Archive for the ‘Metal Sinfônico’ Category

While Your Lips Are Still RedNightwish (HD)

While Your Lips Are Still Red: vocal solo de Marco Hietala

While Your Lips Are Still Red: Marco Hietala & Tuomas Holopainen

While Your Lips Are Still Red é uma composição de Tuomas Holopainen e Marco Hietala que faz parte da trilha sonora do filme Lieksa!, do diretor finlandês Markku Pölönen. A música foi lançada no single Amaranth (2007) e conta apenas com Jukka Nevalainen (bateria) além dos próprios Marco e Tuomas em seu arranjo.

Trata-se de uma música suave e triste – ainda mais quando ouvida juntamente com seu vídeo oficial – mas, ainda assim, dotada de uma beleza e sobriedade que deixam ainda mais em evidência a maturidade lúdica de seus compositores. A voz de Marco, sem a habitual agressividade, pontuada pela voz ligeiramente dramática de Tuomas nos backing vocals, criam juntas uma atmosfera serena e incomum à figura de ambos. Um verdadeiro mérito dentro da atual cena musical afogada em velhos e cansativos clichês.

While Your Lips Are Still Red  – Nightwish

“Sweet little words made for silence
Not talk
Young heart for love
Not heartache
Dark hair for catching the wind
Not to veil the sight of a cold world

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn

First day of love never comes back
A passionate hour`s never a wasted one
The violin, the poet`s hand,
Every thawing heart plays your theme with care

Kiss while your lips are still red
While he`s still silent
Rest while bosom is still untouched, unveiled
Hold another hand while the hand`s still without a tool
Drown into eyes while they`re still blind
Love while the night still hides the withering dawn”

Fonte: http://nightwish.com/pt/

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Nightwish – Resenha do show no Credicard Hall, em São Paulo, 12/12/12

Nightwish Resenha Show Credicard Hall, São Paulo, 12/12/12

Nightwish – Credicard Hall, São Paulo, 12/12/12

Surpreendente. Sim, em uma palavra seria isso mesmo. Não que eu esperasse menos de uma banda como o Nightwish, mas francamente a banda saiu-se ainda melhor do que eu já esperava.

Estive no show que eles realizaram há 10 anos no Rio de Janeiro (na época ainda com Tarja), e fiquei bastante impressionado com a performance individual de cada um dos integrantes. Esse show de 2002 foi determinante para eu realmente me tornar fã da banda, passando a acompanhar cada movimento do quinteto. Mas vamos retornar a 2012 e falar o que rolou ao longo da noite de 12/12/12.

A despeito do trânsito que estava um tanto tumultuado – pois tratava-se de uma quarta-feira, ou seja, dia de jogo em São Paulo -, chegamos ao local pouco antes de 22:00h. Infelizmente não assistimos a banda de abertura, Tierramystica, mas pelo pouco que já ouvi deles o som parece realmente muito bom. De mais a mais, o que todos aguardavam para aquela noite memorável, era a apresentação do Nightwish.

Nightwish Credicard Hall 12/12/12

Nightwish – 12/12/12

Ao som de Crimson Tide (de Hans Zimmer) como introdução, a banda subiu ao palco emendando Storytime e o público demonstrou que mesmo as canções novas têm sido muito bem recebidas. Cá entre nós, fiquei bastante surpreso pela reação dos fãs às músicas mais recentes, afinal de contas, Tarja Turunen marcou a história da banda; e Anette Olzon ficou bem abaixo de qualquer expectativa, a ponto de praticamente sofrer bullying pelos próprios fãs da banda. Mas naquela noite o barco tomaria outro rumo, pois a mulher que atualmente ocupa o posto de vocalista (até então temporariamente), é uma bela e talentosa holandesa com mais de 1,80 m, dona de uma voz potente, afinada e maravilhosa, que atende por Floor Jansen.

