Archive for the ‘Metal Gótico’ Category

Holiness – Dead Inside: première e vídeo oficial

Dead Inside: Holiness 2013

Dead Inside: Holiness 2013

Eles conseguiram novamente: superaram minhas expectativas. Desde que escrevi sobre a banda pela primeira vez, ainda na época de Into The Light (do disco Beneath The Surface, de 2010), nunca mais parei de acompanhar o trabalho da Holiness.

Sempre falei dos arranjos, das qualidades técnicas de seus integrantes, das músicas como um todo… e também dos clipes oficiais, que primavam – e ainda primam – pela produção muito acima da média, até mesmo se comparados aos de algumas bandas já estabelecidas na cena Rock do Brasil.

E o que já era foda, podia melhorar? Bom, pelo que vimos na madrugada de 7 para 8 de setembro, mais do que certamente.

Partimos pouco antes da meia-noite rumo ao Manifesto para assistir em primeira mão o lançamento do novo clipe da banda. Chegamos no meio do show da The Hammer (Motörhead Cover) e apesar de eu não ser muito afeito de bandas cover, há de se tirar o chapéu para os caras, pois realmente mandam muito bem em todos os quesitos, puta som fiel ao de Sir Lemmy e seus asseclas. Tão válido que não poderia deixar de mencionar. Só isso.

Dead Inside: Cristiano e Fabrício

Dead Inside: Cristiano e Fabrício

Mas voltando ao assunto, papo vai, papo vem, esbarro aos poucos com o Fabrício (guitarra), Cristiano (bateria), André (baixo) e com alguns membros da produtora Loud Factory – aliás, já havia sido apresentado a eles no Live Metal Fest II e fiquei com uma ótima impressão. Pouco antes de anunciarem, conversamos rapidamente também com Stefanie. Faço perguntas gerais sobre as expectativas de cada um para a recepção do novo vídeo e outras amenidades. Todos tranquilos, no máximo um pouco ansiosos (principalmente Stefanie), mas ainda assim sob controle.

O que se seguiu quando apertaram o play lá em cima, foi algo que desconfiei logo que soltaram o teaser há algumas semanas: o clipe de Dead Inside trata-se de um curta de terror maravilhosamente bem produzido em todos os sentidos. Sério, galera, ficou LINDO! Fotografia, iluminação, tonalidades, maquiagem, figurinos, locações, conceito… absolutamente tudo!

Logo da produtora Loud Factory

Produtora Loud Factory

Eu sempre elogio o profissionalismo da Holiness, mas a Loud Factory não fica nada atrás. A produtora é um incalculável achado para a banda e para o cenário de Rock/Metal, não tenho como dizer de outra forma: fiquei fã.

Já havia ficado bastante admirado com o trampo deles no 3º clipe da Holiness, Mine, mas agora estou completamente embasbacado. E não sou do tipo que se impressiona fácil, acreditem.

Por que eu ainda não tinha ouvido falar desse pessoal? Onde estavam se escondendo? Bom, não sei, mas agora não vou perdê-los do radar de forma alguma.

No novo clip, Stefanie é abordada por uma criatura inicialmente indefinida, se acaba de correr, fugindo pelo mato, saltando, caindo e lutando até chegar em uma casa, onde Cristiano abre a porta sem entender nada para receber sua mulher completamente apavorada. Não quero falar muito para não estragar, mas as cenas transitam entre o enredo em si, com o medo comendo solto e cenas da banda tocando em um lugar – e vez por outra elementos do enredo surgem também na maquiagem da banda, “fora” do filme que acompanhamos.

Holiness

Holiness

Olha, ainda não sei como o público em geral é capaz de ignorar as bandas da nossa cena underground. Não, eu não escrevo sobre todas, sei disso muito bem, mas ao menos procuro conhecer tudo para escolher honestamente sobre o que escrever. Minha ideia não é apoiar cegamente toda e qualquer banda, apenas aquelas que tenham afinidade comigo, com o Rock Universe e, principalmente, trabalhos nos quais eu acredite de fato. É exatamente o caso da Holiness e de algumas outras já publicadas ou ainda por publicar.

Cristiano_Reis_Dead_Inside

Cristiano Reis: Dead Inside

Cristiano Reis: brother, você tem uma pegada convincente demais no comando da batera. Às vezes é a força exata que joga no braço, outras vezes a sutileza nos detalhes do arranjo, sei lá. O fato é que dá gosto ver e ouvir você tocando. Em Dead Inside, parece que você usou tudo que tinha, parabéns meu velho.

