Archive for the ‘Homenagem’ Category

R.I.P. Lemmy Kilmister – O Dia em que o Trovão silenciou

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Lemmy se foi. Não há muito o que enfeitar sobre isso, é uma porrada real e certeira. Foram 70 anos de vida, mais de 50 como músico, 40 deles dedicados ao Motörhead. O homem era uma máquina de fazer Rock N Roll.

As primeiras 24 horas foram muito esquisitas. Abri e fechei o editor de texto várias vezes, simplesmente não sabia o quê ou como dizer. Nem mesmo se eu queria dizer algo, para ser bem honesto. Pouco dormi. Comi mecanicamente. Enquanto ouvia suas músicas na primeira madrugada após sua morte, eu tentava assimilar a perda. Pensava “outra baixa da magnitude de Ronnie James Dio em meu universo musical… vai ser assim?” – Como se houvesse alguma outra opção além de aceitar… que lendas sobrevivem apenas em nossas lembranças, por mais que sejamos contemporâneos dos nossos mitos modernos. Caras como Lemmy tornam-se imortais em vida, nublando nosso discernimento para o óbvio: a Natureza tem suas leis a seguir, quer você queira, quer não. Vale para mim, vale para você e vale até mesmo para o adorado e “indestrutível” Lemmy.

De roadie do Jimi Hendrix, ao seu próprio lugar de direito como lenda viva do Rock, Ian Fraser “Lemmy” Kilmister trovejou em todos os palcos do mundo, trilhou praticamente todas as estradas da vida – as certas e as erradas – merecendo cada gesto de reconhecimento, cada grito, cada noite virada, cada brinde.

The Ace Of Spaces

The Ace Of Spaces

Divertido, mal-encarado, talentoso, beberrão, humilde, sem frescuras, porém educado, paciente e cordial. Não existe nenhum grande mistério quando você é uma pessoa espontânea e não fica forçando a barra, querendo parecer o que não é, nem bonzinho demais e nem malvado demais. Todos os relatos em primeira pessoa que chegaram a mim até hoje (infelizmente eu mesmo nunca pude conhecê-lo), dão conta de que ele era alguém que não ficava botando banca de grosso e valentão sem necessidade, ao contrário do que muitos acreditam e alguns até pensam estar imitando, sabe-se lá tentando provar o quê. Acho que ele daria umas boas risadas de algumas dessas pessoas e ficaria bem puto com outras.

Era perceptível em suas declarações, a postura de um homem que aprendeu ao longo de 7 décadas, que tudo que começa, acaba, tudo que sobe, desce. Aliás, não tem muito tempo, deixou claro com todas as letras que estava em Paz consigo e com o mundo, reconhecendo publicamente que não teria razão para temer a morte.

RIP Lemmy

Passados os excessos da juventude, Lemmy Kilmister só queria viver da melhor maneira que soubesse, mas sem abrir mão da simplicidade crua de sempre, que acabou lhe rendendo boa parte da fama. Curtir um som, rir, fumar, jogar, sair pra beber e transar. Apenas isso, sem delírios de grandeza. Se para nós, ele foi e será eternamente um ícone, mito, lenda, patriarca ou qualquer que seja o termo, isso é um problema nosso. Ele mesmo nunca se atribuiu a importância que teve ou ao menos nunca se comportou como se tivesse, muito pelo contrário. E isso fazia dele um sujeito ainda mais extraordinário. Nunca se importou em ser rico ou famoso, não era esse seu objetivo, foram apenas consequências. Só queria se divertir como o cara humilde que era e fazer com que nos divertíssemos tanto quanto ele, através dessa inexplicável energia chamada Rock N Roll. Pois saiba que você conseguiu, Lemmy. Missão cumprida.

Motörhead For Life. Lemmy Lives Forever. Rock In Peace, Lemmy… see ya.

