPeschOfficialGerman/ 
http://www.dluxe-media.de/

Rebel Rebel – Festa inspirada em David Bowie é sensação em São Paulo

Contando com a participação dos DJs Rodrigo Branco (Kiss FM), Sammy Glitz, Humberto Luminati, Diego Barezi e Angelo Malka, balada com nome de música emblemática de David Bowie é a nova aposta do Inferno Club, nas noites da Rua Augusta, em São Paulo.

DJ Rodrigo Branco na festa Rebel Rebel

DJ Rodrigo Branco na Rebel Rebel (Foto: Cauê Andruskevicius)

A proposta dos DJs da Rebel Rebel, que já está em sua segunda edição, é agitar a noite com o que há de melhor no Rock e no Pop dos anos 80, mas também dos anos 70, 90 e 2000.
Seus sets combinados cobrem sucessos de artistas consagrados, como Ramones, James Brown, Sex Pistols, Iggy Pop, Joan Jett, The Killers, Amy Winehouse, The Smiths, Talking Heads, Arctic Monkeys, Joy Division, A-Ha, The Cure, AC/DC, Kiss, Madonna, REM, Duran Duran, Red Hot Chili Peppers, New Order, Blur, Guns N Roses, Camisa de Vênus, Bad Religion, Black Keys, The Clash, Depeche Mode, Capital Inicial, White Stripes, Bon Jovi, Legião Urbana, Kings Of Leon, Blondie, Green Day, Jet, QOTSA, Ira!, Stray Cats, U2, Michael Jackson e, naturalmente, o ícone e inspirador da festa: o saudoso e genial David Bowie.

Esses são alguns sons que fazem parte do repertório da Rebel Rebel, abrangendo quatro décadas de hits que marcaram época na história da música. Nesta edição, a Rebel Rebel ainda apresenta ao vivo a Classical Queen, uma fantástica banda tributo dedicada ao legado inesquecível do Queen.

Serviço
Endereço: Rua Augusta, 501, Consolação, São Paulo.
Tel.: (11) 3120-4140.
Data: Sábado (05/03), a partir das 23h30.
Lista até 1h: R$ 20,00 entrada ou R$ 40,00 consumo.
Lista após 1h: R$ 25,00 entrada ou R$ 50,00 consumo.
lista@infernoclub.com.br
Sem lista: R$ 30,00 entrada ou R$ 60,00 consumo
Camarote Open Bar R$ 70,00.
Reservas para Open Bar pelo e-mail: lista@infernoclub.com.br e no assunto: Open Rebel.
Apoio: Rádio Kiss FM.
Promoções
– Double Vodka: 23h30 – 1h
– Double Jager: 3h – 4h
– Aniversariante da semana e acompanhante são VIPs, e levando 15 convidados pagantes, ainda ganha uma garrafa de vodka Skyy. Lista para lista@infernoclub.com.br até as 21h.
Atenção: É proibida a entrada de menores de 18 anos (mesmo acompanhado dos pais). Necessária a apresentação de documento oficial original e com foto recente.


Fontes & Referências

REDENÇÃO” – Novo clipe da TREZZY

TREZZY - REDENÇÃO

Redenção

Quando uma banda foda faz questão de manter o padrão até em seus vídeos, o prazer ao curtir o trabalho dos caras é redobrado. E a Trezzy é uma das bandas brasileiras que melhor se encaixa nessa categoria: músicas, letras e vídeos que realmente se completam e dizem algo.

Com as recentes mudanças na formação (no baixo, saiu Henrique Baboom e entrou Rodrigo Cascelli; na guitarra, saiu Jack Fahrer e entrou Alexandre Novaes) é interessante ver que a dinâmica interna está preservada. Aliás, essas mudanças foram exemplarmente amistosas, com demonstrações públicas de Amor e Respeito entre seus integrantes, algo que valorizo demais e não poderia deixar de citar. No clipe ainda vemos o Jack e o Rodrigo já integrado como um novo “Trezzie”.

Psycho Clown

Psycho Clown

Já escrevi algumas vezes sobre eles e sei que falar bem de suas músicas e clipes é chover no molhado, mas preciso fazer isso, pois a Trezzy mantém o naipe alto de sempre: produção impecável, conceito visual bem estruturado e, musicalmente, performances individuais onde todos se completam, entregando um som coeso, extremamente bem feito e pronto para chamar atenção no melhor sentido possível.

