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THE LOVE I NEVER HAD – Ivan Busic (Clip Oficial)

Ivan Busic The Love I Never Had Rock And Road

Foto teaser de Ivan Busic no clip “The Love I Never Had”.

Não que eu nunca tenha falado isso antes, mas Ivan Busic possui um talento musical que parece ser inesgotável – para nossa sorte. Seja como baterista do Dr. Sin, ao lado de Andria Busic e de Edu Ardanuy, em apresentações ao vivo, em estúdio, dando aulas de bateria, em workshops, participando de projetos ou agora também como vocalista em sua carreira solo com o álbum Rock and Road, fica uma vez mais evidente que esse sujeito tem não apenas talento de sobra, mas uma paixão sem igual pelo Rock N Roll.

Claro que muitos de nós já conhecemos as aptidões musicais de Ivan há anos, ele nunca fez segredo do fato de ser um músico completo. Ainda assim, é sempre gratificante poder ver que além de ser um dos melhores bateristas do Brasil, o cara é versátil a ponto de compor músicas fantásticas, fora da pegada consagrada do Dr. Sin, e ainda se mostrar um vocalista de primeira linha!

Falando em vocal, ao longo das faixas de Rock and Road, em mais de um momento Ivan me remete a David Coverdale (Whitesnake), o que por si só já é um grande mérito. Mas o fato é que as composições são realmente muito boas em todos os seus detalhes, um trabalho inspirado como poucos hoje em dia. O disco carrega uma forte influência Hard, flertando também abertamente com Folk e Blues – como ele mesmo chegou a declarar em entrevistas – ignorando fronteiras que podem tornar o Rock algo chato, monótono e bitolado. Isso apenas comprova novamente que quando falamos de Rock, estamos falando de um universo muito maior do que esses “guetos” ridículos que tantos defendem e atacam em nosso meio.

Mas voltando ao lançamento do clip, The Love I Never Had é a faixa de abertura de Rock and Road, contando com a participação certeira de seus famosos companheiros de Dr. Sin: seu igualmente talentoso irmão Andria Busic e, naturalmente, o grande Edu Ardanuy (com um solo de lavar alma!). O clip ficou muito bom, super bem produzido e com uma fotografia de extremo bom gosto. Quanto à música então… Bem, a música é uma puta aula de Rock pra ninguém botar defeito.

Álbum: Rock and Road.
Produção: Andria Busic.
Lançamento: Unimar Music.
Vídeo clipe: Pier 66 Produções por Plinio Scambora.

Quer ver outro clip de Ivan Busic? Rock On: https://rockuniverse.wordpress.com/2014/03/24/you-rule-my-world-ivan-busic-video-oficial-3a-faixa-do-cd-rock-and-road/

Fonte: http://drsin.com.br/rock/

YOU RULE MY WORLD Vídeo oficial da 3ª faixa do CD Rock And Road de Ivan Busic

Foto Ivan Busic

Ivan Busic: Rock And Road.

 Ao que tudo indica, a família Busic padece de algo chamado “amor incurável pelo música”. O DR SIN mal regressou do Motorcycle Rock Cruise e Ivan Busic já lançou oficialmente o primeiro clip de seu primeiro trabalho solo, o fantástico disco Rock And Road.

 Logo que ouvi o CD pela primeira vez, fiquei com a sensação de estar ouvindo algum vocalista clássico de Hard Rock. Em vários momentos algo me remeteu a David Coverdale. Dias depois, ouvi alguns amigos e colegas dizendo a mesma coisa. Isso sem falar que é uma música melhor que a outra, putz… bom, mas isto não é uma resenha do disco já lançado, estou aqui para falar do vídeo, não é mesmo?

 You Rule My World é a 3ª faixa do disco solo de Ivan e apresenta o mesmo como um vocalista absolutamente preciso, coeso, seguro, afinadíssimo e com um timbre sensacional. As cenas do clip misturam momentos de ensaios e gravações no estúdio Sonata 84, com cenas de camarim e shows no Manifesto Rock Bar. A produção é do Coletivo TR3S Produções e o Rock N Roll de Ivan Busic é altamente contagioso. Aperte o play e caia na estrada.

