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Greta Van Fleet: herdeiros do Led Zeppelin?

Foto de Jake Kiszka, guitarrista do Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Jake Kiszka | Foto: Jazmin Monet


Vocês não têm noção de quantas vezes comecei, parei e retomei este artigo.
Acho que foi entre o final de 2017 e o começo de 2018. Motivos variados. Às vezes questões mais sérias, outras, apenas uma descrença das reações. Ambas permeadas pelo cansaço de algo que não deveria ser como é, fosse política ou a cena Rock. Período bastante turbulento aqui no Brasil.

Seja como for, depois de terem passado pelo Lollapalooza Brasil 2019, vendo que muito mais fãs de Rock brasileiros conheceram a banda, achei válido finalmente tirar da gaveta essa questão. A polêmica, que já não era pouca, reacendeu com tudo. E o Rock, como qualquer outra manifestação cultural, sempre merece algum nível de reflexão, pois não está fora das dinâmicas e confusões humanas. Ainda que seja em algo de interesse tão interno e restrito.

Bom, Greta Van Fleet, dentre todas suas influências, transpira, grita e sangra Led Zeppelin a cada nota, sílaba e batida. E aí, para muitos, começa o problema.

“É a salvação do Rock!” x “Farsantes!”

Greta Van Fleet

Greta Van Fleet | Foto: divulgação

A partir daqui as opiniões dividem-se radicalmente. E quando digo “radicalmente”, estou falando de gente que ama e de gente que, se pudesse, acho que iria às vias de fato com os caras no meio da rua.

Quem acredita que isso não seja uma vantagem tão grande quanto possa parecer, muito pelo contrário, aponta elementos tais como a banda “não apresentar uma identidade própria” ou até mesmo surgem ataques os chamando de oportunistas. Isso para ilustrar as acusações mais educadas.
Quem vê como extremamente vantajoso, nos lembra que vivemos tempos de franco declínio musical para amantes de Rock pelas mais diferentes razões, portanto, tal resgate, uma banda nova soando como revival dos anos 70, seria “a melhor solução” para despertar a juventude que não teria motivos para conhecer o estilo.

Eu, enquanto fã ardoroso de Led Zeppelin, não vejo como farsa alguma. Para ser bem claro, gostei bastante de tudo. Timbres, harmonias, solos, proposta visual e um ponto a mais pela total imersão nas redes sociais – estão sabendo usar o melhor dos dois mundos. Musicalmente considero um legado do Led e quero acompanhar sua evolução.

Aliás, vamos à ficha oficial da banda. Isso vai nos ajudar a refletir um pouco melhor sobre identidade, formação musical, futuro de seu trabalho, etc:

Joshua Kiszka, vocalista, 22 anos – nascido em 23 de abril de 1996;
Jake Kiszka, guitarrista, 22 anos – irmão de Josh, nascido em 23 de abril de 1996 (sim, são gêmeos);
Samuel Kiszka, baixista e tecladista, 20 anos – irmão caçula de Josh e Jake, nascido em 3 de abril de 1999;
Daniel Wagner, 19 anos, baterista, amigo de longa data que entrou na segunda formação da banda (substituindo Kyle Hauck em outubro de 2013) – nasceu em 29 de dezembro de 1999.

Sam Kiszka, baixista e tecladista do Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Sam Kiszka | Foto: divulgação

Bastante jovens, não? Quando eles nasceram eu ainda tinha banda, fazia jams e estava começando a faculdade. Essa juventude contrasta um pouco com as composições e performances ao vivo – ainda que nitidamente zeppelianas, já sei. A despeito da sonoridade – que tem como pilar a voz de Josh soando como Robert Plant -, as estruturações harmônicas e produção são fundamentais. Quando aponto repetidamente para a juventude dos integrantes, é o caso daqueles que espumam de raiva contra o GVF colocarem a mão na cabeça por um instante, baixarem a adrenalina e pensarem: que banda nasce pronta? Que banda começa escapando de soar como suas referências? Será que eles estouraram antes da maturação mínima?

