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Rock Universe Entrevista13 Doses com a banda Holiness

Holiness em ação no Manifesto Rock Bar

 Depois de três muitíssimo bem sucedidas matérias sobre a Holiness aqui no Rock Universe, resolvi entrevistar o quarteto – coisa que aliás eu já vinha adiando há algum tempo diga-se de passagem. Já havia conversado previamente com a banda sobre isso e Stéfanie sugeriu o dia 10/06, que foi o dia de um show da Holiness juntamente com Semblant e Ravenland no Manifesto Rock Bar.

 Em virtude do trânsito incomum para aquele horário de domingo, chegamos um pouco depois do começo do show da Holiness que nesse noite foi a banda de abertura. Entre pautas, anotações e adendos, assistimos Stéfanie Schirmbeck, Cristiano Reis, Hercules Moreira e Fabrício Reis reproduzindo fielmente no palco seus registros de estúdio.

 Como minha intenção não foi (e não poderia ser naquela noite) fazer uma cobertura completa ou mesmo parcial das apresentações das três (excelentes) bandas, mas sim curtir os shows e depois realizar a entrevista, vamos adiante com o debut de nossa coluna de entrevistas que na verdade foi muito mais um bate-papo descontraído permeado por perguntas (dei até uma enxugada, pois por mim publicaria toda a conversa) que aconteceu logo após o show, no segundo andar do Manifesto. Com vocês, 13 Doses!

Holiness & Rock Universe no Manifesto

13 Doses – Rock Universe entrevista Holiness

1 – Quais as maiores mudanças pelas quais vocês passaram desde o lançamento de Beneath The Surface (2010) até agora? Muitas mudanças pessoais ou mais de ordem profissional mesmo?

Stéfanie Schirmbeck, vocalista da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck

 Stéfanie: As duas, pois não tem como ser de outra forma. Uma coisa puxa a outra, estão ligadas, são coisas que vão caminhando em paralelo no cotidiano até quando não percebemos.

2 – Mais cedo ou mais tarde boa parte das bandas profissionais brasileiras acaba migrando para São Paulo. Como tem sido a adaptação de vocês de uma maneira geral? Muito estranhamento ainda?

 Cristiano: Vimos que muita coisa não é exatamente como esperávamos. O público procura muito mais bandas cover do que autorais. Não adianta nada reclamarem de que não surgem novas bandas autorais se quando elas aparecem, as pessoas sequer querem ir aos shows para conhecê-las – nem que seja para dizer “Ok, vim, ouvi e não gostei”. Mas quando o papo é banda cover, vemos filas nas portas dos lugares e casas cheias. Não temos nada contra bandas cover, mas isso é o inverso do que deveria ser (Nota: nesse momento toda a banda se manifesta em concordância com Cristiano).

3 – A cena tem se tornado mais unida nos últimos anos? Algo já mudou após o fiasco do M.O.A. ou do último Rock In Rio por exemplo?

 Hércules e Stéfanie: Ainda falta união sim. Essa troca, esse apoio mútuo, todo mundo junto lutando por todos é algo necessário. Sem essa separação toda de cada um só querer ver o seu lado.

 Stéfanie: Hoje por exemplo nós estamos abrindo para a Semblant, eles abrem para nós em outro show e por aí vai. Claro que estamos na mídia também, na MTV, MixTV, aparecendo em outros canais, mas isso não é tudo: essa união entre as bandas deve ser permanente e esse sentimento de união deve se estender ao contato direto com os fãs, que é algo que nós adoramos fazer! Estamos sempre em contato com todo mundo via Facebook e Twitter.

4 – Muitas bandas em ascenção têm mantido uma postura cada vez mais profissional em todos os sentidos. Vocês acham que, ao menos em parte, isso tem colaborado para despertar o interesse dos fãs de Rock/Metal em geral?

Banda Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

 Stéfanie e Cristiano: Acreditamos que sim e falando por nós, fazemos questão de oferecer um show de qualidade e não falamos apenas do som em si. Além de toda a parafernalha de áudio, nós temos também nossos próprios equipamentos de luz, fumaça, efeitos, ou seja, procuramos ter toda a estrutura profissional que uma banda internacional possa vir a oferecer. Não tem como haver essa desculpa quanto à qualidade do show. O que você vai ver em um show gringo não é diferente daquilo damos ao público ao vivo. Estamos combatendo e desconstruindo essa mentalidade de que só a banda gringa vai te dar uma puta apresentação. Dependendo do estilo de apresentação de uma determinada banda grande no palco, muitas vezes eles acabam usando o aparato mais básico, mas nós fazemos questão de dar ao público mais e mais espetáculo, não importa onde, não importa quando.