André Martins no clipe Dead Inside

André Martins: Dead Inside

André Martins: você ainda é recente na banda, mas já ouvi um pouco do teu trabalho na Hatematter e gostei. Já na Holiness, pude ouvir mais atentamente seu baixo em Drowning e na própria Dead Inside. Que graves de presença, hein? O timbre, a rapidez, as marcações e as frases em que ouvi, (inclusive ao vivo, no LMFII) você dobrando com o Fabrício não deixam um único buraco, excelente mesmo. A maneira como você ligou tudo em Dead Inside, fez com que eu quisesse ouvir mais de qualquer banda em que você seja o baixista, palavra.

Foto de Fabricio Reis em Dead Inside.

Dead Inside: Fabrício Reis

Fabrício Reis: ah, meu velho, sempre esses teus solos, riffs, harmonias e texturas, né? Já falamos disso algumas vezes, mas gosto de repetir: de arrepiar, sou teu fã confesso. Não faço ideia de onde você tira tanta inspiração (efeito Mizuho?) e em Dead Inside você me fez ter vontade de brincar de guitarrista novamente. Que RIFFS SÃO ESSES??? Na primeira vez que ouvi, já na intro eu pensei “pronto, lá vem o guri me mostrar novamente que como guitarrista, eu sempre fui somente um vocalista metido a tocar guitarra mesmo”.

Stéfanie Schirmbeck da banda Holiness

Dead Inside: Stéfanie Schirmbeck

Stefanie Schirmbeck: sua vez, Stéfanie. Não satisfeita em ser a tremenda vocalista que é, ainda me faz uma letra dessas, corre muito e sai na porrada com o sobrenatural. Brincadeiras à parte, eu realmente gosto da letra – até mesmo porque, por um acaso, algumas frases ali parecem muito com coisas que digo e nas quais acredito. Sobre a sua voz, além da gama de recursos que você sabe utilizar muito bem, em Dead Inside tive a impressão de que realmente interpretou como nunca cada verso. Dramaticidade é essencial e foi isso que ouvi. De mais a mais, impecável como de costume, uma das mais legítimas representantes de alguém que sabe exatamente o que quer, como quer chegar lá e o que quer fazer quando chegar.

Enfim, agora chega de texto e vamos ao que interessa.

Dead Inside Holiness (Official Video)

Ficha Técnica:
Produced by Loud Factory
Directed by Fernanda Castro Nascimento & Vagner Meirinho
Screenplay by Vagner Meirinho & Holiness
Edited By Vagner Meirinho
Production Manager: Tiago Pardal Assolini
Costume and Make up: Maurien Trabbold
Direction Assistant: Letícia Calvosa
Production Assistant: Laudir da Silva Reis
Image capture by Tiago Assolini and Lucas Machado

Fontes, Referências e Links Relevantes:
Loud Factory: http://www.loudfactory.net/
Reverbnation: http://www.reverbnation.com/holiness
Facebook: http://Facebook.com/HolinessBrasil
Twitter: https://twitter.com/BandaHoliness
MySpace: https://myspace.com/officialholiness
YouTube: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos
Cat Corsets: http://www.catcorsets.com/
https://www.facebook.com/blackcat.trabbold
https://www.facebook.com/pages/BlackCat/142239892473792
Todas as matérias sobre a Holiness no Rock Universe: https://rockuniverse.wordpress.com/tag/holiness/

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Dead Inside – Ouça o novo single da Holiness

Capa do single Dead Inside

Dead Inside – Novo Single da Holiness

 Já fiz algumas matérias com a Holiness e até uma entrevista in loco. A banda possui todos os atributos necessários, admiro demais o trabalho desenvolvido e sou um fã bem mais do que confesso. Como se tudo isso não bastasse, eles acabaram por me lembrar de uma qualidade artística importantíssima no meio musical: ousadia.

Holiness 2013

Holiness 2013

 Ousadia para arriscar, fugir do lugar comum e não cair na permanente armadilha da repetição. Ok, muitas bandas clássicas que se repetem soam maravilhosas, mas vivemos outros tempos e é bem difícil uma proeza dessas nos dias de hoje, se a sua banda não é um desses medalhões do Rock. Então, como fazer isso? Fazendo o que a Holiness fez.

