Archive for the ‘Rock & Reflexão’ Category

Nando Reis segue tirando dúvidas e explica ainda sua posição sobre significados de suas letras.

Fonte: Nando Reis Oficial

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Parte II – Nando Reis conclui a explicação sobre o All Star azul da música, conta da relação de Cássia Eller com a marca (“a Cássia usava vários All Stars, ela gostava”), como ele próprio teve seu primeiro contato com o Converse All Star (através do Jethro Tull) e encerra mostrando seu único All Star e também o presente que recebeu da família de Cássia.

Fonte: Nando Reis Oficial

Parte I – Nando Reis explica sua relação com as redes sociais, perguntas mais frequentes que costuma receber, sobre a questão da UFRJ que envolveu uma de suas letras – e também sobre a origem do famoso All Star azul, da sua música “All Star“, que ficou famosa na voz de Cássia Eller.

Fonte: Nando Reis Oficial

“Love’s Gone To Hell” – Doro Pesch (Official Video)

Love's Gone To Hell

Love’s Gone To Hell

Sim, eu sei que sou fã de Doro Pesch. Muito. Se você já visitou o Rock Universe mais de uma vez, talvez deva ter visto algumas matérias sobre seu trabalho ou tags referentes. Só que essa mulher merece nossa reverência. Além de ser uma simpatia e atuar em causas nobres, é uma artista fantástica. Claro que sua beleza chama demais a atenção, isso não é novidade, mas quando o talento excede (e muito, muito mesmo) a média, isso se torna apenas um recurso secundário, opcional, reservado para fotos e vídeos.

O single Love’s Gone To Hell, que será lançado em 1º de abril, trata-se de uma power ballad de respeito, escrita por Doro e Andreas Bruhn, contando com os talentos individuais de Johnny Dee (bateria), Nick Douglas (baixo), Bas Maas (guitarra), Luca Princiotta (guitarra) e Harrison Young (teclado).

A Música (sim, “Música”, com inicial maiúscula) combina uma linha vocal cativante (e convenhamos que o timbre da Metal Queen continua lindo, hipnótico), guitarras com arranjo e peso dramáticos, típicos do estilo, baixo e bateria que apontam a direção e martelam o ritmo de maneira eficaz, remada a remada, sem firulas e de maneira firme, além de uma introdução de piano cujo tema funciona como um gatilho emocional, nos conduzindo do início ao fim, principalmente quando o mesmo mescla-se naturalmente ao teclado que permeia toda a harmonia.

Essa nau artística capitaneada por Doro Pesch, parece ter conseguido transpor conceitos dos anos 80 diretamente para 2015/2016, com as devidas repaginações, recriando algo atual, musicalmente majestoso. Se você tiver um pingo de dramaticidade Rock N Roll nas veias, essa música vai lhe dizer algo. A progressão harmônica preenche seus sentidos e toca sua alma. A própria Doro declarou que considera essa música algo no mesmo nível de hinos como “All We Are”, “Für Immer” e “Love Me In Black”.

Ainda sobre o lançamento, ele terá mais de uma versão: uma em vinil e também um 6-Track Maxi Single, com 3 versões de “Love´s Gone To Hell” (single, radio e demo edit), o dueto com Lemmy e duas faixas ao vivo “Rock Till Death” (dueto com Hansi Kürsch, do Blind Guardian) e “Save My Soul”. Vejam o resumo logo abaixo.

Doro 2016

Doro 2016

Limited Edition Vinyl Single
Side A
01. Love´s Gone To Hell
Side B
02. It Still Hurts (um dueto de Doro com Lemmy)

“Love´s Gone To Hell” – Maxi Single
01. Love´s Gone To Hell (Radio Version) – 03:28
02. Love´s Gone To Hell (Single Version) – 04:13
03. It Still Hurts (feat. Lemmy Kilmister) – 04:06
04. Rock Till Death (Live) – 03:59
05. Save My Soul (Live) – 03:37
06. Love´s Gone To Hell (Original Demo Version) – 04:54

Voltando ao novo vídeo, algo também me remeteu aos anos 80: há uma história em andamento. Imagens da banda tocando em um salão do castelo de Bückeburg (com cerca de 700 anos, na Alemanha), são intercaladas por cenas que contam a trágica trajetória de um casal contemporâneo, ambos visualmente do meio Rock, interpretados por Pascal Hauffe e pela própria Doro Pesch.

O enredo é a narrativa de uma relação que se desenvolve do Amor ao abuso, onde a vocalista acaba dando uma pista do quanto está engajada na causa das mulheres, sem falar que o próprio nome da música ganha sentido conforme ouvimos a letra e assistimos o clip. Para quem não sabe, conforme citei em outras matérias, além de atuante junto ao PETA, ela também participa da Terre de Femmes, uma ONG ligada à denúncia e proteção de mulheres, da qual é embaixadora desde 2009. Ao longo do vídeo, a personagem dela toma decisões confusas, boas e ruins, como é bastante comum de se ver em situações de abuso físico e emocional. Uma história pesada e realista.

