Archive for the ‘Heavy Metal Melódico’ Category

Rock In Rio 2013 Opinião sobre 13 shows

Logo do Rock In Rio

Rock In Rio 2013

Não é um “Top 13”, não existe ordem de relevância e são somente opiniões pessoais, não verdades absolutas – com uma ou outra opinião técnica sobre as bandas e alguns de seus músicos. Não vi todas as bandas do evento, mas das que vi os shows completos, seguem minhas impressões (muito) resumidas.
 
1 – Iron Maiden – Apresentação primorosa e um set malandramente certeiro, baseado nos clássicos consagrados. Jogo ganho. Você não precisa e nem deve entupir seu set de músicas novas num evento do porte de um Rock In Rio. Por mais que possam ser músicas excelentes, guarde-as para sua turnê fora de 90% dos grande festivais. E foi o que o Maiden fez.
2 – Metallica – Incríveis. A banda consegue manter um padrão praticamente inalterável de qualidade absoluta ao vivo. James domina tudo num raio de quilômetros. É impressionante a soberania do homem diante do público. No mais, os quatro devem ser robôs, cyborgs, warlords, sei lá. Só sei que foi uma apresentação irretocável.
Viper em sua formação 2012 para A To Live Again Tour

Viper: Guilherme Martin, Pit Passarell, André Matos, Hugo Mariutti e Felipe Machado. (Foto: Nando Machado/Wikimetal)

3 – Viper + André Matos – Minha banda favorita de Metal do Brasil. Gosto deles tanto quanto gosto do Maiden, mas tenho uma extrema preocupação com a voz de André Matos que mesmo sendo um grande vocalista, falha claramente algumas vezes. No mais, Felipe, Pit e Guilherme parecem nunca ter saído do palco e dos holofotes – e o Hugo é um reforço à altura da importância da banda, isso é inegável. É o habitat natural deles. Uma banda que NUNCA, JAMAIS em TEMPO ALGUM deveria deixar de existir. Resumindo: Long Live Viper!

Símbolo do DR SIN

DR SIN

4 – DR SIN + Roy Z + Republica – Show impecável, músicas fantásticas e precisão absoluta. Sim, sou tão fã do Dr Sin quanto do Viper. A participação do gigante Roy Z, um dos meus guitarristas favoritos, foi uma sacada inteligente para ambos. A tal banda República, não é ruim em absoluto, mas dados os monstros que estavam no palco com eles, admito: passei meio que batido pelo som deles. Ainda assim, do pouco que lembro, os caras não fizeram feio. Voltando ao DR SIN, o que vi, foi o mitológico Eduzinho “Malmsteen” Ardanuy barbarizando como sempre; Ivan “Simpatia” Busic tremendamente forte, técnico e carismático – aliás, um tremendo vocalista também como já sabemos há tempos e agora com um disco solo recentemente lançado; e o Andria que já é um puta baixista incontestável… meus amigos, o sujeito parece um vinho da melhor qualidade. Quanto mais o tempo passa, melhor ele canta. Andria “Assombroso” Busic, uma referência gigante para qualquer vocalista ou aspirante. Aprendam com esse homem!

Símbolo do Sepultura

Sepultura

5 – Sepultura – Porradaria sem fim como se não houvesse amanhã. Aquele pessoal do Les Tambours du Bronx caiu feito uma luva, mas também não fiquei surpreso. Não é de hoje que a banda flerta com todo tipo de percussão mundo afora. Já na apresentação com Zé Ramalho (que eu particularmente gosto muito), algumas músicas funcionaram melhor que as outras, mas no geral até que não ficou ruim. Nada menos que um show memorável.