5 – Aproveitando a resposta anterior da Stéfanie falando sobre Social Media, temos justamente atentado desde o começo para o quanto vocês têm sido ativos nas redes sociais, sempre interagindo com os fãs, realizando promoções e respondendo a todos. Qual é para vocês o real tamanho, a real importância que as bandas devem dar aos seus fãs em se tratando de feedback? A era dos “Astros Intocáveis do Rock” está chegando ao fim?

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis, o casal da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis: casal Metal

 Stéfanie: Sim, definitivamente. Como estávamos falando, estamos sempre interagindo, observando, colhendo esse feedback na web, nas redes sociais, afinal de contas é preciso estar antenado com tudo que acontece. Deve-se ter visão comercial também, teu público é o teu cliente. Não é só disco, show e pronto. O movimento gerado pelo teu trabalho enquanto músico acontece antes, durante e depois dos shows. Muitas vezes o estrelismo de certos artistas vem acompanhado de despreparo no que diz respeito a quem é teu público e à visão comercial que deveriam ter. Digo essas coisas no sentido de saber quem é o teu fã e o que ele curte, do que gosta, aonde ele vai, que lugares frequenta, tanto dentro quanto fora da web.

6 – Stéfanie, no final do show você falou em singles ainda esse ano. Qual o ritmo atual da Holiness com o 3º clip recém-lançado (Mine) e shows rolando cada vez mais? O tempo tem se tornado muito curto para fazer tudo?

 Stéfanie: Sim, o tempo encurtou mesmo, mas os singles estão em andamento. Basta administrar esse tempo entre shows, viagens e gravações (Nesse momento admiti à banda o meu alívio quando lançaram o 3º clip e mais ainda ao saber dos singles).

7 – Estamos em pleno século XXI, mas não tem como evitar a pergunta: você(s) percebe(m) algum tipo de preconceito contra as mulheres que integram bandas de Rock/Metal hoje em dia?

Stéfanie Schirmbeck ao vivo no Manifesto

Stéfanie Schirmbeck: potência e controle

 Stéfanie: Olha, eu pessoalmente nunca passei por nada desse tipo. Até acredito que esse tipo de coisa ainda role, mas que esteja se tornando algo cada vez mais raro de acontecer.

8 – Hércules, na sua opinião, existe algo imprescindível para ser um bom baixista de metal? E quais são as suas influências? (Nota do Rock Universe: Hercules deixou a banda algumas semanas depois, enquanto ainda editávamos a presente matéria)

Hercules Moreira Baixista da banda Holiness

Hercules Moreira

 Hércules: Basicamente seguir um estudo específico voltado para aquilo que você precisa. Técnica de 3 dedos por exemplo é importante no Metal, assim como velocidade e marcação. Minhas referências são trabalhos solo de baixistas desconhecidos do grande público. Dos mais conhecidos eu apontaria John Myung (Dream Theater).

9 – Cristiano, a mesma pergunta para você: o que é essencial para um baterista e quais suas influências?

Cristiano Reis baterista da banda Holiness

Cristiano Reis

 Cristiano: Estudar os elementos presentes na Bossa e no Jazz ajuda muito. Outra coisa que muita gente não se liga, são as famosas marching bands dos EUA – os caras fazem coisas incríveis! Recomendo também Mike Portnoy (Dream Theater), Travis Orbin e o som do Lamb Of God.

10 – Fabricio, a mesma coisa: o que é importante e quem te influenciou/influencia?

Fabricio guitarrista da banda Holiness

Fabricio Reis

 Fabricio: Considero importante conhecer tudo e ouvir muita coisa. Te confesso que não sou adepto de teoria, vou mais naquela de usar determinados elementos para ir criando o meu próprio som. Tenho referências? Sim, mas quero sempre aplicá-las sem simplesmente clonar alguém. Tenho ídolos, existem sim aqueles caras que digo “Putz, que foda!”, mas quero também “ser o meu som” e a minha própria referência. Tanto a parte técnica quanto o clima, texturas e atmosfera são importantes num som de guitarra. Levando tudo isso em conta, posso citar o The Edge (U2), John Petrucci (Dream Theater) e Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Pride & Glory e Black Label Society)

(Essa mesma pergunta sobre influências e principais atributos para vocalistas será feita à Stéfanie exclusivamente na série de entrevistas que iremos inaugurar no Rock Universe somente com vocalistas nacionais. Ela já está ciente disso, portanto, aguardem por essa e por outras novidades em breve)

Stéfanie e Fabricio no Manifesto Rock Bar

Stéfanie e Fabricio no Manifesto

11 – O que é o melhor e o pior de estar na estrada e em estúdio?