Tratando-se de uma artista de extremo bom gosto, logicamente o resultado do clip é um belo trabalho da DLuxe Media, com produção e direção de Tobias Langer. O jogo de luzes, fotografia, cortes, a proposta em si, tudo me agrada (talvez por ser parte do meu direcionamento visual, vai saber). Recomendo que assistam, sintam e entendam porque ninguém se torna Metal Queen do dia pra noite.

Fontes & Referências
http://www.doromusic.de/news_en.php
http://www.nuclearblast.de/en/label/music/band/news/details/4259655.71109.doro-video-premiere-039-love-039-s-gone-to-hell-039.html

http://www.blabbermouth.net/news/video-premiere-doros-loves-gone-to-hell/
http://www.metal-hammer.de/doro-video-premiere-zu-loves-gone-to-hell-601959/
http://www.goettinger-tageblatt.de/Goettingen/Uebersicht/Goettinger-Agentur-produziert-Video-und-neue-Single-von-Doro-Pesch
https://www.facebook.com/DoroPeschOfficial/
https://www.facebook.com/DoroPeschOfficialGerman/ 
http://www.dluxe-media.de/

20ª The Ace Of Spades Rock Party + Entrevista com o DJ Rodrigo Branco

Rodrigo Branco no estúdio da Rádio Kiss FM

Rodrigo Branco no estúdio da Rádio Kiss FM

Acho muito interessante ver uma festa de Rock como essa, com bandas autorais de todos os estilos, surgir e se desenvolver. Ainda mais em plena Rua Augusta, onde o Rock está diariamente presente até nos detalhes. Pude acompanhar e fotografar pessoalmente todas as edições sem falta até a 10ª. Depois, por fatores profissionais – entenda-se, horário preso nos empregos “convencionais” – acabei indo só em uma ou outra. E só eu sei o quanto isso me chateia. Valorizar bandas e músicos, prestigiar lugares como o Spades Café SP e o empenho desapegado do próprio Rodrigo, é extremamente importante para a cena Rock. Acompanho na maior parte do tempo à distância outras empreitadas que considero maravilhosas. É o caso do pessoal do Base Rock e da Gang da 13, por exemplo, que sou fã assumido tanto das bandas que ele reuniram, quanto de quem organiza e dá a cara pra bater. Contudo, a experiência de ver a coisa acontecendo, dia após dia, semana após semana, mês após mês, abre os nossos olhos para muitas coisas. Pude vivenciar isso com a The Ace Of Spades Rock Party por alguns meses. Ver a dinâmica, os altos e baixos, as dificuldades e as opiniões de público, estabelecimento e organizador diretamente dos mesmos, foi algo que me fez ter uma visão um pouco melhor como fã e mídia alternativa de Rock.

Posto isso, nada mais justo que com a 20ª The Ace Of Spades Rock Party, eu fizesse ao menos uma entrevista com Rodrigo, idealizador do projeto. Vamos adiante.

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Guitar N Roll

1 – De onde veio a ideia da festa e do nome escolhido?
Rodrigo Branco: A ideia da festa veio da necessidade de abrir espaço para as bandas. Agora, felizmente, eu tenho visto mais iniciativas nesse sentido, mas até o ano passado estava difícil achar um lugar que desse espaço para as bandas com trabalho autoral. Eu acho importantíssimo incentivar isso, porque senão vamos ficar eternamente só tocando cover e é isso que está ajudando a matar a cena. Como eu tenho contato com bandas, conheço e recebo muito material, vejo que tem bastante coisa legal. A ideia era abrir espaço não apenas para as bandas de trabalho autoral, mas também que fosse uma casa bem localizada, no caso na Rua Augusta, não em um local fora de mão – e também em uma data boa. Normalmente só dão espaço pra autoral de domingo até 5ª feira. Numa 6ª ou sábado à noite é muito difícil. Eu consegui esse espaço no Spades na 6ª à noite e achei que seria uma coisa legal. Um espaço para as bandas na Augusta, um local que já tem público, já tem o pessoal do Rock. Quanto ao nome, veio a partir da junção do nome do lugar (Spades Café SP) com o lance da minha afinidade com o Motörhead. Acho que coincidiu até por eu ter uma tatuagem do ás de espadas no braço que é o símbolo da casa também, então achei que era um nome adequado.

2 – Como tem sido o feedback da festa? Como você analisa esse retorno?
Rodrigo Branco: Como tudo em Rock hoje em dia, o retorno fica abaixo da expectativa sempre. Das 19 festas feitas até hoje, poucas festas tiveram o retorno que a gente esperava. Acho que só uma surpreendeu e teve mais retorno do que o esperado. O feedback ainda é negativo, infelizmente. Talvez possa melhorar, mas até hoje fica devendo. Falta interesse e presença do público em geral mesmo: fãs e bandas. As pessoas falam muito que precisa ter espaço, mas quando tem esse espaço elas não valorizam como deveriam valorizar.

