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Drowning Ouça o novo single da Holiness (Áudio e Letra)

Arte da nova música da banda Holiness

Drowning: Holiness New Single.

 A banda Holiness parece dotada de uma doença incurável chamada “inquietação musical”. Ignoram totalmente o adágio popular de que “em time que está ganhando, não se mexe”. Não importa o quanto possa parecer arriscado, eles fazem questão de correr atrás e provar que podem fazer do excelente algo ainda mais incrível – e o que é melhor, sem descaracterizar sua personalidade artística.

Cristiano Reis e Stefanie Schirmbeck: baterista e vocalista da Holiness.

Holiness: Cristiano Reis e Stéfanie Schirmbeck.

 Desde antes do lançamento do single anterior, Dead Inside, eles chegaram a comentar abertamente em shows, que em 2013 poderíamos esperar por ótimas surpresas. Cá entre nós, eu ficaria surpreso somente se eles criassem algo de qualidade duvidosa, porque talento, garra e perfeccionismo são apenas algumas das assinaturas da banda. Seja em gravações de estúdio, em vídeos oficiais ou nos palcos, eles primam pela capacidade de se superar em cada riff, solo, batida ou simplesmente pela voz hipnotizante de Stéfanie. 

Formação da banda Holiness: André Martins, Stéfanie Schirmbeck, Cristiano Reis e Fabrício Reis.

André Martins, Stéfanie Schirmbeck, Cristiano Reis e Fabrício Reis: Holiness 2013

 Drowning me deixou orgulhoso como fã brasileiro de Metal. Orgulhoso pelo fato de ouvir mais uma banda brasileira, fazendo algo que normalmente fica restrito a poucas bandas hoje em dia: surpreendendo e acertando. Não é apenas mais uma música “legal”. É FODA. Não é mais um clichezinho fácil, fórmula pronta do tipo “vamos dar a eles aquele sonzinho óbvio, mas que já sabemos que vai agradar”.

 A música é apenas excelente, a letra é ótima e quanto à produção… ah, meu amigo, que PUTA produção. Esse pessoal da Loud Factory faz um trabalho de gente muito grande – não é à toa que a Holiness, com o padrão de excelência que costuma manter, se encontrou tremendamente à vontade com essa equipe. Conheci os caras no Live Metal Fest II, do qual a própria Holiness participou, e pelo pouco que pude perceber ao longo da conversa que tivemos, além do profissionalismo explícito (vide o single Dead Inside e também a gravação do clipe de Mine), são pessoas muito fáceis de lidar. Sou da política de que pessoas tranquilas, honestas, humildes e obstinadas, costumam produzir coisas boas em todas as áreas da vida. Seja no palco ou nos bastidores. Que a Holiness continue evoluindo e encontrando parceiros que façam por merecer o seu respeito e confiança. Long Live Holiness!

Drowning – Holiness (Official Audio Stream)

I’m sinking deeper in this mud
Feels like I’m drowning and I can’t escape
But I know I’m still breathing

Is there anyone listening?
Is there anyone sane in this selfish world?
I know I’ve got just one chance

I want to know what’s left behind
So I can move on again
With no sorrow or regret
I´ll keep the promisses I made
when everything is through

Everyday feels like a struggle
Don’t want to decide which side to choose
And I can hear you screaming

Every threat is real
Every mistake wouldn’t be my last
Don’t try to stand in my way

I want to know what’s left behind
So I can move on again
With no sorrow or regret
I’ll keep my promisses

With no one’s permission
Now I’ll write my own lines
This time

I used to feel
I was safe in this place full of lies
Now I believe everyone’s got they’re own truth to hide
Inside

Behind these walls, my thoughts
Under this skin, my scars
Inside this mind , my fears
I wish I could erase

I want to know what’s left behind
So I can move on again
With no sorrow or regret
I’ll keep my promisses

With no one’s permission
Now I’ll write my own lines

I want to know what’s left behind
So I can move on again
With no sorrow or regret
I´ll keep the promisses I made
when everything is through

Fontes, Referências e Informações Técnicas: Music by Stefanie Schirmbeck, Fabrício Reis & Cristiano Reis
Lyrics by Stefanie Schirmbeck
Produced by Critiano Reis & Fabrício Reis
Mixed and Mastered by Vagner Bigu (Loud Factory Productions/Studio): http://www.loudfactory.net/
Recorded by Adair Daufembach 
Artwork by Marcelo Campos

Reverbnation: http://www.reverbnation.com/holiness
Facebook: http://Facebook.com/HolinessBrasil

Ouça aqui o single God Is Dead?, a nova música do Black Sabbath!