Psycho Clown da banda Trezzy

Psycho Clown – Trezzy

E por falar em conceito visual bem estruturado, o palhaço assustador continua rondando seus clipes – personificado por Ma Giovananni, organizador do Base Rock (movimento de bandas autorais do qual a Trezzy faz parte – coloquei links ao final da matéria para quem não conhece) e um dos sujeitos mais figuras que conheço dentro da cena Rock. Não lembro de ver alguém dar nome ao personagem, mas acho que já está merecendo. Quando escrevo ou comento com alguém, sempre me refiro a ele como “Psycho Clown”. Acho muito foda a ideia desse palhaço, que é claramente uma assinatura do Joonior Joe, vocalista e fã mais que declarado dessa temática.

Tocando novamente na questão musical o que ainda preciso muito dizer é: puta que pariu, viu? Que vibe perfeita, que equação musical incrível vocês continuam sendo, Trezzy! Típica banda em que aperto o play sem receio, confiante de que sempre vem coisa boa.

Pra finalizar, sobre o vídeo, o 4º feito pela banda, a produção e idealização é da própria Trezzy com a Foggy Filmes, sob direção de Junior Carelli e Rudge Campos. O trabalho de maquiagem (que eu também gostei demais) é da Niandra Costa. Agora chega de papo e vamos ao que interessa.

Fontes & Referências
https://www.facebook.com/trezzypage
https://rockuniverse.wordpress.com/tag/base-rock/
http://www.baserock.com.br/
https://www.facebook.com/baserock.sp/

REBEL REBEL – Nova festa no Inferno Club

REBEL REBEL INFERNO CLUB

A mais nova festa da Rua Augusta terá sua primeira edição no próximo sábado, 13/02, no Inferno Club: Rebel Rebel.

No palco vai rolar a banda Footloose e nas pickups, os DJs Rodrigo Branco (Kiss FM), Sammy GlitzHumberto LuminatiKaren Bachega Diego Barezi se alternam nos sons dos anos 70, 80, 90 e 2000.

Ramones, James Brown, Sex Pistols, Iggy Pop, Joan Jett, The Killers, Amy Winehouse, The Smiths, Talking Heads, Arctic Monkeys, Joy Division, A-Ha, The Cure, AC/DC, Kiss, REM, Duran Duran, Michael Jackson, Red Hot Chili Peppers, New Order, Blur, Guns N Roses, Camisa de Vênus, Bad Religion, Madonna, Black Keys, The Clash, Depeche Mode, Capital Inicial, White Stripes, Bon Jovi, Legião Urbana, Kings Of Leon, Blondie, Green Day, Jet, QOTSA, Ira!, Stray Cats e U2 são alguns sons que fazem parte dos sets da Rebel Rebel. Tudo isso começa às 23 horas e segue madrugada adentro. Sim, sim, é claro que vão tocar David Bowie.

A festa é nova, a casa todo mundo já conhece e a proposta de bom gosto musical é a mesma de sempre. Informações sobre valores, camarote open bar, promoções para aniversariantes e preços especiais com nome na lista, diretamente na página do evento: https://www.facebook.com/events/1654322738168329/

Fontes & Referências1-1-12654158_165391763837287_3011615318369238652_n-001
Fanpage da Rebel Rebel: https://www.facebook.com/RebelRebelRockParty
Fanpage do Inferno Club: https://www.facebook.com/InfernoClube
Site do Inferno Club: http://www.infernoclub.com.br/

20ª The Ace Of Spades Rock Party + Entrevista com o DJ Rodrigo Branco

Rodrigo Branco no estúdio da Rádio Kiss FM

Rodrigo Branco no estúdio da Rádio Kiss FM

Acho muito interessante ver uma festa de Rock como essa, com bandas autorais de todos os estilos, surgir e se desenvolver. Ainda mais em plena Rua Augusta, onde o Rock está diariamente presente até nos detalhes. Pude acompanhar e fotografar pessoalmente todas as edições sem falta até a 10ª. Depois, por fatores profissionais – entenda-se, horário preso nos empregos “convencionais” – acabei indo só em uma ou outra. E só eu sei o quanto isso me chateia. Valorizar bandas e músicos, prestigiar lugares como o Spades Café SP e o empenho desapegado do próprio Rodrigo, é extremamente importante para a cena Rock. Acompanho na maior parte do tempo à distância outras empreitadas que considero maravilhosas. É o caso do pessoal do Base Rock e da Gang da 13, por exemplo, que sou fã assumido tanto das bandas que ele reuniram, quanto de quem organiza e dá a cara pra bater. Contudo, a experiência de ver a coisa acontecendo, dia após dia, semana após semana, mês após mês, abre os nossos olhos para muitas coisas. Pude vivenciar isso com a The Ace Of Spades Rock Party por alguns meses. Ver a dinâmica, os altos e baixos, as dificuldades e as opiniões de público, estabelecimento e organizador diretamente dos mesmos, foi algo que me fez ter uma visão um pouco melhor como fã e mídia alternativa de Rock.