Aletrix E Rodrigo Branco

Aletrix e Rodrigo Branco

3 – Com tudo isso, qual fica sendo o objetivo da festa nesse contexto?
Rodrigo Branco: Então, o objetivo é não apenas dar espaço, como fomentar a cena. Em 6, 7 meses de festa, são 20 edições, quase 40 bandas diferentes. Dessas, duas eram covers variados e houve uma noite em que tivemos Ramones cover e um Nirvana cover, ou seja, dois covers específicos, mas de bandas que já não existem mais, isso é importante e acho que faz diferença. Tirando isso, são 36 bandas diferentes de som autoral, é bastante coisa. A intenção também é essa: criar um hábito de termos uma festa que sempre vai ter banda autoral tocando lá. Bandas boas, modéstia à parte. Sei que estou julgando muito pelo meu gosto pessoal, mas como eu conheço alguma coisa, evidente que eu não ponho qualquer banda. Ouço antes, vejo se é legal. Outra coisa é que a minha intenção como DJ não é ficar tocando somente as músicas de sempre, como em qualquer outra festa de Rock que você vá. A ideia é colocar músicas diferentes dos artistas conhecidos e também de outros que não tocariam em uma discotecagem normal. Quantas vezes eu estava tocando e as pessoas vieram até mim falando “porra, que som legal, não conhecia, nunca ouvi isso em lugar nenhum”. Embora seja muito difícil de se gerar esse sentimento, tive esse retorno. É um objetivo parcialmente alcançado. Mas eu sei que isso, criar esse hábito, ainda vai levar muito tempo.

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Punch N Roll

4 – Você comentou sobre o seu set e as pessoas sempre falam disso. É uma coisa sua e você tem nisso uma parte significativa da sua identidade como DJ, esse fugir do “mais do mesmo”. Você fez questão de seguir montando seus sets dessa maneira? Como formatou isso?
Rodrigo Branco: Sim, sem dúvida. Minha intenção em qualquer festa que eu faça, é sempre apresentar alguma coisa diferente, fugir do clichê, porque acho que o clichê é um saco. A gente já vive uma vida de rotina em tudo. Você liga o rádio e estão tocando as mesmas músicas de sempre, na TV as mesmas músicas, em qualquer lugar. Então é legal modificar, mas eu sei que nem sempre isso é possível, principalmente quando você tem um viés comercial. Por isso que o rádio repete as músicas, televisão também, enfim, porque de certa forma as pessoas estão habituadas a ouvir o de sempre. Até por isso o cover faz muito sucesso na noite. A pessoa quer sair e ouvir aquilo que ela está habituada. Se você mostra algumas coisa diferente, muitas vezes ela não consegue se divertir com aquilo. Pra mim isso é estranho, porque eu gosto de música, então eu não preciso exatamente conhecer aquele som para curtir. Ainda assim, acho que você pode apresentar várias coisas que as pessoas conhecem – senão todo mundo, alguns vão conhecer – ou algo que ninguém conheça mas que vão se identificar de imediato. Nas minhas festas é claro que eu tento fazer algo que vá agradar quem estiver ouvindo, não sou egoísta, nunca fui assim no rádio e nem nas festas. Eu discoteco para o público, mas procuro entender o gosto dele e também fugir do óbvio. Essa festa como tem bandas, eu tento ver o que vai rolar e seguir um padrão. Se tem bandas punks, vou tocar punk, se tiver metal, vou tocar metal, se rolar pop, toco pop, seguindo o público que elas chamam pra não conflitar. Só que nenhuma festa eu deixo monotemática, gosto de variar entre estilos e épocas. Venho dos anos 50 até hoje e volto, mas faço uma coisa gradativa. Procuro não dar saltos, mas é claro que às vezes você pula de uma época pra outra porque as músicas combinam. Tento combinar por estilo, ou por época ou pelas duas coisas, mas nunca conflitar, digamos, um Punk com Progressivo. É preciso dar uma costurada.

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Rock N Style

5 – Já conversamos sobre isso algumas vezes e vale perguntar: como você observa a frequência com que ouve bandas autorais novas e clássicas, sejam nacionais ou internacionais? Como isso afeta sua dinâmica como profissional da noite, de comunicação e especialista de Rock?
Rodrigo Branco: Como eu trabalho com isso diariamente, ouço música o tempo inteiro. Quando estou em casa e tenho um momento meu, a tendência é querer ouvir alguma coisa diferente. O clássico é o clássico, está lá eternamente pra gente ouvir. Tem algumas coisas novas que você precisa ouvir naquele momento, porque estão aparecendo ali e é interessante você saber agora, porque às vezes a coisa passa e se você não ouvir naquele momento, talvez você não ouça nunca mais. Eu ouço coisa nova com bastante frequência, todos os dias. Eu recebo muito material de banda e quando não recebo, estou procurando. Acho que as redes sociais têm essa função muito interessante que as pessoas não aproveitam. Passo um bom tempo no Facebook e muita gente diz “hoje em dia as pessoas perdem muito tempo com essa porcaria, essa bobagem de Facebook”, só que não é bobagem, não. Eu uso o Facebook como uma ferramenta de informação, então eu recebo muito material de todos os tipos e o tempo todo. Toda hora alguém indica alguma banda, os próprios músicos e eu fico sempre ligado. Quando ouço algo novo, incorporo ao meu conhecimento. Eu consigo curtir uma música nova, às vezes na hora, às vezes não. Acontece de você precisar se familiarizar, mas muitas vezes também conseguir gostar direto. Um dia postei no Facebook: peguei um álbum de uma banda que eu não conhecia, coloquei sem expectativa, que é o ideal. Na verdade achei até que não fosse gostar. Dei play e fui fazer outras coisas, distraído. Estava lá arrumando as coisas e de repente me peguei fazendo air guitar, então me liguei que já estava agitando ao som da banda. As pessoas precisam ter mais essa postura: ouvir e sentir a música, independentemente de já conhecerem ou não o som, sem julgamentos prévios.