God Is Dead?

God Is Dead?

 Desde o título à própria capa, a música God Is Dead? faz referência explícita ao pensamento denso e antidogmático de Nietzsche – por um acaso, um dos meus filósofos favoritos.

 Achei a composição ótima, mas já deram início ao Muro das Lamentações do Rock, reclamando do andamento, duração, etc, etc e etc. Numa boa? Acredito que se essa mesma música tivesse sido composta e gravada nos anos 70, metade das pessoas não iria reclamar ou colocar defeitos. Sim, é preconceito mesmo. Não da parte de todos, mas de muita gente. 

A arte é de Heather Cassils e essa música estará no novo disco, batizado simplesmente 13. Ouça e tire suas conclusões.

God Is Dead? Black Sabbath

Fonte: http://www.youtube.com/user/OfficialSabbath

“Outro Lado” – Sioux 66 (Vídeo Oficial)

Sioux 66 (Foto: Thomas Henne)

Sioux 66 (Foto: Thomas Henne)

Igor Godoi - Vocals.

Igor Godoi – Vocal.

 Sioux 66 é apenas uma tremenda banda, saibam disso. E como tantas outras no Brasil, acaba perdendo um pouco de espaço para toneladas de bandas cover nas baladas de Rock da vida. Sim, bato novamente nessa tecla: gosto de algumas (poucas) bandas cover, considero super válido, não serei hipócrita de dizer que não gosto e amanhã ou depois, um de vocês topa comigo no Manifesto ou no Inferno Club bebendo e aproveitando a programação 90% cover – porque no final das contas, não tem jeito de fugir mesmo. Mas é algo burro e absurdo ignorar bandas autorais como essa. Que puta trampo bem feito!

 Resumindo os achievements recentes dos caras: eles “só” ficaram em 17º lugar entre as 25 bandas finalistas do Sweden Rock Festival 2013, no qual concorreram com mais de 1.500 bandas inscritas do mundo todo e que ficaram pelo caminho. “Só isso”. Eu votei nos caras, falei deles pra meio mundo, troquei uma ideia super rápida com o Bento (um dos guitarristas e responsáveis pelo Lokaos Rock Show – que por sinal muito admiramos e somos fãs) pelo Facebook em fevereiro desse ano (fui olhar o histórico e editei aqui, tinha colocado 2012, sorry), e eu só não tinha produzido nada sobre eles – até agora.

Fernando Mika - Guitar.

Fernando Mika – Guitarra.

 Segundo a própria Sioux 66, suas influências são: Guns N’ Roses, Rolling Stones, Ramones, Sex Pistols, Metallica, Kiss, Alice In Chains, Motorhead, Velvet Revolver, Skid Row, Ozzy e Sixx: A.M.

Fabio Bonnies - Baixo.

Fabio Bonnies – Baixo.

 “Boas referências não são garantia de boa música” – Concordo totalmente. Mas esse é um daqueles casos em que a banda faz jus às mesmas. O bom gosto é bastante perceptível em todos os detalhes dos arranjos e da produção.

Gabriel Haddad - Bateria

Gabriel Haddad – Bateria.

Bento Mello - Guitars.

Bento Mello – Guitarra.

 Para quem não acredita em Hard Rock visceral em Português, daqueles que beiram e até mesmo se mesclam venenosamente ao Heavy Metal, com sérias pitadas Punk Rock, segura essa porrada na orelha!

“Outro Lado” Sioux 66 (Vídeo Oficial)

P.S. – Quem sabe agora que está tocando no rádio, o pessoal dê mais atenção, não é?

Fontes: http://sioux66.com.br/

https://www.facebook.com/sioux66oficial

Banda S.U.N – Rock Brasil, Nostálgico e Moderno

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S.U.N – Ao vivo no Manifesto Bar

 Nem só de Hard Rock e Heavy Metal vive o mundo. O Rock é muito mais amplo do que isso, com várias bandas interessantes, mas muita gente ainda teima em não admitir, seja por vergonha, seja por mente fechada. A banda S.U.N, composta por Marco Leão (Vocal), Lafayeth Persaud (Guitarra), Serginho Souza (Baixo) e Gerson Reyes (Bateria), comprova o que digo pela qualidade, autenticidade e dignidade artística de seu trabalho.