6 – GhostEu entendi a proposta dos caras, até curto bastante um lance mais performático, teatral… mas não me convenceram, sinto muito. Tudo bem que o contexto não ajudou nem um pouco, contudo não acho certo terem hostilizado a banda como fizeram.
7Bon Jovi – Sempre curti, sempre fui fã, mas novamente a questão da voz foi determinante. Merece nosso respeito pela estrada e, principalmente, pela coragem. Seria o caso de baixar os tons e quem sabe mudar os arranjos de várias músicas. Jon, você continua incrível, mas precisa estudar uma solução para as músicas em tons muito altos.
8 – Bruce Springsteen – Como não amar esse cara? Acabou de fazer 64 anos (23/09) e pouco antes de seu aniversário passou como um rolo compressor em cima de tudo e todos, feito um garoto de 20. Exemplo de humildade e talento. Como falei em um post do Facebook: fez um verdadeiro show dentro de seu próprio show. E ainda me fez acreditar na imortalidade, porque nem de longe parece ter mais de 50 e tantos anos, que dirá mais de 60. 
Kiara Rocks Cover

Kiara Rocks

9 – Kiara Rocks – Não achei assim tão terrível como muitos disseram – e bota muitos nisso. Ok, não vou dizer que achei maravilhoso, realmente foi algo meio constrangedor em alguns momentos. Mas recorreram a covers e à presença de um dos meus maiores ídolos, Paul Di’Anno. Ter visto esse homem ao vivo num Rock In Rio 2013 foi de lacrimejar. Wrathchild no Rock In Rio com o vocal original… Maiden, vocês deram mole de não chamar (ou não conseguir convencer, dar o braço a torcer, vai saber) o cara pra fazer uma jam bombástica no final. Engraçado isso, mas o show da banda se tornou quase desimportante diante da presença de Di`Anno. Não digo isso com o intuito de desrespeitar, mas foi uma manobra inteligente ter colocado Paul no palco e atrair aplausos e olhares emocionados. Também colocaram o Marcão (Charlie Brown Jr), ou seja, tudo para tentar contornar a ferocidade do público. Com a presença desses convidados, além de Wrathchild, levaram também Highway to Hell (AC/DC, na qual aliás o Cadu saiu-se muito bem, justiça seja feita) e Blitzkrieg Bop (Ramones). Ah! Falei que o Kiara abriu com Ace Of Spades do Motörhead? Pois é, estava mais do que evidente o receio quanto à receptividade do público headbanger – e com toda razão. Quanto ao vocal do Cadu, tão duramente criticado, ele poderia fazer menos drives, distorcer menos a voz. Percebi que quando ele resolver cantar mais e rosnar menos, fica muito melhor.

10 – Sebastian Bach – A voz e o peso da cantar agudo desde a juventude fez muitas vítimas nesse Rock In Rio e convenhamos, ele foi mais uma delas. Hits incríveis foram conduzidos muito abaixo da expectativa. Ainda assim, outro que merece nosso respeito pela coragem de tentar. Skid Row será eterno, mas novamente: se Bach realmente quiser continuar na estrada, mesmo que solo, precisa arrumar uma solução honesta para seus vocais nas partes mais sôfregas.
11 – Slayer – No começo tive a impressão de que a voz de Araya sumia e voltava, mas depois parece que tudo se acertou. Gosto da banda, não costumo acompanhar muito, mas estão super em forma. Hanneman sempre lembrado pelos fãs e homenageado pela banda. Sentaram a porrada, rodas surgiram e todos tinham 20 e poucos anos novamente – inclusive a banda.
12 – Helloween + Kai Hansen – Olha, eu consegui gostar da banda pra valer até o álbum Time Of The Oath. Depois disso, prefiro ouvir Gamma Ray (banda de Kai Hansen) e os projetos de Michael Kiske (vocalista original). Eu até que gosto dos vocais do Andi Deris (inclusive em sua carreira solo, que aliás, recomendo), mas as músicas foram caindo muito no padrão Helloween de qualidade se querem saber a verdade. No mais, grande jogada tocarem junto com Kai Hansen. Contudo, se quiserem sentir algo realmente com o espírito Helloween, vocês DEVEM conhecer Unisonic, a banda que Hansen e Kiske montaram. Escrevi sobre eles há mais de um ano: https://rockuniverse.wordpress.com/2012/01/13/unisonic-michael-kiske-kai-hansen-e-o-primeiro-video-oficial-do-projeto/