“Mas eles não soam parecido, eles copiam mesmo e…” – Acho uma graça esse argumento. Principalmente porque há dezenas de bandas que são, literalmente, cópias umas das outras e muitos dos que falam isso são, por incrível que pareça, fãs das originais e de cada uma das suas cópias. Há estilos onde as bandas se parecem mais do que em outros, mas nem vou me aprofundar aqui.

“Ah, mas até os trejeitos o vocalista imita e…” – Olha, quando eu assisto um show de thrash, hard farofa ou metal melódico, por exemplo, se eu colocar o volume no zero e olhar de longe, não vou saber dizer com 100% de certeza qual banda está ali. Várias jamais vou acertar pra ser honesto – e olha que sou ou fui fã de muitas delas. Se trocar a cenografia de uma pela outra, ainda sem aumentar o volume, ninguém vai notar. Praticamente todas são fotocópias em suas performances ao vivo. Movimentos, jeito de bater cabeça, jogar cabelos, etc. Raros vão escapar, mas justamente por terem um repertório de expressão corporal tão único, exclusivo, que são criadores de uma coleção de movimentos totalmente nova no Rock (Axl Rose que o diga). O passo seguinte é óbvio: fulano é quem usa tal roupa, beltrano é quem usa tal modelo de guitarra nessa cor. Mas aí já saímos dos trejeitos, certo?

Quanto ao background musical, a bio da banda ressalta que os irmãos Kiszka foram criados ao som de generosas coleções de vinil de seus pais, evidenciando que isso influenciou muito seu estilo de Rock N Roll.
Você pode até argumentar que não é inédito, que não serviria como justificativa para soarem tão anos 70, ainda mais uma única banda especificamente, então aqui eu repasso uma pergunta retórica que um amigo me fez quando mostrei Greta Van Fleet para ele no começo de 2018: como um jovem com registro vocal tão parecido com o de Robert Plant conseguiria fugir de soar Led Zeppelin? Se fugisse, certamente seria cobrado por isso. Se abraçasse, seria cobrado e, pior, acusado de picareta – o que é o caso dos que se revoltaram contra Josh e cia.
Devo dizer que concordo plenamente com ele.

“Mas isso não pode ser uma faca de dois gumes?”
Certamente. Contudo, essa busca por identidade acontecerá naturalmente. Apesar de ter surgido em 2012, a banda somente se profissionalizou e mostrou a cara para o mundo em 2017. Evidente que o carro-chefe, o que chamou a atenção de todo mundo, foram as músicas que mais soam como takes perdidos do Led Zeppelin. E poderia ser diferente? A voz de Robert Plant e as atmosferas instrumentais criadas juntamente com Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham são um tesouro musical. Como já citei, eu mesmo fui músico e era vocalista. Se eu tivesse, com a idade de Josh, um domínio e timbre tão similar a um cara como Robert Plant, sem a menor sombra de dúvida usaria – inclusive, cada vez que conseguia cantar uma única música do Led com um mínimo de dignidade, era um momento orgástico. Estou focando no vocalista pois é o integrante mais questionado quanto à identidade musical do Greta Van Fleet – e olha que os outros três membros da banda também explicitam a polêmica referência cada um em seu instrumento, mas Josh é o alvo favorito das críticas.
Vejo dúzias de guitarristas emulando colegas famosos. Tecladistas. Baixistas. Bateristas. Mas se um vocalista tem a “infelicidade” de, naturalmente, soar como um outro famoso, há grandes chances de o criticarem e questionarem. A quantidade de guitarristas dos anos 90 e começo de 2000 que você poderia simplesmente, em estúdio, intercambiar entre suas bandas sem ninguém perceber…
Para “piorar”, a banda por si só tem também bastante influência de ícones dos anos 70 em geral, não apenas Led. Completando o quadro, os quatro nitidamente gostam do apelo visual dessa década, que podemos ver nas roupas e no material gráfico de divulgação, fotos e vídeos, ou seja, polêmica armada nos detalhes.