 Stéfanie e Cristiano: Na estrada o grande lance, a parte legal, é a interação. Ver como as coisas funcionam no show, como o público se comporta, como são as reações. Esse contato te dá um outro tipo de feedback que só podemos ver ao vivo, no palco mesmo. O lado ruim são as condições ruins de transporte e estrutura de alguns lugares para os músicos.

 Cristiano: No estúdio também tem os dois lados. Às vezes tu fica sem saída, vê que alguma coisa não tá rolando… Procura o caminho, mas não rola. Uma nota, uma levada, alguma coisa não se encaixa, sabe? Daí, enquanto essa resposta não surge, tu quebra a cabeça mais um pouco e… nada! Tu vai dormir, acorda mais tarde e de repente, sem pensar muito naquilo, depois de praticamente quase não conseguir dormir, a solução aparece. Nesse momento retomamos a parte boa que começa no processo de composição: você grava, acerta tudo e depois com tudo gravado, tu ouve e fica meio bobo. Escutando aquilo tu pensa: “Nossa! A gente fez isso? Putz, que legal!” – Nós fazemos questão de manter um padrão elevado do começo ao fim, em cada passo que faz parte do processo como um todo, da composição à finalização, mas mesmo assim ainda fica aquela mistura de alegria e surpresa quando o material está pronto. É foda ver a Arte nascer, ainda mais a tua própria.

12 – E quanto às bandas veteranas? Elas têm acolhido bem as mais recentes? Como tem sido com vocês?

 Cristiano: Da nossa parte não podemos reclamar. Acredito que manter uma postura profissional desde o começo, nos mínimos detalhes, talvez ajude. Mesmo uma banda jovem e/ou composta por jovens, hoje em dia não são mais meros aventureiros da música.

13 – Não existe fórmula mágica para o sucesso, mas vocês apontariam alguns atalhos honestos para quem está tentando começar? 

 Stéfanie: Antes de tudo é se valorizar, não aceitar situações humilhantes. Não te curve para imposições absurdas, não paguem para tocar. Por favor, não paguem para tocar! Não aceitem qualquer condição que te desrespeite enquanto profissional, enquanto músico, enquanto uma pessoa digna que leva a sério o que está fazendo, enquanto alguém que se ama e que ama a sua própria música.

É isso aí, 13 Doses devidamente consumidas até a última gota. 

 Como eu falei no início da matéria, foi uma noite com as bandas Holiness, Semblant e Ravenland. Não tivemos tempo hábil nesse dia para topar com o pessoal da Ravenland nem antes e nem depois do show, mas como os laços da Holiness se estendem fortemente à Semblant, vejam só quem apareceu no meio da entrevista:

Sergio Mazul, Mauricio R. Cozer e Mizuho Lin. Vocalistas da Semblant com Rock Universe

Sergio Mazul, eu e Mizuho Lin: os vocalistas da Semblant fazendo uma participação especial.

 Tanto o Sérgio quanto a Mizuho são duas pessoas extremamente receptivas. Aliás, aquela minha foto com a Holiness lá começo da matéria foi um favor pedido ao grande Sérgio (valeu, irmão!). Esse tal laço entre Holiness e Semblant se traduz muito bem através de outro simpatissíssimo casal do Metal Nacional:

Fabricio Reis e Mizuho Lin

Mizuho Lin & Fabricio Reis: casal símbolo da aliança Semblant & Holiness

 E foi nesse longo e tumultuado momento pós-show que os integrantes da banda Holiness uma vez mais esbanjaram sua costumeira simpatia e todo seu profissionalismo (como sempre falo, essa palavra é uma tônica quando se fala da banda), mesmo cansados e dando atenção aos fãs que pediam fotos e demais veículos presentes que os abordavam.

 O Rock Universe agradece à banda e deseja que a estrada do Rock ´N Roll continue sempre recompensando seu inquestionável talento.

Holiness ao vivo

Holiness: Rockin´ The Night Away!

ROCK ON!!!

Fontes e Referências Oficiais:

YouTube Oficial Holiness: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos

MySpace Holiness: http://www.myspace.com/officialholiness

Facebook – Fanpage: https://www.facebook.com/HolinessBrasil

Facebook – Perfil: https://www.facebook.com/officialholiness

Twitter – @BandaHoliness: http://twitter.com/BandaHoliness

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MineHoliness (Official Video)

Banda Holiness em estúdio

Holiness em estúdio

 Vocês não imaginam o tamanho do meu alívio quando Stéfanie Shirmbeck, Cristiano Reis, Hércules Moreira e Fabrício Reis  liberaram o vídeo oficial da música Mine essa semana. Desde que publiquei o vídeo de Into The Light  juntamente com uma crítica e uma bio resumida da Holiness (depois olhem os links ao final da matéria), fiquei com uma sensação de que algo muito bom, muito válido e de indiscutível qualidade estava tomando vulto – e ainda está.