Capital Inicial

Capital Inicial no Rock In Rio 2013
(Fonte: https://www.facebook.com/capitalinicial)

13 – Capital InicialVamos lá. Das que cantam em português, ainda deve ser a minha preferida em atividade. Desde o Aborto Elétrico, passando pela Legião Urbana, o que temos são esses caras não deixando o legado morrer. Sei que uns 8 em cada 10 fãs de Rock Nacional simplesmente odeiam, zombam, xingam e etc, mas sigo gostando e muito. Tanto dos clássicos da banda, quanto de seus sucessos mais recentes, podemos dizer que a qualidade musical e lírica segue despreocupadamente, imune às críticas que não visam debater, apenas desconstruir. Com a entrada de Yves nas guitarras e as composições de Pit, seguem firmes e fortes. Claro, muitos não sabem, mas o baixista Pit Passarell da banda Viper, responsável por boa parte dos Clássicos do Metal Brasil, é também o compositor por trás de 90% dos hits do Capital Inicial nos últimos anos. Ele conseguiu se destacar maravilhosamente em DOIS gêneros do Rock, ou seja, sou duplamente fã dele e do Capital. Chupa pessoalzinho from Hell. Quanto ao discurso do Dinho, melhor deixar pra lá.

Fontes e Referências: http://rockinrio.com/rio/

Viper 2012: “To Live Again Tour” – Turnê Comemorativa pelos 25 anos de Soldiers Of Sunrise!

Viper: Soldiers Of Sunrise

Soldiers Of Sunrise: 25 anos

 Sim, é isso mesmo: Viper, a melhor banda brasileira de Heavy Metal de todos os tempos, fará uma turnê para celebrar o Jubileu de Prata de seu clássico álbum Soldiers Of Sunrise!

 Após 22 anos desde a saída do consagrado vocalista André Matos, a banda retorna à ativa com apenas um adendo sobre o fantástico guitarrista Yves Passarell: ele fará participações esporádicas na turnê – muito provavelmente em virtude de sua agenda mais do que lotada como guitarrista do Capital Inicial. Revezando com Yves quando necessário, teremos o grande guitarrista Hugo Mariutti, que pelo sobrenome todo mundo já deve ter se ligado que não se trata exatamente de um estranho no ninho, muito pelo contrário. Completando a escalação, temos o sempre impressionante e arrojado guitarrista, também da formação clássica da banda, o inspiradíssimo Felipe Machado, além do bem-mais-que-talentoso Guilherme Martin na bateria e o genial baixista, vocalista e compositor Pit Passarell, que juntamente com seu irmão Yves, é membro fundador dessa fantástica máquina de distorção e virtuosismo chamada Viper.

 Não que eu precise pedir, mas vocês podem se programar pois a primeira data da To Live Again Tour  já está confirmada: 1º de julho no Via Marquês em São Paulo!!!

VIPER 2012: To Live Again Tour!!!

Viper em sua formação 2012 para A To Live Again Tour

Viper 2012: Guilherme Martin, Pit Passarell, André Matos, Hugo Mariutti e Felipe Machado. (Foto: Nando Machado/Wikimetal)

E Que os Deuses do Metal abençoem esse regresso com Fogo e Aço…

Fontes: http://www.palavradehomem.com.br/ (site do próprio Felipe Machado)http://www.wikimetal.com.br/

Heaven TonightYngwie Malmsteen (Official Video)

Yngwie Malmsteen: Odyssey

Odyssey (1988) foi o quarto álbum de estúdio do genial Yngwie Malmsteen, e contou com Joe Lynn Turner nos vocais, bem como Jens Johansson no teclado, Anders Johansson na bateria, e o baixista Bob Daisley em quatro das 12 faixas – Malmsteen gravou o baixo nas outras oito.

