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Greta Van Fleet: herdeiros do Led Zeppelin?

Foto de Jake Kiszka, guitarrista do Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Jake Kiszka | Foto: Jazmin Monet


Vocês não têm noção de quantas vezes comecei, parei e retomei este artigo.
Acho que foi entre o final de 2017 e o começo de 2018. Motivos variados. Às vezes questões mais sérias, outras, apenas uma descrença das reações. Ambas permeadas pelo cansaço de algo que não deveria ser como é, fosse política ou a cena Rock. Período bastante turbulento aqui no Brasil.

Seja como for, depois de terem passado pelo Lollapalooza Brasil 2019, vendo que muito mais fãs de Rock brasileiros conheceram a banda, achei válido finalmente tirar da gaveta essa questão. A polêmica, que já não era pouca, reacendeu com tudo. E o Rock, como qualquer outra manifestação cultural, sempre merece algum nível de reflexão, pois não está fora das dinâmicas e confusões humanas. Ainda que seja em algo de interesse tão interno e restrito.

Bom, Greta Van Fleet, dentre todas suas influências, transpira, grita e sangra Led Zeppelin a cada nota, sílaba e batida. E aí, para muitos, começa o problema.

“É a salvação do Rock!” x “Farsantes!”

Greta Van Fleet

Greta Van Fleet | Foto: divulgação

A partir daqui as opiniões dividem-se radicalmente. E quando digo “radicalmente”, estou falando de gente que ama e de gente que, se pudesse, acho que iria às vias de fato com os caras no meio da rua.

Quem acredita que isso não seja uma vantagem tão grande quanto possa parecer, muito pelo contrário, aponta elementos tais como a banda “não apresentar uma identidade própria” ou até mesmo surgem ataques os chamando de oportunistas. Isso para ilustrar as acusações mais educadas.
Quem vê como extremamente vantajoso, nos lembra que vivemos tempos de franco declínio musical para amantes de Rock pelas mais diferentes razões, portanto, tal resgate, uma banda nova soando como revival dos anos 70, seria “a melhor solução” para despertar a juventude que não teria motivos para conhecer o estilo.

Eu, enquanto fã ardoroso de Led Zeppelin, não vejo como farsa alguma. Para ser bem claro, gostei bastante de tudo. Timbres, harmonias, solos, proposta visual e um ponto a mais pela total imersão nas redes sociais – estão sabendo usar o melhor dos dois mundos. Musicalmente considero um legado do Led e quero acompanhar sua evolução.

Aliás, vamos à ficha oficial da banda. Isso vai nos ajudar a refletir um pouco melhor sobre identidade, formação musical, futuro de seu trabalho, etc:

Joshua Kiszka, vocalista, 22 anos – nascido em 23 de abril de 1996;
Jake Kiszka, guitarrista, 22 anos – irmão de Josh, nascido em 23 de abril de 1996 (sim, são gêmeos);
Samuel Kiszka, baixista e tecladista, 20 anos – irmão caçula de Josh e Jake, nascido em 3 de abril de 1999;
Daniel Wagner, 19 anos, baterista, amigo de longa data que entrou na segunda formação da banda (substituindo Kyle Hauck em outubro de 2013) – nasceu em 29 de dezembro de 1999.

Sam Kiszka, baixista e tecladista do Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Sam Kiszka | Foto: divulgação

Bastante jovens, não? Quando eles nasceram eu ainda tinha banda, fazia jams e estava começando a faculdade. Essa juventude contrasta um pouco com as composições e performances ao vivo – ainda que nitidamente zeppelianas, já sei. A despeito da sonoridade – que tem como pilar a voz de Josh soando como Robert Plant -, as estruturações harmônicas e produção são fundamentais. Quando aponto repetidamente para a juventude dos integrantes, é o caso daqueles que espumam de raiva contra o GVF colocarem a mão na cabeça por um instante, baixarem a adrenalina e pensarem: que banda nasce pronta? Que banda começa escapando de soar como suas referências? Será que eles estouraram antes da maturação mínima?

“Mas eles não soam parecido, eles copiam mesmo e…” – Acho uma graça esse argumento. Principalmente porque há dezenas de bandas que são, literalmente, cópias umas das outras e muitos dos que falam isso são, por incrível que pareça, fãs das originais e de cada uma das suas cópias. Há estilos onde as bandas se parecem mais do que em outros, mas nem vou me aprofundar aqui.