Daí eu fico pensando: se uma banda é boa, mas não soa como nenhuma famosa, muita gente não consegue gostar (e alega isso). Se é mediana, mas soa como alguma famosa, idem. Se tem som excelente, mas visual neutro, reclamam. Se… reclamam. Se… reclamam. Se… reclamam. Então várias dessas bandas, reais e hipotéticas, somem ou desistem, as mesmas pessoas vão se lamuriar nas redes sociais sobre a “ausência de bandas novas de Rock” e culpar outros estilos musicais.
Vou contar um segredinho: nada é perfeito, gente. Nada e ninguém. Tudo evolui, nada nasce pronto e imutável. Não será diferente com a Greta Van Fleet.

Greta Van Fleet: Danny Wagner | Foto: divulgação

Greta Van Fleet: Danny Wagner | Foto: divulgação

Vale levantar também um aspecto muito importante que muitos esquecem: vocês têm ideia de quantos jovens podem finalmente conhecer ou passar a ouvir Led Zeppelin por terem gostado do Greta Van Fleet? Pois é, ainda tem mais essa, gostem ou não.

Greta Van Fleet é uma boa banda recém-nascida e, sobrevivendo às polêmicas, comparações e cobranças, encontrará sua identidade pela maturação natural a qual não podemos saltar etapas, independente de qualquer outro fator. A banda é jovem. Os integrantes são (muito, extremamente) jovens. Até lá, que maravilha que em um período embrionário vital para qualquer banda se encontrar depois do primeiro momento de sucesso, soem fielmente “apenas” como Led Zeppelin ou qualquer uma de suas ótimas influências. Imaginem o que podem estar compondo e reinventando daqui a 10, 15, 20 anos.

Além do Led, Greta Van Fleet bebe nas seguintes fontes (informação oficial, ok?): Robert Johnson, Howlin Wolf, John Lee Hooker, Muddy Waters, Cream, Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who, Eric Clapton, Black Sabbath, Deep Purple, Willie Dixon, Albert Collins, Jefferson Airplaine, The Doors.

Assistam trechos de algumas apresentações e ouçam abaixo algumas músicas (na sequência, depois de tudo isso, lá embaixo, minhas considerações finais):

Safari Song – Greta Van Fleet (Official Video – Live In The Sound Lounge)

Flower Power – Greta Van Fleet (Official Video – Live At Troubador)

When The Curtain Falls – Greta Van Fleet (Official Video)

Black Smoke Rising – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Highway Tune – Greta Van Fleet (Official Video)

Watching Over – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Anthem – Greta Van Fleet (Official Studio Audio)

Segue também a análise de Gastão Moreira. Para quem não conhece, uma autoridade em Rock, que tem em seu currículo, MTV com Fúria Metal e Gás Total; TV Cultura com Musikaos; diretor do documentário “Botinada: A Origem do Punk no Brasil”; Kiss FM com o Gasômetro; e um canal super legal no YouTube chamado Kazagastão, onde analisa passado, presente e futuro do Rock no programa Breve Lero.

Fiz questão de buscar ao menos um especialista em Rock com pensamento similar ao meu sobre a banda, apesar de saber que outros que admiro e respeito profundamente (em alguns casos, até tenho como amigos pessoais fora da Internet), discordem.

Acredito que a Greta Van Fleet mereça, além de um mínimo de respeito, a chance de ao menos tentar passar pelo teste do tempo. Memória histórica do Rock: muitas bandas e artistas hoje consagrados, lendas vivas e mortas, passaram por ataques idênticos ao que esse jovem quarteto tem passado exatamente pelos mesmos motivos.

Para finalizar, antes que eu me esqueça, mesmo as bandas clássicas ditas totalmente originais, sem nada igual antes delas, literalmente nem sequer tinham de onde copiar algo, ou seja, não havia outra opção que não criar absolutamente tudo, os pilares do Rock e dos subgêneros que herdamos. No máximo começaram tocando ou reinterpretando alguns Blues, Folks e etc, pouco tempo depois, acabaram inventando praticamente do zero quase tudo que hoje conhecemos como Rock. A herança é gigantesca, mais de meio século de linguagens, recursos e experimentos. Em algum momento iríamos retornar às origens. E talvez estejamos no início desse retorno.