Trata-se de um disco que ainda pode ser enquadrado como um dos melhores do guitarrista, apesar de seus tão conhecidos excessos técnicos que algumas vezes acabam poluindo seu excelente trabalho. Sempre que Malmsteen permite que a música em si, seja mais importante do que seus solos, podemos contemplar a real qualidade de suas ótimas composições como um todo, não como se fossem um mero adorno de seu talento como instrumentista…e esse é felizmente o caso de Heaven Tonight.

Heaven Tonight – Yngwie Malmsteen

Fontes: Discografia Oficial & http://www.yngwiemalmsteen.com/

Any Means Necessary – Hammerfall (Official Video)

Any Means Necessary HammerFall No Sacrifice No Victory

HammerFall

 A dupla Joacim Cans (vocal) e Oscar Dronjak (guitarra) conduz os caminhos da banda HammerFall em uma marcha firme, cadenciada e com uma excepcional pontaria musical. Desde o primeiro disco de estúdio, Glory To The Brave (1997), até seu mais recente trabalho, Infected (2011), a qualidade de suas músicas é dotada de um crescente brilho dentro de uma pegada Power-Heavy tradicional, mas que não chega a soar datado, muito pelo contrário: temos aquela sensação de estar ouvindo uma banda NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal) com uma roupagem mais atualizada – não estou dizendo com isso que é melhor ou pior, apenas que remete ao citado movimento musical sem parecer um mero clone futurista.

Em 2009, o HammerFall lançou seu sétimo álbum de estúdio, No Sacrifice, No Glory, e um dos destaques é a sensacional Any Means Necessary…conheçam, reprisem…enfim, curtam:

Any Means Necessary – Hammerfall

Fontes: Discografia oficial & http://www.hammerfall.net/

RenegadeHammerFall (Official Video)

HammerFall Renegade

Renegade

Renegade é o terceiro disco de estúdio do Hammerfall, lançado em outubro de 2000, e que empresta seu nome à uma das melhores faixas do álbum em questão. Nesse trabalho a formação ainda contava com o baixista Magnus Rosén e o guitarrista Stefan Elmgren, fechando a equipe o baterista Anders Johansson, além de naturalmente seus comandantes, o guitarrista Oscar Dronjak e o vocalista Joacim Cans.

Além de Renegade ser uma prova incontestável dos excelentes frutos gerados pelo Metal dos anos 80, o vídeo oficial e o roteiro reforçam ainda mais essa idéia. Sem mais:

Renegade – HammerFall

Fontes: Discografia Oficial & http://www.hammerfall.net/

Primal Fear – Bad Guys Wear Black (Official Video)

Primal Fear 2012 album Unbreakable Bad Guys Wear Black

Unbreakable

Acompanho esses caras desde seu primeiro álbum, auto-intitulado Primal Fear (1998), e desde aquele primeiro contato fiquei um tanto quanto abismado pela sonoridade: uma banda de Power Metal flertando com Trash e Heavy Metal de maneira totalmente convincente, na época já às portas do século XXI. Guitarras, baixo e bateria totalmente desenvolvidos a partir das melhores referências no universo Metal, com um certo charme de anos 80, ou seja, entenda-se a partir disso a fórmula técnica-porrada-melodia trabalhadas a cada música. Quando soube que o vocalista tratava-se de Ralf Scheepers, notei que a proposta era bem mais do que séria, apesar de eu nunca ter me considerado um grande fã de Gamma Ray – banda na qual Scheepers se destacou ao lado de Kai Hansen, um dos homens que fez história como fundador do Helloween e autor de alguns dos maiores hinos do Power.

Para quem não sabe, Ralf Scheepers é simplesmente um vocalista muitíssimo acima da média, com uma voz de excepcional potência e agressividade, transitando dos graves aos agudos sem apelar para truques de estúdio e os já manjados macetes usados por muitos durante shows. Em seus momentos de notas mais altas, não raro é comparado a Rob Halford no auge de sua forma – na verdade a semelhança é notável.