Fontes & Referências
http://www.imotorhead.com/
https://www.facebook.com/OfficialMotorhead/
https://www.facebook.com/OfficialLemmy/
http://www.blabbermouth.net/news/motorheads-lemmy-dead-at-70/
http://www.rollingstone.com/music/news/the-tao-of-lemmy-18-great-quotes-from-the-motorhead-frontman-20151229
http://www.areah.com.br/vip/lemmy-kilmister/materia/123246/1/pagina_1/13-licoes-de-vida-de-lemmy-kilmister.aspx
http://www.mirror.co.uk/3am/celebrity-news/motorheads-lemmy-kilmister-playing-video-7085769

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B.B. King

B.B. King

Como se despedir do próprio Blues? Não que não tenhamos alguns poucos mestres ainda vivos, mas como dizer adeus a Riley Ben King? Como dar adeus ao homem que era ele mesmo a personificação do Blues? Como encarar o mundo da música órfão de Sua Majestade, B.B. King?

Sua carreira começou como Beale Street Blues Boy, depois tornou-se Blues Boy King e finalmente B.B. King. O homem capaz de tocar todos os nossos sentimentos com apenas uma ou duas notas. Com sua famosa Gibson ES-355s, a charmosíssima Lucille, e sua voz envolvente, sincera, doce e amarga, triste e linda, Mr. King contou muitas e muitas histórias. O homem que cantou, tocou, sofreu e encantou a todos pelo Blues e para o Blues, começou em 1948 e nunca mais parou. Até a noite de ontem, quando o Universo achou por bem levá-lo de volta a um lugar melhor.

O guitarrista que melhor sintetizou o adagio “menos é mais” no mundo da música. O artista que validou irrefutavelmente a máxima de que “a simplicidade é o último estágio da sofisticação” – e com uma humildade admirável. Aliás, humildade e talento encontraram pelas mãos e pela voz desse garoto nascido no Mississipi, durante um período que em nada favorecia os negros nos Estados Unidos, a chance de mostrar ao mundo que a despeito de todas as dificuldades, o Blues também coroaria uma lenda. Um mito. Um Rei.

Segundo o próprio King Of The Blues, essa foi uma de suas melhores performances. Minhas lágrimas não me permitem discordar.

B.B. King Lucille

Na História do Blues existem os bons, existem os muito bons, existem os impressionantes. E existe B.B. King.
Hoje à noite, Lucille chora em silêncio. Para sempre.

Fontes & Referências: http://www.bbking.com/

50 Anos de Doro Pesch – Long Live The Metal Queen!

Doro Pesch Young

Doro Pesch: Fase Warlock.

 Em 3 de junho de 1964, nascia em Düsseldorf, Alemanha, a mulher que se tornaria uma das mais importantes referências para o mundo do Hard Rock e Heavy Metal: Dorothee Pesch.

 Desde os primórdios com a banda Warlock, Doro Pesch já se destacava não por sua juventude, beleza e sensualidade (o que era um recurso até muito comum entre outras bandas com mulheres entre seus integrantes na época), mas fundamentalmente por sua indiscutível aptidão como vocalista e compositora, além de ocupar uma função muito pouco frequentada por mulheres em bandas de Rock com pegada mais agressiva – afinal de contas, estamos falando de 1982, ok?

 Emplacou músicas que viriam a se tornar verdadeiros clássicos do Metal. Hits como Burning The Witches, All We Are, Für Immer, East Meets West e I Rule The Ruins, viriam se unir futuramente a músicas igualmente impressionantes em sua carreira solo, tais como Rock OnUnholy Love, Hellraiser, Fall For Me Again e We Are The Metalheads (hino composto por Doro em comemoração aos 20 anos do Wacken Open Air Festival), entre tantas outras grandes composições que estão presentes ao longo de toda sua discografia. 

Doro Pesch, The Metal Queen.

Doro Pesch, The Metal Queen.

