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Black Sabbath – Children Of The Grave (Live Video)

Black Sabbath: volta ou não volta?

Enquanto Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward não chegam a um consenso no tocante ao retorno do Black Sabbath, continua a enxurrada de declarações inconclusivas que podem ser sempre resumidas a um permanente “talvez” por parte dos quatro patriarcas. Pelo que temos acompanhado, pode-se perceber que não se tratam simplesmente de questões artísticas ou de ego – fato esse bastante comum em muitas bandas – mas sim de detalhes de cunho profissional no que diz respeito à logística de cada um dos membros – leia-se estratégia empresarial e questões de ordem Legal.

Como não podemos fazer muito além de torcer e rezar para que seus advogados e empresários consigam enxergar a chance de ouro que têm em mãos, segue abaixo um vídeo ao vivo com o mais que experiente quarteto em ação fazendo justamente aquilo que melhor sabe: o bom e velho Rock ´N Roll.

Black Sabbath Children Of The Grave

Alguém é capaz de duvidar que esses caras ainda podem ensinar muita gente como se faz?

Ozzy Osbourne: Let Me Hear You Scream (vídeo oficial)

Let Me Hear You Scream

Essa música do disco Scream (2010) nos trás um Ozzy Osbourne rejuvenescido, está pesada na medida e com riffs certeiros de guitarra. Apesar de não ser o velho Zakk, o guitarrista Gus G mandou muito bem e na verdade em alguns momentos parece até imitar o estilo e pegada de Zakk, inclusive o timbre da guitarra se não é idêntico chega muito perto disso. Ainda acho que a linha de guitarra tem muito a cara de Mr. Wylde, e eu não ficaria surpreso se no futuro soubéssemos que Gus G gravou linhas que Zakk rascunhou e largou com o Madman. Mas cá entre nós não tiremos o mérito de G, uma vez que o cara é um tremendo guitarrista, realmente um talento à altura do desafio, e como fã incondicional de Zakk Wylde e Randy Rhoads posso afirmar que ele tem se saído muitíssimo bem. 

A bateria forte, violenta e precisa de Tommy Clufetos (ex-Alice Cooper e ex-Rob Zombie – o cara deve gostar de Rock Terror) e o baixo seguro de Rob “Blasko” Nicholson (também ex-Rob Zombie) estão muito bem marcados sem muitas firulas além do necessário. As harmonias vocais concisas (com sua marca clássica de vozes dobradas) e refrão empolgante transpirando Metal em cada sílaba gritada pelo Prince Of Darkness – que vale lembrar, está com 62 anos e demonstra ter a mesma paixão que sempre teve pelo Rock ´N Roll – ainda mostram a todos como a coisa deve ser feita. Uma verdadeira lição de Rock/Metal para a criançada. \m/

Agora esse vídeo é…perfeito!!! Ozzy, banda e teatralidade dignas da lenda criada pela genialidade e loucura de John Michael Osbourne – e apenas para deixar registrado: sim, o tecladista Adam Wakeman (filho do lendário tecladista Rick Wakeman) está na banda, mas não participa do vídeo. A qualidade em todos os sentidos faz desse vídeo um verdadeiro curta musical de terror dirigido por Jonas Åkerlund, que já trabalhou com Metallica, Rammstein, Satyricon, The Rolling Stones, Iggy Pop, Jane´s Addiction e Paul McCartney entre outros. Com vocês:

Let Me Hear You Scream

“…Let me hear you scream like you want it…Let me hear you yell like you mean it…”

Fontes: http://www.ozzy.com/

http://www.roadrunnerrecords.com/blabbermouth.net/

Crazy Train: Ozzy Osbourne Blizzcon 2009 com o pequeno Yuto Miyazawa!