Josh Kiszka, vocalista do Greta Van Fleet

Greta Van Fleet: Josh Kiszka | Foto: divulgação

Fontes: http://www.gretavanfleet.com/
https://www.facebook.com/gretavanfleet/
Kazagastão: https://www.youtube.com/user/heavylero1

Led Zeppelin anuncia o lançamento mundial de Celebration Day

Led Zeppelin: Celebration Day

 E eis que o Led Zeppelin ataca novamente. Após uma intrigante contagem regressiva de 5 dias na página oficial da banda (https://www.facebook.com/ledzeppelin), o site do Led disponibilizou uma lista de países e cinemas que participarão da exibição do show histórico que aconteceu em 10 de dezembro de 2007 na O2 Arena de Londres. Nesse dia, Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham  o mais que legítimo herdeiro do trono deixado por John Bonham na bateria – mostraram que uma Lenda Sagrada do Rock nunca será esquecida e será sempre reverenciada.

Celebration Day – Led Zeppelin Forever

 Com lançamento mundial pela Omniverse Vision (que já trabalhou com Ozzy Osbourne, Bon Jovi e Peter Gabriel), salas em mais de 40 países e 1.500 telas exibirão no próximo dia 17 de outubro a performance do quarteto – aqui no Brasil poderemos assistir exclusivamente nas redes UCI e Cinemark. Apenas para frisar a importância histórica da música dos caras, lembrem-se que em 2007, 20 milhões de pessoas tentaram conseguir os ingressos, mas somente 18.000 puderam vê-los ao vivo após 27 anos desde sua última apresentação.

 Celebration Day  – Led Zeppelin (Trailer)

Vejam o setlist do Led Zeppelin nessa reunion de 2007:

1. Good Times Bad Times
2. Ramble On
3. Black Dog
4. In My Time of Dying
5. For Your Life
6. Trampled Under Foot
7. Nobody’s Fault But Mine
8. No Quarter
9. Since I’ve Been Loving You
10. Dazed And Confused
11. Stairway To Heaven
12. The Song Remains The Same
13. Misty Mountain Hop
14. Kashmir
15. Whole Lotta Love
16. Rock And Roll

Precisa dizer mais alguma coisa?

Fontes: http://www.ledzeppelin.com/ & https://www.facebook.com/ledzeppelin

Por que o Dia Mundial do Rock é celebrado em 13 de Julho?

Posted: July 13, 2012 in Classic Rock, Hard Rock, Heavy Metal, Homenagem, Live, Show
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A maioria das pessoas não sabe, mas no dia 13 de Julho comemora-se todos os anos o nosso tão querido Dia Mundial do Rock desde 1985.

Ok, mas por que o Dia Mundial do Rock é celebrado em 13 de Julho?
Porque foi em 1985 que Bob Geldof (nascido Robert Frederick Zenon) compositor, vocalista e humanista irlandês, então membro da banda Boomtown Rats, com a ajuda de James Ure (mais conhecido como Midge Ure), guitarrista e vocalista escocês que declinou de um convite para fazer parte dos Sex Pistols (tendo depois disso integrado entre outras bandas, o Ultravox e o aclamado Thin Lizzy), organizou o hoje lendário Live Aid, que tinha por objetivo arrecadar fundos para combater a miséria na África.

 

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Live Aid: para muitos um festival inigualável sob muitos aspectos

Para que se tenha idéia da magnitude desse evento musical, antes de seguir mais adiante vou listar abaixo os artistas participantes em 1985 em ordem de aparição nos palcos e suas respectivas músicas (segundo o Horário de Verão Britânico):