“Ah, mas até os trejeitos o vocalista imita e…” – Olha, quando eu assisto um show de thrash, hard farofa ou metal melódico, por exemplo, se eu colocar o volume no zero e olhar de longe, não vou saber dizer com 100% de certeza qual banda está ali. Várias jamais vou acertar pra ser honesto – e olha que sou ou fui fã de muitas delas. Se trocar a cenografia de uma pela outra, ainda sem aumentar o volume, ninguém vai notar. Praticamente todas são fotocópias em suas performances ao vivo. Movimentos, jeito de bater cabeça, jogar cabelos, etc. Raros vão escapar, mas justamente por terem um repertório de expressão corporal tão único, exclusivo, que são criadores de uma coleção de movimentos totalmente nova no Rock (Axl Rose que o diga). O passo seguinte é óbvio: fulano é quem usa tal roupa, beltrano é quem usa tal modelo de guitarra nessa cor. Mas aí já saímos dos trejeitos, certo?

Quanto ao background musical, a bio da banda ressalta que os irmãos Kiszka foram criados ao som de generosas coleções de vinil de seus pais, evidenciando que isso influenciou muito seu estilo de Rock N Roll.
Você pode até argumentar que não é inédito, que não serviria como justificativa para soarem tão anos 70, ainda mais uma única banda especificamente, então aqui eu repasso uma pergunta retórica que um amigo me fez quando mostrei Greta Van Fleet para ele no começo de 2018: como um jovem com registro vocal tão parecido com o de Robert Plant conseguiria fugir de soar Led Zeppelin? Se fugisse, certamente seria cobrado por isso. Se abraçasse, seria cobrado e, pior, acusado de picareta – o que é o caso dos que se revoltaram contra Josh e cia.
Devo dizer que concordo plenamente com ele.

“Mas isso não pode ser uma faca de dois gumes?”
Certamente. Contudo, essa busca por identidade acontecerá naturalmente. Apesar de ter surgido em 2012, a banda somente se profissionalizou e mostrou a cara para o mundo em 2017. Evidente que o carro-chefe, o que chamou a atenção de todo mundo, foram as músicas que mais soam como takes perdidos do Led Zeppelin. E poderia ser diferente? A voz de Robert Plant e as atmosferas instrumentais criadas juntamente com Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham são um tesouro musical. Como já citei, eu mesmo fui músico e era vocalista. Se eu tivesse, com a idade de Josh, um domínio e timbre tão similar a um cara como Robert Plant, sem a menor sombra de dúvida usaria – inclusive, cada vez que conseguia cantar uma única música do Led com um mínimo de dignidade, era um momento orgástico. Estou focando no vocalista pois é o integrante mais questionado quanto à identidade musical do Greta Van Fleet – e olha que os outros três membros da banda também explicitam a polêmica referência cada um em seu instrumento, mas Josh é o alvo favorito das críticas.
Vejo dúzias de guitarristas emulando colegas famosos. Tecladistas. Baixistas. Bateristas. Mas se um vocalista tem a “infelicidade” de, naturalmente, soar como um outro famoso, há grandes chances de o criticarem e questionarem. A quantidade de guitarristas dos anos 90 e começo de 2000 que você poderia simplesmente, em estúdio, intercambiar entre suas bandas sem ninguém perceber…
Para “piorar”, a banda por si só tem também bastante influência de ícones dos anos 70 em geral, não apenas Led. Completando o quadro, os quatro nitidamente gostam do apelo visual dessa década, que podemos ver nas roupas e no material gráfico de divulgação, fotos e vídeos, ou seja, polêmica armada nos detalhes.

Daí eu fico pensando: se uma banda é boa, mas não soa como nenhuma famosa, muita gente não consegue gostar (e alega isso). Se é mediana, mas soa como alguma famosa, idem. Se tem som excelente, mas visual neutro, reclamam. Se… reclamam. Se… reclamam. Se… reclamam. Então várias dessas bandas, reais e hipotéticas, somem ou desistem, as mesmas pessoas vão se lamuriar nas redes sociais sobre a “ausência de bandas novas de Rock” e culpar outros estilos musicais.
Vou contar um segredinho: nada é perfeito, gente. Nada e ninguém. Tudo evolui, nada nasce pronto e imutável. Não será diferente com a Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Danny Wagner | Foto: divulgação

Greta Van Fleet: Danny Wagner | Foto: divulgação

Vale levantar também um aspecto muito importante que muitos esquecem: vocês têm ideia de quantos jovens podem finalmente conhecer ou passar a ouvir Led Zeppelin por terem gostado do Greta Van Fleet? Pois é, ainda tem mais essa, gostem ou não.