 Claro que não estamos falando da Alta Idade Média, mas imaginem como não era exatamente fácil há 30 anos, uma mulher convencer fãs e empresários de Rock, de que estava realmente à altura do desafio de liderar uma banda de Heavy Metal. Além do mais, não podemos nos esquecer de que o início dos anos 80 foram cruciais para o estilo e foi nesse contexto que se deu a ascenção dessa pequena alemã que mal saíra da adolescência. Se hoje em dia as mulheres estão cada vez mais presentes em bandas de Hard e Heavy, em funções antes totalmente dominadas por homens, saibam que Doro Pesch pode e deve ser considerada a grande matriarca dessa “pequena” revolução cultural no meio musical. Sob o comando de sua voz linda e marcante, o cenário musical começou a mudar bastante para as mulheres. Não é à toa que essa bela jovem de 50 anos foi aclamada mundialmente por uma alcunha que mescla carinho, reconhecimento e devoção: Metal Queen.

Doro Pesch

Doro Pesch.

 Fora dos palcos e dos estúdios, Doro tem interesse em pintura e artes gráficas, mantém atividades diversas como praticar boxe tailandês e participar ativamente de causas sociais ligadas aos direitos das mulheres – com a ONG Terre de Femmes – e também aos direitos dos animais – fazendo parte inclusive do grupo PETA. Suas conhecidas “roupas de couro” por sinal, não são de couro: tratam-se de imitações sintéticas desenhadas e produzidas pela própria Doro em prol de reafirmar seu discurso de proteção por nossos amados irmãos animais.

Doro Pesch: Rock On!

Doro Pesch: Rock On!

 Ainda que apontada como Rainha do Metal, ela explicita com extrema simplicidade seu Amor incondicional pelos fãs em toda e qualquer oportunidade, curvando-se diante de uma verdadeira legião de súditos, indo até eles durante os shows e deixando-se abraçar enquanto canta e se declara, como eu mesmo testemunhei pessoalmente quando esteve este ano no Brasil. Eu disse fãs? Pois saibam que Doro prefere… bem, na verdade faz questão de nos chamar de família a todo momento. Essa é a grande verdade.

 Não há atributos que melhor definam a Nobreza de uma alma que Compaixão e Humildade. E o espírito de Doro Pesch faz jus ao seu título de Metal Queen indo muito além da música.

All Hail The Metal Queen! Long Live Doro Pesch!

Fontes:
http://www.doromusic.de/
http://www.terre-des-femmes.de/
http://www.peta.org/international/

DORO 30 Years Strong and Proud

Doro Pesch
Doro Pesch

 Isso mesmo: uma não-resenha. Por que? Porque se tornou muito fácil e ao mesmo tempo, monótono. Fácil, porém chato, vamos admitir. Além do mais, o que há para ser dito sobre essa mulher que praticamente todos os fãs de Heavy Metal já não tenham lido ou ouvido, não é mesmo? E sendo assim então, o que falar desse show no Carioca Club, em Sampa Rock City?

Bom, primeiramente ele me fez sair de casa mesmo tendo passado por uma semana de cão, com todos os típicos problemas modernos a que estamos acostumados, só que “tudo ao mesmo tempo agora” como dizem. Mas ainda assim, valeria muito o esforço ver a grandiosa Metal Queen, Sua MajestadeDoro Pesch, ao vivo no ano em que completa 50 anos de idade e 30 de carreira – e justamente no Dia Internacional da Mulher.

A única coisa técnica que vou dizer é a seguinte: som perfeito. Voz, guitarras, teclados, baixo e bateria. Dos clássicos às músicas de seu último álbum, é notável a presença de palco e entrosamento entre os integrantes da banda. E de onde essa mulher tira tanto fôlego e afinação? Que potência soberba! Que voz linda, cheia de drives charmosos e nuances que nos seduzem os ouvidos… mas voltemos à não-resenha.

Eu observo muito, demais mesmo, as pessoas em qualquer lugar, inclusive shows. Imprensa, equipe de som, público e por aí vai. Por mais que eu idolatre o artista que estiver se apresentando, ter percepção de como as pessoas reagem e interagem é sempre importante. Nesse quesito, Dorothee Pesch faz da audiência uma parte essencial da banda. Entendamos uma coisa: se ela estiver em um palco e você na platéia, você faz parte da banda.