Posto isso, nada mais justo que com a 20ª The Ace Of Spades Rock Party, eu fizesse ao menos uma entrevista com Rodrigo, idealizador do projeto. Vamos adiante.

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Guitar N Roll

1 – De onde veio a ideia da festa e do nome escolhido?
Rodrigo Branco: A ideia da festa veio da necessidade de abrir espaço para as bandas. Agora, felizmente, eu tenho visto mais iniciativas nesse sentido, mas até o ano passado estava difícil achar um lugar que desse espaço para as bandas com trabalho autoral. Eu acho importantíssimo incentivar isso, porque senão vamos ficar eternamente só tocando cover e é isso que está ajudando a matar a cena. Como eu tenho contato com bandas, conheço e recebo muito material, vejo que tem bastante coisa legal. A ideia era abrir espaço não apenas para as bandas de trabalho autoral, mas também que fosse uma casa bem localizada, no caso na Rua Augusta, não em um local fora de mão – e também em uma data boa. Normalmente só dão espaço pra autoral de domingo até 5ª feira. Numa 6ª ou sábado à noite é muito difícil. Eu consegui esse espaço no Spades na 6ª à noite e achei que seria uma coisa legal. Um espaço para as bandas na Augusta, um local que já tem público, já tem o pessoal do Rock. Quanto ao nome, veio a partir da junção do nome do lugar (Spades Café SP) com o lance da minha afinidade com o Motörhead. Acho que coincidiu até por eu ter uma tatuagem do ás de espadas no braço que é o símbolo da casa também, então achei que era um nome adequado.

2 – Como tem sido o feedback da festa? Como você analisa esse retorno?
Rodrigo Branco: Como tudo em Rock hoje em dia, o retorno fica abaixo da expectativa sempre. Das 19 festas feitas até hoje, poucas festas tiveram o retorno que a gente esperava. Acho que só uma surpreendeu e teve mais retorno do que o esperado. O feedback ainda é negativo, infelizmente. Talvez possa melhorar, mas até hoje fica devendo. Falta interesse e presença do público em geral mesmo: fãs e bandas. As pessoas falam muito que precisa ter espaço, mas quando tem esse espaço elas não valorizam como deveriam valorizar.

Aletrix E Rodrigo Branco

Aletrix e Rodrigo Branco

3 – Com tudo isso, qual fica sendo o objetivo da festa nesse contexto?
Rodrigo Branco: Então, o objetivo é não apenas dar espaço, como fomentar a cena. Em 6, 7 meses de festa, são 20 edições, quase 40 bandas diferentes. Dessas, duas eram covers variados e houve uma noite em que tivemos Ramones cover e um Nirvana cover, ou seja, dois covers específicos, mas de bandas que já não existem mais, isso é importante e acho que faz diferença. Tirando isso, são 36 bandas diferentes de som autoral, é bastante coisa. A intenção também é essa: criar um hábito de termos uma festa que sempre vai ter banda autoral tocando lá. Bandas boas, modéstia à parte. Sei que estou julgando muito pelo meu gosto pessoal, mas como eu conheço alguma coisa, evidente que eu não ponho qualquer banda. Ouço antes, vejo se é legal. Outra coisa é que a minha intenção como DJ não é ficar tocando somente as músicas de sempre, como em qualquer outra festa de Rock que você vá. A ideia é colocar músicas diferentes dos artistas conhecidos e também de outros que não tocariam em uma discotecagem normal. Quantas vezes eu estava tocando e as pessoas vieram até mim falando “porra, que som legal, não conhecia, nunca ouvi isso em lugar nenhum”. Embora seja muito difícil de se gerar esse sentimento, tive esse retorno. É um objetivo parcialmente alcançado. Mas eu sei que isso, criar esse hábito, ainda vai levar muito tempo.