 Com um Rock que mescla momentos suaves, grooves clássicos e um clima meio saudosista, mas ao mesmo tempo soando moderno, a S.U.N  faz o que acredita e bate de frente com o fluxo da cena em São Paulo e em boa parte do Brasil, produzindo excelentes músicas autorais, belas letras em Português e um som com cara de Rock Brasil.

 Sim, vocês leram corretamente: Rock Brasil. Maduro, consistente, bem composto, muito bem executado e não dando a mínima para os preconceitos engessados.

 Linhas de baixo e levadas de bateria muitíssimo bem entrosadas, daquelas que te fazem lembrar um pouco de cada década. Serginho e Gerson estão claramente se divertindo entre viradas e slaps. Os riffs e solos de guitarra de Lafayeth são seguros, consistentes e inspirados. Ele brinca muito bem com timbres e efeitos. É um guitarrista de pegada precisa, com técnica e feeling na medida certa.

Marco Leão: Vocal.

Marco Leão: Vocal

 Os vocais de Marco apresentam influências que vão da Black Music ao Hard Rock, tudo muito bem lapidado, com domínio de nuances e sotaque Pop no melhor sentido da palavra. Traduzindo: ele canta muito e sabe usar as técnicas sem exagerar, soar forçado ou disputar volume com os outros integrantes. Intercala a voz limpa e suave com drives, sem perder clareza, potência e afinação. Isso sem falar nas harmonias vocais que estão bem acima da média. Para quem não sabe, Marco era vocalista da Sunsarah – outra banda que todos deveriam conhecer, e pode-se dizer que foi o embrião da S.U.N. Estou sendo detalhista, pois dentro do Rock Brasil atual, não vejo praticamente ninguém se preocupar com isso, como se bastasse abrir a boca na frente do microfone para ser vocalista; como se o termo “Rock Brasil” excluísse qualidade, o que aliás, tornou-se uma comparação bastante equivocada devido à enxurrada de oportunistas que vemos surgir diariamente.

 Assisti a um único show deles no Manifesto e digo a vocês: são excelentes! Prefiro MIL vezes um Rock Nacional autoral de qualidade, com letras e arranjos de nível Top, a bandas cover de Hard ou Metal. Sempre curti covers, ainda acho algo bacana, até ajudo a divulgar vez por outra, só que vejo TANTA, mas TANTA banda autoral maravilhosa em vários estilos de Rock, que é quase um crime não lotar um Rock Bar para ao menos conhecê-las. Bom, mas isso é assunto para as pautas que estão em andamento no Rock Universe em 2013.

 Quer um conselho? Pense fora da caixa. Ouça fora da caixa.

Desde o Início – S.U.N

Se Prepara – S.U.N (Vídeo Oficial – Ensaio)

Fontes & Referências:

Facebook: https://www.facebook.com/bandasun

SoundCloud: https://soundcloud.com/bandasun/

YouTube: http://www.youtube.com/user/bandaSUN

2013 – O que esperar?

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2013 – Rock On

Sabem o que eu espero de 2013? Nada. Eu nunca espero nada quando um novo ciclo se inicia. Não sou de ficar esperando coisa alguma, não é do meu feitio. E sabem a razão disso? Porque eu mesmo faço. Funciona comigo e certamente funciona com qualquer um. Claro que desejamos, oramos, mentalizamos, torcemos, só que o principal é obrigação nossa: fazer acontecer. Esperar é comodismo.

Esse ano foi bastante tumultuado para mim, por exemplo. Atrasei pautas, adiei entrevistas, adentrei madrugadas trabalhando pelo blog, fiz alguns freelances, atuei como redator, analista e consultor em social media. Ainda tive um emprego “convencional”, full time como revisor em uma agência, com horário para entrar e sem hora para sair – como em qualquer agência e em muitos outros empregos que tive.