Greta Van Fleet é uma boa banda recém-nascida e, sobrevivendo às polêmicas, comparações e cobranças, encontrará sua identidade pela maturação natural a qual não podemos saltar etapas, independente de qualquer outro fator. A banda é jovem. Os integrantes são (muito, extremamente) jovens. Até lá, que maravilha que em um período embrionário vital para qualquer banda se encontrar depois do primeiro momento de sucesso, soem fielmente “apenas” como Led Zeppelin ou qualquer uma de suas ótimas influências. Imaginem o que podem estar compondo e reinventando daqui a 10, 15, 20 anos.

Além do Led, Greta Van Fleet bebe nas seguintes fontes (informação oficial, ok?): Robert Johnson, Howlin Wolf, John Lee Hooker, Muddy Waters, Cream, Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Eric Clapton, Black Sabbath, Deep Purple, Willie Dixon, Albert Collins, Jefferson Airplaine, The Doors.

Assistam trechos de algumas apresentações e ouçam abaixo algumas músicas (na sequência, depois de tudo isso, lá embaixo, minhas considerações finais):

Safari Song – Greta Van Fleet (Official Video – Live In The Sound Lounge)

Flower Power – Greta Van Fleet (Official Video – Live At Troubador)

When The Curtain Falls – Greta Van Fleet (Official Video)

Black Smoke Rising – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Highway Tune – Greta Van Fleet (Official Video)

Watching Over – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Anthem – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Segue também a análise de Gastão Moreira. Para quem não conhece, uma autoridade em Rock, que tem em seu currículo, MTV com Fúria Metal e Gás Total; TV Cultura com Musikaos; diretor do documentário “Botinada: A Origem do Punk no Brasil”; Kiss FM com o Gasômetro; e um canal super legal no YouTube chamado Kazagastão, onde analisa passado, presente e futuro do Rock no programa Breve Lero.

Fiz questão de buscar ao menos um especialista em Rock com pensamento similar ao meu sobre a banda, apesar de saber que outros que admiro e respeito profundamente (em alguns casos, até tenho como amigos pessoais fora da Internet), discordem.

Acredito que a Greta Van Fleet mereça, além de um mínimo de respeito, a chance de ao menos tentar passar pelo teste do tempo. Memória histórica do Rock: muitas bandas e artistas hoje consagrados, lendas vivas e mortas, passaram por ataques idênticos ao que esse jovem quarteto tem passado exatamente pelos mesmos motivos.

Para finalizar, antes que eu me esqueça, mesmo as bandas clássicas ditas totalmente originais, sem nada igual antes delas, literalmente nem sequer tinham de onde copiar algo, ou seja, não havia outra opção que não criar absolutamente tudo, os pilares do Rock e dos subgêneros que herdamos. No máximo começaram tocando ou reinterpretando alguns Blues, Folks e etc, pouco tempo depois, acabaram inventando praticamente do zero quase tudo que hoje conhecemos como Rock. A herança é gigantesca, mais de meio século de linguagens, recursos e experimentos. Em algum momento iríamos retornar às origens. E talvez estejamos no início desse retorno.

Josh Kiszka, vocalista do Greta Van Fleet

Greta Van Fleet: Josh Kiszka | Foto: divulgação

Fontes: http://www.gretavanfleet.com/
https://www.facebook.com/gretavanfleet/
Kazagastão: https://www.youtube.com/user/heavylero1

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50 Anos de Doro Pesch – Long Live The Metal Queen!

Doro Pesch Young

Doro Pesch: Fase Warlock.

 Em 3 de junho de 1964, nascia em Düsseldorf, Alemanha, a mulher que se tornaria uma das mais importantes referências para o mundo do Hard Rock e Heavy Metal: Dorothee Pesch.