You Rule My World Ivan Busic (Vídeo Oficial)


Fontes: perfil e assessoria oficial de Ivan Busic -> https://www.facebook.com/ivan.busic.5682

INTACTUS – O novo CD do DR SIN

DR SIN - INVICTUS

DR SIN – INVICTUS

Os Doutores do Rock não param um único segundo e já estão com um novíssimo disco engatilhado: INTACTUS.

É sempre gratificante constatar que veteranos do naipe de Andria Busic, Ivan Busic e Edu Ardanuy têm muito mais fôlego e amor pela música que muito moleque por aí. Mais do que gratificante, é um verdadeiro alívio.

Segue logo abaixo um breve depoimento de Ivan Busic sobre o novo trabalho dessas verdadeiras lendas vivas do Rock Brasil:

 DR SIN é um power trio que desde sua formação em 1992, nunca sofreu mudanças em suas bases! Continuamos ao longo de todos esses anos, unidos e “intocados”, “impolutos”, “ilibados” e este é o significado deste nosso mais novo trabalho: “INTACTUS”. “INTACTUS” vem ao encontro com toda a essência que eu, Andria e Edu buscamos durante toda nossa carreira. Nunca nos vendemos por modismos e nunca levantamos nenhuma bandeira. Amamos o rock e sempre quisemos disseminar a verdadeira alma do nosso trabalho.” – Ivan Busic, baterista.


Pelo que nós só podemos ser eternamente gratos, Ivan. Aguardamos ansiosamente a nova porrada. Rock on!

Fontes & Referências:
1 – Assessoria oficial do DR SIN;

Rock In Rio 2013 Opinião sobre 13 shows

Logo do Rock In Rio

Rock In Rio 2013

Não é um “Top 13”, não existe ordem de relevância e são somente opiniões pessoais, não verdades absolutas – com uma ou outra opinião técnica sobre as bandas e alguns de seus músicos. Não vi todas as bandas do evento, mas das que vi os shows completos, seguem minhas impressões (muito) resumidas.
 
1 – Iron Maiden – Apresentação primorosa e um set malandramente certeiro, baseado nos clássicos consagrados. Jogo ganho. Você não precisa e nem deve entupir seu set de músicas novas num evento do porte de um Rock In Rio. Por mais que possam ser músicas excelentes, guarde-as para sua turnê fora de 90% dos grande festivais. E foi o que o Maiden fez.
2 – Metallica – Incríveis. A banda consegue manter um padrão praticamente inalterável de qualidade absoluta ao vivo. James domina tudo num raio de quilômetros. É impressionante a soberania do homem diante do público. No mais, os quatro devem ser robôs, cyborgs, warlords, sei lá. Só sei que foi uma apresentação irretocável.
Viper em sua formação 2012 para A To Live Again Tour

Viper: Guilherme Martin, Pit Passarell, André Matos, Hugo Mariutti e Felipe Machado. (Foto: Nando Machado/Wikimetal)

3 – Viper + André Matos – Minha banda favorita de Metal do Brasil. Gosto deles tanto quanto gosto do Maiden, mas tenho uma extrema preocupação com a voz de André Matos que mesmo sendo um grande vocalista, falha claramente algumas vezes. No mais, Felipe, Pit e Guilherme parecem nunca ter saído do palco e dos holofotes – e o Hugo é um reforço à altura da importância da banda, isso é inegável. É o habitat natural deles. Uma banda que NUNCA, JAMAIS em TEMPO ALGUM deveria deixar de existir. Resumindo: Long Live Viper!

Símbolo do DR SIN

DR SIN

4 – DR SIN + Roy Z + Republica – Show impecável, músicas fantásticas e precisão absoluta. Sim, sou tão fã do Dr Sin quanto do Viper. A participação do gigante Roy Z, um dos meus guitarristas favoritos, foi uma sacada inteligente para ambos. A tal banda República, não é ruim em absoluto, mas dados os monstros que estavam no palco com eles, admito: passei meio que batido pelo som deles. Ainda assim, do pouco que lembro, os caras não fizeram feio. Voltando ao DR SIN, o que vi, foi o mitológico Eduzinho “Malmsteen” Ardanuy barbarizando como sempre; Ivan “Simpatia” Busic tremendamente forte, técnico e carismático – aliás, um tremendo vocalista também como já sabemos há tempos e agora com um disco solo recentemente lançado; e o Andria que já é um puta baixista incontestável… meus amigos, o sujeito parece um vinho da melhor qualidade. Quanto mais o tempo passa, melhor ele canta. Andria “Assombroso” Busic, uma referência gigante para qualquer vocalista ou aspirante. Aprendam com esse homem!