Qualquer fã dessa mulher já sabe que ela é extremamente simpática, amorosa e absolutamente paciente com todos – digo isso pois o assédio dos fãs, principalmente dos homens, geralmente margeia a ousadia. Sabem aquele “quase” que você vê em vários momentos? Então.

Ainda assim, ela desce do palco, sobe na grade, se deixa abraçar, o pessoal segura em seus ombros, braços, passa a mão em seu cabelo, alguns fazem carinho em seu rosto… e ela não recua ou recusa! Sua confiança e certeza de que irão respeitá-la, é tremenda. Mais do que isso: sua paixão pelos fãs é o começo, meio e fim para tudo. Os “quases” que vi durante essas aproximações no show, são “quases” justamente por essa aura de respeito que ela tem pelos metalheads, no que acaba sendo retribuída. Como se dissesse nas entrelinhas “vocês são a minha família, amo todos do fundo do coração… vocês não vão trair esse amor, sei disso.” – Daí eu pergunto: como não admirar Doro em todos os sentidos? Até mesmo porque ela costuma dizer isso em TODOS os shows, entrevistas e declarações.

Doro, Doro Pesch, Dorothee Pesch, Metal Queen… apelidos, nomes e títulos para alguém que ascendeu no mundo da música no início dos anos 80 e ainda permanece humilde como uma aspirante. Eu simplesmente não consigo expressar minha satisfação ao ver essa lenda viva do Metal de perto pela segunda vez, mas agora em um palco, que é seu trono por direito. Testemunhar toda aquela troca de energia, pessoas dos 18 aos 50 e poucos, cantando, saudando, sorrindo e brindando, explica muito sobre Doro.

Doro Pesch: Metal Queen

Doro Pesch: Metal Queen

O que eu trago aqui, é apenas o resumo de um fã. Listar músicas e fazer comentários técnicos… bom, é algo que até estou acostumado a fazer, mesmo sendo trabalhoso. Com bandas em ascenção, tenho muito mais prazer e até vejo mais sentido, afinal de contas, quero que as pessoas as conheçam. Mas fazer isso com bandas e artistas já consagrados, além de redundante, muitas vezes perde o sentido. Prefiro falar de aspectos humanos longamente e do show em si de maneira seca e direta. Sim, o show foi absolutamente foda e eu não esperava menos.

Doro Pesch tem a mesma importância de Dio em minha formação musical – e quem me conhece, sabe que isso é o máximo dentro do máximo, fazendo dela A Deusa do Metal, tanto quanto Ronnie James Dio foi e sempre será O Deus do Metal. Todos os requisitos estão presentes em sua música e suas atitudes: qualidade, talento, humildade e muito, muito amor pelos fãs. Por esses e outros tantos motivos, esta não é uma resenha do show de Doro Pesch. É apenas o meu muito obrigado à vocalista que é simplesmente a personificação de tudo que há de melhor no mundo da música. 

Raise Your Fist In The Air – Doro Pesch (Official Video)

ROCK ON, DORO!!! \m/

Fontes & Referências: http://www.doromusic.de/index2_en.php

Homenagem a Hélcio AguirraHerói da Guitarra e Mestre do Rock

Hélcio Aguirra em 1984, tocando no Harppia

Hélcio Aguirra tocando na banda Harppia (1984). (Crédito: acervo pessoal online de Hélcio Aguirra)

 Não importa em que momento da vida certas… viagens aconteçam. A sensação é sempre de que “foi cedo demais”. E desta vez foi com um dos mais queridos, talentosos, dignos e importantes guitarristas da história do Rock Brasil: Hélcio Aguirra.