 Desde os primórdios com a banda Warlock, Doro Pesch já se destacava não por sua juventude, beleza e sensualidade (o que era um recurso até muito comum entre outras bandas com mulheres entre seus integrantes na época), mas fundamentalmente por sua indiscutível aptidão como vocalista e compositora, além de ocupar uma função muito pouco frequentada por mulheres em bandas de Rock com pegada mais agressiva – afinal de contas, estamos falando de 1982, ok?

 Emplacou músicas que viriam a se tornar verdadeiros clássicos do Metal. Hits como Burning The Witches, All We Are, Für Immer, East Meets West e I Rule The Ruins, viriam se unir futuramente a músicas igualmente impressionantes em sua carreira solo, tais como Rock OnUnholy Love, Hellraiser, Fall For Me Again e We Are The Metalheads (hino composto por Doro em comemoração aos 20 anos do Wacken Open Air Festival), entre tantas outras grandes composições que estão presentes ao longo de toda sua discografia. 

Doro Pesch, The Metal Queen.

Doro Pesch, The Metal Queen.

 Claro que não estamos falando da Alta Idade Média, mas imaginem como não era exatamente fácil há 30 anos, uma mulher convencer fãs e empresários de Rock, de que estava realmente à altura do desafio de liderar uma banda de Heavy Metal. Além do mais, não podemos nos esquecer de que o início dos anos 80 foram cruciais para o estilo e foi nesse contexto que se deu a ascenção dessa pequena alemã que mal saíra da adolescência. Se hoje em dia as mulheres estão cada vez mais presentes em bandas de Hard e Heavy, em funções antes totalmente dominadas por homens, saibam que Doro Pesch pode e deve ser considerada a grande matriarca dessa “pequena” revolução cultural no meio musical. Sob o comando de sua voz linda e marcante, o cenário musical começou a mudar bastante para as mulheres. Não é à toa que essa bela jovem de 50 anos foi aclamada mundialmente por uma alcunha que mescla carinho, reconhecimento e devoção: Metal Queen.

Doro Pesch

Doro Pesch.

 Fora dos palcos e dos estúdios, Doro tem interesse em pintura e artes gráficas, mantém atividades diversas como praticar boxe tailandês e participar ativamente de causas sociais ligadas aos direitos das mulheres – com a ONG Terre de Femmes – e também aos direitos dos animais – fazendo parte inclusive do grupo PETA. Suas conhecidas “roupas de couro” por sinal, não são de couro: tratam-se de imitações sintéticas desenhadas e produzidas pela própria Doro em prol de reafirmar seu discurso de proteção por nossos amados irmãos animais.

Doro Pesch: Rock On!

Doro Pesch: Rock On!

 Ainda que apontada como Rainha do Metal, ela explicita com extrema simplicidade seu Amor incondicional pelos fãs em toda e qualquer oportunidade, curvando-se diante de uma verdadeira legião de súditos, indo até eles durante os shows e deixando-se abraçar enquanto canta e se declara, como eu mesmo testemunhei pessoalmente quando esteve este ano no Brasil. Eu disse fãs? Pois saibam que Doro prefere… bem, na verdade faz questão de nos chamar de família a todo momento. Essa é a grande verdade.

 Não há atributos que melhor definam a Nobreza de uma alma que Compaixão e Humildade. E o espírito de Doro Pesch faz jus ao seu título de Metal Queen indo muito além da música.

All Hail The Metal Queen! Long Live Doro Pesch!

Fontes:
http://www.doromusic.de/
http://www.terre-des-femmes.de/
http://www.peta.org/international/

“Outro Lado” – Sioux 66 (Vídeo Oficial)

Sioux 66 (Foto: Thomas Henne)

Sioux 66 (Foto: Thomas Henne)

Igor Godoi - Vocals.

Igor Godoi – Vocal.

 Sioux 66 é apenas uma tremenda banda, saibam disso. E como tantas outras no Brasil, acaba perdendo um pouco de espaço para toneladas de bandas cover nas baladas de Rock da vida. Sim, bato novamente nessa tecla: gosto de algumas (poucas) bandas cover, considero super válido, não serei hipócrita de dizer que não gosto e amanhã ou depois, um de vocês topa comigo no Manifesto ou no Inferno Club bebendo e aproveitando a programação 90% cover – porque no final das contas, não tem jeito de fugir mesmo. Mas é algo burro e absurdo ignorar bandas autorais como essa. Que puta trampo bem feito!