Evidente que Scheepers é a estrela do time, mas não podemos desconsiderar de forma alguma aquele que fundou com ele essa devastadora máquina de velocidade e peso chamada Primal Fear: o baixista Matt Sinner. O sujeito produz, compõe e toca há um bom tempo – desde 1982 com sua banda Sinner entre outras – e acertou a mão quando na primeira formação, recrutou Klaus SperlingTom NaumannStefan LeibingHenny Wolter para o que parecia em princípio um projeto sem grandes pretensões. Como podem notar pelo termo “primeira formação”, a banda sofreu modificações de 1998 pra cá, sendo que a atual formação (insta salientar, tão boa quanto a original) conta com Magnus Karlsson e Alex Beyrodt nas guitarras, e Randy Black na bateria.

O novo disco Unbreakable (2012) – nono disco de estúdio da banda – traz 13 faixas furiosamente compostas e executadas do início ao fim, e no finalzinho do ano passado um clip oficial foi liberado – a música é tão boa e o vídeo tão bem produzido, que vale reprisar aqui…sem mais delongas:

Bad Guys Wear Black – Primal Fear (Official Video)

Fontes: Discografia oficial & http://www.primalfear.de/home/

Unisonic – Michael Kiske, Kai Hansen e o primeiro vídeo oficial do projeto

Unisonic: Kiske e Hansen juntos novamente

Após o anúncio do projeto Unisonic, alguns shows e mais alguns detalhes divulgados em finais de 2011, Michael Kiske (vocal), Kai Hansen (guitarra), Mandy Meyer (guitarra), Dennis Ward (baixo) e Kosta Zafiriou (bateria), apresentaram o primeiro clip oficial da banda.

Constitui um alívio tremendo me certificar de como a dupla Kiske-Hansen, ainda consegue manter a química musical e o talento individual em um nível muito acima do que se vê hoje em dia. Apesar de gostar e respeitar todas as fases do Helloween, inegavelmente minha fase preferida é a da formação com esses dois e digo isso sem culpa, mesmo gostando do vocal e composições da era Andi Deris. Sim, trata-se da velha história de ocupar a vaga de um cara sensacional e durante um tempo viver à sombra dele, por melhor que você seja na função – no mundo do Rock isso é muito comum, já estamos todos mais do que cientes disso. 

Unisonic: Ignition

Kiske como vocalista e Hansen como guitarrista criaram algo tão incrível nos anos 80, que uma enxurrada  de bandas que vieram depois usou-os como principal referência, algumas de maneira fantástica e outras de maneira pífia, evidentemente. Criar novos caminhos ao meu ver é uma maneira de se deixar um marco na história da música, seja em que estilo for…na verdade é uma forma de se fazer parte de qualquer história, escrever parte dela, não importa a área de atuação ou conhecimento – e no caso dessa dupla o marco histórico diz respeito ao Rock/Metal. Em meio a tudo isso uma coisa é engraçada: assistindo ao vídeo tenho a impressão de que o Unisonic soaria como um Helloween de 2012, em um universo paralelo onde Michael Kiske e Kai Hansen jamais saíram da banda…minhas razões para pensar assim estão logo abaixo.

Unisonic

Fontes: http://www.myspace.com/unisonic
http://www.youtube.com/user/earMUSICofficial

I CanHelloween (Vídeo oficial)

Better Than Raw

Better Than Raw (1998) é o oitavo disco de estúdio do Helloween, e apesar de não ser um clássico e de estar muito longe de ser um dos meus favoritos da banda, traz em sua oitava faixa uma parceria entre Andi Deris e Michael Weikath que merece citação pois eleva a moral à enésima potênia: I Can.

Guitarras, baixo, bateria e vocal te jogam para o alto a cada nota e batida. A letra e principalmente o refrão tem um jeitão de discurso motivacional, sendo que e o clip oficial transborda boas energias e passa juntamente com a música uma mensagem super rápida e positiva que podemos resumir em um de seus versos: “I can make it all again” ou “Eu posso fazer tudo novamente”. Quem de nós nunca precisou pensar dessa forma e colocar em prática essa atitude para retomar a vida?

