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Holiness – Dead Inside: première e vídeo oficial

Dead Inside: Holiness 2013

Dead Inside: Holiness 2013

Eles conseguiram novamente: superaram minhas expectativas. Desde que escrevi sobre a banda pela primeira vez, ainda na época de Into The Light (do disco Beneath The Surface, de 2010), nunca mais parei de acompanhar o trabalho da Holiness.

Sempre falei dos arranjos, das qualidades técnicas de seus integrantes, das músicas como um todo… e também dos clipes oficiais, que primavam – e ainda primam – pela produção muito acima da média, até mesmo se comparados aos de algumas bandas já estabelecidas na cena Rock do Brasil.

E o que já era foda, podia melhorar? Bom, pelo que vimos na madrugada de 7 para 8 de setembro, mais do que certamente.

Partimos pouco antes da meia-noite rumo ao Manifesto para assistir em primeira mão o lançamento do novo clipe da banda. Chegamos no meio do show da The Hammer (Motörhead Cover) e apesar de eu não ser muito afeito de bandas cover, há de se tirar o chapéu para os caras, pois realmente mandam muito bem em todos os quesitos, puta som fiel ao de Sir Lemmy e seus asseclas. Tão válido que não poderia deixar de mencionar. Só isso.

Dead Inside: Cristiano e Fabrício

Dead Inside: Cristiano e Fabrício

Mas voltando ao assunto, papo vai, papo vem, esbarro aos poucos com o Fabrício (guitarra), Cristiano (bateria), André (baixo) e com alguns membros da produtora Loud Factory – aliás, já havia sido apresentado a eles no Live Metal Fest II e fiquei com uma ótima impressão. Pouco antes de anunciarem, conversamos rapidamente também com Stefanie. Faço perguntas gerais sobre as expectativas de cada um para a recepção do novo vídeo e outras amenidades. Todos tranquilos, no máximo um pouco ansiosos (principalmente Stefanie), mas ainda assim sob controle.

O que se seguiu quando apertaram o play lá em cima, foi algo que desconfiei logo que soltaram o teaser há algumas semanas: o clipe de Dead Inside trata-se de um curta de terror maravilhosamente bem produzido em todos os sentidos. Sério, galera, ficou LINDO! Fotografia, iluminação, tonalidades, maquiagem, figurinos, locações, conceito… absolutamente tudo!

Logo da produtora Loud Factory

Produtora Loud Factory

Eu sempre elogio o profissionalismo da Holiness, mas a Loud Factory não fica nada atrás. A produtora é um incalculável achado para a banda e para o cenário de Rock/Metal, não tenho como dizer de outra forma: fiquei fã.

Já havia ficado bastante admirado com o trampo deles no 3º clipe da Holiness, Mine, mas agora estou completamente embasbacado. E não sou do tipo que se impressiona fácil, acreditem.

Por que eu ainda não tinha ouvido falar desse pessoal? Onde estavam se escondendo? Bom, não sei, mas agora não vou perdê-los do radar de forma alguma.

No novo clip, Stefanie é abordada por uma criatura inicialmente indefinida, se acaba de correr, fugindo pelo mato, saltando, caindo e lutando até chegar em uma casa, onde Cristiano abre a porta sem entender nada para receber sua mulher completamente apavorada. Não quero falar muito para não estragar, mas as cenas transitam entre o enredo em si, com o medo comendo solto e cenas da banda tocando em um lugar – e vez por outra elementos do enredo surgem também na maquiagem da banda, “fora” do filme que acompanhamos.

Holiness

Holiness

Olha, ainda não sei como o público em geral é capaz de ignorar as bandas da nossa cena underground. Não, eu não escrevo sobre todas, sei disso muito bem, mas ao menos procuro conhecer tudo para escolher honestamente sobre o que escrever. Minha ideia não é apoiar cegamente toda e qualquer banda, apenas aquelas que tenham afinidade comigo, com o Rock Universe e, principalmente, trabalhos nos quais eu acredite de fato. É exatamente o caso da Holiness e de algumas outras já publicadas ou ainda por publicar.

Cristiano_Reis_Dead_Inside

Cristiano Reis: Dead Inside

Cristiano Reis: brother, você tem uma pegada convincente demais no comando da batera. Às vezes é a força exata que joga no braço, outras vezes a sutileza nos detalhes do arranjo, sei lá. O fato é que dá gosto ver e ouvir você tocando. Em Dead Inside, parece que você usou tudo que tinha, parabéns meu velho.