Wembley Stadium, Londres – UK

  • Coldstream Guards – “Royal Salute”, “God Save the Queen” (W 12:00);
  • Status Quo – “Rockin’ All Over the World”, “Caroline, “Don’t Waste My Time” (W 12:02);
  • Style Council – “You’re The Best Thing”, “Big Boss Groove”, “Internationalists”, “Walls Come Tumbling Down” (W 12:19);
  • Boomtown Rats – “I Don’t Like Mondays”, “Drag Me Down”, “Rat Trap”, “For He’s A Jolly Good Fellow” (cantada pela platéia) (W 12:44);
  • Adam Ant – “Vive Le Rock” (W 13:00);
  • Ultravox – “Reap the Wild Wind”, “Dancing with Tears in My Eyes”, “One Small Day”, “Vienna” (W 13:16);
  • Spandau Ballet – “Only When You Leave”, “Virgin”, “True” (W 13:47);
  • Elvis Costello – “All You Need Is Love” (W 14:07);
  • Austria For Afrika (filmado na Áustria) – apresentação, “Warum” (W 14:12);
  • Shahrouz Homavaran – “crianças precisam de um lar”, (W 14:10);
  • Nik Kershaw – “Wide Boy”, “Don Quixote”, “The Riddle”, “Wouldn’t It Be Good” (W 14:22);
  • Sade – “Why Can’t We Live Together”, “Your Love Is King”, “Is It A Crime” (W 14:55);
  • Sting (com Branford Marsalis) – “Roxanne”, “Driven To Tears”, “Message in a Bottle” (W 15:18);
  • Phil Collins – “Against All Odds (Take a Look at Me Now)”, “In the Air Tonight” (W 15:27);
  • Sting e Phil Collins (com Branford Marsalis) – “Long Long Way To Go”, “Every Breath You Take” (W 15:32);
  • Howard Jones – “Hide and Seek” (W 15:50)
  • Autograph (tocando em Moscou) – “Golovokruzhenie”, “Nam Nuzhen Mir” (W 15:55);
  • Bryan Ferry (com David Gilmour na guitarra) – “Sensation”, “Boys And Girls”, “Slave To Love”, “Jealous Guy” (W 16:07);
  • Band Für Afrika (performing in Cologne) – “Nackt Im Wind” (“Naked In The Wind”), “Ein Jahr (Es Geht Voran)” (“It Goes Ahead”) (W 16:24);
  • Paul Young – “Do They Know It’s Christmas?” (intro), “Come Back And Stay”, “Every Time You Go Away” (W 16:38);
  • Paul Young e Alison Moyet – “That’s the Way Love Is” (W 16:48);
  • U2 – “Sunday Bloody Sunday”, “Bad”/”Satellite Of Love”/”Ruby Tuesday”/”Sympathy for the Devil”/”Walk On The Wild Side” (W 17:20);
  • Ligação entre os estádios Wembley e JFK;
  • Dire Straits‘ e Sting – “Money for Nothing”, “Sultans of Swing” (W 18:00);
  • Queen (apresentada pelos comediantes Mel Smith e Griff Rhys Jones) – “Bohemian Rhapsody” (trecho), “Radio Ga Ga”, “Hammer to Fall”, “Crazy Little Thing Called Love”, “We Will Rock You” (trecho), “We Are the Champions” (W 18:44);
  • David Bowie (com Thomas Dolby no teclado) – “TVC 15″, “Rebel Rebel”, “Modern Love”, “Heroes” (W 19:22);
  • Vídeo editado por Colin Dean da CBC (W 19:41);
  • The Who – “My Generation”/”Pinball Wizard”, “Love, Reign o’er Me”, “Won’t Get Fooled Again” (W 20:00);
  • Phil Collins e Steve Blacknell – entrevista ao vivo no Concorde (W 20:27);
  • vídeo da Noruega – “All of Us” (W 20:44);
  • Elton John – “I’m Still Standing”, “Bennie and the Jets”, “Rocket Man”, “Can I Get a Witness” (W 20:50);
  • Elton John e Kiki Dee – “Don’t Go Breaking My Heart” (W 21:05);
  • Elton JohnKiki Dee e Wham! – “Don’t Let the Sun Go Down on Me” (W 21:09);
  • Conclusão no Wembley Stadium:
    a) Freddie Mercury e Brian May (Queen) – “Is This The World We Created?” (W 21:48),
    b) Paul McCartney – “Let It Be” (W 21:51),
    c) Band Aid (liderada por Bob Geldof) – “Do They Know It’s Christmas?” (W 21:54);