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Punch N Roll

4 – Você comentou sobre o seu set e as pessoas sempre falam disso. É uma coisa sua e você tem nisso uma parte significativa da sua identidade como DJ, esse fugir do “mais do mesmo”. Você fez questão de seguir montando seus sets dessa maneira? Como formatou isso?
Rodrigo Branco: Sim, sem dúvida. Minha intenção em qualquer festa que eu faça, é sempre apresentar alguma coisa diferente, fugir do clichê, porque acho que o clichê é um saco. A gente já vive uma vida de rotina em tudo. Você liga o rádio e estão tocando as mesmas músicas de sempre, na TV as mesmas músicas, em qualquer lugar. Então é legal modificar, mas eu sei que nem sempre isso é possível, principalmente quando você tem um viés comercial. Por isso que o rádio repete as músicas, televisão também, enfim, porque de certa forma as pessoas estão habituadas a ouvir o de sempre. Até por isso o cover faz muito sucesso na noite. A pessoa quer sair e ouvir aquilo que ela está habituada. Se você mostra algumas coisa diferente, muitas vezes ela não consegue se divertir com aquilo. Pra mim isso é estranho, porque eu gosto de música, então eu não preciso exatamente conhecer aquele som para curtir. Ainda assim, acho que você pode apresentar várias coisas que as pessoas conhecem – senão todo mundo, alguns vão conhecer – ou algo que ninguém conheça mas que vão se identificar de imediato. Nas minhas festas é claro que eu tento fazer algo que vá agradar quem estiver ouvindo, não sou egoísta, nunca fui assim no rádio e nem nas festas. Eu discoteco para o público, mas procuro entender o gosto dele e também fugir do óbvio. Essa festa como tem bandas, eu tento ver o que vai rolar e seguir um padrão. Se tem bandas punks, vou tocar punk, se tiver metal, vou tocar metal, se rolar pop, toco pop, seguindo o público que elas chamam pra não conflitar. Só que nenhuma festa eu deixo monotemática, gosto de variar entre estilos e épocas. Venho dos anos 50 até hoje e volto, mas faço uma coisa gradativa. Procuro não dar saltos, mas é claro que às vezes você pula de uma época pra outra porque as músicas combinam. Tento combinar por estilo, ou por época ou pelas duas coisas, mas nunca conflitar, digamos, um Punk com Progressivo. É preciso dar uma costurada.

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Rock N Style

5 – Já conversamos sobre isso algumas vezes e vale perguntar: como você observa a frequência com que ouve bandas autorais novas e clássicas, sejam nacionais ou internacionais? Como isso afeta sua dinâmica como profissional da noite, de comunicação e especialista de Rock?
Rodrigo Branco: Como eu trabalho com isso diariamente, ouço música o tempo inteiro. Quando estou em casa e tenho um momento meu, a tendência é querer ouvir alguma coisa diferente. O clássico é o clássico, está lá eternamente pra gente ouvir. Tem algumas coisas novas que você precisa ouvir naquele momento, porque estão aparecendo ali e é interessante você saber agora, porque às vezes a coisa passa e se você não ouvir naquele momento, talvez você não ouça nunca mais. Eu ouço coisa nova com bastante frequência, todos os dias. Eu recebo muito material de banda e quando não recebo, estou procurando. Acho que as redes sociais têm essa função muito interessante que as pessoas não aproveitam. Passo um bom tempo no Facebook e muita gente diz “hoje em dia as pessoas perdem muito tempo com essa porcaria, essa bobagem de Facebook”, só que não é bobagem, não. Eu uso o Facebook como uma ferramenta de informação, então eu recebo muito material de todos os tipos e o tempo todo. Toda hora alguém indica alguma banda, os próprios músicos e eu fico sempre ligado. Quando ouço algo novo, incorporo ao meu conhecimento. Eu consigo curtir uma música nova, às vezes na hora, às vezes não. Acontece de você precisar se familiarizar, mas muitas vezes também conseguir gostar direto. Um dia postei no Facebook: peguei um álbum de uma banda que eu não conhecia, coloquei sem expectativa, que é o ideal. Na verdade achei até que não fosse gostar. Dei play e fui fazer outras coisas, distraído. Estava lá arrumando as coisas e de repente me peguei fazendo air guitar, então me liguei que já estava agitando ao som da banda. As pessoas precisam ter mais essa postura: ouvir e sentir a música, independentemente de já conhecerem ou não o som, sem julgamentos prévios.