 O quarteto tem sido muito bem acolhido na comunidade Metal desde seu disco de estreia, Beneath The Surface (2010), e soma-se a isso a produção e performances ao vivo da banda. Enquanto o vídeo vinha sendo assustadoramente compartilhado pela web e shows aconteciam, o segundo vídeo foi lançado: The Truth. Produção igualmente soberba e como falei muitas vezes, em nada deve às bandas gringas em geral. Novamente um fantástico feedback de público e crítica, com shows, menções e etc…

Holiness: Mine

 Após muita interação com os fãs – e diga-se de passagem, eles realmente gostam de conversar com os fãs – via Facebook, Twitter, portais, blogs e afins, eis que uma vez mais é disponibilizado um vídeo oficial, agora para a belíssima canção de nome Mine. A releitura acústica para essa música deixou ainda mais em evidência o bom gosto e talento individual de cada integrante. Como se não bastasse, fica ainda mais óbvia a capacidade e inspiração da Holiness para produzir excelentes composições, tanto agressivas quanto doces e suaves. É muito comum que bandas e fãs de Metal ofereçam uma resistência natural no que diz respeito a músicas calmas e bucólicas – um pensamento ainda engessado, de certa forma infantil… muitas vezes um tipo ridículo de soberba “machista” ou pretensamente “malvada” – mas é uma enorme satisfação constatar que uma banda relativamente jovem, porém experiente e em franca ascenção como a Holiness, não se deixa contaminar por questões menores, fazendo da música exatamente aquilo que ela é e deve sempre ser acima de tudo: Arte.

 O clip (muitíssimo bem produzido, como já é hábito da banda) contém cenas da estrada, de shows, entrevistas, bastidores, momentos de descontração, ensaios, situações cotidianas, além da banda executando Mine em estúdio exclusivamente para o vídeo em si, evidente. A harmonia e os arranjos na medida exata, aliados à lindíssima voz de Stéfanie, sinalizam claramente a versatilidade que a Holiness consegue manter dentro de sua própria identidade, ou seja, um gentil e lúdico equilíbrio que não poderia resultar em nada menos do que aquilo que veremos logo abaixo:

 Mine Holiness

“…I will waste my time…I will be your strengthYou will be my blood and my heart…” 



Fontes e Referências: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos

https://www.facebook.com/officialholiness
http://www.myspace.com/officialholiness
1ª Matéria – “Into The Light”: https://rockuniverse.wordpress.com/2011/08/09/%E2%80%8Einto-the-light-holiness-bio-e-videoclip-oficial/
2ª Matéria – “The Truth”: https://rockuniverse.wordpress.com/2011/08/27/the-truth-holiness-clipe-oficial/

The TruthHoliness (clipe oficial)

The Truth - Holiness

Somente uma palavra resume a produção desse novo clip da banda Holiness, tanto quanto a música dos caras em si: primorosa! Para quem um dia pensou que tão cedo não veria novamente no Brasil, talentos musicais de tamanha grandeza, e ainda preocupados em manter rigorosamente tudo dentro dos mais elevados padrões – principalmente músicas, shows e clips – aliviem seus corações e adrenalizem suas almas, pois esse quarteto realmente não está brincando de fazer Rock ´N Roll!!!

Cristiano Reis martelando a bateria num misto de força, técnica e criatividade. Hércules Moreira trovejando no baixo na medida exata, com vontade, controle e absoluta presença. Fabrício Reis apresentando solo e riffs sempre profissionais, de peso e referências que nos remetem…aliás, remetem não, nos afogam diretamente na fonte em que todos os guitarristas de Rock deveriam beber, mas que muitos têm deixado de lado. E chegamos naturalmente à Stefanie Schirmbeck com sua bela e potente voz, sempre muito bem colocada: sabe em quais momentos deve ser suave, em que momentos precisa ser agressiva e independente disso, não perde o domínio….essa vocalista sabe exatamente o que está fazendo e como fazer. Quem já teve a oportunidade ver a banda ao vivo sabe do que estou falando.