André Martins no clipe Dead Inside

André Martins: Dead Inside

André Martins: você ainda é recente na banda, mas já ouvi um pouco do teu trabalho na Hatematter e gostei. Já na Holiness, pude ouvir mais atentamente seu baixo em Drowning e na própria Dead Inside. Que graves de presença, hein? O timbre, a rapidez, as marcações e as frases em que ouvi, (inclusive ao vivo, no LMFII) você dobrando com o Fabrício não deixam um único buraco, excelente mesmo. A maneira como você ligou tudo em Dead Inside, fez com que eu quisesse ouvir mais de qualquer banda em que você seja o baixista, palavra.

Foto de Fabricio Reis em Dead Inside.

Dead Inside: Fabrício Reis

Fabrício Reis: ah, meu velho, sempre esses teus solos, riffs, harmonias e texturas, né? Já falamos disso algumas vezes, mas gosto de repetir: de arrepiar, sou teu fã confesso. Não faço ideia de onde você tira tanta inspiração (efeito Mizuho?) e em Dead Inside você me fez ter vontade de brincar de guitarrista novamente. Que RIFFS SÃO ESSES??? Na primeira vez que ouvi, já na intro eu pensei “pronto, lá vem o guri me mostrar novamente que como guitarrista, eu sempre fui somente um vocalista metido a tocar guitarra mesmo”.

Stéfanie Schirmbeck da banda Holiness

Dead Inside: Stéfanie Schirmbeck

Stefanie Schirmbeck: sua vez, Stéfanie. Não satisfeita em ser a tremenda vocalista que é, ainda me faz uma letra dessas, corre muito e sai na porrada com o sobrenatural. Brincadeiras à parte, eu realmente gosto da letra – até mesmo porque, por um acaso, algumas frases ali parecem muito com coisas que digo e nas quais acredito. Sobre a sua voz, além da gama de recursos que você sabe utilizar muito bem, em Dead Inside tive a impressão de que realmente interpretou como nunca cada verso. Dramaticidade é essencial e foi isso que ouvi. De mais a mais, impecável como de costume, uma das mais legítimas representantes de alguém que sabe exatamente o que quer, como quer chegar lá e o que quer fazer quando chegar.

Enfim, agora chega de texto e vamos ao que interessa.

Dead Inside Holiness (Official Video)

Ficha Técnica:
Produced by Loud Factory
Directed by Fernanda Castro Nascimento & Vagner Meirinho
Screenplay by Vagner Meirinho & Holiness
Edited By Vagner Meirinho
Production Manager: Tiago Pardal Assolini
Costume and Make up: Maurien Trabbold
Direction Assistant: Letícia Calvosa
Production Assistant: Laudir da Silva Reis
Image capture by Tiago Assolini and Lucas Machado

Fontes, Referências e Links Relevantes:
Loud Factory: http://www.loudfactory.net/
Reverbnation: http://www.reverbnation.com/holiness
Facebook: http://Facebook.com/HolinessBrasil
Twitter: https://twitter.com/BandaHoliness
MySpace: https://myspace.com/officialholiness
YouTube: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos
Cat Corsets: http://www.catcorsets.com/
https://www.facebook.com/blackcat.trabbold
https://www.facebook.com/pages/BlackCat/142239892473792
Todas as matérias sobre a Holiness no Rock Universe: https://rockuniverse.wordpress.com/tag/holiness/

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Banda S.U.N – Rock Brasil, Nostálgico e Moderno

Banda_SUN_Manifesto_Bar_Rock_Universe

S.U.N – Ao vivo no Manifesto Bar

 Nem só de Hard Rock e Heavy Metal vive o mundo. O Rock é muito mais amplo do que isso, com várias bandas interessantes, mas muita gente ainda teima em não admitir, seja por vergonha, seja por mente fechada. A banda S.U.N, composta por Marco Leão (Vocal), Lafayeth Persaud (Guitarra), Serginho Souza (Baixo) e Gerson Reyes (Bateria), comprova o que digo pela qualidade, autenticidade e dignidade artística de seu trabalho.

 Com um Rock que mescla momentos suaves, grooves clássicos e um clima meio saudosista, mas ao mesmo tempo soando moderno, a S.U.N  faz o que acredita e bate de frente com o fluxo da cena em São Paulo e em boa parte do Brasil, produzindo excelentes músicas autorais, belas letras em Português e um som com cara de Rock Brasil.