“Mas ao vivo a voz se parece um pouco com a de Tarja?” – Olha galera, acho que muita gente fica lembrando da abordagem 100% lírica da pequena gigante, mas esquecem que há mais de um caminho para um agudo ou para uma boa execução. Tarja Turunen é fenomenal, sou muito fã dela e etc, mas Floor Jansen alcança notas fundamentais e com uma potência que me chamou a atenção várias vezes. Ela mescla as técnicas para ir “construindo o caminho”, valendo-se ainda da pegada mais Heavy do que Lírica em muitos momentos. Não, sua voz não se parece com a de Tarja e nem por isso é menos do que fantástica. Quem conhece o trabalho dela no After Forever (e no ReVamp) sabe do que estou falando. E se quisermos ouvir Tarja cantando hoje em dia, basta ouvirmos a carreira solo dela que também é excelente.

Floor Jansen simplesmente teve todos em sua mão do começo ao fim do show, essa é a grande verdade. Convenhamos que é uma tarefa bastante ingrata substituir Tarja, os fãs são exigentes e detalhistas. Anette que o diga. Conduzir os vocais de Storytime é claramente algo bem tranquilo. E quando começassem as músicas da fase Tarja, o que esperar? Pois eu lhes digo: que o show não acabasse nunca mais! Quando os primeiros versos de Wish I Had An Angel começaram, o Credicard Hall cantava em uníssono – inclusive esse que vos fala. Foi nesse instante que tive certeza absoluta de que aquela mulher deveria permanecer na banda. A energia e cumplicidade dos fãs para com a vocalista já estava selada.

Vejam o final de Wish I Had An Angel nesse show memorável:

Na sequência pudemos assistir Amaranth e Scaretale, que serviram para os fãs mais antigos absorverem o real impacto das composições pós-Tarja Turunen ao vivo. Tuomas Holopainen (teclado) é inegavelmente um dos atuais melhores compositores da cena Metal, chega a ser algo impressionante. Marco Hietala (baixo/vocal) continua tendo a presença de um viking no palco: canta, brinca e berra como se estivesse curtindo tanto quanto um fã de primeira viagem. E que voz de bárbaro, hein? Realmente é um tremendo vocalista. Eu que já era fã do cara, nem sei mais o que dizer.

Nightwish e Marco Hietala em São Paulo

Nightwish: Marco Hietala

Jukka Nevalainen continua martelando sua bateria com a precisão e o vigor de um pirata furioso, com sua bandana praticamente encobrindo os olhos. Parece que cada música será sua última, haja fôlego. Emppu Vuorinen, como de costume, esbanja técnica e simpatia: sorri, acena, faz pose de fortão com cara de mau e sobe em lugares, fazendo meio que piada com sua própria altura – o sujeito parece ser mais baixo que eu, e olha que tenho somente 1,67 m. Houve ainda a participação de Troy Donockley com sua uilleann pipes, dando um toque folk e fazendo valer a fidelidade de estúdio em canções como a belíssima The Crow, the Owl and the Dove.

Ever DreamNemo e Wishmaster  também marcaram presença entre os clássicos da banda. A química de palco entre Floor Jansen e o pessoal no Nightwish é tão bem lapidada, que é até estranho falar de Floor como se ela já não fosse integrante definitiva.

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – Floor Jansen merece o posto!

Dark Chest Of Wonders, I Want My Tears Back, Over The Hills And Far Away (cover), Last Of The Wilds, Ghost Love Score, Song Of Myself e Last Ride Of The Day completaram o set. Já que tocaram músicas bem mais recentes (com as quais ainda não estou totalmente acostumado) para mostrar que não vivem somente de passado (o que está mais do que certo, afinal de contas continuam fazendo grandes músicas), posso dizer que poderiam ter acrescentado The Islander ao set.

Espero que mantenham Floor Jansen e que gravem um novo disco o quanto antes. A banda merece uma nota 9,25 por esse show inesquecível.

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

The Mists Of Nightwish

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – Tuomas Holopainen regendo e comandando os teclados ao lado de Marco 

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – 12/12/12

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Troy Donockley em um dos momentos de sua participação no show

Nightwish: Emppu Vuorinen

Nightwish: Emppu Vuorinen, o guitarrista

Nightwish: Jukka Nevalainen

Nightwish: Jukka Nevalainen, o baterista

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish após a missão cumprida

O saldo final da noite, foi a sensação de ter testemunhado um dos melhores shows de Metal de 2012. Grandes músicos, uma grande banda e a certeza de que o quinteto ainda tem muita lenha para queimar. Rock On!