A música The Truth está no disco Beneath The Surface (de produção independente como muitos já sabem) e a produção desse maravilhoso clip coube à Kairos Filmes que fez um trabalho digno das melhores do segmento, sob direção de Guilherme de Lucca e Bruno Atkinson. Agora chega de papo e vamos ao que interessa \m/

The Truth – Holiness


Facebook oficial da banda Holiness: http://www.facebook.com/officialholiness

Fontes: http://www.youtube.com/user/officialholiness
http://www.facebook.com/stefanie.schirmbeck

“Into The Light” – Holiness (Bio e Vídeo Oficial)

Holiness: qualidade à prova de comparações

Temos acompanhado nos últimos anos elogios e méritos apontados para bandas internacionais de Rock com um certo de tipo de som, uma certa pegada…um estilo que tem conquistado não apenas fãs como também admiradores mesmo entre os mais tradicionalistas em meio às fileiras dos headbangers: o Metal Gótico. Mas infelizmente muitos ainda não sabem que temos aqui no Brasil vocalistas como Stéfanie Schirmbeck à frente da banda Holiness onde todos os integrantes levam muito a sério essa proposta dentro do Rock, com paixão e profissionalismo, e não meramente um entusiasmo passageiro como acaba acontecendo com diversas bandas em diversas categorias de Rock & Metal. O som dos caras tem entre suas influências Metal MelódicoHard Rock além de naturalmente o Gothic Metal de uma maneira bastante explícita, bem estruturada, convincente e super bem executada.

Beneath The Surface

O disco de estréia chama-se Beneath The Surface (2010), foi gravado em um estúdio independente no Rio Grande do Sul e mixado no Area 51 Recording Studio na Alemanha. Ainda no Rio Grande do Sul, Aquiles Priester (batera do Hangar) aceitou o convite para ser produtor da banda, e o álbum teve ainda a participação de Fábio Laguna (tecladista também do Hangar). Nem se precisa dizer que o potencial da banda foi um dos fatores decisivos desde seu primeiros momentos, uma vez que músicos dos gabarito de Aquiles e Fábio não perderiam seu tempo com algo que pudesse não valer o esforço.

Holiness

 Além da bela voz de Stéfanie, a Holiness conta também com os bem mais que competentes Fabrício Reis (guitarra), Hércules Moreira (baixo) e Cristiano Reis (bateria) – houve ainda um outro músico dividindo as guitarras com Fabrício, de nome Luciano Dorneles que não faz mais parte da banda.

Registro aqui as minhas primeiras impressões da banda:

1 – Precisamos enaltecer algo em relação à Stéfanie: além de suas inspiradas harmonias vocais, ela não se permite prender à suavidade clichê das vozes femininas do gênero. Sabe suavizar ou encorpar sua tonalidade vocal na medida do necessário sem esbarrar em exageros, fazendo disso um recurso que certamente lhe garante presença fugindo dos estereótipos;

2 – Além das intervenções acústicas muito bem compostas, os riffs certeiros de guitarra – que aliás é muito bem timbrada – somados à pegada Hard/Heavy, mostram que Fabrício sabe dosar muito bem agressividade e melodia sem fazer disso um “furacão” totalmente sem critérios, muito pelo contrário. O cara parece ter perfeita noção dos limites até mesmo de quando poderia aloprar e correr o risco de destoar do restante, o que ao meu ver denota maturidade musical, ou seja, o instrumento deve estar a favor da música sempre;

3 – A questão da relação baixo-bateria eu normalmente não consigo fazer em separado, dissociar de uma maneira honesta, uma vez que são a cozinha da coisa toda, sustentam a todos e fazem isso melhor ainda quando são entrosados o suficiente para tanto. Cristiano consegue participar dos momentos porrada de um modo criativo e preciso, tanto quanto dos momentos suaves, sendo sutil sem desaparecer. Ainda mostra-se igualmente detalhista nesses tais momentos mais tranquilos, onde a maioria simplesmente apela para o óbvio. Hércules me deixa com a sensação de que suas as linhas de baixo são de fato uma ponte entre a parte rítmica da bateria e as harmonias vocais e de guitarra. Quando enfatizo o “de fato” é porque ele não soa como aqueles baixistas que simplesmente “estão por ali”, entendem? Ele se faz ouvir e não somente porque prestamos atenção na batida: seus graves transitam da guitarra à bateria com uma real intenção de participar de ambos e não somente replicar um ou outro intrumento.

Graças a exemplos assim, nosso país tem um permanente potencial para se colocar em pé de igualdade com praticamente qualquer banda e em qualquer variação do Rock ´N Roll. \m/

Into The Light – Holiness


Fonte: http://www.myspace.com/officialholiness