6 – Que conselhos você daria para DJs e bandas que atuam ou querem atuar nessa área?
Rodrigo Branco: Profissionalismo sempre, em tudo. Se tocar com outros DJs, estar atento aos sets dos DJs anteriores para não repetir. Já aconteceu de eu repetir? Sim, por eu chegar depois, por estar em outro evento, por chegar em cima da hora, mas o ideal é ficar atento a isso. Acontece também no caso de estabelecimentos muito grandes, com sons em outros ambientes, mas mesmo assim precisa ficar ligado. E você percebe que tem gente que ouviu o que você tocou, mesmo assim repete e acha que não tem nada demais. Eu não repito nem a banda, acho chato. “Ah, mas era outra música” só que não importa, tocou aquela banda agora há pouco, tem tanta coisa que você pode tocar, você vai tocar a mesma? E quando uma banda vai tocar ao vivo, se for trabalho próprio, tudo bem. Já se for banda cover, eu procuro ver o setlist dos covers pra não correr o risco de tocar algo que vai ser ou que foi tocado na mesma noite. Prestar atenção nesses detalhes, não invadir o tempo alheio e tão pouco sair antes do seu horário. Esse tipo de coisa.

Punk N Roll

Punk N Roll

7 – Rodrigo, você é conhecido por “não negociar com terroristas” em se tratando de não abrir mão do que é certo em prol de um falso bom convívio – traduzindo, bater de frente com o que está errado, assumindo com isso todos os méritos e pedradas. Como as coisas deveriam funcionar na noite e como elas funcionam de fato? E como é que você se sente, sabendo que muitos usam essa ideia do “não se queimar”, baixando a cabeça para coisas erradas por receio, enquanto você faz o oposto?
Rodrigo Branco: Ah, velho eu me sinto meio isolado na verdade porque é difícil você ter esse tipo de postura. A maioria das pessoas não tem e se incomoda com a sua postura, isso é um problema. O que eu acho que falta é respeito antes de mais nada. Respeito ao profissional e fazer o que é certo. Combinado é combinado. Às vezes você combina uma coisa, mas na hora “não é bem isso”. Ou quando você tem um problema no local onde está tocando e o pessoal de lá caga e anda pra isso. Um problema do tipo: furtaram um equipamento seu e ninguém está nem aí. E eu não estou falando só de mim, estou falando de outros DJs que eu conheço em diversas casas onde isso já aconteceu e na hora em que você fala, os responsáveis pela dizem “a gente não pode fazer nada”. Também rola de você combinar com um organizador de festa um valor X de cachê, mas depois ele falar, “depois te pago porque não recebi da casa”. Aí você fica esperando e ele não te paga. Você vai cobrar da casa e falam pra você cobrar do cara, ficam os dois empurrando e você fica de otário nessa história. Então às vezes falta enxergar além de tudo, que eles estão trabalhando, no meu caso, com um profissional de mídia. Quando alguém me chama pra discotecar, eu não sou besta, eu sei que muitas vezes estão me chamando pela minha condição de locutor da Kiss FM. Chamam porque querem a divulgação que eu possa, eventualmente, fazer de graça do negócio. E também porque isso pode dar algum status, ter o locutor de uma rádio conhecida discotecando (sendo que eu normalmente cobro o mesmo valor que todo mundo cobra pra tocar). Só que se esquecem que na hora que pisarem na bola comigo, da mesma forma que eu posso fazer uma boa divulgação, posso fazer também uma má divulgação. Não é nenhum tipo de vingança, é uma coisa que acaba sendo até natural, as pessoas vão te perguntar, vão querer saber porque você não trabalha mais lá, enfim.