 

JFK Stadium, Filadélfia – USA

  • Bernard Watson – “All I Really Want to Do”, “Interview” (JFK 13:51);
  • Joan Baez (apresentada por Jack Nicholson) – “Amazing Grace”, “We Are the World” (JFK 14:02);
  • The Hooters – “And We Danced”, “All You Zombies” (JFK 14:12);
  • The Four Tops – “Shake Me, Wake Me (When It’s Over)”, “Bernadette”, “It’s The Same Old Song”, “Reach Out I’ll Be There”, “I Can’t Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)” (JFK 14:33);
  • B. B. King – “Why I Sing The Blues”, “Don’t Answer The Door”, “Rock Me Baby” (tocando no The Hague (JFK 14:38);
  • Billy Ocean – “Caribbean Queen“, “Loverboy” (JFK 14:45);
  • Black Sabbath (apresentado por Chevy Chase) – “Children of the Grave”, “Iron Man”, “Paranoid” (JFK 14:52);
  • Yu Rock Mission (tocando em Belgrado) – “For A Million Years” (JFK 15:10);
  • Run-DMC – “Jam Master Jay”, “King Of Rock” (JFK 15:12);
  • Rick Springfield – “Love Somebody”, “State Of The Heart”, “Human Touch” (JFK 15:30);
  • REO Speedwagon – “Can’t Fight This Feeling”, “Roll With The Changes” (com The Beach Boys) (JFK 15:47);
  • Crosby, Stills and Nash – “Southern Cross”, “Teach Your Children”, “Suite: Judy Blue Eyes” (JFK 16:15);
  • Judas Priest – “Living After Midnight”, “The Green Manalishi (With The Two-Pronged Crown)”, “You’ve Got Another Thing Comin’” (JFK 16:26);
  • Bryan Adams – “Kids Wanna Rock”, “Summer of ’69″, “Tears Are Not Enough”, “Cuts Like a Knife” (JFK 17:02);
  • The Beach Boys (apresentado por Marilyn McCoo) – “California Girls”, “Help Me, Rhonda”, “Wouldn’t It Be Nice”, “Good Vibrations”, “Surfin’ USA” (JFK 17:40);
  • George Thorogood and the Destroyers / Bo Diddley / Albert Collins – “Who Do You Love”, “The Sky Is Crying”, “Madison Blues” (JFK 18:26);
  • David Bowie e Mick Jagger – “Dancing in the Street” (vídeoclipe, JFK 19:02);
  • Simple Minds – “Ghostdancing”, “Don’t You (Forget About Me)”, “Promised You a Miracle” (JFK 19:07);
  • The Pretenders – “Time The Avenger”, “Message of Love”, “Stop Your Sobbing”, “Back on the Chain Gang”, “Middle of the Road” (JFK 19:41);
  • Santana e Pat Metheny – “Brotherhood”, “Primera Invasion”, “Open Invitation”, “By The Pool”/”Right Now” (JFK 20:21);
  • Ashford & Simpson – “Solid”, “Reach Out and Touch (Somebody’s Hand)” (com Teddy Pendergrass) (JFK 20:57);
  • Kool & the Gang (vídeo pré-gravado ao vivo) – “Stand Up and Sing”, “Cherish” (JFK 21:19);
  • Madonna – “Holiday”, “Into the Groove”, “Love Makes The World Go Round” (JFK 21:27);
  • Tom Petty – “American Girl”, “The Waiting”, “Rebels”, “Refugee” (JFK 22:14);
  • Kenny Loggins – “Footloose” (JFK 22:30);
  • The Cars – “You Might Think”, “Drive”, “Just What I Needed”, “Heartbeat City” (JFK 22:49);
  • Neil Young – “Sugar Mountain”, “The Needle and the Damage Done”, “Helpless”, “Nothing Is Perfect”, “Powderfinger” (JFK 23:07);
  • Power Station – “Murderess”, “Get It On” (JFK 23:43);
  • Thompson Twins – “Hold Me Now” (JFK 00:21);
  • Thompson Twins com Madonna e Nile Rodgers – “Revolution” (JFK 00:25);
  • Eric Clapton (com Phil Collins) – “White Room”, “She’s Waiting”, “Layla” (JFK 00:39);
  • Phil Collins (após tomar um Concorde da Inglaterra para os EUA) – “Against All Odds (Take a Look at Me Now)”, “In the Air Tonight” (JFK 01:04);
  • Led Zeppelin (com Tony ThompsonPaul Martinez e Phil Collins) – “Rock and Roll”, “Whole Lotta Love”, “Stairway to Heaven” (JFK 01:10);
  • Crosby, Stills, Nash & Young – “Only Love Can Break Your Heart”, “Daylight Again”, “Find The Cost Of Freedom”” (JFK 01:40);
  • Duran Duran (a última apresentação dos cinco integrantes originais até 2003) – “A View to a Kill”, “Union of the Snake”, “Save A Prayer”, “The Reflex” (JFK 01:45);
  • Cliff Richard – “A World of Difference” (ao vivo na BBC, 02:10);
  • Patti LaBelle – “New Attitude”, “Imagine”, “Forever Young”, “Stir It Up”, “Over The Rainbow”, “Why Can’t I Get It Over” (JFK 02:20);
  • Hall & Oates (com G.E. Smith do Saturday Night Live na guitarra) / Eddie Kendricks / David Ruffin – “Out of Touch”, “Maneater”, “Get Ready” (com Eddie Kendricks), “Ain’t Too Proud to Beg” (com David Ruffin), “The Way You Do the Things You Do”, “My Girl” (com Eddie Kendricks e David Ruffin) (JFK 02:50);
  • Mick Jagger com Hall & Oates / Eddie Kendricks / David Ruffin – “Lonely At The Top”, “Just Another Night”, “Miss You” (JFK 03:15);
  • Mick Jagger e Tina Turner – “State of Shock”, “Brown Sugar”, “It’s Only Rock ‘n Roll (But I Like It)” (JFK 03:28);
  • Conclusão no JFK Stadium:
    a) Bob DylanKeith Richards e Ronnie Wood – “Ballad of Hollis Brown”, “When The Ship Comes In”, “Blowin’ in the Wind” (JFK 03:39),
    b) USA for Africa (liderada por Lionel Richie) – “We Are the World” (JFK 3:55)