 Resumindo os achievements recentes dos caras: eles “só” ficaram em 17º lugar entre as 25 bandas finalistas do Sweden Rock Festival 2013, no qual concorreram com mais de 1.500 bandas inscritas do mundo todo e que ficaram pelo caminho. “Só isso”. Eu votei nos caras, falei deles pra meio mundo, troquei uma ideia super rápida com o Bento (um dos guitarristas e responsáveis pelo Lokaos Rock Show – que por sinal muito admiramos e somos fãs) pelo Facebook em fevereiro desse ano (fui olhar o histórico e editei aqui, tinha colocado 2012, sorry), e eu só não tinha produzido nada sobre eles – até agora.

Fernando Mika - Guitar.

Fernando Mika – Guitarra.

 Segundo a própria Sioux 66, suas influências são: Guns N’ Roses, Rolling Stones, Ramones, Sex Pistols, Metallica, Kiss, Alice In Chains, Motorhead, Velvet Revolver, Skid Row, Ozzy e Sixx: A.M.

Fabio Bonnies - Baixo.

Fabio Bonnies – Baixo.

 “Boas referências não são garantia de boa música” – Concordo totalmente. Mas esse é um daqueles casos em que a banda faz jus às mesmas. O bom gosto é bastante perceptível em todos os detalhes dos arranjos e da produção.

Gabriel Haddad - Bateria

Gabriel Haddad – Bateria.

Bento Mello - Guitars.

Bento Mello – Guitarra.

 Para quem não acredita em Hard Rock visceral em Português, daqueles que beiram e até mesmo se mesclam venenosamente ao Heavy Metal, com sérias pitadas Punk Rock, segura essa porrada na orelha!

“Outro Lado” Sioux 66 (Vídeo Oficial)

P.S. – Quem sabe agora que está tocando no rádio, o pessoal dê mais atenção, não é?

Fontes: http://sioux66.com.br/

https://www.facebook.com/sioux66oficial

I Never CryAlice Cooper (Official Video)

Alice Cooper

Vincent Damon Furnier – o mestre do Shock Rock mais conhecido pela alcunha de Alice Cooper – ao longo de sua já bem vasta carreira mostrou-se tremendamente hábil, transitando do Rock experimental ao Hard Rock, do Pop Rock à New Wave, tendo ainda se estabelecido na História da Música, como um dos artistas que ajudou a moldar o Heavy Metal tal qual o conhecemos.

Das suaves baladas às harmonias e arranjos agressivos, Vincent deixa explícito todo o seu talento musical e background que somente décadas de estrada podem conferir a um músico de seu naipe. Em seu nono disco de estúdio, Alice Cooper Goes To Hell (1976), temos na quinta faixa do mesmo uma sutil demonstração de seu indiscutível talento para baladas de Rock: I Never Cry.

Composta numa parceria entre Alice Cooper e seu então guitarrista Dick Wagner, essa canção em sua versão de estúdio é particularmente tocante e poeticamente falando bastante corajosa. Já na versão acústica logo abaixo, considero a simplificação dos arranjos uma maneira de torná-la ainda mais direta, permitindo que o coração seja capaz de ouvi-la sem interferência da audição…

I Never Cry – Alice Cooper

Fontes: Discografia Oficial & http://alicecooper.com/

Show do Mundo Cao no Inferno Club – 20/02

Mundo Cao: Show no Inferno

Respeitável público Rock de São Paulo: no dia 20/02, segunda-feira, o Hard Rock crítico, inteligente e divertido da banda Mundo Cao vai dar as caras no Inferno Club, uma das mais conhecidas e agitadas casas de show para quem curte um som de excelente qualidade.

Zeca Salgueiro (baixo/vocal), Fabio Gadel (guitarra/vocal) e Felipe Abdala (substituindo Ivan Busic na bateria) farão a semana de Carnaval valer a pena, principalmente para aqueles que não tem a menor afinidade com samba e derivados, e não abre mão jamais do bom e velho Rock ´N Roll!