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Attitude N Roll

8 – Pra encerrar, o que você acha que falta para o Rock no Brasil voltar a ocupar uma posição de status como aquela que já ocupou há muitos anos? Claro, como ele já foi de fato seria um sonho, mas dentro do mais próximo possível, qual seria um possível caminho?
Rodrigo Branco: Faltaria voltar no tempo, né? Não tem mais como, é outra época, a gente teria que mudar tudo. Porque o Rock não está mal só aqui, é no mundo todo, não tem mais aquela força que tinha antes. Aqui acho que falta um pouco de interesse do público, sair um pouquinho da zona de conforto, dar uma variada nos gostos, prestar atenção no que está sendo feito, parar com essa coisa de ficar esperando aparecer na mídia. As pessoas precisam consumir, ouvir o disco da banda nova, ouvir o mp3 e comprar o disco, ir aos shows ou que não comprem nada, mas que ouçam, que gostem, foi assim que as coisas sempre aconteceram. Só que antes havia o interesse da grande mídia, não adianta ficar só falando no âmbito das rádios especializadas, porque a Kiss está aí, a 89, mas o Rock só fez sucesso mesmo fora do circuito underground, a partir do momento em que foi abraçado pela grande mídia. Passou a tocar na grandes redes de televisão, rádios populares, só que isso não vai mais acontecer. Então as pessoas precisam conhecer as coisas por elas próprias, parar de ficar esperando que aconteça. Hoje em dia eu identifico dessa maneira: as pessoas esperam a música fazer sucesso para depois decidirem se elas gostam ou não. Deveria ser ao contrário. A pessoa ouvir e falar “isso aqui é legal”, começar a curtir e ir ao show, independente de estar cheio, se vai ser sucesso. Falta o público mudar de postura, parar de só criticar, ficar falando que o Rock brasileiro morreu. Não adianta ficar revoltado porque o Restart falou que foi a última banda relevante de Rock no Brasil, se a pessoa nem consegue citar 3 bandas novas legais que tenha ouvido em menos de 10 anos. Isso é culpa de quem? Só da mídia? Você vai ficar sempre culpando o outro? Você também não teve interesse, vai dizer que não viu esse tempo todo uma banda interessante que foi mostrada? Hoje em dia o veículo principal é a Internet, só que as pessoas não estão interessadas, elas ficam esperando a coisa fazer sucesso. Pela grande mídia não vai mais, então tem que ser por cada um mesmo.

E foi assim que terminamos essa conversa que poderia levar horas e dias. Não, não me esqueci de falar da 20ª The Ace Of Spades Rock Party. A pancada vem bonita nessa 20ª edição, com Stoneria e Vento Motivo.

Logo da banda Vento Motivo

Vento Motivo

A Vento Motivo conta com 15 anos de história, 4 discos lançados, sendo formada por músicos com uma longa carreira, como o guitarrista Kim Kehl, na ativa desde os anos 70. Ele já tocou com Lírio de Vidro, Made In Brazil, Nasi & Os Irmãos do Blues, entre outros. Um claro sinal de que eles sabem muito bem o que estão fazendo.

E com quase 10 anos de estrada, músicos experientes, centenas de shows no currículo, 1 EP e 1 disco lançados, junto com eles vem a Stoneria, que como o próprio nome diz, é rock pesado, com muita pegada e boas letras em português.

Logo da banda Stoneria.

Stoneria

Completa a noite no Spades Café SP, naturalmente, o DJ Rodrigo Branco, radialista e produtor da Kiss FM.

Fontes & Referências:
Página da festa: https://www.facebook.com/theaceofspadesrockparty
https://brancojukebox.wordpress.com/
http://www.ventomotivo.com.br/
https://www.facebook.com/ventomotivo
http://stoneria.com/
https://www.facebook.com/stoneriarock

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Spades Café SP – Rua Augusta, 339 – Consolação – São Paulo/SP

Homenagem a Hélcio AguirraHerói da Guitarra e Mestre do Rock

Hélcio Aguirra em 1984, tocando no Harppia

Hélcio Aguirra tocando na banda Harppia (1984). (Crédito: acervo pessoal online de Hélcio Aguirra)

 Não importa em que momento da vida certas… viagens aconteçam. A sensação é sempre de que “foi cedo demais”. E desta vez foi com um dos mais queridos, talentosos, dignos e importantes guitarristas da história do Rock Brasil: Hélcio Aguirra.

“Sua estreia em disco se deu com o EP A Ferro E Fogo, lançado pelo Harppia em 1985 e até hoje considerado um dos principais discos da história do Heavy Metal nacional. Em seguida, Hélcio criou o Golpe de Estado, que acabaria se tornando um dos principais nomes do Hard Rock brasileiro. A banda gravou oito discos: Golpe de Estado (1986), Forçando A Barra (1988), Nem Polícia Nem Bandido (1989), Quarto Golpe (1991), Zumbi (1994), Dez Anos Ao Vivo (1996), Pra Poder (2004) e Direto do Fronte (2012). Paralelamente, participou do grupo de Rock instrumental Mibilis Stabilis, que lançou três álbuns, Mobilis Stabilis (2001), Extra Corpore (2006) e Andando No Arame (2009).” – Site da Revista Roadie Crew.

Katalau e Hélcio Aguirra: Golpe de Estado tocando no Dama Xoc.