 Sim, vocês leram corretamente: Rock Brasil. Maduro, consistente, bem composto, muito bem executado e não dando a mínima para os preconceitos engessados.

 Linhas de baixo e levadas de bateria muitíssimo bem entrosadas, daquelas que te fazem lembrar um pouco de cada década. Serginho e Gerson estão claramente se divertindo entre viradas e slaps. Os riffs e solos de guitarra de Lafayeth são seguros, consistentes e inspirados. Ele brinca muito bem com timbres e efeitos. É um guitarrista de pegada precisa, com técnica e feeling na medida certa.

Marco Leão: Vocal.

Marco Leão: Vocal

 Os vocais de Marco apresentam influências que vão da Black Music ao Hard Rock, tudo muito bem lapidado, com domínio de nuances e sotaque Pop no melhor sentido da palavra. Traduzindo: ele canta muito e sabe usar as técnicas sem exagerar, soar forçado ou disputar volume com os outros integrantes. Intercala a voz limpa e suave com drives, sem perder clareza, potência e afinação. Isso sem falar nas harmonias vocais que estão bem acima da média. Para quem não sabe, Marco era vocalista da Sunsarah – outra banda que todos deveriam conhecer, e pode-se dizer que foi o embrião da S.U.N. Estou sendo detalhista, pois dentro do Rock Brasil atual, não vejo praticamente ninguém se preocupar com isso, como se bastasse abrir a boca na frente do microfone para ser vocalista; como se o termo “Rock Brasil” excluísse qualidade, o que aliás, tornou-se uma comparação bastante equivocada devido à enxurrada de oportunistas que vemos surgir diariamente.

 Assisti a um único show deles no Manifesto e digo a vocês: são excelentes! Prefiro MIL vezes um Rock Nacional autoral de qualidade, com letras e arranjos de nível Top, a bandas cover de Hard ou Metal. Sempre curti covers, ainda acho algo bacana, até ajudo a divulgar vez por outra, só que vejo TANTA, mas TANTA banda autoral maravilhosa em vários estilos de Rock, que é quase um crime não lotar um Rock Bar para ao menos conhecê-las. Bom, mas isso é assunto para as pautas que estão em andamento no Rock Universe em 2013.

 Quer um conselho? Pense fora da caixa. Ouça fora da caixa.

Desde o Início – S.U.N

Se Prepara – S.U.N (Vídeo Oficial – Ensaio)

Fontes & Referências:

Facebook: https://www.facebook.com/bandasun

SoundCloud: https://soundcloud.com/bandasun/

YouTube: http://www.youtube.com/user/bandaSUN

Rock Universe Entrevista13 Doses com a banda Holiness

Holiness em ação no Manifesto Rock Bar

 Depois de três muitíssimo bem sucedidas matérias sobre a Holiness aqui no Rock Universe, resolvi entrevistar o quarteto – coisa que aliás eu já vinha adiando há algum tempo diga-se de passagem. Já havia conversado previamente com a banda sobre isso e Stéfanie sugeriu o dia 10/06, que foi o dia de um show da Holiness juntamente com Semblant e Ravenland no Manifesto Rock Bar.

 Em virtude do trânsito incomum para aquele horário de domingo, chegamos um pouco depois do começo do show da Holiness que nesse noite foi a banda de abertura. Entre pautas, anotações e adendos, assistimos Stéfanie Schirmbeck, Cristiano Reis, Hercules Moreira e Fabrício Reis reproduzindo fielmente no palco seus registros de estúdio.

 Como minha intenção não foi (e não poderia ser naquela noite) fazer uma cobertura completa ou mesmo parcial das apresentações das três (excelentes) bandas, mas sim curtir os shows e depois realizar a entrevista, vamos adiante com o debut de nossa coluna de entrevistas que na verdade foi muito mais um bate-papo descontraído permeado por perguntas (dei até uma enxugada, pois por mim publicaria toda a conversa) que aconteceu logo após o show, no segundo andar do Manifesto. Com vocês, 13 Doses!

Holiness & Rock Universe no Manifesto

13 Doses – Rock Universe entrevista Holiness

1 – Quais as maiores mudanças pelas quais vocês passaram desde o lançamento de Beneath The Surface (2010) até agora? Muitas mudanças pessoais ou mais de ordem profissional mesmo?

Stéfanie Schirmbeck, vocalista da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck

 Stéfanie: As duas, pois não tem como ser de outra forma. Uma coisa puxa a outra, estão ligadas, são coisas que vão caminhando em paralelo no cotidiano até quando não percebemos.