6 – Que conselhos você daria para DJs e bandas que atuam ou querem atuar nessa área?
Rodrigo Branco: Profissionalismo sempre, em tudo. Se tocar com outros DJs, estar atento aos sets dos DJs anteriores para não repetir. Já aconteceu de eu repetir? Sim, por eu chegar depois, por estar em outro evento, por chegar em cima da hora, mas o ideal é ficar atento a isso. Acontece também no caso de estabelecimentos muito grandes, com sons em outros ambientes, mas mesmo assim precisa ficar ligado. E você percebe que tem gente que ouviu o que você tocou, mesmo assim repete e acha que não tem nada demais. Eu não repito nem a banda, acho chato. “Ah, mas era outra música” só que não importa, tocou aquela banda agora há pouco, tem tanta coisa que você pode tocar, você vai tocar a mesma? E quando uma banda vai tocar ao vivo, se for trabalho próprio, tudo bem. Já se for banda cover, eu procuro ver o setlist dos covers pra não correr o risco de tocar algo que vai ser ou que foi tocado na mesma noite. Prestar atenção nesses detalhes, não invadir o tempo alheio e tão pouco sair antes do seu horário. Esse tipo de coisa.

Punk N Roll

Punk N Roll

7 – Rodrigo, você é conhecido por “não negociar com terroristas” em se tratando de não abrir mão do que é certo em prol de um falso bom convívio – traduzindo, bater de frente com o que está errado, assumindo com isso todos os méritos e pedradas. Como as coisas deveriam funcionar na noite e como elas funcionam de fato? E como é que você se sente, sabendo que muitos usam essa ideia do “não se queimar”, baixando a cabeça para coisas erradas por receio, enquanto você faz o oposto?
Rodrigo Branco: Ah, velho eu me sinto meio isolado na verdade porque é difícil você ter esse tipo de postura. A maioria das pessoas não tem e se incomoda com a sua postura, isso é um problema. O que eu acho que falta é respeito antes de mais nada. Respeito ao profissional e fazer o que é certo. Combinado é combinado. Às vezes você combina uma coisa, mas na hora “não é bem isso”. Ou quando você tem um problema no local onde está tocando e o pessoal de lá caga e anda pra isso. Um problema do tipo: furtaram um equipamento seu e ninguém está nem aí. E eu não estou falando só de mim, estou falando de outros DJs que eu conheço em diversas casas onde isso já aconteceu e na hora em que você fala, os responsáveis pela dizem “a gente não pode fazer nada”. Também rola de você combinar com um organizador de festa um valor X de cachê, mas depois ele falar, “depois te pago porque não recebi da casa”. Aí você fica esperando e ele não te paga. Você vai cobrar da casa e falam pra você cobrar do cara, ficam os dois empurrando e você fica de otário nessa história. Então às vezes falta enxergar além de tudo, que eles estão trabalhando, no meu caso, com um profissional de mídia. Quando alguém me chama pra discotecar, eu não sou besta, eu sei que muitas vezes estão me chamando pela minha condição de locutor da Kiss FM. Chamam porque querem a divulgação que eu possa, eventualmente, fazer de graça do negócio. E também porque isso pode dar algum status, ter o locutor de uma rádio conhecida discotecando (sendo que eu normalmente cobro o mesmo valor que todo mundo cobra pra tocar). Só que se esquecem que na hora que pisarem na bola comigo, da mesma forma que eu posso fazer uma boa divulgação, posso fazer também uma má divulgação. Não é nenhum tipo de vingança, é uma coisa que acaba sendo até natural, as pessoas vão te perguntar, vão querer saber porque você não trabalha mais lá, enfim.