 Lembrando que o Rock e a Arte em geral não podem se tornar prisões e têm muito mais facetas do que costumamos lembrar. Que um músico de Rock que se deixa aprisionar por supostas “regras”, fórmulas prontas, caminhos fáceis ou qualquer coisa que o valha, vai contra o espírito libertário do Rock. Torna-se um escravo. Está morto por dentro.

“Dead Inside” – Holiness (New Single)

Fonte: https://www.facebook.com/HolinessBrasil

While Your Lips Are Still RedNightwish (HD)

While Your Lips Are Still Red: vocal solo de Marco Hietala

While Your Lips Are Still Red: Marco Hietala & Tuomas Holopainen

While Your Lips Are Still Red é uma composição de Tuomas Holopainen e Marco Hietala que faz parte da trilha sonora do filme Lieksa!, do diretor finlandês Markku Pölönen. A música foi lançada no single Amaranth (2007) e conta apenas com Jukka Nevalainen (bateria) além dos próprios Marco e Tuomas em seu arranjo.

Trata-se de uma música suave e triste – ainda mais quando ouvida juntamente com seu vídeo oficial – mas, ainda assim, dotada de uma beleza e sobriedade que deixam ainda mais em evidência a maturidade lúdica de seus compositores. A voz de Marco, sem a habitual agressividade, pontuada pela voz ligeiramente dramática de Tuomas nos backing vocals, criam juntas uma atmosfera serena e incomum à figura de ambos. Um verdadeiro mérito dentro da atual cena musical afogada em velhos e cansativos clichês.

While Your Lips Are Still Red  – Nightwish

“Sweet little words made for silence
Not talk
Young heart for love
Not heartache
Dark hair for catching the wind
Not to veil the sight of a cold world

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn

First day of love never comes back
A passionate hour`s never a wasted one
The violin, the poet`s hand,
Every thawing heart plays your theme with care

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn”

Fonte: http://nightwish.com/pt/

Quem diabos é Micky James?

Micky James ao vivo (Foto: Alejandro Eiro)

 Há tempos acompanho a carreira de um certo Criss Angel. Esse cara é um tremendo ilusionista de visual meio dark com uma pegada bem Metal Gótico em seu figurino. A despeito de suas inegáveis (e assustadoras) qualidades como mágico/ilusionista, algo sempre me chamou demais a atenção em sua série de TV: a trilha sonora selvagem e bem produzida. Principalmente a música tema de abertura – que batiza também o nome da série: MindFreak.

 Por incrível que pareça, eu nunca havia me dado conta (ou simplesmente me esqueci) de que na era da Web 2.0 seria muito fácil descobrir o gênio por trás daquela e de outras músicas igualmente pesadas e soturnas. Ao menos até uma noite dessas, quando ao som de Alice Cooper, recebemos um dica que não poderíamos deixar de trazer até vocêsE eis que surge aqui o nome desse talentosíssimo “feiticeiro” do Metal: Micky (ou Mick) James.

Ok, mas quem é de fato Micky James?

Micky James em seu estúdio Freedom Of Speech com uma de suas guitarras exclusivas Levitation 7 

 Micky James é um notável compositor, produtor/engenheiro, músico e ator. Ele é principalmente conhecido por sua música incluída na famosa Série de TV MindFreak, estrelada pelo (já citado) ilusionista Criss Angel. O mundialmente conhecido tema da série foi escrito por Micky James/Criss Angel e produzido por Micky e Jonathan Davis (KORN).

Micky em uma foto promocional da Marshall

 As melodias aterrorizantes e envolventes de Micky adicionaram elementos extras de suspense à ilusão do espetáculo em todas as 6 temporadas da série. Mick James também é responsável pela trilha sonora (de 2009 até o presente) do espetáculo BeLieve de Criss Angel para o Cirque Du Soleil em Las Vegas, pela trilha do Especial Criss Angel, Supernatural (2003), exibido pelo canal Sci-Fi, além do Especial Criss Angel, Made in Japan (2004), exibido no Japão.

 Outros créditos incluem: Carmen Electra’s NWWL (2007 – show exibido no Pay-Per-View), Super Bowl (2010), CBS NFL Pre-Games (2010 até o presente), Jets Play-Off Game (2011 – exibido pela CBS), March Madness NCAA (2011 até o presente na CBS), MTV Cribs & Teen Cribs, CMTV Cribs e VH1 That Metal Show (2010 até o presente).