Catalau e Hélcio Aguirra: Golpe de Estado tocando no Dama Xoc. (Crédito: acervo pessoal online de Hélcio Aguirra)

 Ainda moleque no Rio de Janeiro, lembro quando ouvi pela primeira vez as guitarras do Golpe de Estado. Trocava de canais freneticamente, quando em um canal praticamente irrelevante na grade televisiva, me deparo com o clip de Noite de Balada: um Hard quente, elétrico, legítimo, convincente, inesperado… fora do comum no melhor sentido possível. Letra 1.000% Rock ´N Roll e um instrumental que me deixou muito surpreso. As linhas de baixo de Nelson Brito e a pegada poderosa de Paulo Zinner na bateria formavam uma cozinha que não devia nada a qualquer banda estrangeira. Evidente que o vocal de Catalau, totalmente despojado, desencanado e naturalmente agradável, chamou minha atenção – e numa época em que eu só ouvia e tentava reproduzir vocais cheios de virtuosismos. Contudo, repentinamente, um timbre de guitarra capturou totalmente minha atenção. Quem seria aquele sujeito por trás das seis cordas?

Noite de BaladaGolpe de Estado (Vídeo Oficial)

 Resultado: passei um bom pedaço da tarde tirando (ou tentando tirar) aquela música cujo refrão e solo nunca mais sairiam de minha mente. Pouco depois, tive contato com algumas matérias sobre o Golpe de Estado – aliás, ainda sigo até hoje achando esse nome genial – e naturalmente sobre Hélcio Aguirra, uma verdadeira lenda da guitarra no cenário do Rock Nacional. Conheci outras tantas músicas do Golpe, algumas do Harppia, lia diversas matérias e ficava absolutamente fascinado pelo nível de conhecimento dele, não apenas na execução do instrumento, mas também no tocante a equipamentos. Eu lia avidamente toda e qualquer entrevista ou coluna em que ele estivesse. Eu ainda não sabia muito, mas minha intuição me dizia para ouvir quando ele falasse.

 Eu pensava “nossa, o que esse sujeito faz na guitarra, da maneira que fica marcado na gente… parece coisa do Tony Iommi: riffs fodas, solos inesquecíveis e ainda essa Gibson SG”. Não custei muito a descobrir que não era incomum que ele fosse comparado ou associado ao maior de todos os riff masters como o “nosso Tony Iommi”. Com toda justiça, diga-se de passagem.

Tony Iommi e Hélcio Aguirra

Tony Iommi e Hélcio Aguirra. (Crédito: Vitão Bonesso)

 Olhar para o Rock no Brasil sem Hélcio, ao menos para mim é muito estranho. Mais do que estranho: é pesado e não no sentido musical. É esmagador. Cruel. Doloroso.

Na história do Rock brasileiro tivemos e ainda temos bandas e músicos fantásticos… mas agora, não temos mais a grandeza de Hélcio Aguirra e isso machuca demais. Um músico como poucos e um ser humano reconhecido pela boa índole e camaradagem. Um poeta das 6 cordas. Um professor sem igual e com a humildade de um aprendiz.

Caso SérioGolpe de Estado (Áudio Original)

Nunca cheguei a conversar com ele pessoalmente, apenas pelo Facebook brevemente uma ou duas vezes, mas ele foi gentil de uma forma que chegou a me deixar sem graça. Conheço algumas pessoas que foram próximas ao Golpe de Estado ainda na época do Catalau e todas sempre foram categóricas: ele era gente boa demais. Quer dizer, a admiração e respeito cultivados desde garoto, aumentaram ainda mais em âmbito também pessoal.

Hélcio Aguirra, guitarrista e fundador do Golpe de Estado.

Hélcio Aguirra. (Fonte: acervo online do Golpe de Estado)

 Hélcio, com a sua música você inspirou muitos romances e agitou incontáveis baladas. Estampou sorrisos e emocionou muitos de nós. Nunca desistiu da árdua tarefa de ser músico de Rock no Brasil. Foi muito além da obrigação de poeta da guitarra e fez de sua arte um sacerdócio de amor pelo Rock ´N Roll. É assim que o vejo. E certamente é assim que será lembrado. Descanse em Paz, grande e querido Mestre. Sua imortalidade está garantida entre nós.

Olhos de GuerraGolpe de Estado (Áudio Original)

Fontes e referências:
http://www.golpedeestado.com.br/
http://www.bandaharppia.com.br/home.html
http://www.roadiecrew.com/
http://kissfm.com.br/
https://www.facebook.com/helcio.aguirra
https://www.facebook.com/bandagolpedeestado

Outras homenagens que merecem ser compartilhadas:
Rodrigo Branco (Rádio Kiss FM): http://hoplitaurbano.wordpress.com/2014/01/22/golpe-profundo-a-despedida-repentina-de-uma-heroi-brasileiro-da-guitarra/
Felipe Machado (Viper): http://www.palavradehomem.com.br/?p=2308
Régis Tadeu (Produtor, jornalista e crítico musical): http://br.omg.yahoo.com/blogs/mira-regis/descanse-em-paz-helcio-aguirra-145358550.html

Live Metal Fest II: Como foi a Sexta-feira Santa no Inferno?