Bebi, brinquei, ri, chorei, briguei, acertei e errei. Tentei, ensinei e aprendi. Fui a shows por lazer e outros por questões profissionais. Conheci ainda mais pessoas do ramo musical e de comunicação. Fiz amizades, confiei em pessoas erradas, fortaleci laços sinceros e cá estou. Tudo isso faz parte. Por mais que algumas coisas tenham sido desagradáveis, cada uma delas teve a sua utilidade disciplinar, agregou de alguma forma. Costumo dizer que em absolutamente qualquer coisa nessa vida posso ver o lado bom. A título de brincadeira e verificação, já fui desafiado por muitas pessoas por ter dito isso. Até então, em todas as hipóteses formuladas, nunca “perdi” nesse jogo, pois sempre há um lado bom em tudo, ou seja, é seguramente impossível “perder” ao se buscar algo de positivo, seja qual for a situação.

Nem sempre as coisas saem como planejamos, e isso jamais pode se tornar um motivo para jogar a toalha. Segure a onda, espere o final de mais um round, dê aquela respirada, molhe o rosto e volte pra luta. Sim, a vida é uma Luta na maior parte do tempo. E nada justa, diga-se de passagem. Eventualmente, ela pode se tornar um Dança. Aprenda os passos e saiba que o ritmo pode mudar quando menos se espera. Será também uma Corrida e um Duelo permanente em franca desvantagem. Aceite e supere, não vai se arrepender.

E sabe quais serão suas opções até o fim? Correr e chegar. Lutar e vencer. Dançar e sorrir. A instrução é uma só: faça e não espere que façam por você. Força de Vontade, Garra, Persistência, Obstinação. Tudo isso já existe em cada um de nós, basta descobrir um motivo pelo qual fazer funcionar. Eu já tenho. E você?

O que você quer? De que forma? O quanto realmente quer?

Só você poderá responder, apenas você será capaz de alcançar os seus objetivos e somente você poderá dizer quais são os seus limites. E se esses limites de fato existem. 😉

2013 = Peace, Love, Wisdom & Rock On!

Led Zeppelin anuncia o lançamento mundial de Celebration Day

Led Zeppelin: Celebration Day

 E eis que o Led Zeppelin ataca novamente. Após uma intrigante contagem regressiva de 5 dias na página oficial da banda (https://www.facebook.com/ledzeppelin), o site do Led disponibilizou uma lista de países e cinemas que participarão da exibição do show histórico que aconteceu em 10 de dezembro de 2007 na O2 Arena de Londres. Nesse dia, Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham  o mais que legítimo herdeiro do trono deixado por John Bonham na bateria – mostraram que uma Lenda Sagrada do Rock nunca será esquecida e será sempre reverenciada.

Celebration Day – Led Zeppelin Forever

 Com lançamento mundial pela Omniverse Vision (que já trabalhou com Ozzy Osbourne, Bon Jovi e Peter Gabriel), salas em mais de 40 países e 1.500 telas exibirão no próximo dia 17 de outubro a performance do quarteto – aqui no Brasil poderemos assistir exclusivamente nas redes UCI e Cinemark. Apenas para frisar a importância histórica da música dos caras, lembrem-se que em 2007, 20 milhões de pessoas tentaram conseguir os ingressos, mas somente 18.000 puderam vê-los ao vivo após 27 anos desde sua última apresentação.

 Celebration Day  – Led Zeppelin (Trailer)

Vejam o setlist do Led Zeppelin nessa reunion de 2007:

1. Good Times Bad Times
2. Ramble On
3. Black Dog
4. In My Time of Dying
5. For Your Life
6. Trampled Under Foot
7. Nobody’s Fault But Mine
8. No Quarter
9. Since I’ve Been Loving You
10. Dazed And Confused
11. Stairway To Heaven
12. The Song Remains The Same
13. Misty Mountain Hop
14. Kashmir
15. Whole Lotta Love
16. Rock And Roll

Precisa dizer mais alguma coisa?

Fontes: http://www.ledzeppelin.com/ & https://www.facebook.com/ledzeppelin

Rock Universe Entrevista13 Doses com a banda Holiness

Holiness em ação no Manifesto Rock Bar

 Depois de três muitíssimo bem sucedidas matérias sobre a Holiness aqui no Rock Universe, resolvi entrevistar o quarteto – coisa que aliás eu já vinha adiando há algum tempo diga-se de passagem. Já havia conversado previamente com a banda sobre isso e Stéfanie sugeriu o dia 10/06, que foi o dia de um show da Holiness juntamente com Semblant e Ravenland no Manifesto Rock Bar.