Eu só tive contato com o vídeo desse pequeno guitarrista-prodígio Yuto Miyazawa, há uns poucos meses. Não é de hoje que Ozzy Osbourne é conhecido por alçar ao estrelato novos talentos, mas dessa vez ele exagerou…para sorte desse simpático japinha e dos milhões de fãs do bom e velho Rock ´N Roll! Mais de um vídeo rolou pela internet, muita gente curtiu, divulgou, compartilhou, “twittou”, comentou, e apesar da filmagem ser de 2009, não podíamos deixar de registrar aqui no Rock Universe esse talento que vem do extremo oriente.

Yuto & Ozzy

Yuto nasceu em Tóquio no ano 2000 e entrou para o Guiness, o Livro dos Recordes, aos 8 anos de idade, em agosto de 2008 como “The Youngest Professional Guitarist” (“O Mais Jovem Guitarrista Profissional”). Apareceu em maio de 2009 no The Ellen DeGeneres Show, cantando e tocando justamente o eterno clássico da parceria de Ozzy com o saudoso e genial Randy Rhoads, a empolgante e emblemática Crazy Train. Além de ter tocado no Blizzcon 2009, Yuto participou também do Ozzfest 2010. No vídeo a seguir Yuto estava com 9 anos e….bem, estejam à vontade para assistir com seus próprios olhos o que esse menino já é capaz de fazer. Caso haja alguma criança no recinto neste instante, por favor coloque-a para assistir junto com você. Sério.

\m/

Ozzy Osbourne, Prince Of Darkness, parabéns por sua atitude e respeito com artistas de todas as idades. Yuto Miyazawa, agradeça aos Deuses do Rock e continue assim. Se bem que você ainda tem uma vida pela frente para se aprimorar….que medo!

Fonte: http://www.yutoguitar.com/

Um ano sem Ronnie James Dio: Homenagem a um dos Deuses do Metal

Há 1 ano falecia vítima de câncer no estômago, Ronald James Padavona, um dos Deuses-Reis do Heavy Metal, aquele que conquistou seu lugar perene na história da música, mais conhecido por todos como Ronnie James Dioou simplesmente Dio. A matéria a seguir foi escrita e publicada por mim no dia de seu falecimento em 2010. Recordo-me da comoção e cumplicidade explicitada ao longo desse dia entre nós, fãs da obra e do homem que ele foi e sempre será em nossas memórias. Na época quando dei por mim, estive acordado por mais de 72 horas consecutivas, conversando com dezenas de fãs ao redor do mundo por e-mail, Orkut, Facebook, Twitter e por aí vai. Eu simplesmente não conseguia dormir ou comer, e topava com fãs nas mídias sociais sentindo exatamente o mesmo que eu. Muitos vinham conversar, chorar, se lamentar e por incrível que pareça, no meio de tanto sofrimento, foi algo bonito de se ver o quanto a arte de Ronnie tocou nossos espíritos. De repente minha tristeza se transformou em alívio por ver que a semente que ele plantou no mundo do Rock, pôde fazer florescer mesmo nos mais duros corações, a coragem de deixar a tristeza transbordar pelos olhos sem medo de julgamentos ou zombarias…as pessoas diziam abertamente “…estou em prantos, que se dane, porcaria…ele era nosso ídolo maior, a voz de legiões do Metal, não paro de chorar…”. Eu mesmo fui um desses e honestamente não me recordo de chorar tanto pela morte de um ídolo. Algumas conversas se prolongaram por horas e essas horas tornaram-se dias. Passados esses primeiros 365 dias sem Dio, The Voice of Metal, o que mudou no cenário Rock para melhor? Talvez ainda seja demasiado cedo para afirmar algo mais contundente, mas uma coisa é certa: jamais haverá outro Ronnie James Dio!!! \m/

Sem mais delongas, segue abaixo a tal matéria do qual lhes falei logo acima

“Esse homem simplesmente esteve presente em algumas das maiores e mais legendárias bandas de Rock do mundo e compôs inicialmente alguns hinos do Hard Rock clássico. No entanto sua existência se tornou de fato indelével por toda a sua incalculável contribuição ao Heavy Metal. Gravou seu primeiro disco na banda ELF em 1972, com a qual permaneceu até 1975.