Símbolo do Sepultura

Sepultura

5 – Sepultura – Porradaria sem fim como se não houvesse amanhã. Aquele pessoal do Les Tambours du Bronx caiu feito uma luva, mas também não fiquei surpreso. Não é de hoje que a banda flerta com todo tipo de percussão mundo afora. Já na apresentação com Zé Ramalho (que eu particularmente gosto muito), algumas músicas funcionaram melhor que as outras, mas no geral até que não ficou ruim. Nada menos que um show memorável.

6 – GhostEu entendi a proposta dos caras, até curto bastante um lance mais performático, teatral… mas não me convenceram, sinto muito. Tudo bem que o contexto não ajudou nem um pouco, contudo não acho certo terem hostilizado a banda como fizeram.
7Bon Jovi – Sempre curti, sempre fui fã, mas novamente a questão da voz foi determinante. Merece nosso respeito pela estrada e, principalmente, pela coragem. Seria o caso de baixar os tons e quem sabe mudar os arranjos de várias músicas. Jon, você continua incrível, mas precisa estudar uma solução para as músicas em tons muito altos.
8 – Bruce Springsteen – Como não amar esse cara? Acabou de fazer 64 anos (23/09) e pouco antes de seu aniversário passou como um rolo compressor em cima de tudo e todos, feito um garoto de 20. Exemplo de humildade e talento. Como falei em um post do Facebook: fez um verdadeiro show dentro de seu próprio show. E ainda me fez acreditar na imortalidade, porque nem de longe parece ter mais de 50 e tantos anos, que dirá mais de 60. 
Kiara Rocks Cover

Kiara Rocks

9 – Kiara Rocks – Não achei assim tão terrível como muitos disseram – e bota muitos nisso. Ok, não vou dizer que achei maravilhoso, realmente foi algo meio constrangedor em alguns momentos. Mas recorreram a covers e à presença de um dos meus maiores ídolos, Paul Di’Anno. Ter visto esse homem ao vivo num Rock In Rio 2013 foi de lacrimejar. Wrathchild no Rock In Rio com o vocal original… Maiden, vocês deram mole de não chamar (ou não conseguir convencer, dar o braço a torcer, vai saber) o cara pra fazer uma jam bombástica no final. Engraçado isso, mas o show da banda se tornou quase desimportante diante da presença de Di`Anno. Não digo isso com o intuito de desrespeitar, mas foi uma manobra inteligente ter colocado Paul no palco e atrair aplausos e olhares emocionados. Também colocaram o Marcão (Charlie Brown Jr), ou seja, tudo para tentar contornar a ferocidade do público. Com a presença desses convidados, além de Wrathchild, levaram também Highway to Hell (AC/DC, na qual aliás o Cadu saiu-se muito bem, justiça seja feita) e Blitzkrieg Bop (Ramones). Ah! Falei que o Kiara abriu com Ace Of Spades do Motörhead? Pois é, estava mais do que evidente o receio quanto à receptividade do público headbanger – e com toda razão. Quanto ao vocal do Cadu, tão duramente criticado, ele poderia fazer menos drives, distorcer menos a voz. Percebi que quando ele resolver cantar mais e rosnar menos, fica muito melhor.

10 – Sebastian Bach – A voz e o peso da cantar agudo desde a juventude fez muitas vítimas nesse Rock In Rio e convenhamos, ele foi mais uma delas. Hits incríveis foram conduzidos muito abaixo da expectativa. Ainda assim, outro que merece nosso respeito pela coragem de tentar. Skid Row será eterno, mas novamente: se Bach realmente quiser continuar na estrada, mesmo que solo, precisa arrumar uma solução honesta para seus vocais nas partes mais sôfregas.
11 – Slayer – No começo tive a impressão de que a voz de Araya sumia e voltava, mas depois parece que tudo se acertou. Gosto da banda, não costumo acompanhar muito, mas estão super em forma. Hanneman sempre lembrado pelos fãs e homenageado pela banda. Sentaram a porrada, rodas surgiram e todos tinham 20 e poucos anos novamente – inclusive a banda.
12 – Helloween + Kai Hansen – Olha, eu consegui gostar da banda pra valer até o álbum Time Of The Oath. Depois disso, prefiro ouvir Gamma Ray (banda de Kai Hansen) e os projetos de Michael Kiske (vocalista original). Eu até que gosto dos vocais do Andi Deris (inclusive em sua carreira solo, que aliás, recomendo), mas as músicas foram caindo muito no padrão Helloween de qualidade se querem saber a verdade. No mais, grande jogada tocarem junto com Kai Hansen. Contudo, se quiserem sentir algo realmente com o espírito Helloween, vocês DEVEM conhecer Unisonic, a banda que Hansen e Kiske montaram. Escrevi sobre eles há mais de um ano: https://rockuniverse.wordpress.com/2012/01/13/unisonic-michael-kiske-kai-hansen-e-o-primeiro-video-oficial-do-projeto/