“Sua estreia em disco se deu com o EP A Ferro E Fogo, lançado pelo Harppia em 1985 e até hoje considerado um dos principais discos da história do Heavy Metal nacional. Em seguida, Hélcio criou o Golpe de Estado, que acabaria se tornando um dos principais nomes do Hard Rock brasileiro. A banda gravou oito discos: Golpe de Estado (1986), Forçando A Barra (1988), Nem Polícia Nem Bandido (1989), Quarto Golpe (1991), Zumbi (1994), Dez Anos Ao Vivo (1996), Pra Poder (2004) e Direto do Fronte (2012). Paralelamente, participou do grupo de Rock instrumental Mibilis Stabilis, que lançou três álbuns, Mobilis Stabilis (2001), Extra Corpore (2006) e Andando No Arame (2009).” – Site da Revista Roadie Crew.

Katalau e Hélcio Aguirra: Golpe de Estado tocando no Dama Xoc.

Catalau e Hélcio Aguirra: Golpe de Estado tocando no Dama Xoc. (Crédito: acervo pessoal online de Hélcio Aguirra)

 Ainda moleque no Rio de Janeiro, lembro quando ouvi pela primeira vez as guitarras do Golpe de Estado. Trocava de canais freneticamente, quando em um canal praticamente irrelevante na grade televisiva, me deparo com o clip de Noite de Balada: um Hard quente, elétrico, legítimo, convincente, inesperado… fora do comum no melhor sentido possível. Letra 1.000% Rock ´N Roll e um instrumental que me deixou muito surpreso. As linhas de baixo de Nelson Brito e a pegada poderosa de Paulo Zinner na bateria formavam uma cozinha que não devia nada a qualquer banda estrangeira. Evidente que o vocal de Catalau, totalmente despojado, desencanado e naturalmente agradável, chamou minha atenção – e numa época em que eu só ouvia e tentava reproduzir vocais cheios de virtuosismos. Contudo, repentinamente, um timbre de guitarra capturou totalmente minha atenção. Quem seria aquele sujeito por trás das seis cordas?

Noite de BaladaGolpe de Estado (Vídeo Oficial)

 Resultado: passei um bom pedaço da tarde tirando (ou tentando tirar) aquela música cujo refrão e solo nunca mais sairiam de minha mente. Pouco depois, tive contato com algumas matérias sobre o Golpe de Estado – aliás, ainda sigo até hoje achando esse nome genial – e naturalmente sobre Hélcio Aguirra, uma verdadeira lenda da guitarra no cenário do Rock Nacional. Conheci outras tantas músicas do Golpe, algumas do Harppia, lia diversas matérias e ficava absolutamente fascinado pelo nível de conhecimento dele, não apenas na execução do instrumento, mas também no tocante a equipamentos. Eu lia avidamente toda e qualquer entrevista ou coluna em que ele estivesse. Eu ainda não sabia muito, mas minha intuição me dizia para ouvir quando ele falasse.

 Eu pensava “nossa, o que esse sujeito faz na guitarra, da maneira que fica marcado na gente… parece coisa do Tony Iommi: riffs fodas, solos inesquecíveis e ainda essa Gibson SG”. Não custei muito a descobrir que não era incomum que ele fosse comparado ou associado ao maior de todos os riff masters como o “nosso Tony Iommi”. Com toda justiça, diga-se de passagem.

Tony Iommi e Hélcio Aguirra

Tony Iommi e Hélcio Aguirra. (Crédito: Vitão Bonesso)

 Olhar para o Rock no Brasil sem Hélcio, ao menos para mim é muito estranho. Mais do que estranho: é pesado e não no sentido musical. É esmagador. Cruel. Doloroso.

Na história do Rock brasileiro tivemos e ainda temos bandas e músicos fantásticos… mas agora, não temos mais a grandeza de Hélcio Aguirra e isso machuca demais. Um músico como poucos e um ser humano reconhecido pela boa índole e camaradagem. Um poeta das 6 cordas. Um professor sem igual e com a humildade de um aprendiz.