Em foto promocional da Ampeg com um de seus baixos da linha Levitation 7

 Ele também pode ser ouvido na WWE, HBO, Criss Angel Biography (no A&E), The American Country Awards, The Tyra Banks Show, Phenomenon (NBC), Basketball (na CSTV), Entertainment Tonight, Parenthood (na NBC), Dirty Money (Discovery Channel), Dangerous Road (Discovery Channel) e também no The Magic Place (novo showsite do Criss Angel).

 Micky possui o seu próprio estúdio chamado Freedom Of Speech, localizado em Nova York, onde atualmente grava e produz. Desenvolveu também a sua própria linha de guitarras e baixos produzida pela Carparelli Guitars, chamada Levitation 7, que tem como característica a produção de uma sonoridade específica e única para músicos que procuram algo fora do tradicional. As guitarras e baixos possuem um design especial diferenciado de quaisquer outros encontrados atualmente no mercado.

Micky James e suas guitarras Levitation 7

 Dentre seu maravilhoso arsenal, ele orgulhosamente usa e endossa as seguintes marcas: Ampeg Bass Amps, Marshall Guitar Amps, Vox Guitar Amps, Korg Keyboards & Software, Carparelli Guitars, DR Strings, IN Tune Guitar Picks, Focusrite Recording Gear, CAD Microphones, GMS Custom Drums, Snap Jack Cables, Pigtronix Effects Boxes, Waldorf Software, Wallander Instruments Software, Softube Plugins, Sample Logic Software, FXpansion Software, Amplisonic Amps e Megatone Pedals.

 Há também um novo CD que será lançado em breve, além de um filme em processo de produção. O CD, sua performance no palco e o filme, com toda certeza agradarão e muito os fãs de artistas como Rob Zombie, Alice Cooper, Marilyn Manson e naturalmente do próprio Criss Angel. Trata-se de uma envolvente mistura Industrial/Rock/Metal, baseada em uma fantasia obscura, carregada de um denso suspense na linha cult/underground.

Segue abaixo um vídeo onde ele fala por si mesmo – For English speakers: almost everything that´s written above (concerning professional Mick´s information) is said in the video below by Mick James himself: 

Who The F#CK is Mick James?

 Fica aqui a nossa dica e para quem quiser conhecer um pouco mais do fabuloso trabalho de Micky, vejam os links logo abaixo:

Site Oficial e Loja -> http://www.mickyjamesfos.com/

Rock Universe Entrevista13 Doses com a banda Holiness

Holiness em ação no Manifesto Rock Bar

 Depois de três muitíssimo bem sucedidas matérias sobre a Holiness aqui no Rock Universe, resolvi entrevistar o quarteto – coisa que aliás eu já vinha adiando há algum tempo diga-se de passagem. Já havia conversado previamente com a banda sobre isso e Stéfanie sugeriu o dia 10/06, que foi o dia de um show da Holiness juntamente com Semblant e Ravenland no Manifesto Rock Bar.

 Em virtude do trânsito incomum para aquele horário de domingo, chegamos um pouco depois do começo do show da Holiness que nesse noite foi a banda de abertura. Entre pautas, anotações e adendos, assistimos Stéfanie Schirmbeck, Cristiano Reis, Hercules Moreira e Fabrício Reis reproduzindo fielmente no palco seus registros de estúdio.

 Como minha intenção não foi (e não poderia ser naquela noite) fazer uma cobertura completa ou mesmo parcial das apresentações das três (excelentes) bandas, mas sim curtir os shows e depois realizar a entrevista, vamos adiante com o debut de nossa coluna de entrevistas que na verdade foi muito mais um bate-papo descontraído permeado por perguntas (dei até uma enxugada, pois por mim publicaria toda a conversa) que aconteceu logo após o show, no segundo andar do Manifesto. Com vocês, 13 Doses!

Holiness & Rock Universe no Manifesto

13 Doses – Rock Universe entrevista Holiness

1 – Quais as maiores mudanças pelas quais vocês passaram desde o lançamento de Beneath The Surface (2010) até agora? Muitas mudanças pessoais ou mais de ordem profissional mesmo?

Stéfanie Schirmbeck, vocalista da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck

 Stéfanie: As duas, pois não tem como ser de outra forma. Uma coisa puxa a outra, estão ligadas, são coisas que vão caminhando em paralelo no cotidiano até quando não percebemos.