Capital Inicial

Capital Inicial no Rock In Rio 2013
(Fonte: https://www.facebook.com/capitalinicial)

13 – Capital InicialVamos lá. Das que cantam em português, ainda deve ser a minha preferida em atividade. Desde o Aborto Elétrico, passando pela Legião Urbana, o que temos são esses caras não deixando o legado morrer. Sei que uns 8 em cada 10 fãs de Rock Nacional simplesmente odeiam, zombam, xingam e etc, mas sigo gostando e muito. Tanto dos clássicos da banda, quanto de seus sucessos mais recentes, podemos dizer que a qualidade musical e lírica segue despreocupadamente, imune às críticas que não visam debater, apenas desconstruir. Com a entrada de Yves nas guitarras e as composições de Pit, seguem firmes e fortes. Claro, muitos não sabem, mas o baixista Pit Passarell da banda Viper, responsável por boa parte dos Clássicos do Metal Brasil, é também o compositor por trás de 90% dos hits do Capital Inicial nos últimos anos. Ele conseguiu se destacar maravilhosamente em DOIS gêneros do Rock, ou seja, sou duplamente fã dele e do Capital. Chupa pessoalzinho from Hell. Quanto ao discurso do Dinho, melhor deixar pra lá.

Fontes e Referências: http://rockinrio.com/rio/

DR. SIN – The King – Música em homenagem ao Mestre DIO no aniversário do Manifesto Bar!

Manifesto Rock Bar: Templo do Rock no Brasil

No dia 19/11/11 comemorou-se o aniversário de 17 anos do melhor rock bar de São Paulo – e particularmente para este que vos fala, o melhor do Brasil – o Templo Sagrado do Rock ´N Roll conhecido como Manifesto Rock Bar. O fato por si só é um chamado a todos os headbangers, mas como se isso não bastasse, o presente para o Manifesto e seu público foi o show de lançamento do novo CD do DR. SIN, batizado com o singelo nome Animal. Cheguei a publicar anteriormente aqui no Rock Universe algumas matérias e notas sobre essa pequena obra-prima do trio, fruto do trabalho e de toda a experiência acumulada pela melhor banda de Hard Rock brasileira de todos os tempos, mas trataremos com mais profundidade da importância de Andria Busic, Ivan Busic e Edu Ardanuy em uma outra oportunidade, com a devida atenção e respeito que eles de fato merecem. A discografia eu já conhecia toda – não por um acaso sou fã desses caras – mas vê-los ao vivo impressiona mesmo aqueles que já os viram e ouviram dezenas, centenas de vezes em seu ambiente natural: o palco de um show de Rock. Aproveitem esse aperitivo para as futuras matérias que estamos preparando sobre a banda em 2012…

DR. SIN – The King

Muito obrigado ao DR. SIN por ter criado algo tão perfeito para representar dignamente o Eterno Deus-Rei do Metal, o Soberano do Rock ´N Roll: Long Live Ronnie James Dio \m/

Fontes: Cobertura do evento pela equipe Rock Universe & http://www.youtube.com/user/DRSITE81

Mundo Cao – Hard Rock crítico e ácido como o ser Humano

Mundo Cao: CD de lançamento

Um belo dia “topei” com um simpático sujeito no Facebook de nome Zeca Salgueiro e ele humildemente como tantos outros músicos, me enviou um link de sua banda. Ouvi a música, assisti o clip, reconheci o baterista que já é conhecido de todos – quem não sabe de quem se trata saberá mais adiante – e fiquei com aquele ponto de interrogação na cabeça: como pode ainda existir uma banda brasileira tão recente de Rock, que consegue fazer um som pesado, bom, coeso e que mesmo adotando uma abordagem de cunho sociológico, dicotomicamente se dá ao luxo de ser tão descontraída? O som desse trio nos remente à uma proposta há muito esquecida: o Rock ´N Roll pode ser pesado, consciente, bem feito, bem produzido, bem tocado e ainda assim ser bastante divertido!