Live Aid Melbourne – AUSTRÁLIA

  • INXS (tocando em Melbourne) – “What You Need”, “Don’t Change” (13:06);
  • Men at Work (tocando em Melbourne) – “Overkill” (13:12);


Live Aid – JAPÃO

  • Loudness (gravado no Japão) – “Gotta Fight” (13:34);
  • The Off Course (gravado no Japão) – “Endless Night” (13:36);
  • Eikichi Yazawa (gravado no Japão) – “Take It Time” (13:38);
  • Motoharu Sano (gravado no Japão) – “Shame” (13:40);

Ao longo do concerto havia diversas chamadas sendo transmitidas pelo mundo todo solicitanto doações por telefone, com participação direta e indireta de inúmeros grupos de comunicação tais como: BBCABCMTVCBC entre outros grupos de comunicação de menor expressão e que de uma forma ou de outra, colaboraram em sua divulgação.

Muitos não sabem ou simplesmente não lembram, mas o promotor de eventos Harvey Goldsmith foi essencial para que Geldof Ure conseguissem atingir seu objetivo que parecia inicialmente impossível de se concretizar.

BBC disponibilizou 300 linhas telefônicas para doações via cartão de crédito e a cada 20 minutos o número de telefone e o endereço para envio de cheques eram repetidos. Como até o momento em que isso era feito o montante conseguido somava menos de 1 milhão e 200 mil LibrasBob Geldof  irrompeu pela cabine de transmissão e, após dar um breve e até certo ponto exaltado sermão sobre o que acontecia com as pessoas na Etiópa naquele exato momento, as doações deram um salto para uma média de 300 Libras por segundo.