 Em virtude do trânsito incomum para aquele horário de domingo, chegamos um pouco depois do começo do show da Holiness que nesse noite foi a banda de abertura. Entre pautas, anotações e adendos, assistimos Stéfanie Schirmbeck, Cristiano Reis, Hercules Moreira e Fabrício Reis reproduzindo fielmente no palco seus registros de estúdio.

 Como minha intenção não foi (e não poderia ser naquela noite) fazer uma cobertura completa ou mesmo parcial das apresentações das três (excelentes) bandas, mas sim curtir os shows e depois realizar a entrevista, vamos adiante com o debut de nossa coluna de entrevistas que na verdade foi muito mais um bate-papo descontraído permeado por perguntas (dei até uma enxugada, pois por mim publicaria toda a conversa) que aconteceu logo após o show, no segundo andar do Manifesto. Com vocês, 13 Doses!

Holiness & Rock Universe no Manifesto

13 Doses – Rock Universe entrevista Holiness

1 – Quais as maiores mudanças pelas quais vocês passaram desde o lançamento de Beneath The Surface (2010) até agora? Muitas mudanças pessoais ou mais de ordem profissional mesmo?

Stéfanie Schirmbeck, vocalista da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck

 Stéfanie: As duas, pois não tem como ser de outra forma. Uma coisa puxa a outra, estão ligadas, são coisas que vão caminhando em paralelo no cotidiano até quando não percebemos.

2 – Mais cedo ou mais tarde boa parte das bandas profissionais brasileiras acaba migrando para São Paulo. Como tem sido a adaptação de vocês de uma maneira geral? Muito estranhamento ainda?

 Cristiano: Vimos que muita coisa não é exatamente como esperávamos. O público procura muito mais bandas cover do que autorais. Não adianta nada reclamarem de que não surgem novas bandas autorais se quando elas aparecem, as pessoas sequer querem ir aos shows para conhecê-las – nem que seja para dizer “Ok, vim, ouvi e não gostei”. Mas quando o papo é banda cover, vemos filas nas portas dos lugares e casas cheias. Não temos nada contra bandas cover, mas isso é o inverso do que deveria ser (Nota: nesse momento toda a banda se manifesta em concordância com Cristiano).

3 – A cena tem se tornado mais unida nos últimos anos? Algo já mudou após o fiasco do M.O.A. ou do último Rock In Rio por exemplo?

 Hércules e Stéfanie: Ainda falta união sim. Essa troca, esse apoio mútuo, todo mundo junto lutando por todos é algo necessário. Sem essa separação toda de cada um só querer ver o seu lado.

 Stéfanie: Hoje por exemplo nós estamos abrindo para a Semblant, eles abrem para nós em outro show e por aí vai. Claro que estamos na mídia também, na MTV, MixTV, aparecendo em outros canais, mas isso não é tudo: essa união entre as bandas deve ser permanente e esse sentimento de união deve se estender ao contato direto com os fãs, que é algo que nós adoramos fazer! Estamos sempre em contato com todo mundo via Facebook e Twitter.

4 – Muitas bandas em ascenção têm mantido uma postura cada vez mais profissional em todos os sentidos. Vocês acham que, ao menos em parte, isso tem colaborado para despertar o interesse dos fãs de Rock/Metal em geral?

Banda Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

 Stéfanie e Cristiano: Acreditamos que sim e falando por nós, fazemos questão de oferecer um show de qualidade e não falamos apenas do som em si. Além de toda a parafernalha de áudio, nós temos também nossos próprios equipamentos de luz, fumaça, efeitos, ou seja, procuramos ter toda a estrutura profissional que uma banda internacional possa vir a oferecer. Não tem como haver essa desculpa quanto à qualidade do show. O que você vai ver em um show gringo não é diferente daquilo damos ao público ao vivo. Estamos combatendo e desconstruindo essa mentalidade de que só a banda gringa vai te dar uma puta apresentação. Dependendo do estilo de apresentação de uma determinada banda grande no palco, muitas vezes eles acabam usando o aparato mais básico, mas nós fazemos questão de dar ao público mais e mais espetáculo, não importa onde, não importa quando.

5 – Aproveitando a resposta anterior da Stéfanie falando sobre Social Media, temos justamente atentado desde o começo para o quanto vocês têm sido ativos nas redes sociais, sempre interagindo com os fãs, realizando promoções e respondendo a todos. Qual é para vocês o real tamanho, a real importância que as bandas devem dar aos seus fãs em se tratando de feedback? A era dos “Astros Intocáveis do Rock” está chegando ao fim?