Fotos e Vídeo: Mauricio R. Cozer e Luciano Watase.

Fontes e Referências: http://nightwish.com/

http://www.tuomas-holopainen.com/

http://floorjansen.com/

The Phantom Of The OperaNightwish

Nightwish em 2002

Nightwish em 2002, ainda com Tarja

Não é de hoje que a literatura e a música erudita tem sido referenciadas por inúmeras bandas e artistas de Rock. Com o surgimento do Metal e suas muitas vertentes, essa inspiração tornou-se ainda mais evidente, seja em nomes, composições, riffs, figurinos, letras ou demais elementos.

Em 2002, os finlandeses do Nightwish lançaram no álbum Century Child, sua versão da belíssima obra The Phantom Of The Opera. Maravilhosamente adaptada por muitos anteriormente, merecem destaque o filme mudo dirigido em 1925 por Rupert Julian; a versão de 1962 também para o cinema, sob direção de Terence Fisher – constando em sua trilha sonora, a composição que se tornou a partir de então amplamente associada à peça, reconhecida por todos como menção à mesma, a célebre Tocata e Fuga em D Menor BWV 565, de Johann Sebastian Bach – e, finalmente, a belíssima adaptação musical de Andrew Lloyd Webber para os palcos da Broadway, em 1986, sendo essa a versão revisitada pela banda.

Cabe aqui um breve histórico literário: essas e outras versões foram inspiradas na novela originalmente escrita pelo francês Gaston Louis Alfred Leroux, Le Fantôme de l´Opéra, tendo a mesma circulado primeiramente de 1909 a 1910. Leroux conta-nos sobre a perturbadora relação entre a inicialmente desconhecida jovem bailarina e soprano, Christine Daae, e seu secretamente apaixonado protetor, que habita as catacumbas da Ópera de Paris ocultando sempre o rosto sob uma máscara, o soturno Erik – nessa versão do Nightwish fantasticamente interpretados por Tarja Turunen e Marko Hietala. O trabalho de Gaston Leroux fez com que fosse considerado na literatura francesa, o honroso paralelo do norte-americano Edgar Allan Poe e do britânico Sir Arthur Conan Doyle.

A profusão de bandas e fãs interessados em conhecer um pouco mais sobre a cultura mundial, fez com que muitas excelentes produções artísticas tenham sido gradualmente revistas e repaginadas, ganhando gerações de novos e ávidos admiradores. Costumo dizer que tudo aquilo que prima pela excelência, não desaparece nas brumas do tempo e do esquecimento, transcende décadas e séculos, terminando por encontrar sua herança espiritual em qualquer período da história.

 The Phantom Of The Opera  – Nightwish

Fonteshttp://www.gaston-leroux.net/
http://www.nightwish.com/pt/
http://www.gutenberg.org/
http://www.jsbach.org/
http://www.tarjaturunen.com/

“Skalds And Shadows” – Blind Guardian (Live Official Video)

Blind Guardian: A Twist in the Myth

 Skalds And Shadows é a 9ª faixa do disco A Twist in the Mytho 8º de estúdio dos alemães do Blind Guardian. Trata-se de uma bela canção fruto da parceria entre André Olbrich e Hans Jürgen Kürsch mais conhecido por nós como Hansi Kürsch.

Com arranjos atuais mesclados à música de inspiração no alto medievo europeu – tudo isso cercado por uma aura de fantasia medieval em suas letras – a banda apresenta dessa forma seu diferencial e uma de suas principais assinaturas artísticas. Assistam abaixo à uma linda versão live dessa singela obra de arte.

“Skalds And Shadows” – Blind Guardian

Fontes: http://www.blind-guardian.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page

Birth Of Venus Illegitima – Therion – Official Video e Bio – Parte I

Vovin

 Tive meu primeiro contato com a banda suéca Therion tardiamente em 1998 através de seu sétimo disco, o aclamado Vovin – que diga-se de passagem me arrebatou de cara totalmente ao longo de suas 11 faixas. Nem preciso dizer que no mesmo ano procurei o álbum Theli (1996) desesperadamente até encontrá-lo num dos locais mais improváveis do Rio de Janeiro. O mesmo se deu com os ábuns anteriores que boa parte dos “especialistas” insistia em afirmar que não poderiam ser encontrados jamais. Levei quase um ano e meio mas consegui todos, desde Of Darkness…(1991) até os mais recentes – aliás, agradeço aos catálogos da Nuclear Blast pelos “mapas”.