2 – Mais cedo ou mais tarde boa parte das bandas profissionais brasileiras acaba migrando para São Paulo. Como tem sido a adaptação de vocês de uma maneira geral? Muito estranhamento ainda?

 Cristiano: Vimos que muita coisa não é exatamente como esperávamos. O público procura muito mais bandas cover do que autorais. Não adianta nada reclamarem de que não surgem novas bandas autorais se quando elas aparecem, as pessoas sequer querem ir aos shows para conhecê-las – nem que seja para dizer “Ok, vim, ouvi e não gostei”. Mas quando o papo é banda cover, vemos filas nas portas dos lugares e casas cheias. Não temos nada contra bandas cover, mas isso é o inverso do que deveria ser (Nota: nesse momento toda a banda se manifesta em concordância com Cristiano).

3 – A cena tem se tornado mais unida nos últimos anos? Algo já mudou após o fiasco do M.O.A. ou do último Rock In Rio por exemplo?

 Hércules e Stéfanie: Ainda falta união sim. Essa troca, esse apoio mútuo, todo mundo junto lutando por todos é algo necessário. Sem essa separação toda de cada um só querer ver o seu lado.

 Stéfanie: Hoje por exemplo nós estamos abrindo para a Semblant, eles abrem para nós em outro show e por aí vai. Claro que estamos na mídia também, na MTV, MixTV, aparecendo em outros canais, mas isso não é tudo: essa união entre as bandas deve ser permanente e esse sentimento de união deve se estender ao contato direto com os fãs, que é algo que nós adoramos fazer! Estamos sempre em contato com todo mundo via Facebook e Twitter.

4 – Muitas bandas em ascenção têm mantido uma postura cada vez mais profissional em todos os sentidos. Vocês acham que, ao menos em parte, isso tem colaborado para despertar o interesse dos fãs de Rock/Metal em geral?

Banda Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

 Stéfanie e Cristiano: Acreditamos que sim e falando por nós, fazemos questão de oferecer um show de qualidade e não falamos apenas do som em si. Além de toda a parafernalha de áudio, nós temos também nossos próprios equipamentos de luz, fumaça, efeitos, ou seja, procuramos ter toda a estrutura profissional que uma banda internacional possa vir a oferecer. Não tem como haver essa desculpa quanto à qualidade do show. O que você vai ver em um show gringo não é diferente daquilo damos ao público ao vivo. Estamos combatendo e desconstruindo essa mentalidade de que só a banda gringa vai te dar uma puta apresentação. Dependendo do estilo de apresentação de uma determinada banda grande no palco, muitas vezes eles acabam usando o aparato mais básico, mas nós fazemos questão de dar ao público mais e mais espetáculo, não importa onde, não importa quando.

5 – Aproveitando a resposta anterior da Stéfanie falando sobre Social Media, temos justamente atentado desde o começo para o quanto vocês têm sido ativos nas redes sociais, sempre interagindo com os fãs, realizando promoções e respondendo a todos. Qual é para vocês o real tamanho, a real importância que as bandas devem dar aos seus fãs em se tratando de feedback? A era dos “Astros Intocáveis do Rock” está chegando ao fim?

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis, o casal da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis: casal Metal

 Stéfanie: Sim, definitivamente. Como estávamos falando, estamos sempre interagindo, observando, colhendo esse feedback na web, nas redes sociais, afinal de contas é preciso estar antenado com tudo que acontece. Deve-se ter visão comercial também, teu público é o teu cliente. Não é só disco, show e pronto. O movimento gerado pelo teu trabalho enquanto músico acontece antes, durante e depois dos shows. Muitas vezes o estrelismo de certos artistas vem acompanhado de despreparo no que diz respeito a quem é teu público e à visão comercial que deveriam ter. Digo essas coisas no sentido de saber quem é o teu fã e o que ele curte, do que gosta, aonde ele vai, que lugares frequenta, tanto dentro quanto fora da web.

6 – Stéfanie, no final do show você falou em singles ainda esse ano. Qual o ritmo atual da Holiness com o 3º clip recém-lançado (Mine) e shows rolando cada vez mais? O tempo tem se tornado muito curto para fazer tudo?

 Stéfanie: Sim, o tempo encurtou mesmo, mas os singles estão em andamento. Basta administrar esse tempo entre shows, viagens e gravações (Nesse momento admiti à banda o meu alívio quando lançaram o 3º clip e mais ainda ao saber dos singles).