2 – Mais cedo ou mais tarde boa parte das bandas profissionais brasileiras acaba migrando para São Paulo. Como tem sido a adaptação de vocês de uma maneira geral? Muito estranhamento ainda?

 Cristiano: Vimos que muita coisa não é exatamente como esperávamos. O público procura muito mais bandas cover do que autorais. Não adianta nada reclamarem de que não surgem novas bandas autorais se quando elas aparecem, as pessoas sequer querem ir aos shows para conhecê-las – nem que seja para dizer “Ok, vim, ouvi e não gostei”. Mas quando o papo é banda cover, vemos filas nas portas dos lugares e casas cheias. Não temos nada contra bandas cover, mas isso é o inverso do que deveria ser (Nota: nesse momento toda a banda se manifesta em concordância com Cristiano).

3 – A cena tem se tornado mais unida nos últimos anos? Algo já mudou após o fiasco do M.O.A. ou do último Rock In Rio por exemplo?

 Hércules e Stéfanie: Ainda falta união sim. Essa troca, esse apoio mútuo, todo mundo junto lutando por todos é algo necessário. Sem essa separação toda de cada um só querer ver o seu lado.

 Stéfanie: Hoje por exemplo nós estamos abrindo para a Semblant, eles abrem para nós em outro show e por aí vai. Claro que estamos na mídia também, na MTV, MixTV, aparecendo em outros canais, mas isso não é tudo: essa união entre as bandas deve ser permanente e esse sentimento de união deve se estender ao contato direto com os fãs, que é algo que nós adoramos fazer! Estamos sempre em contato com todo mundo via Facebook e Twitter.

4 – Muitas bandas em ascenção têm mantido uma postura cada vez mais profissional em todos os sentidos. Vocês acham que, ao menos em parte, isso tem colaborado para despertar o interesse dos fãs de Rock/Metal em geral?

Banda Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

 Stéfanie e Cristiano: Acreditamos que sim e falando por nós, fazemos questão de oferecer um show de qualidade e não falamos apenas do som em si. Além de toda a parafernalha de áudio, nós temos também nossos próprios equipamentos de luz, fumaça, efeitos, ou seja, procuramos ter toda a estrutura profissional que uma banda internacional possa vir a oferecer. Não tem como haver essa desculpa quanto à qualidade do show. O que você vai ver em um show gringo não é diferente daquilo damos ao público ao vivo. Estamos combatendo e desconstruindo essa mentalidade de que só a banda gringa vai te dar uma puta apresentação. Dependendo do estilo de apresentação de uma determinada banda grande no palco, muitas vezes eles acabam usando o aparato mais básico, mas nós fazemos questão de dar ao público mais e mais espetáculo, não importa onde, não importa quando.

5 – Aproveitando a resposta anterior da Stéfanie falando sobre Social Media, temos justamente atentado desde o começo para o quanto vocês têm sido ativos nas redes sociais, sempre interagindo com os fãs, realizando promoções e respondendo a todos. Qual é para vocês o real tamanho, a real importância que as bandas devem dar aos seus fãs em se tratando de feedback? A era dos “Astros Intocáveis do Rock” está chegando ao fim?

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis, o casal da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis: casal Metal

 Stéfanie: Sim, definitivamente. Como estávamos falando, estamos sempre interagindo, observando, colhendo esse feedback na web, nas redes sociais, afinal de contas é preciso estar antenado com tudo que acontece. Deve-se ter visão comercial também, teu público é o teu cliente. Não é só disco, show e pronto. O movimento gerado pelo teu trabalho enquanto músico acontece antes, durante e depois dos shows. Muitas vezes o estrelismo de certos artistas vem acompanhado de despreparo no que diz respeito a quem é teu público e à visão comercial que deveriam ter. Digo essas coisas no sentido de saber quem é o teu fã e o que ele curte, do que gosta, aonde ele vai, que lugares frequenta, tanto dentro quanto fora da web.

6 – Stéfanie, no final do show você falou em singles ainda esse ano. Qual o ritmo atual da Holiness com o 3º clip recém-lançado (Mine) e shows rolando cada vez mais? O tempo tem se tornado muito curto para fazer tudo?

 Stéfanie: Sim, o tempo encurtou mesmo, mas os singles estão em andamento. Basta administrar esse tempo entre shows, viagens e gravações (Nesse momento admiti à banda o meu alívio quando lançaram o 3º clip e mais ainda ao saber dos singles).