 Fundada e capitaneada pelo guitarrista e compositor Christofer Johnsson, inicialmente a banda adotou nos idos de 1987 o nome Blitzkrieg, cujas principais influências eram Slayer e Mettalica. Contudo segundo muitos, soavam mais como Venom e Motörhead, com Johnsson no baixo e vocal, Peter Hansson na guitarra e Oskar Forss na bateria.

 Em 1988 a banda foi reformulada devido a questões internas com Forss que acabou deixando a banda. Mudaram o nome para Megatherion sob influência da banda suíça de metal extremo, Celtic Frost e seu segundo disco To Mega Therion. Nessa época Christofer Johnsson que era então o baixista e vocalista do grupo, assumiu a guitarra mas Peter Hansson continuou também como guitarrista. Johan Hansson foi recrutado como novo baixista e o baterista escolhido foi Mika Tovalainen. Como curiosidade, vale lembrar ainda que a mente por trás de todas essas músicas, mudanças e evoluções, Christofer Johnsson, chegou a fazer parte das bandas Demonoid, Liers In Wait, Messiah e Carbonized, além de ter fundado a extinta gravadora Dark Age Music.

 Os caras começaram como uma banda de Death Metal e foram sofrendo alterações musicais espontâneas, até se tornarem conhecidos por mais um dos intermináveis rótulos pertencentes ao universo do Rock: Symphonic Metal. Retomando a história mais recente da banda, algumas características ao meu ver bastante agradáveis fazem parte daquilo que a banda veio a se tornar sob o nome Therion:

1 – Sem querer desrespeitar quaisquer outras bandas que façam ou tenham feito uso de corais e orquestras em suas gravações e apresentações, o Therion foi a primeira de todas a agregar permanentemente um coral com tenores, barítonos, baixos, sopranos, altos, contraltos, mezzo-sopranos, mezzo-contraltos e outras vozes, como membros full-time da banda dentro e fora de estúdio, mesclando definitivamente o Heavy Metal com a Música Clássica em todos os sentidos – claro que por questões técnicas em algumas apresentações, a performance de palco pode vir a fazer uso de arranjos pré-gravados como qualquer outra banda, até mesmo as mais famosas e experientes.

2 – Outro ponto positivo é o fato de que as orquestras de câmara, quartetos de cordas entre outros elementos de música erudita, são elementos fixos na composição e execução de suas músicas, não meras participações especiais.

 Todos sabem que a utilização de elementos de música erudita no universo do Rock não é novidade, mas apenas no tocante a arranjos principalmente nas percussões, guitarras, sopros, teclados e seus modos e escalas em uma ou outra canção permeada por tais características – como no Metal Neoclássico (ou Neo-Classic Metal, bem na linha Yngwie Malmsteen), no Folk Rock (que muitas vezes abusa maravilhosamente do estilo Barroco, como o Jethro Tull) além de algumas outras bandas de Classic Rock.

 Costumamos ainda ouvir excelentes cantoras e cantores líricos que se desdobram magistralmente dentro de arranjos convencionais de Rock e Metal. No entanto, o “jovem” Metal Sinfônico não se vale destes mesmos elementos como um simples “tempero” a mais dentro dos arranjos tipicamente feitos para o Rock: ao contrário, fazem desses arranjos sim, o carro-chefe do estilo em todas as suas composições, com especial atenção à interação entre todos os instrumentos, buscando um denominador comum ao Rock, às orquestras e às respectivas vozes operísticas dos corais. Ouçam e assistam abaixo como isso funciona em Birth Of Venus Illegitima. E se você já conhece e curte a banda, encaminhe a um amigo que ainda não teve o prazer de desfrutar deste som.

Birth Of Venus Illegitima – Therion (Official Video)

Fontes: http://www.megatherion.com/en/
http://www.nuclearblast.de/en/