7 – Estamos em pleno século XXI, mas não tem como evitar a pergunta: você(s) percebe(m) algum tipo de preconceito contra as mulheres que integram bandas de Rock/Metal hoje em dia?

Stéfanie Schirmbeck ao vivo no Manifesto

Stéfanie Schirmbeck: potência e controle

 Stéfanie: Olha, eu pessoalmente nunca passei por nada desse tipo. Até acredito que esse tipo de coisa ainda role, mas que esteja se tornando algo cada vez mais raro de acontecer.

8 – Hércules, na sua opinião, existe algo imprescindível para ser um bom baixista de metal? E quais são as suas influências? (Nota do Rock Universe: Hercules deixou a banda algumas semanas depois, enquanto ainda editávamos a presente matéria)

Hercules Moreira Baixista da banda Holiness

Hercules Moreira

 Hércules: Basicamente seguir um estudo específico voltado para aquilo que você precisa. Técnica de 3 dedos por exemplo é importante no Metal, assim como velocidade e marcação. Minhas referências são trabalhos solo de baixistas desconhecidos do grande público. Dos mais conhecidos eu apontaria John Myung (Dream Theater).

9 – Cristiano, a mesma pergunta para você: o que é essencial para um baterista e quais suas influências?

Cristiano Reis baterista da banda Holiness

Cristiano Reis

 Cristiano: Estudar os elementos presentes na Bossa e no Jazz ajuda muito. Outra coisa que muita gente não se liga, são as famosas marching bands dos EUA – os caras fazem coisas incríveis! Recomendo também Mike Portnoy (Dream Theater), Travis Orbin e o som do Lamb Of God.

10 – Fabricio, a mesma coisa: o que é importante e quem te influenciou/influencia?

Fabricio guitarrista da banda Holiness

Fabricio Reis

 Fabricio: Considero importante conhecer tudo e ouvir muita coisa. Te confesso que não sou adepto de teoria, vou mais naquela de usar determinados elementos para ir criando o meu próprio som. Tenho referências? Sim, mas quero sempre aplicá-las sem simplesmente clonar alguém. Tenho ídolos, existem sim aqueles caras que digo “Putz, que foda!”, mas quero também “ser o meu som” e a minha própria referência. Tanto a parte técnica quanto o clima, texturas e atmosfera são importantes num som de guitarra. Levando tudo isso em conta, posso citar o The Edge (U2), John Petrucci (Dream Theater) e Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Pride & Glory e Black Label Society)

(Essa mesma pergunta sobre influências e principais atributos para vocalistas será feita à Stéfanie exclusivamente na série de entrevistas que iremos inaugurar no Rock Universe somente com vocalistas nacionais. Ela já está ciente disso, portanto, aguardem por essa e por outras novidades em breve)

Stéfanie e Fabricio no Manifesto Rock Bar

Stéfanie e Fabricio no Manifesto

11 – O que é o melhor e o pior de estar na estrada e em estúdio?

 Stéfanie e Cristiano: Na estrada o grande lance, a parte legal, é a interação. Ver como as coisas funcionam no show, como o público se comporta, como são as reações. Esse contato te dá um outro tipo de feedback que só podemos ver ao vivo, no palco mesmo. O lado ruim são as condições ruins de transporte e estrutura de alguns lugares para os músicos.

 Cristiano: No estúdio também tem os dois lados. Às vezes tu fica sem saída, vê que alguma coisa não tá rolando… Procura o caminho, mas não rola. Uma nota, uma levada, alguma coisa não se encaixa, sabe? Daí, enquanto essa resposta não surge, tu quebra a cabeça mais um pouco e… nada! Tu vai dormir, acorda mais tarde e de repente, sem pensar muito naquilo, depois de praticamente quase não conseguir dormir, a solução aparece. Nesse momento retomamos a parte boa que começa no processo de composição: você grava, acerta tudo e depois com tudo gravado, tu ouve e fica meio bobo. Escutando aquilo tu pensa: “Nossa! A gente fez isso? Putz, que legal!” – Nós fazemos questão de manter um padrão elevado do começo ao fim, em cada passo que faz parte do processo como um todo, da composição à finalização, mas mesmo assim ainda fica aquela mistura de alegria e surpresa quando o material está pronto. É foda ver a Arte nascer, ainda mais a tua própria.

12 – E quanto às bandas veteranas? Elas têm acolhido bem as mais recentes? Como tem sido com vocês?