7 – Estamos em pleno século XXI, mas não tem como evitar a pergunta: você(s) percebe(m) algum tipo de preconceito contra as mulheres que integram bandas de Rock/Metal hoje em dia?

Stéfanie Schirmbeck ao vivo no Manifesto

Stéfanie Schirmbeck: potência e controle

 Stéfanie: Olha, eu pessoalmente nunca passei por nada desse tipo. Até acredito que esse tipo de coisa ainda role, mas que esteja se tornando algo cada vez mais raro de acontecer.

8 – Hércules, na sua opinião, existe algo imprescindível para ser um bom baixista de metal? E quais são as suas influências? (Nota do Rock Universe: Hercules deixou a banda algumas semanas depois, enquanto ainda editávamos a presente matéria)

Hercules Moreira Baixista da banda Holiness

Hercules Moreira

 Hércules: Basicamente seguir um estudo específico voltado para aquilo que você precisa. Técnica de 3 dedos por exemplo é importante no Metal, assim como velocidade e marcação. Minhas referências são trabalhos solo de baixistas desconhecidos do grande público. Dos mais conhecidos eu apontaria John Myung (Dream Theater).

9 – Cristiano, a mesma pergunta para você: o que é essencial para um baterista e quais suas influências?

Cristiano Reis baterista da banda Holiness

Cristiano Reis

 Cristiano: Estudar os elementos presentes na Bossa e no Jazz ajuda muito. Outra coisa que muita gente não se liga, são as famosas marching bands dos EUA – os caras fazem coisas incríveis! Recomendo também Mike Portnoy (Dream Theater), Travis Orbin e o som do Lamb Of God.

10 – Fabricio, a mesma coisa: o que é importante e quem te influenciou/influencia?

Fabricio guitarrista da banda Holiness

Fabricio Reis

 Fabricio: Considero importante conhecer tudo e ouvir muita coisa. Te confesso que não sou adepto de teoria, vou mais naquela de usar determinados elementos para ir criando o meu próprio som. Tenho referências? Sim, mas quero sempre aplicá-las sem simplesmente clonar alguém. Tenho ídolos, existem sim aqueles caras que digo “Putz, que foda!”, mas quero também “ser o meu som” e a minha própria referência. Tanto a parte técnica quanto o clima, texturas e atmosfera são importantes num som de guitarra. Levando tudo isso em conta, posso citar o The Edge (U2), John Petrucci (Dream Theater) e Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Pride & Glory e Black Label Society)

(Essa mesma pergunta sobre influências e principais atributos para vocalistas será feita à Stéfanie exclusivamente na série de entrevistas que iremos inaugurar no Rock Universe somente com vocalistas nacionais. Ela já está ciente disso, portanto, aguardem por essa e por outras novidades em breve)

Stéfanie e Fabricio no Manifesto Rock Bar

Stéfanie e Fabricio no Manifesto

11 – O que é o melhor e o pior de estar na estrada e em estúdio?

 Stéfanie e Cristiano: Na estrada o grande lance, a parte legal, é a interação. Ver como as coisas funcionam no show, como o público se comporta, como são as reações. Esse contato te dá um outro tipo de feedback que só podemos ver ao vivo, no palco mesmo. O lado ruim são as condições ruins de transporte e estrutura de alguns lugares para os músicos.

 Cristiano: No estúdio também tem os dois lados. Às vezes tu fica sem saída, vê que alguma coisa não tá rolando… Procura o caminho, mas não rola. Uma nota, uma levada, alguma coisa não se encaixa, sabe? Daí, enquanto essa resposta não surge, tu quebra a cabeça mais um pouco e… nada! Tu vai dormir, acorda mais tarde e de repente, sem pensar muito naquilo, depois de praticamente quase não conseguir dormir, a solução aparece. Nesse momento retomamos a parte boa que começa no processo de composição: você grava, acerta tudo e depois com tudo gravado, tu ouve e fica meio bobo. Escutando aquilo tu pensa: “Nossa! A gente fez isso? Putz, que legal!” – Nós fazemos questão de manter um padrão elevado do começo ao fim, em cada passo que faz parte do processo como um todo, da composição à finalização, mas mesmo assim ainda fica aquela mistura de alegria e surpresa quando o material está pronto. É foda ver a Arte nascer, ainda mais a tua própria.

12 – E quanto às bandas veteranas? Elas têm acolhido bem as mais recentes? Como tem sido com vocês?