Bob Geldof nos Anos 80

Uma pequena trivia do que aconteceu ao longo e ao final do evento (não colocarei tudo que rolou nos bastidores, apenas aquilo que de fato agregou algo de positivo ao Live Aid):

1 – Em uma conversa telefônica com a Família Real de DubaiBob Geldof conseguiu a maior doação individual de todo o evento:1 Milhão de Libras.

2 – A despeito da grave crise econômica pela qual passava na época a República da Irlanda, esse país foi o responsável pela maior doação per capita feita entre todos os países segundo o próprio Bob Geldof.

3 – Foi noticiado nos jornais no dia seguinte, que o valor arrecadado ficou entre 40 e 50 Milhões de Libras, mas hoje em dia costuma-se dizer que na verdade esse valor possa ter ultrapassado os 150 Milhões de Libras.

4 – Em dado momento do show, o apresentador Billy Conolly disse ter sido informado que 95% dos aparelhos de TV de todo o mundo estavam sintonizados no Live Aid – afinal de contas jamais havia sido tentada até então uma transmissão de tamanha proporção.

5 – Por conta de todos os seus esforços em prol dos necessitados, após esse grandioso evento Bob Geldof foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz e foi ainda ordenado pela Rainha Elizabeth II em 1986Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico (Knight Commander of the Order of the British Empire). Ele não pode ser oficialmente chamado de “Sir” com esse título, pelo fato de não ser inglês – apesar de muitos se referirem a ele dessa forma num sinal de carinho, respeito e admiração por seus atos – mas tem o direito legal de usar as letras KBE quando usa sua assinatura, justamente em virtude desse título.

Bob Geldof KBE: foto de poucos anos atrás

Rock Universe deseja um Feliz Dia Mundial do Rock a todos os apaixonados pelo estilo, sejam quais forem as bandas que corram em suas veias. Na verdade, o Rock ´N Roll é muito mais que um estilo: é uma cultura humana que desconhece fronteiras e tempo, agrega todos os idiomas, todas as crenças e descrenças, todas as etnias, orientações sexuais e sentimentos. É uma irrefreável vontade de viver, amar e seguir em frente. É um perdão secreto, um delírio lúcido, uma paixão utópica. É um momento infinito que comporta todos os nossos desejos. É um grito visceral e silencioso que tem início na juventude e jamais chega ao fim. 😉

Fontes: www.wikipedia.org

www.contactmusic.com

www.guardian.co.uk

Stairway to Heaven Led Zeppelin (Live)

Led Zeppelin: Plant & Page

Dizer mais o que sobre essa obra prima dos Deuses do Rock, que já não tenha sido dito milhares de vezes no mundo todo? Novamente que é um divisor de águas? Que é uma grande catarse do universo do Rock ´N Roll? Que é uma das maiores canções de Rock de todos os tempos? Que os caras não estavam simplesmente inspirados, mas sim iluminados? Entrar em detalhes técnicos de disco, ano, shows, equipamentos e etc? Pra que?

Quem nunca viajou ouvindo essa música, desejando que a harmonia executada no órgão por John Paul Jones nunca acabasse? Quem nunca caiu na estrada ao som de Stairway To Heaven querendo que a estrada jamais terminasse? Quem nunca riu, chorou, gritou ou amou com esse solo incrível de Jimmy Page rezando para que pela eternidade se prolongasse? Quem nunca teve vontade de ver John Bonham, ensandecidamente improvisando, forçando Page a fazer o mesmo? Quem nunca invejou ou exaltou toda a beleza e paixão na voz de Robert Plant sempre que a interpretou ao vivo, esperando que ele não conseguisse parar até tombar de êxtase bem no meio do palco?

Por essas e outras razões, dessa vez quero apenas compartilhar com vocês essa maravilhosa versão live que está em The Song Remains the Same

Stairway to Heaven Led Zeppelin (Live)

“….And she’s buying….a Stairway…to Heaven….”