I Can – Helloween (Official Video)

 

Fonte: http://www.helloween.org/

“The Bard´s Night” – Blind Guardian & Grave Digger em São Paulo

Negri Concerts

Preparem seus pulmões e gritos de guerra, pois Blind Guardian & Grave Digger se apresentarão dia 23/04/12 em São Paulo no Credicard Hall, em  uma memorável noite que será merecidamente lembrada como “The Bard´s Night”.

Saber que poderemos presenciar in loco, as músicas e climas épicos esmeradamente forjados por essas duas grandes usinas do Metal, ao meu ver já é o prenúncio de um mais que promissor 2012!

The Bard´s Night: Blind Guardian & Grave Digger

Informações sobre os ingressos futuramente em: http://premier.ticketsforfun.com.br/

Fontes: http://www.negriconcerts.com.br/
https://www.facebook.com/pages/Negri-Concerts/201277079901566

“Skalds And Shadows” – Blind Guardian (Live Official Video)

Blind Guardian: A Twist in the Myth

 Skalds And Shadows é a 9ª faixa do disco A Twist in the Mytho 8º de estúdio dos alemães do Blind Guardian. Trata-se de uma bela canção fruto da parceria entre André Olbrich e Hans Jürgen Kürsch mais conhecido por nós como Hansi Kürsch.

Com arranjos atuais mesclados à música de inspiração no alto medievo europeu – tudo isso cercado por uma aura de fantasia medieval em suas letras – a banda apresenta dessa forma seu diferencial e uma de suas principais assinaturas artísticas. Assistam abaixo à uma linda versão live dessa singela obra de arte.

“Skalds And Shadows” – Blind Guardian

Fontes: http://www.blind-guardian.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page

The TruthHoliness (clipe oficial)

The Truth - Holiness

Somente uma palavra resume a produção desse novo clip da banda Holiness, tanto quanto a música dos caras em si: primorosa! Para quem um dia pensou que tão cedo não veria novamente no Brasil, talentos musicais de tamanha grandeza, e ainda preocupados em manter rigorosamente tudo dentro dos mais elevados padrões – principalmente músicas, shows e clips – aliviem seus corações e adrenalizem suas almas, pois esse quarteto realmente não está brincando de fazer Rock ´N Roll!!!

Cristiano Reis martelando a bateria num misto de força, técnica e criatividade. Hércules Moreira trovejando no baixo na medida exata, com vontade, controle e absoluta presença. Fabrício Reis apresentando solo e riffs sempre profissionais, de peso e referências que nos remetem…aliás, remetem não, nos afogam diretamente na fonte em que todos os guitarristas de Rock deveriam beber, mas que muitos têm deixado de lado. E chegamos naturalmente à Stefanie Schirmbeck com sua bela e potente voz, sempre muito bem colocada: sabe em quais momentos deve ser suave, em que momentos precisa ser agressiva e independente disso, não perde o domínio….essa vocalista sabe exatamente o que está fazendo e como fazer. Quem já teve a oportunidade ver a banda ao vivo sabe do que estou falando.

A música The Truth está no disco Beneath The Surface (de produção independente como muitos já sabem) e a produção desse maravilhoso clip coube à Kairos Filmes que fez um trabalho digno das melhores do segmento, sob direção de Guilherme de Lucca e Bruno Atkinson. Agora chega de papo e vamos ao que interessa \m/

The Truth – Holiness


Facebook oficial da banda Holiness: http://www.facebook.com/officialholiness

Fontes: http://www.youtube.com/user/officialholiness
http://www.facebook.com/stefanie.schirmbeck

“Into The Light” – Holiness (Bio e Vídeo Oficial)

