Posts Tagged ‘Nuclear Blast’

“All For Metal” apresenta vários artistas consagrados do metal, que também podem ser vistos no videoclipe. Entre eles, estão Mille Petrozza (Kreator), Johan Hegg (Amon Amarth), Chuck Billy (Testament), o saudoso Warrel Dane (Nevermore e Sanctuary), Jeff Waters (Annihilator), integrantes do SabatonRoss The Boss (Manowar), Rock ‘N’ Rolf (Running Wild), integrantes do DetraktorTommy Bolan (ex-Warlock), Andy Brings e o The Ultimate Doro Clan.

Doro explica: “Eu acho que a música ‘All For Metal’ é um hino como ‘All We Are’, com alguns ótimos convidados cantando, que são todos meus amigos. É uma música ótima para shows e espero que vocês gostem, pois é uma das minhas preferidas!”

Entre os músicos participantes está Warrel Dane, vocalista do Nevermore e Sanctuary falecido em dezembro do ano passado ‘All For Metal’ já é uma das músicas favoritas de Doro Pesch | Foto: divulgação … 966 mais palavras

via Doro lança clipe de ‘All For Metal’ com integrantes do Testament, Amon Amarth, Kreator e outros — Rockarama

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“Bad Blood” Doro Pesch (Official Video)

Angels Never Die

 Em 1993, Doro Pesch lança seu quarto disco solo de estúdio, Angels Never Die. Com quatro singles, a música Bad Blood destaca-se como um deles evidentemente por sua qualidade, mas há um plus no que diz respeito ao vídeo: trata-se de uma crítica ao preconceito, racismo e aos violentos atos de intolerância que a Humanidade tem perpetrado ao longo de sua história.

 A poderosa voz e a sempre maravilhosa interpretação da Metal Queen, mesclam-se a cenas históricas de opressão étnica, e cenas com atores interpretando situações bastante comuns ainda hoje – infelizmente. A preocupação em trazer uma vez mais à tona tais eventos e ataques motivados por ódio, com o intuito de conscientizar as pessoas e levar-nos à reflexão, rendeu ao vídeo de Doro uma premiação no MTV Europe Music Awards.

“Bad Blood” Doro Pesch (Official Video)

“Bad blood, rivers run dry
Thunder comes and the children cry, bad blood
Never can change, no one here to blame
Bad blood, older than time
Followed me down from my father’s tribe
Bad blood, making me shake
Running through my veins, bad blood”

Fontes e Referências: Coleção particular & http://www.doropesch.com/

Birth Of Venus Illegitima – Therion – Official Video e Bio – Parte I

Vovin

 Tive meu primeiro contato com a banda suéca Therion tardiamente em 1998 através de seu sétimo disco, o aclamado Vovin – que diga-se de passagem me arrebatou de cara totalmente ao longo de suas 11 faixas. Nem preciso dizer que no mesmo ano procurei o álbum Theli (1996) desesperadamente até encontrá-lo num dos locais mais improváveis do Rio de Janeiro. O mesmo se deu com os ábuns anteriores que boa parte dos “especialistas” insistia em afirmar que não poderiam ser encontrados jamais. Levei quase um ano e meio mas consegui todos, desde Of Darkness…(1991) até os mais recentes – aliás, agradeço aos catálogos da Nuclear Blast pelos “mapas”.

 Fundada e capitaneada pelo guitarrista e compositor Christofer Johnsson, inicialmente a banda adotou nos idos de 1987 o nome Blitzkrieg, cujas principais influências eram Slayer e Mettalica. Contudo segundo muitos, soavam mais como Venom e Motörhead, com Johnsson no baixo e vocal, Peter Hansson na guitarra e Oskar Forss na bateria.

 Em 1988 a banda foi reformulada devido a questões internas com Forss que acabou deixando a banda. Mudaram o nome para Megatherion sob influência da banda suíça de metal extremo, Celtic Frost e seu segundo disco To Mega Therion. Nessa época Christofer Johnsson que era então o baixista e vocalista do grupo, assumiu a guitarra mas Peter Hansson continuou também como guitarrista. Johan Hansson foi recrutado como novo baixista e o baterista escolhido foi Mika Tovalainen. Como curiosidade, vale lembrar ainda que a mente por trás de todas essas músicas, mudanças e evoluções, Christofer Johnsson, chegou a fazer parte das bandas Demonoid, Liers In Wait, Messiah e Carbonized, além de ter fundado a extinta gravadora Dark Age Music.

 Os caras começaram como uma banda de Death Metal e foram sofrendo alterações musicais espontâneas, até se tornarem conhecidos por mais um dos intermináveis rótulos pertencentes ao universo do Rock: Symphonic Metal. Retomando a história mais recente da banda, algumas características ao meu ver bastante agradáveis fazem parte daquilo que a banda veio a se tornar sob o nome Therion:

1 – Sem querer desrespeitar quaisquer outras bandas que façam ou tenham feito uso de corais e orquestras em suas gravações e apresentações, o Therion foi a primeira de todas a agregar permanentemente um coral com tenores, barítonos, baixos, sopranos, altos, contraltos, mezzo-sopranos, mezzo-contraltos e outras vozes, como membros full-time da banda dentro e fora de estúdio, mesclando definitivamente o Heavy Metal com a Música Clássica em todos os sentidos – claro que por questões técnicas em algumas apresentações, a performance de palco pode vir a fazer uso de arranjos pré-gravados como qualquer outra banda, até mesmo as mais famosas e experientes.

2 – Outro ponto positivo é o fato de que as orquestras de câmara, quartetos de cordas entre outros elementos de música erudita, são elementos fixos na composição e execução de suas músicas, não meras participações especiais.

 Todos sabem que a utilização de elementos de música erudita no universo do Rock não é novidade, mas apenas no tocante a arranjos principalmente nas percussões, guitarras, sopros, teclados e seus modos e escalas em uma ou outra canção permeada por tais características – como no Metal Neoclássico (ou Neo-Classic Metal, bem na linha Yngwie Malmsteen), no Folk Rock (que muitas vezes abusa maravilhosamente do estilo Barroco, como o Jethro Tull) além de algumas outras bandas de Classic Rock.

 Costumamos ainda ouvir excelentes cantoras e cantores líricos que se desdobram magistralmente dentro de arranjos convencionais de Rock e Metal. No entanto, o “jovem” Metal Sinfônico não se vale destes mesmos elementos como um simples “tempero” a mais dentro dos arranjos tipicamente feitos para o Rock: ao contrário, fazem desses arranjos sim, o carro-chefe do estilo em todas as suas composições, com especial atenção à interação entre todos os instrumentos, buscando um denominador comum ao Rock, às orquestras e às respectivas vozes operísticas dos corais. Ouçam e assistam abaixo como isso funciona em Birth Of Venus Illegitima. E se você já conhece e curte a banda, encaminhe a um amigo que ainda não teve o prazer de desfrutar deste som.

Birth Of Venus Illegitima – Therion (Official Video)

Fontes: http://www.megatherion.com/en/
http://www.nuclearblast.de/en/