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis, o casal da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis: casal Metal

 Stéfanie: Sim, definitivamente. Como estávamos falando, estamos sempre interagindo, observando, colhendo esse feedback na web, nas redes sociais, afinal de contas é preciso estar antenado com tudo que acontece. Deve-se ter visão comercial também, teu público é o teu cliente. Não é só disco, show e pronto. O movimento gerado pelo teu trabalho enquanto músico acontece antes, durante e depois dos shows. Muitas vezes o estrelismo de certos artistas vem acompanhado de despreparo no que diz respeito a quem é teu público e à visão comercial que deveriam ter. Digo essas coisas no sentido de saber quem é o teu fã e o que ele curte, do que gosta, aonde ele vai, que lugares frequenta, tanto dentro quanto fora da web.

6 – Stéfanie, no final do show você falou em singles ainda esse ano. Qual o ritmo atual da Holiness com o 3º clip recém-lançado (Mine) e shows rolando cada vez mais? O tempo tem se tornado muito curto para fazer tudo?

 Stéfanie: Sim, o tempo encurtou mesmo, mas os singles estão em andamento. Basta administrar esse tempo entre shows, viagens e gravações (Nesse momento admiti à banda o meu alívio quando lançaram o 3º clip e mais ainda ao saber dos singles).

7 – Estamos em pleno século XXI, mas não tem como evitar a pergunta: você(s) percebe(m) algum tipo de preconceito contra as mulheres que integram bandas de Rock/Metal hoje em dia?

Stéfanie Schirmbeck ao vivo no Manifesto

Stéfanie Schirmbeck: potência e controle

 Stéfanie: Olha, eu pessoalmente nunca passei por nada desse tipo. Até acredito que esse tipo de coisa ainda role, mas que esteja se tornando algo cada vez mais raro de acontecer.

8 – Hércules, na sua opinião, existe algo imprescindível para ser um bom baixista de metal? E quais são as suas influências? (Nota do Rock Universe: Hercules deixou a banda algumas semanas depois, enquanto ainda editávamos a presente matéria)

Hercules Moreira Baixista da banda Holiness

Hercules Moreira

 Hércules: Basicamente seguir um estudo específico voltado para aquilo que você precisa. Técnica de 3 dedos por exemplo é importante no Metal, assim como velocidade e marcação. Minhas referências são trabalhos solo de baixistas desconhecidos do grande público. Dos mais conhecidos eu apontaria John Myung (Dream Theater).

9 – Cristiano, a mesma pergunta para você: o que é essencial para um baterista e quais suas influências?

Cristiano Reis baterista da banda Holiness

Cristiano Reis

 Cristiano: Estudar os elementos presentes na Bossa e no Jazz ajuda muito. Outra coisa que muita gente não se liga, são as famosas marching bands dos EUA – os caras fazem coisas incríveis! Recomendo também Mike Portnoy (Dream Theater), Travis Orbin e o som do Lamb Of God.

10 – Fabricio, a mesma coisa: o que é importante e quem te influenciou/influencia?

Fabricio guitarrista da banda Holiness

Fabricio Reis

 Fabricio: Considero importante conhecer tudo e ouvir muita coisa. Te confesso que não sou adepto de teoria, vou mais naquela de usar determinados elementos para ir criando o meu próprio som. Tenho referências? Sim, mas quero sempre aplicá-las sem simplesmente clonar alguém. Tenho ídolos, existem sim aqueles caras que digo “Putz, que foda!”, mas quero também “ser o meu som” e a minha própria referência. Tanto a parte técnica quanto o clima, texturas e atmosfera são importantes num som de guitarra. Levando tudo isso em conta, posso citar o The Edge (U2), John Petrucci (Dream Theater) e Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Pride & Glory e Black Label Society)

(Essa mesma pergunta sobre influências e principais atributos para vocalistas será feita à Stéfanie exclusivamente na série de entrevistas que iremos inaugurar no Rock Universe somente com vocalistas nacionais. Ela já está ciente disso, portanto, aguardem por essa e por outras novidades em breve)

Stéfanie e Fabricio no Manifesto Rock Bar

Stéfanie e Fabricio no Manifesto

11 – O que é o melhor e o pior de estar na estrada e em estúdio?