Caso SérioGolpe de Estado (Áudio Original)

Nunca cheguei a conversar com ele pessoalmente, apenas pelo Facebook brevemente uma ou duas vezes, mas ele foi gentil de uma forma que chegou a me deixar sem graça. Conheço algumas pessoas que foram próximas ao Golpe de Estado ainda na época do Catalau e todas sempre foram categóricas: ele era gente boa demais. Quer dizer, a admiração e respeito cultivados desde garoto, aumentaram ainda mais em âmbito também pessoal.

Hélcio Aguirra, guitarrista e fundador do Golpe de Estado.

Hélcio Aguirra. (Fonte: acervo online do Golpe de Estado)

 Hélcio, com a sua música você inspirou muitos romances e agitou incontáveis baladas. Estampou sorrisos e emocionou muitos de nós. Nunca desistiu da árdua tarefa de ser músico de Rock no Brasil. Foi muito além da obrigação de poeta da guitarra e fez de sua arte um sacerdócio de amor pelo Rock ´N Roll. É assim que o vejo. E certamente é assim que será lembrado. Descanse em Paz, grande e querido Mestre. Sua imortalidade está garantida entre nós.

Olhos de GuerraGolpe de Estado (Áudio Original)

Fontes e referências:
http://www.golpedeestado.com.br/
http://www.bandaharppia.com.br/home.html
http://www.roadiecrew.com/
http://kissfm.com.br/
https://www.facebook.com/helcio.aguirra
https://www.facebook.com/bandagolpedeestado

Outras homenagens que merecem ser compartilhadas:
Rodrigo Branco (Rádio Kiss FM): http://hoplitaurbano.wordpress.com/2014/01/22/golpe-profundo-a-despedida-repentina-de-uma-heroi-brasileiro-da-guitarra/
Felipe Machado (Viper): http://www.palavradehomem.com.br/?p=2308
Régis Tadeu (Produtor, jornalista e crítico musical): http://br.omg.yahoo.com/blogs/mira-regis/descanse-em-paz-helcio-aguirra-145358550.html

Born To Raise Hell Motörhead (Live with Lemmy, Doro Pesch & Withfield Crane)

Lemmy & Doro Pesch

As pessoas precisam aprender a simplesmente relaxar, se divertir. Sem culpas, sem cobranças, sem censuras. Aprender a chutar o balde vez por outra pode salvar sua vida, sabia? Enxergar certas situações pela ótica do “e daí?” renova suas forças, confiem nisso.

Não estou falando de bancar o imbecil, “pagar de machão” ou de “garota malvadona”. É saber que há coisas pelas quais não vale a pena perder tempo, juventude e paciência. É olhar para aquela pessoa idiota que acabou de tentar te ferrar e dar preferência à cerveja gelada que está na sua mão. É aceitar que vai passar uma vida inteira errando e acertando. É saber que curtir o melhor da vida não significa bancar o estúpido(a). É ter a malandragem de perceber com o que não deve se importar. Nem toda batalha deve ser travada. Algumas vezes ignorar é o suficiente. Brindemos a isso ao som de Born To Raise Hell, cortesia de Motörhead e cia.

Born To Raise Hell – Motörhead (Official Video)

Nota de Falecimento – RIP Jon Lord

Jon Lord: The Keyboard Master

 É com profundo pesar que viemos compartilhar um notícia mais do que triste para o mundo Rock e da Música como um todo: o Mestre Jon Lord, co-fundador do Deep Purple, encontrou a Luz hoje, 16 de julho de 2012, aos 71 anos, na London Clinic, vitimado por uma embolia pulmonar. Lord encontrava-se há algum tempo já em tratamento devido a um câncer no pâncreas.

 Segundo as primeiras informações, em seu momento final, ele encontrava-se rodeado por sua família. Que seus últimos segundos tenham sido serenos… E que sua família conte com a força espiritual de seus fãs para absorver a realidade.

Child In Time – Deep Purple (Official 1972 Video)

Rest In Purple Master Lord

Fontes: http://jonlord.org/ – http://www.rollingstone.com/ – http://www.bbc.co.uk/news/