 Cristiano: Da nossa parte não podemos reclamar. Acredito que manter uma postura profissional desde o começo, nos mínimos detalhes, talvez ajude. Mesmo uma banda jovem e/ou composta por jovens, hoje em dia não são mais meros aventureiros da música.

13 – Não existe fórmula mágica para o sucesso, mas vocês apontariam alguns atalhos honestos para quem está tentando começar? 

 Stéfanie: Antes de tudo é se valorizar, não aceitar situações humilhantes. Não te curve para imposições absurdas, não paguem para tocar. Por favor, não paguem para tocar! Não aceitem qualquer condição que te desrespeite enquanto profissional, enquanto músico, enquanto uma pessoa digna que leva a sério o que está fazendo, enquanto alguém que se ama e que ama a sua própria música.

É isso aí, 13 Doses devidamente consumidas até a última gota. 

 Como eu falei no início da matéria, foi uma noite com as bandas Holiness, Semblant e Ravenland. Não tivemos tempo hábil nesse dia para topar com o pessoal da Ravenland nem antes e nem depois do show, mas como os laços da Holiness se estendem fortemente à Semblant, vejam só quem apareceu no meio da entrevista:

Sergio Mazul, Mauricio R. Cozer e Mizuho Lin. Vocalistas da Semblant com Rock Universe

Sergio Mazul, eu e Mizuho Lin: os vocalistas da Semblant fazendo uma participação especial.

 Tanto o Sérgio quanto a Mizuho são duas pessoas extremamente receptivas. Aliás, aquela minha foto com a Holiness lá começo da matéria foi um favor pedido ao grande Sérgio (valeu, irmão!). Esse tal laço entre Holiness e Semblant se traduz muito bem através de outro simpatissíssimo casal do Metal Nacional:

Fabricio Reis e Mizuho Lin

Mizuho Lin & Fabricio Reis: casal símbolo da aliança Semblant & Holiness

 E foi nesse longo e tumultuado momento pós-show que os integrantes da banda Holiness uma vez mais esbanjaram sua costumeira simpatia e todo seu profissionalismo (como sempre falo, essa palavra é uma tônica quando se fala da banda), mesmo cansados e dando atenção aos fãs que pediam fotos e demais veículos presentes que os abordavam.

 O Rock Universe agradece à banda e deseja que a estrada do Rock ´N Roll continue sempre recompensando seu inquestionável talento.

Holiness ao vivo

Holiness: Rockin´ The Night Away!

ROCK ON!!!

Fontes e Referências Oficiais:

YouTube Oficial Holiness: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos

MySpace Holiness: http://www.myspace.com/officialholiness

Facebook – Fanpage: https://www.facebook.com/HolinessBrasil

Facebook – Perfil: https://www.facebook.com/officialholiness

Twitter – @BandaHoliness: http://twitter.com/BandaHoliness

MineHoliness (Official Video)

Banda Holiness em estúdio

Holiness em estúdio

 Vocês não imaginam o tamanho do meu alívio quando Stéfanie Shirmbeck, Cristiano Reis, Hércules Moreira e Fabrício Reis  liberaram o vídeo oficial da música Mine essa semana. Desde que publiquei o vídeo de Into The Light  juntamente com uma crítica e uma bio resumida da Holiness (depois olhem os links ao final da matéria), fiquei com uma sensação de que algo muito bom, muito válido e de indiscutível qualidade estava tomando vulto – e ainda está.

 O quarteto tem sido muito bem acolhido na comunidade Metal desde seu disco de estreia, Beneath The Surface (2010), e soma-se a isso a produção e performances ao vivo da banda. Enquanto o vídeo vinha sendo assustadoramente compartilhado pela web e shows aconteciam, o segundo vídeo foi lançado: The Truth. Produção igualmente soberba e como falei muitas vezes, em nada deve às bandas gringas em geral. Novamente um fantástico feedback de público e crítica, com shows, menções e etc…

Holiness: Mine

 Após muita interação com os fãs – e diga-se de passagem, eles realmente gostam de conversar com os fãs – via Facebook, Twitter, portais, blogs e afins, eis que uma vez mais é disponibilizado um vídeo oficial, agora para a belíssima canção de nome Mine. A releitura acústica para essa música deixou ainda mais em evidência o bom gosto e talento individual de cada integrante. Como se não bastasse, fica ainda mais óbvia a capacidade e inspiração da Holiness para produzir excelentes composições, tanto agressivas quanto doces e suaves. É muito comum que bandas e fãs de Metal ofereçam uma resistência natural no que diz respeito a músicas calmas e bucólicas – um pensamento ainda engessado, de certa forma infantil… muitas vezes um tipo ridículo de soberba “machista” ou pretensamente “malvada” – mas é uma enorme satisfação constatar que uma banda relativamente jovem, porém experiente e em franca ascenção como a Holiness, não se deixa contaminar por questões menores, fazendo da música exatamente aquilo que ela é e deve sempre ser acima de tudo: Arte.