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Attitude N Roll

8 – Pra encerrar, o que você acha que falta para o Rock no Brasil voltar a ocupar uma posição de status como aquela que já ocupou há muitos anos? Claro, como ele já foi de fato seria um sonho, mas dentro do mais próximo possível, qual seria um possível caminho?
Rodrigo Branco: Faltaria voltar no tempo, né? Não tem mais como, é outra época, a gente teria que mudar tudo. Porque o Rock não está mal só aqui, é no mundo todo, não tem mais aquela força que tinha antes. Aqui acho que falta um pouco de interesse do público, sair um pouquinho da zona de conforto, dar uma variada nos gostos, prestar atenção no que está sendo feito, parar com essa coisa de ficar esperando aparecer na mídia. As pessoas precisam consumir, ouvir o disco da banda nova, ouvir o mp3 e comprar o disco, ir aos shows ou que não comprem nada, mas que ouçam, que gostem, foi assim que as coisas sempre aconteceram. Só que antes havia o interesse da grande mídia, não adianta ficar só falando no âmbito das rádios especializadas, porque a Kiss está aí, a 89, mas o Rock só fez sucesso mesmo fora do circuito underground, a partir do momento em que foi abraçado pela grande mídia. Passou a tocar na grandes redes de televisão, rádios populares, só que isso não vai mais acontecer. Então as pessoas precisam conhecer as coisas por elas próprias, parar de ficar esperando que aconteça. Hoje em dia eu identifico dessa maneira: as pessoas esperam a música fazer sucesso para depois decidirem se elas gostam ou não. Deveria ser ao contrário. A pessoa ouvir e falar “isso aqui é legal”, começar a curtir e ir ao show, independente de estar cheio, se vai ser sucesso. Falta o público mudar de postura, parar de só criticar, ficar falando que o Rock brasileiro morreu. Não adianta ficar revoltado porque o Restart falou que foi a última banda relevante de Rock no Brasil, se a pessoa nem consegue citar 3 bandas novas legais que tenha ouvido em menos de 10 anos. Isso é culpa de quem? Só da mídia? Você vai ficar sempre culpando o outro? Você também não teve interesse, vai dizer que não viu esse tempo todo uma banda interessante que foi mostrada? Hoje em dia o veículo principal é a Internet, só que as pessoas não estão interessadas, elas ficam esperando a coisa fazer sucesso. Pela grande mídia não vai mais, então tem que ser por cada um mesmo.

E foi assim que terminamos essa conversa que poderia levar horas e dias. Não, não me esqueci de falar da 20ª The Ace Of Spades Rock Party. A pancada vem bonita nessa 20ª edição, com Stoneria e Vento Motivo.

Logo da banda Vento Motivo

Vento Motivo

A Vento Motivo conta com 15 anos de história, 4 discos lançados, sendo formada por músicos com uma longa carreira, como o guitarrista Kim Kehl, na ativa desde os anos 70. Ele já tocou com Lírio de Vidro, Made In Brazil, Nasi & Os Irmãos do Blues, entre outros. Um claro sinal de que eles sabem muito bem o que estão fazendo.

E com quase 10 anos de estrada, músicos experientes, centenas de shows no currículo, 1 EP e 1 disco lançados, junto com eles vem a Stoneria, que como o próprio nome diz, é rock pesado, com muita pegada e boas letras em português.

Logo da banda Stoneria.

Stoneria

Completa a noite no Spades Café SP, naturalmente, o DJ Rodrigo Branco, radialista e produtor da Kiss FM.

Fontes & Referências:
Página da festa: https://www.facebook.com/theaceofspadesrockparty
https://brancojukebox.wordpress.com/
http://www.ventomotivo.com.br/
https://www.facebook.com/ventomotivo
http://stoneria.com/
https://www.facebook.com/stoneriarock

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Spades Café SP – Rua Augusta, 339 – Consolação – São Paulo/SP

ADEUS E NUNCA MAIS – Novo single da TREZZY!

TREZZY
Vamos lá então, vou tentar não bancar o fã: CARALHO!!! Como assim, Joonior, Jack, Mau, Roger e Dinho??? Que TESÃO de música! Eu falo, eu repito, eu sou chato, eu sou velho, eu sou ranzinza, eu sou idealista, blablabla. Posso ser tudo isso e até coisa “pior”, mas olha aí mais um som destruidor pra mostrar que não estou errado e que a cena Rock no Brasil tem gente extremamente gabaritada, talentosa e fodona, seja Pop, Classic, Progressivo, Country, Punk, Hard, Heavy ou whatever.

“ADEUS E NUNCA MAIS”, lançado em plena Sexta-Feira 13, mostra o quanto a TREZZY veio para ficar. Como tantas outras bandas que faço questão de acompanhar (nem sempre escrevendo sobre todas elas por falta de tempo), parece que sigo apostando nas bandas certas.