 Cristiano: Da nossa parte não podemos reclamar. Acredito que manter uma postura profissional desde o começo, nos mínimos detalhes, talvez ajude. Mesmo uma banda jovem e/ou composta por jovens, hoje em dia não são mais meros aventureiros da música.

13 – Não existe fórmula mágica para o sucesso, mas vocês apontariam alguns atalhos honestos para quem está tentando começar? 

 Stéfanie: Antes de tudo é se valorizar, não aceitar situações humilhantes. Não te curve para imposições absurdas, não paguem para tocar. Por favor, não paguem para tocar! Não aceitem qualquer condição que te desrespeite enquanto profissional, enquanto músico, enquanto uma pessoa digna que leva a sério o que está fazendo, enquanto alguém que se ama e que ama a sua própria música.

É isso aí, 13 Doses devidamente consumidas até a última gota. 

 Como eu falei no início da matéria, foi uma noite com as bandas Holiness, Semblant e Ravenland. Não tivemos tempo hábil nesse dia para topar com o pessoal da Ravenland nem antes e nem depois do show, mas como os laços da Holiness se estendem fortemente à Semblant, vejam só quem apareceu no meio da entrevista:

Sergio Mazul, Mauricio R. Cozer e Mizuho Lin. Vocalistas da Semblant com Rock Universe

Sergio Mazul, eu e Mizuho Lin: os vocalistas da Semblant fazendo uma participação especial.

 Tanto o Sérgio quanto a Mizuho são duas pessoas extremamente receptivas. Aliás, aquela minha foto com a Holiness lá começo da matéria foi um favor pedido ao grande Sérgio (valeu, irmão!). Esse tal laço entre Holiness e Semblant se traduz muito bem através de outro simpatissíssimo casal do Metal Nacional:

Fabricio Reis e Mizuho Lin

Mizuho Lin & Fabricio Reis: casal símbolo da aliança Semblant & Holiness

 E foi nesse longo e tumultuado momento pós-show que os integrantes da banda Holiness uma vez mais esbanjaram sua costumeira simpatia e todo seu profissionalismo (como sempre falo, essa palavra é uma tônica quando se fala da banda), mesmo cansados e dando atenção aos fãs que pediam fotos e demais veículos presentes que os abordavam.

 O Rock Universe agradece à banda e deseja que a estrada do Rock ´N Roll continue sempre recompensando seu inquestionável talento.

Holiness ao vivo

Holiness: Rockin´ The Night Away!

ROCK ON!!!

Fontes e Referências Oficiais:

YouTube Oficial Holiness: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos

MySpace Holiness: http://www.myspace.com/officialholiness

Facebook – Fanpage: https://www.facebook.com/HolinessBrasil

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Twitter – @BandaHoliness: http://twitter.com/BandaHoliness

DR. SIN – The King – Música em homenagem ao Mestre DIO no aniversário do Manifesto Bar!

Manifesto Rock Bar: Templo do Rock no Brasil

No dia 19/11/11 comemorou-se o aniversário de 17 anos do melhor rock bar de São Paulo – e particularmente para este que vos fala, o melhor do Brasil – o Templo Sagrado do Rock ´N Roll conhecido como Manifesto Rock Bar. O fato por si só é um chamado a todos os headbangers, mas como se isso não bastasse, o presente para o Manifesto e seu público foi o show de lançamento do novo CD do DR. SIN, batizado com o singelo nome Animal. Cheguei a publicar anteriormente aqui no Rock Universe algumas matérias e notas sobre essa pequena obra-prima do trio, fruto do trabalho e de toda a experiência acumulada pela melhor banda de Hard Rock brasileira de todos os tempos, mas trataremos com mais profundidade da importância de Andria Busic, Ivan Busic e Edu Ardanuy em uma outra oportunidade, com a devida atenção e respeito que eles de fato merecem. A discografia eu já conhecia toda – não por um acaso sou fã desses caras – mas vê-los ao vivo impressiona mesmo aqueles que já os viram e ouviram dezenas, centenas de vezes em seu ambiente natural: o palco de um show de Rock. Aproveitem esse aperitivo para as futuras matérias que estamos preparando sobre a banda em 2012…

DR. SIN – The King

Muito obrigado ao DR. SIN por ter criado algo tão perfeito para representar dignamente o Eterno Deus-Rei do Metal, o Soberano do Rock ´N Roll: Long Live Ronnie James Dio \m/

Fontes: Cobertura do evento pela equipe Rock Universe & http://www.youtube.com/user/DRSITE81