Quem passou a sexta-feira Santa no Inferno Club teve um experiência bastante válida. Por que? Pelo seguinte: Live Metal Fest II.

Um trabalho sério com 6 bandas autorais brasileiras. Metal do começo ao fim. Até então, das bandas que se apresentaram, eu só tinha assistido à Holiness ao vivo. Não vou mentir pra vocês, só tinha ouvido duas das outras cinco, não sou o maior fã de Metal mais extremo – que era o caso das mesmas – mas ainda assim preciso dizer: não fiquei nem um pouco desapontado. Muito pelo contrário.

Lotou? Não, não lotou. Infelizmente. Mas também não estava nem um pouco vazio. Quem esteve lá sabe muito bem do que estou falando. Evidente (ou não tão evidente) que ao longo do show tive muitos momentos reflexivos quanto à cena Rock do Brasil. Estrutura, apoio, divulgação, mentalidade do público… bem, um sem número de fatores que discutiremos nessa e nas próximas matérias.

Retomando o Live Metal Fest II, o que vimos foi o seguinte: bandas muito boas, músicos gabaritados e super empenhados, mas a parte da estrutura de som um tanto irregular por parte dos organizadores e da casa – que aliás, muito admiro, respeito e defendo.

Stefanie Schirmbeck Vocalista Holiness

Stefanie Schirmbeck

HOLINESS

A primeira banda foi a Holiness, a única que eu já conheço a fundo e sei de cabeça praticamente todos os arranjos. São grandes músicos, fato incontestável.

O que me deixou particularmente incomodado, foi constatar que a despeito da boa vontade e compromisso dos organizadores, o som quase comprometeu a apresentação da banda em vários momentos. Não em relação à execução, mas no que diz respeito à qualidade do equipamento de som disponível para as bandas. Não fossem Stefanie Schirmbeck (vocal), Cristiano Reis (bateria), Fabricio Reis (guitarra) e o novo baixista, André Martins, excelentes músicos, não teriam conseguido contornar tanto quanto possível os problemas do som em vários momentos. 

André Martins baixista da banda Holiness

André Martins

Cristiano Reis baterista da banda Holiness

Cristiano Reis

Fabricio Reis Guitarrista da banda Holiness

Fabricio Reis

Nessas horas vemos o quanto disciplina, horas e mais horas seguidas de estudos e ensaios separam amadores de profissionais. Ainda fico impressionado com o domínio, lucidez e a presença de palco da banda – e não é papo de fã, não.

Holiness no Live Metal Fest II

Holiness: Live Metal Fest II

 Aliás, como de costume Stefanie consegue “ler” e conduzir o público. Todos estavam longe do palco e ela não se fez de rogada, disparando logo após o final da primeira música: “(…) Está vazio aqui na frente, cheguem mais perto, galera!” – Timidez coletiva prontamente resolvida. Aquela menina pequena e delicada, além de uma tremenda voz (e que graças a isso conseguiu driblar o som precário por diversas vezes), tem mais ou menos uns 3 metros de altura em cima de um palco, ou seja, moral que não acaba mais.

HAMMATHAZ

Não tenho muitas fotos dessa banda. Na verdade, pude aproveitar apenas uma e não está lá essas coisas, mas por um motivo que me causou certo orgulho alheio: o público abriu uma roda bastante empolgada e eu não poderia disputar espaço com um câmera na mão. E isso me deixou muito feliz, acreditem.

Hammathaz no Live Metal Fest II

Hammathaz

O vocal abissal de Jr Jacques, somando-se a0s arranjos agressivos dos caras e mais uma quantidade razoável de fãs ensandecidos, pulando pra todo lado e de todo jeito são a fórmula perfeita para um show extremo no palco E fora dele – e tudo sem violência, ok? O Hammathaz pontuou muito bonito em todos os quesitos.

Forka no Live Metal Fest II

Forka: Live Metal Fest II

FORKA

 Eu achei que iria dar uma respirada, mas não rolou. Quando o pessoal do Forka pisou no palco, foi como se tivessem tocado o gongo novamente, reiniciando a luta.

Ronaldo Coelho vocalista do Forka

Ronaldo Coelho

Ronaldo Coelho trucidando o público nos vocais, peso de sobra, qualidade idem, todo mundo surtando, mas novamente o equipamento da casa começou a comprometer o bom andamento da coisa.

Forka no Live Metal Fest II, no Inferno Club

Forka: LMF II

A tal ponto, que após consecutivas reclamações da banda dirigindo-se à mesa de som, acharam por bem encerrar a apresentação um pouco antes do previsto. Ainda assim, mesmo com esses problemas, não posso falar que a performance dos caras foi menos do que impressionante.