O Mundo Cao (sim, sem o “til”) lançou seu primeiro CD em 2011 e trata-se de mais uma incrível banda paulista de Hard Rock, que diferentemente da maioria dentro do estilo, traz em suas letras críticas sociais e à acidez urbana que constatamos nas grandes cidades, gerando dessa forma um alerta às paranóias diárias e ao caos reinante no país. Com letras em Português, os vocais são divididos entre o guitarrista Fábio Gadel e o baixista Zeca Salgueiro – ambos com vozes marcantes, afinadas, bem encaixadas e sem os habituais maneirismos além da necessidade que muito costumamos ver em bandas semelhantes, ou seja, não tentam imitar quem quer que seja, o que por si só confere um gigantesco mérito à banda.

Fábio Gadel: guitarrista do Mundo Cao

Já falando do excelente trabalho instrumental, o timbre de guitarras escolhido por Fabio Gadel é do tipo que considero perfeito para riffs que pretendem extrair o maior peso possível, mas sem abrir mão da nitidez em cada nota – eu fazia questão de usar o mesmo timbre quando tinha banda e francamente ainda tenho especial predileção por esse som nas seis cordas. Insta salientar que o fato do cara ser um ótimo guitarrista ajuda bastante, afinal de contas equipamentos não fazem milagres – quem curte Zakk Wylde e uns outros nessa mesma linha, terá uma ótima impressão do seu trabalho de guitarras e talvez entenda melhor o que estou falando.



Zeca Salgueiro: baixista do Mundo Cao

O baixista Zeca Salgueiro – o tal sujeito que me apresentou o trabalho da banda – sabe trabalhar o baixo fazendo à risca a tão necessária ponte batida-harmonia, muitas vezes negligenciada por baixistas que se resumem a replicar no baixo as tônicas da guitarra, como se tocar baixo se restringisse a isso. O cara conduz linhas de baixo que têm peso, velocidade e groove, isso sem falar nos momentos em que cabe a ele criar aquela atmosfera que só mesmo um baixista competente é capaz de proporcionar. Zeca ainda faz algo que considero essencial em qualquer baixista de Hard e Heavy: dobra os riffs de guitarra quando necessário sem a menor dificuldade. O baterista que citei logo no início da presente matéria é nada menos Ivan Busic, o homem por trás da poderosa e magistral bateria do DR SIN, logo dispensa maiores comentários e apresentações.

Mundo Cao: ensaio

A faixa de abertura “Vampiros Existem” logo de cara é uma explícita crítica aos políticos e sua conduta, comparando-os com “vampiros” como bem acusa o título. Na seqüência temos “Força-Motor” cujo tema e clima tem aquela cara de “vamos cair na estrada sem olhar pra trás”, ou seja, Rock com batida, licks e riffs para acelerar a mente rumo ao infinito. “Surtado” é um nome bem apropriado para a faixa 3: andamento, ritmo e uma letra particularmente muito louca! Do pouco que parei para entender sobre essa letra em uma de minhas interpretações, entendi como uma crítica sobre o quanto a sociedade nos empurra em direção ao que todos dizem ser o “certo”, quando na verdade nem mesmo quem afirma tais “certezas” confia no que está falando. Destaque para os versos “E quanto mais eu me trato / mais longe eu fico da cura” – minha antiga professora de Teoria da Literatura teria ficado orgulhosa de mim ao menos pelo meu esforço.

“Maloqueiro Sem Futuro” é a quarta música do disco e foi através da qual tive meu primeiro contato com a banda. Tem de tudo um pouco: peso, técnica e crítica social. Tem alguma coisa de R&B em sua levada e por uma série de razões é uma das minhas prediletas até agora. Assistam ao clip logo abaixo:

A faixa 5 “Computadores Pros Pobres” já denuncia em seu título a intenção de criticar as diferenças sociais entre ricos e pobres, utilizando em sua letra termos bastante comuns do mundo informatizado em que vivemos, além de ser provavelmente uma cutucada (ainda que inconsciente) naqueles que adoram dizer que a inclusão digital é a salvação da lavoura. O andamento, a cadência e harmonias nessa música tem uma pegada bem mais Heavy do que Hard – e cá entre nós isso funcionou maravilhosamente, se bem que esse sotaque Heavy está presente ao longo de todo o disco e talvez isso torne o som do Mundo Cao ainda mais interessante. “Satanás Quer Turistas” é propensa à bateção de cabeça por conta da marcação de tempo e duração da mesma. Alguma coisa sutilmente hardcore permeada por riffs com jeitão de bay area.