Banda Mundo Cao Zeca Salgueiro, Fabio Gadel e Felipe Abdala

Mundo Cao (da esquerda para a direita): Felipe Abdala, Fabio Gadel e Zeca Salgueiro

Caso ainda não conheça a banda, publicamos um review completo do CD de lançamento dos caras em novembro de 2011: https://rockuniverse.wordpress.com/2011/11/13/mundo-cao-hard-rock-critico-e-acido-humano/

Ainda está na dúvida? Então aqui vai um aperitivo:

Maloqueiro Sem Futuro – Mundo Cao

Inferno Clubhttp://www.infernoclub.com.br/
Rua Augusta, 501 – Consolação
Tel. (11) 3120-4140

Fontes: Zeca Salgueiro & Mundo Cao -> https://www.facebook.com/bandamundocao
http://www.bandamundocao.com.br/

DR. SIN – The King – Música em homenagem ao Mestre DIO no aniversário do Manifesto Bar!

Manifesto Rock Bar: Templo do Rock no Brasil

No dia 19/11/11 comemorou-se o aniversário de 17 anos do melhor rock bar de São Paulo – e particularmente para este que vos fala, o melhor do Brasil – o Templo Sagrado do Rock ´N Roll conhecido como Manifesto Rock Bar. O fato por si só é um chamado a todos os headbangers, mas como se isso não bastasse, o presente para o Manifesto e seu público foi o show de lançamento do novo CD do DR. SIN, batizado com o singelo nome Animal. Cheguei a publicar anteriormente aqui no Rock Universe algumas matérias e notas sobre essa pequena obra-prima do trio, fruto do trabalho e de toda a experiência acumulada pela melhor banda de Hard Rock brasileira de todos os tempos, mas trataremos com mais profundidade da importância de Andria Busic, Ivan Busic e Edu Ardanuy em uma outra oportunidade, com a devida atenção e respeito que eles de fato merecem. A discografia eu já conhecia toda – não por um acaso sou fã desses caras – mas vê-los ao vivo impressiona mesmo aqueles que já os viram e ouviram dezenas, centenas de vezes em seu ambiente natural: o palco de um show de Rock. Aproveitem esse aperitivo para as futuras matérias que estamos preparando sobre a banda em 2012…

DR. SIN – The King

Muito obrigado ao DR. SIN por ter criado algo tão perfeito para representar dignamente o Eterno Deus-Rei do Metal, o Soberano do Rock ´N Roll: Long Live Ronnie James Dio \m/

Fontes: Cobertura do evento pela equipe Rock Universe & http://www.youtube.com/user/DRSITE81

The TruthHoliness (clipe oficial)

The Truth - Holiness

Somente uma palavra resume a produção desse novo clip da banda Holiness, tanto quanto a música dos caras em si: primorosa! Para quem um dia pensou que tão cedo não veria novamente no Brasil, talentos musicais de tamanha grandeza, e ainda preocupados em manter rigorosamente tudo dentro dos mais elevados padrões – principalmente músicas, shows e clips – aliviem seus corações e adrenalizem suas almas, pois esse quarteto realmente não está brincando de fazer Rock ´N Roll!!!

Cristiano Reis martelando a bateria num misto de força, técnica e criatividade. Hércules Moreira trovejando no baixo na medida exata, com vontade, controle e absoluta presença. Fabrício Reis apresentando solo e riffs sempre profissionais, de peso e referências que nos remetem…aliás, remetem não, nos afogam diretamente na fonte em que todos os guitarristas de Rock deveriam beber, mas que muitos têm deixado de lado. E chegamos naturalmente à Stefanie Schirmbeck com sua bela e potente voz, sempre muito bem colocada: sabe em quais momentos deve ser suave, em que momentos precisa ser agressiva e independente disso, não perde o domínio….essa vocalista sabe exatamente o que está fazendo e como fazer. Quem já teve a oportunidade ver a banda ao vivo sabe do que estou falando.

A música The Truth está no disco Beneath The Surface (de produção independente como muitos já sabem) e a produção desse maravilhoso clip coube à Kairos Filmes que fez um trabalho digno das melhores do segmento, sob direção de Guilherme de Lucca e Bruno Atkinson. Agora chega de papo e vamos ao que interessa \m/

The Truth – Holiness


Facebook oficial da banda Holiness: http://www.facebook.com/officialholiness

Fontes: http://www.youtube.com/user/officialholiness
http://www.facebook.com/stefanie.schirmbeck