 O clip (muitíssimo bem produzido, como já é hábito da banda) contém cenas da estrada, de shows, entrevistas, bastidores, momentos de descontração, ensaios, situações cotidianas, além da banda executando Mine em estúdio exclusivamente para o vídeo em si, evidente. A harmonia e os arranjos na medida exata, aliados à lindíssima voz de Stéfanie, sinalizam claramente a versatilidade que a Holiness consegue manter dentro de sua própria identidade, ou seja, um gentil e lúdico equilíbrio que não poderia resultar em nada menos do que aquilo que veremos logo abaixo:

 Mine Holiness

“…I will waste my time…I will be your strengthYou will be my blood and my heart…” 



Fontes e Referências: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos

https://www.facebook.com/officialholiness
http://www.myspace.com/officialholiness
1ª Matéria – “Into The Light”: https://rockuniverse.wordpress.com/2011/08/09/%E2%80%8Einto-the-light-holiness-bio-e-videoclip-oficial/
2ª Matéria – “The Truth”: https://rockuniverse.wordpress.com/2011/08/27/the-truth-holiness-clipe-oficial/

The Phantom Of The OperaNightwish

Nightwish em 2002

Nightwish em 2002, ainda com Tarja

Não é de hoje que a literatura e a música erudita tem sido referenciadas por inúmeras bandas e artistas de Rock. Com o surgimento do Metal e suas muitas vertentes, essa inspiração tornou-se ainda mais evidente, seja em nomes, composições, riffs, figurinos, letras ou demais elementos.

Em 2002, os finlandeses do Nightwish lançaram no álbum Century Child, sua versão da belíssima obra The Phantom Of The Opera. Maravilhosamente adaptada por muitos anteriormente, merecem destaque o filme mudo dirigido em 1925 por Rupert Julian; a versão de 1962 também para o cinema, sob direção de Terence Fisher – constando em sua trilha sonora, a composição que se tornou a partir de então amplamente associada à peça, reconhecida por todos como menção à mesma, a célebre Tocata e Fuga em D Menor BWV 565, de Johann Sebastian Bach – e, finalmente, a belíssima adaptação musical de Andrew Lloyd Webber para os palcos da Broadway, em 1986, sendo essa a versão revisitada pela banda.

Cabe aqui um breve histórico literário: essas e outras versões foram inspiradas na novela originalmente escrita pelo francês Gaston Louis Alfred Leroux, Le Fantôme de l´Opéra, tendo a mesma circulado primeiramente de 1909 a 1910. Leroux conta-nos sobre a perturbadora relação entre a inicialmente desconhecida jovem bailarina e soprano, Christine Daae, e seu secretamente apaixonado protetor, que habita as catacumbas da Ópera de Paris ocultando sempre o rosto sob uma máscara, o soturno Erik – nessa versão do Nightwish fantasticamente interpretados por Tarja Turunen e Marko Hietala. O trabalho de Gaston Leroux fez com que fosse considerado na literatura francesa, o honroso paralelo do norte-americano Edgar Allan Poe e do britânico Sir Arthur Conan Doyle.

A profusão de bandas e fãs interessados em conhecer um pouco mais sobre a cultura mundial, fez com que muitas excelentes produções artísticas tenham sido gradualmente revistas e repaginadas, ganhando gerações de novos e ávidos admiradores. Costumo dizer que tudo aquilo que prima pela excelência, não desaparece nas brumas do tempo e do esquecimento, transcende décadas e séculos, terminando por encontrar sua herança espiritual em qualquer período da história.

 The Phantom Of The Opera  – Nightwish

Fonteshttp://www.gaston-leroux.net/
http://www.nightwish.com/pt/
http://www.gutenberg.org/
http://www.jsbach.org/
http://www.tarjaturunen.com/