Trezzy
T R E Z Z Y

As guitarras de Jack Fahrer e Roger Benet com uma pegada que me remete às melhores referências de época, timbre e ESTILO, suaves e selvagens nos momentos certos, tanto nas bases quanto no solo; Mau Amaro com um baixo MALANDRO, falando alto quando necessário, marcadão, bem amarrado; bateria PRECISA de Dinho Milano, levando tudo e todos nos mínimos detalhes, afinação de peles certeira, levadas e batidas convincentes; e finalmente o vocal de Joonior Joe com emoção, afinação e drives PERFEITOS, com aquele jeitão de Rock pra se ouvir na estrada, fechando à perfeição com as letras e restante do arranjo.

Chega, né? Apertem o play e aproveitem porque não é todo dia que vocês topam com um som desses made in Brazil.

O Rock Nacional segue 13 passos à frente de quem insiste em dizer que ele “está morto”. E quem for capaz de afirmar algo assim, das duas uma: ou não conhece a cena, ou não conhece Rock.

“…Quando é que alguém vai perceber o que ela fez?
Quem vai pagar pelo estrago desta vez?
Um bom perfume, novos ciúmes e no final do jogo ninguém vai vencer.
Mais um sorriso e eu perco o juízo.
Seu sangue escorre e morre em mim de uma vez.

Acabou, acabou.
O seu desejo nunca acaba ela quer sempre,
mas encontra à frente um diferente que te faz perder
a hora da festa e o que lhe resta é um adeus.

Acabou, acabou.
O seu desejo nunca acaba ela quer sempre,
mas encontra à frente um diferente que te faz perder
a hora da festa e só lhe resta adeus e nunca mais…”

Fontes & Referências:
TREZZYhttps://www.facebook.com/trezzypage
BASE ROCKhttps://www.facebook.com/baserock.sp
SoundCloudhttps://soundcloud.com/trezzy13

Base Rock Fest IV: Primeiro Evento de 2015!

Base Rock Fest IV: Primeiro Evento de 2015!

Base Rock Fest IV: 2015 já começou com tudo!

O ousado projeto BASE ROCK segue firme e forte em 2015. E já no primeiro evento do ano, eles entram com uma voadora sonora na testa do verdadeiros amantes do Rock N Roll. Sintam o drama do 1º round do ano.

“Outro Lado” – SIOUX 66

“Contratempo” – BURLESCA

“Noites no Bar” – MATTILHA

Além da SIOUX 66, BURLESCA e MATTILHA, teremos também três bandas convidadas: MAQUINÁRIOS (Santa Catarina), GANG e QR1. A ordem das bandas será decidida por sorteio no dia do evento. ROCK ON!

Dia: 24/01/2015.
Local: Feeling Music Bar.
Endereço: R. Domingos de Morais, 1739 – São Paulo/SP.
Ponto de referência: ao lado do metrô Vila Mariana.
Horário: A partir das 18h.
Entrada: R$ 20,00.
Realização: Base Rock.
Apoio: Crossover Eventos.
Evento: https://www.facebook.com/events/669595489829477/
Sioux 66: https://www.facebook.com/sioux66oficial
Burlesca: https://www.facebook.com/bandaburlesca
Mattilha: https://www.facebook.com/BANDAMATTILHA
Base Rock: https://www.facebook.com/baserock.sp

“Desprotegido” – Burlesca (Vídeo Oficial)

EP Reflexo Inverso, da banda Burlesca

“Reflexo Inverso” – EP da Burlesca

O que dizer de uma banda como a BURLESCA? Eu já tinha esbarrado com eles por aí, mas ainda não tinha dado e merecidíssima atenção. Que som foda, PQP!!!

E graças ao projeto Base Rock uma vez mais topei com eles – depois falo disso de novo, mas há um link sobre ele lá no final da matéria, deem uma lida, é um puta projeto legal.

Retomando: se vocês realmente curtem um Hard Rock 100% bem elaborado, com arranjos, harmonias, produção e letras que fazem bonito frente a qualquer banda gringa do estilo, senhoras e senhores, sintam-se na obrigação com vocês mesmos de conhecerem o som da Burlesca.

Eu fico hiperorgulhoso de ver a nossa cena Rock dando frutos como esse, sem brincadeira. É mais uma banda nacional que entra para a minha playlist diária junto com tantas outras.

“DESPROTEGIDO” faz parte do EP “Reflexo Inverso” e agora chega de papo. Just push play and rock on!

BURLESCA é formada por Jedai W. Rock (Vocal), Miguel Lagoa (Guitarra), Judaz Mallet (Guitarra), Rosalem Oliveira (Baixo) e Ivan Copelli (Bateria).