Marcelo Carvalho da banda Trayce no Live Metal Fest II, no Inferno Club

Marcelo Carvalho

TRAYCE

 Essa banda foi muito bem recomendada por algumas pessoas do próprio público. Marcelo Carvalho é um vocalista a ser muito respeitado, seja ou não você um fã da banda. Mais um excelente trabalho que transpira peso, qualidade e garra, tendo o público na mão do começo ao fim.

 

Trayce no Live Metal Fest II, no Inferno Club

Trayce

Quanto mais eu conheço bandas, mais vejo que não conheço bandas o suficiente. Vocês, fãs e pensadores do Rock, poderiam fazer a mesma coisa e começar a frequentar festivais de qualquer porte, ao invés de ficar esperando eventos famosos trazerem suas bandas favoritas para um show pífio, caro e burocrático.

Clayton Bartalo no Live Metal Fest II, no Inferno Club

Clayton Bartalo

SCREAMS OF HATE

Olha, vou falar uma coisa pra vocês: Clayton Bartalo deve ser um dos maiores amantes de Metal Extremo que já tive a oportunidade de assistir ao vivo. Ele subiu ao palco acho que pelo menos duas vezes durante o Live Metal Fest II para dividir os vocais com outras bandas e vocalistas. E era notório que ele estava simplesmente adorando tanto quanto o público.

Screams Of Hate no Live Metal Fest II, no Inferno Club

Screams Of Hate

Quando falo de união dentro da cena Rock, é disso que estou falando. O sujeito deu o sangue pelo festival em forma de berros possessos. E a banda como um todo não deve nada a qualquer outra, largando a mão com uma precisão assombrosa.

Wash no Live Metal Fest II, no Inferno Club

Wash

COMMAND6

E quando eu tinha certeza que todos estavam exaustos e que eu não poderia me surpreender com mais nada, eis que surgem esses sujeitos comandados por Wash, um vocalista com ares de loucura e cujas qualidade técnicas só puderam ser rivalizadas pelo seu carisma e capacidade de se comunicar com o público.

Command6 no Live Metal Fest II, no Inferno Club

Command6

Essa banda assim como as outras, não brinca em serviço. Músicos talentosos, músicas furiosamente executadas e um palco que se apequenou para tamanho profissionalismo.

Festival fechado com Chave de Adamantium!

Command6

Command6

CONSIDERAÇÕES GERAIS

LMF II

LMF II

 O Live Metal Fest II é uma iniciativa fantástica e deve continuar, MAS, diante do fato de todas as bandas terem reportado problemas técnicos quanto ao retorno, é o caso de darem a devida atenção, uma vez que o público também observou questões quanto à irregularidade do som. Ouvi conversas na plateia, fiz perguntas aqui e ali junto ao público, e a despeito do bom feedback pela proposta e pelas ótimas bandas, seria bom darem uma pensada no que fazer para melhorar o som para público e para os músicos. Independente disso, quero deixar claro a todos que o Inferno Club é um lugar INCRÍVEL e mais do que recomendo que vocês conheçam e passem a frequentar cada vez mais; a casa já é referência nas noites de Rock de São Paulo há algum tempo.

Os organizadores do festival têm todo meu apoio pela coragem, pela ousadia e por darem a cara pra bater, apostando em um evento acessível ao público (R$ 20,00 por um dia inteiro) mas se eu realmente quero ajudar de alguma forma a fazer a coisa dar certo, não vai ser com falsos elogios e tapinhas nas costas que vamos esperar por melhoras.

No mais, parabéns às bandas e ao público presente. Espero que com iniciativas como essa, todos comecem a dar mais atenção ao trabalho de bandas autorais. Outro aspecto legal foi ter ouvidos comentários positivos de gente que não conhecia algumas bandas entre as músicas e após o evento. E é pra isso que servem os shows: para prestigiar e conhecer o trampo dos músicos.

Stefanie: Lady Holiness

Stefanie: Lady Holiness

Momento curioso: um garoto que estava mais ou menos perto de mim, ficou meio espantado por ter visto várias pessoas cantando junto com Stefanie, da Holiness. Ele olhava pra mim, olhava para outros fãs cantando e olhava para ela no palco novamente. Isso é bom para as pessoas caírem em si cada vez mais, refletindo sobre o que estão perdendo ao nunca terem ouvido bandas locais e/ou independentes. Não vejo problemas em que gostemos de ver bandas cover vez por outra, além daquelas consagradas na História do Rock. Vejo problemas quando as pessoas só querem ver as famosas lendas do Rock ao vivo, consideram bandas cover a salvação dos eventos e noites de Rock, mas depois reclamam que “não tem bandas novas boas no Brasil”. E quantas realmente conhecemos?

Listem mentalmente quais bandas nacionais de Rock (as recentes, por favor) vocês conheceram, ouviram ou assistiram nos últimos 12 meses e avaliem a si mesmos com honestidade. Saibam que vocês são os maiores responsáveis pelo renascimento ou pela morte da cena. Pensem nisso.

Fontes e Referências: http://www.infernoclub.com.br/

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