Holiness: qualidade à prova de comparações

Temos acompanhado nos últimos anos elogios e méritos apontados para bandas internacionais de Rock com um certo de tipo de som, uma certa pegada…um estilo que tem conquistado não apenas fãs como também admiradores mesmo entre os mais tradicionalistas em meio às fileiras dos headbangers: o Metal Gótico. Mas infelizmente muitos ainda não sabem que temos aqui no Brasil vocalistas como Stéfanie Schirmbeck à frente da banda Holiness onde todos os integrantes levam muito a sério essa proposta dentro do Rock, com paixão e profissionalismo, e não meramente um entusiasmo passageiro como acaba acontecendo com diversas bandas em diversas categorias de Rock & Metal. O som dos caras tem entre suas influências Metal MelódicoHard Rock além de naturalmente o Gothic Metal de uma maneira bastante explícita, bem estruturada, convincente e super bem executada.

Beneath The Surface

O disco de estréia chama-se Beneath The Surface (2010), foi gravado em um estúdio independente no Rio Grande do Sul e mixado no Area 51 Recording Studio na Alemanha. Ainda no Rio Grande do Sul, Aquiles Priester (batera do Hangar) aceitou o convite para ser produtor da banda, e o álbum teve ainda a participação de Fábio Laguna (tecladista também do Hangar). Nem se precisa dizer que o potencial da banda foi um dos fatores decisivos desde seu primeiros momentos, uma vez que músicos dos gabarito de Aquiles e Fábio não perderiam seu tempo com algo que pudesse não valer o esforço.

Holiness

 Além da bela voz de Stéfanie, a Holiness conta também com os bem mais que competentes Fabrício Reis (guitarra), Hércules Moreira (baixo) e Cristiano Reis (bateria) – houve ainda um outro músico dividindo as guitarras com Fabrício, de nome Luciano Dorneles que não faz mais parte da banda.

Registro aqui as minhas primeiras impressões da banda:

1 – Precisamos enaltecer algo em relação à Stéfanie: além de suas inspiradas harmonias vocais, ela não se permite prender à suavidade clichê das vozes femininas do gênero. Sabe suavizar ou encorpar sua tonalidade vocal na medida do necessário sem esbarrar em exageros, fazendo disso um recurso que certamente lhe garante presença fugindo dos estereótipos;

2 – Além das intervenções acústicas muito bem compostas, os riffs certeiros de guitarra – que aliás é muito bem timbrada – somados à pegada Hard/Heavy, mostram que Fabrício sabe dosar muito bem agressividade e melodia sem fazer disso um “furacão” totalmente sem critérios, muito pelo contrário. O cara parece ter perfeita noção dos limites até mesmo de quando poderia aloprar e correr o risco de destoar do restante, o que ao meu ver denota maturidade musical, ou seja, o instrumento deve estar a favor da música sempre;

3 – A questão da relação baixo-bateria eu normalmente não consigo fazer em separado, dissociar de uma maneira honesta, uma vez que são a cozinha da coisa toda, sustentam a todos e fazem isso melhor ainda quando são entrosados o suficiente para tanto. Cristiano consegue participar dos momentos porrada de um modo criativo e preciso, tanto quanto dos momentos suaves, sendo sutil sem desaparecer. Ainda mostra-se igualmente detalhista nesses tais momentos mais tranquilos, onde a maioria simplesmente apela para o óbvio. Hércules me deixa com a sensação de que suas as linhas de baixo são de fato uma ponte entre a parte rítmica da bateria e as harmonias vocais e de guitarra. Quando enfatizo o “de fato” é porque ele não soa como aqueles baixistas que simplesmente “estão por ali”, entendem? Ele se faz ouvir e não somente porque prestamos atenção na batida: seus graves transitam da guitarra à bateria com uma real intenção de participar de ambos e não somente replicar um ou outro intrumento.

Graças a exemplos assim, nosso país tem um permanente potencial para se colocar em pé de igualdade com praticamente qualquer banda e em qualquer variação do Rock ´N Roll. \m/

Into The Light – Holiness


Fonte: http://www.myspace.com/officialholiness