Fontes: http://www.bandaburlesca.com.br/
http://www.facebook.com/bandaburlesca
http://www.youtube.com/bandaburlesca
http://www.instagram.com/bandaburlesca
https://soundcloud.com/bandaburlesca/sets/reflexo-inverso/
Sobre a Base Rock: https://rockuniverse.wordpress.com/2014/09/20/base-rock-movimento-em-apoio-ao-rock-autoral-nacional/

50 Anos de Doro Pesch – Long Live The Metal Queen!

Doro Pesch Young

Doro Pesch: Fase Warlock.

 Em 3 de junho de 1964, nascia em Düsseldorf, Alemanha, a mulher que se tornaria uma das mais importantes referências para o mundo do Hard Rock e Heavy Metal: Dorothee Pesch.

 Desde os primórdios com a banda Warlock, Doro Pesch já se destacava não por sua juventude, beleza e sensualidade (o que era um recurso até muito comum entre outras bandas com mulheres entre seus integrantes na época), mas fundamentalmente por sua indiscutível aptidão como vocalista e compositora, além de ocupar uma função muito pouco frequentada por mulheres em bandas de Rock com pegada mais agressiva – afinal de contas, estamos falando de 1982, ok?

 Emplacou músicas que viriam a se tornar verdadeiros clássicos do Metal. Hits como Burning The Witches, All We Are, Für Immer, East Meets West e I Rule The Ruins, viriam se unir futuramente a músicas igualmente impressionantes em sua carreira solo, tais como Rock OnUnholy Love, Hellraiser, Fall For Me Again e We Are The Metalheads (hino composto por Doro em comemoração aos 20 anos do Wacken Open Air Festival), entre tantas outras grandes composições que estão presentes ao longo de toda sua discografia. 

Doro Pesch, The Metal Queen.

Doro Pesch, The Metal Queen.

 Claro que não estamos falando da Alta Idade Média, mas imaginem como não era exatamente fácil há 30 anos, uma mulher convencer fãs e empresários de Rock, de que estava realmente à altura do desafio de liderar uma banda de Heavy Metal. Além do mais, não podemos nos esquecer de que o início dos anos 80 foram cruciais para o estilo e foi nesse contexto que se deu a ascenção dessa pequena alemã que mal saíra da adolescência. Se hoje em dia as mulheres estão cada vez mais presentes em bandas de Hard e Heavy, em funções antes totalmente dominadas por homens, saibam que Doro Pesch pode e deve ser considerada a grande matriarca dessa “pequena” revolução cultural no meio musical. Sob o comando de sua voz linda e marcante, o cenário musical começou a mudar bastante para as mulheres. Não é à toa que essa bela jovem de 50 anos foi aclamada mundialmente por uma alcunha que mescla carinho, reconhecimento e devoção: Metal Queen.

Doro Pesch

Doro Pesch.

 Fora dos palcos e dos estúdios, Doro tem interesse em pintura e artes gráficas, mantém atividades diversas como praticar boxe tailandês e participar ativamente de causas sociais ligadas aos direitos das mulheres – com a ONG Terre de Femmes – e também aos direitos dos animais – fazendo parte inclusive do grupo PETA. Suas conhecidas “roupas de couro” por sinal, não são de couro: tratam-se de imitações sintéticas desenhadas e produzidas pela própria Doro em prol de reafirmar seu discurso de proteção por nossos amados irmãos animais.

Doro Pesch: Rock On!

Doro Pesch: Rock On!

 Ainda que apontada como Rainha do Metal, ela explicita com extrema simplicidade seu Amor incondicional pelos fãs em toda e qualquer oportunidade, curvando-se diante de uma verdadeira legião de súditos, indo até eles durante os shows e deixando-se abraçar enquanto canta e se declara, como eu mesmo testemunhei pessoalmente quando esteve este ano no Brasil. Eu disse fãs? Pois saibam que Doro prefere… bem, na verdade faz questão de nos chamar de família a todo momento. Essa é a grande verdade.

 Não há atributos que melhor definam a Nobreza de uma alma que Compaixão e Humildade. E o espírito de Doro Pesch faz jus ao seu título de Metal Queen indo muito além da música.

All Hail The Metal Queen! Long Live Doro Pesch!

Fontes:
http://www.doromusic.de/
http://www.terre-des-femmes.de/
http://www.peta.org/international/