 Stéfanie e Cristiano: Na estrada o grande lance, a parte legal, é a interação. Ver como as coisas funcionam no show, como o público se comporta, como são as reações. Esse contato te dá um outro tipo de feedback que só podemos ver ao vivo, no palco mesmo. O lado ruim são as condições ruins de transporte e estrutura de alguns lugares para os músicos.

 Cristiano: No estúdio também tem os dois lados. Às vezes tu fica sem saída, vê que alguma coisa não tá rolando… Procura o caminho, mas não rola. Uma nota, uma levada, alguma coisa não se encaixa, sabe? Daí, enquanto essa resposta não surge, tu quebra a cabeça mais um pouco e… nada! Tu vai dormir, acorda mais tarde e de repente, sem pensar muito naquilo, depois de praticamente quase não conseguir dormir, a solução aparece. Nesse momento retomamos a parte boa que começa no processo de composição: você grava, acerta tudo e depois com tudo gravado, tu ouve e fica meio bobo. Escutando aquilo tu pensa: “Nossa! A gente fez isso? Putz, que legal!” – Nós fazemos questão de manter um padrão elevado do começo ao fim, em cada passo que faz parte do processo como um todo, da composição à finalização, mas mesmo assim ainda fica aquela mistura de alegria e surpresa quando o material está pronto. É foda ver a Arte nascer, ainda mais a tua própria.

12 – E quanto às bandas veteranas? Elas têm acolhido bem as mais recentes? Como tem sido com vocês?

 Cristiano: Da nossa parte não podemos reclamar. Acredito que manter uma postura profissional desde o começo, nos mínimos detalhes, talvez ajude. Mesmo uma banda jovem e/ou composta por jovens, hoje em dia não são mais meros aventureiros da música.

13 – Não existe fórmula mágica para o sucesso, mas vocês apontariam alguns atalhos honestos para quem está tentando começar? 

 Stéfanie: Antes de tudo é se valorizar, não aceitar situações humilhantes. Não te curve para imposições absurdas, não paguem para tocar. Por favor, não paguem para tocar! Não aceitem qualquer condição que te desrespeite enquanto profissional, enquanto músico, enquanto uma pessoa digna que leva a sério o que está fazendo, enquanto alguém que se ama e que ama a sua própria música.

É isso aí, 13 Doses devidamente consumidas até a última gota. 

 Como eu falei no início da matéria, foi uma noite com as bandas Holiness, Semblant e Ravenland. Não tivemos tempo hábil nesse dia para topar com o pessoal da Ravenland nem antes e nem depois do show, mas como os laços da Holiness se estendem fortemente à Semblant, vejam só quem apareceu no meio da entrevista:

Sergio Mazul, Mauricio R. Cozer e Mizuho Lin. Vocalistas da Semblant com Rock Universe

Sergio Mazul, eu e Mizuho Lin: os vocalistas da Semblant fazendo uma participação especial.

 Tanto o Sérgio quanto a Mizuho são duas pessoas extremamente receptivas. Aliás, aquela minha foto com a Holiness lá começo da matéria foi um favor pedido ao grande Sérgio (valeu, irmão!). Esse tal laço entre Holiness e Semblant se traduz muito bem através de outro simpatissíssimo casal do Metal Nacional:

Fabricio Reis e Mizuho Lin

Mizuho Lin & Fabricio Reis: casal símbolo da aliança Semblant & Holiness

 E foi nesse longo e tumultuado momento pós-show que os integrantes da banda Holiness uma vez mais esbanjaram sua costumeira simpatia e todo seu profissionalismo (como sempre falo, essa palavra é uma tônica quando se fala da banda), mesmo cansados e dando atenção aos fãs que pediam fotos e demais veículos presentes que os abordavam.

 O Rock Universe agradece à banda e deseja que a estrada do Rock ´N Roll continue sempre recompensando seu inquestionável talento.

Holiness ao vivo

Holiness: Rockin´ The Night Away!

ROCK ON!!!

Fontes e Referências Oficiais:

YouTube Oficial Holiness: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos

MySpace Holiness: http://www.myspace.com/officialholiness

Facebook – Fanpage: https://www.facebook.com/HolinessBrasil

Facebook – Perfil: https://www.facebook.com/officialholiness

Twitter – @BandaHoliness: http://twitter.com/BandaHoliness