“Insônia” é tremendamente pessoal para muitos de nós, pois parece tratar exatamente de uma das maiores aflições modernas, inclusive a desse redator que vos escreve. Claro que há outros elementos em sua letra que parecem se desdobrar, mas entendo que as madrugadas insones são o gatilho de uma série de outros sentimentos. A música inicia com o riff tendo os pratos de ataque pontuando o mesmo, ao qual se junta em um segundo momento o baixo dobrando o riff de guitarra, dando um charme de Heavy oitentista mas sem soar datado. Os primeiros versos tendo somente a linha de baixo ao fundo conferem um ar ligeiramente misterioso, mas sem apelação. Velocidade e solos fecham a faixa sem deixar pontas soltas.

“O Amor É Mentira” é composta por diversas mudanças de andamento e abusa do humor “dedo-na-ferida” bem direto ao alertar sobre o Amor. “Bug do Milênio” além de bem composta e executada, é uma daquelas que diverte do início ao fim. Encerrando o disco de estréia da banda, temos a música que leva o nome do grupo, mas dessa vez com o sinal gráfico “til”: “Mundo Cão”. Uma introdução clássica num estilo familiar tanto para o pessoal Hard quanto para o pessoal Heavy, nos leva à uma letra simples mas que diz, melhor traduz, exatamente do que se trata o ciclo natural de nosso mundo: quem tenta fazer as coisas do jeito certo “quase sempre se dá mal”. Pois é…”É o Mundo Cão!” – Ainda assim agradeço pelo “quase” que puseram na letra, senão estaríamos todos condenados.

Mundo Cao: Hard Rock com pegada

Há um outro mérito que merece ser citado: as músicas não são longas e cansativas, muito pelo contrário! Quando você se dá conta o CD acabou e lá está você escolhendo uma nova ordem para ouvir as faixas. Para mim quando alguém está curtindo um disco, ele termina e solta-se o famoso “Já?” isso é um excelente indício de que a banda realmente está muito acima das expectativas. Tentando resumir a banda Mundo Cao em cinco palavras eu diria: peso, inteligência, qualidade, diversão e criatividade.

A produção de Mundo Cao é de Andria Busic, a distribuição é da Tratore e a assessoria de imprensa está a cargo de Alessandro Fernandes.

Fontes & Referências: http://www.mundocao.com.br
Twitter: @MundoCaoBanda

ANIMAL  track-list do novo disco do DR SIN é confirmado!

Animal - Novo CD do Dr. Sin

Temos aqui mais uma novidade para saciar a curiosidade dos fãs e demais admiradores da melhor banda de Hard Rock do Brasil: o DR SIN confirmou as 15 faixas que compõem seu novo e já bastante ansiado novo álbum: ANIMAL.

Pelo visto Edu Ardanuy, Andria Busic e Ivan Busic acumularam muito fôlego durante esse hiato entre discos, dada a quantidade de músicas do novo CD…duvido que tenhamos menos do que excelência musical nesse novo trabalho da banda.

Um dos clips disponíveis de uma eletrizante música desse novo disco, publicamos no blog no dia de seu lançamento, e você pode assistir e surtar aqui mesmo no Rock UniverseMay The Force Be With You: https://rockuniverse.wordpress.com/2011/07/26/may-the-force-be-with-you-dr-sin-clip-oficial/

E os 15 petardos do disco ANIMAL são os seguintes:

1. Animal
2. Lady Lust
3. U R Deleted
4. Faster Than A Bullet
5. Train Of Pain
6. Seven Sins
7. Pray For Tomorrow
8. The King
9. Heroes
10. Life
11. Drifter
12. Those Days
13. Witness
14. May The Force Be With You
15. Ninja.

E aí? Muito Rock de qualidade indiscutível é pouco pra você?

Fonte: Equipe DR SIN