Primeiro disco da banda ELF, lançado em 1972

Ainda em 1975 juntou-se à outra lenda do Rock, o guitarrista Ritchie Blackmore (tão famoso quanto o Deep Purple, banda na qual deixou sua assinatura musical) em sua banda Rainbow, tendo gravado obras de arte, como as músicas Long Live Rock ´N Roll, Man On The Silver Mountain, Gates of Babylon, Rainbow Eyes, Kill The King, Stargazer, Still I’m Sad, The Temple of the King, Catch the Rainbow entre outras.

Long Live Rock ´N Roll

Como puderam notar no vídeo, essa música é um dos pontos altos da carreira do Rainbow, assim como era nos shows de Dio. É o hino de mais de uma geração do Rock e sempre será.

Ritchie Blackmore’s Rainbow lançado em 1975

 Em 1980 foi chamado para substituir outro Deus do Rock, Ozzy Osbourne, no igualmente legendário Black Sabbath. Com o Sabbath gravou os álbuns Heaven and Hell, Mob Rules, Live Evil (disco ao vivo eu normalmente passo batido, mas esse é daqueles que vale ser sempre citado), Dehumanizer, além da coletânea lançada em 2007 relativa à sua fase na banda, Black Sabbath: The Dio Years.

 Neon Knights

Entre os muitos clássicos que compôs como membro do Sabbath, podemos e devemos destacar: The Mob Rules, Neon Knights, Children of the Sea, Turn Up The Night, The Sign of the Southern Cross, Country Girl, Voodoo, Heaven and Hell, Wishing Well, Lady Evil, TV Crimes…..pois é caros leitores, muitos clássicos do Metal vieram a público pela voz e genialidade desse pequeno titã que nos deixou.

Black Sabbath: Heaven and Hell lançado em 1980

Black Sabbath: Mob Rules lançado em 1981

Após sair do Sabbath (retornou e tornou a sair, enfim……idas e vindas do mundo do Rock), Ronnie montou sua própria banda que batizou simplesmente com o seu nome artístico: Dio. Como se já não bastasse tudo que criara até então, em 1983 lança o álbum Holy Diver, inaugurando mais uma genial fase de sua carreira.

Dio: Holy Diver lançado em 1983

The Last in Line 1984, Sacred Heart (1985), Dream Evil (1987), Lock Up The Wolves (1990), Strange Highways (1994), Angry Machines (1996), Magica (2000), Killing The Dragon (2002), e Master Of The Moon (2004)…..e não, não citarei as inúmeras coletâneas e lives pois Ronnie James Dio nunca precisou delas para estar em evidência.

Don´t Talk To Strangers


De sua carreira solo são muitas que valem a pena ouvir e ouvir novamente: Holy Diver, The Last In Line, Don’t Talk to Strangers, Rainbow in the Dark, Stand Up and Shout, We Rock, I Speed at Night, Evil Eyes, Egypt (The Chains Are On), Rock ‘N’ Roll Children, King of Rock and Roll, Sacred Heart, Wild One, Lock up the Wolves, Strange Highways, Golden Rules, Hunter of the Heart, Killing the Dragon, Along Comes a Spider, Push, Master of the Moon e One More for the Road.

Dio: The Last In Line lançado em 1984

O que tivemos de mais recente, foi a banda montada entre ele e seus ex-companheiros de Black Sabbath: Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice. O nome escolhido para o grupo foi Heaven & Hell, em referência direta ao disco de 1980 com o mesmo nome – não por um acaso com a mesma formação dessa “nova” banda – lembrando que esse disco se trata de um dos divisores de águas do Metal.
O único álbum lançado pelo velho-novo grupo foi The Devil You Know (2009), onde percebemos todos os elementos que ajudaram a compor a identidade e maturidade musicais de cada integrante desse quarteto.
Quem conhece a história do Rock e mais especificamente do Heavy Metal, sabe a magnitude e importância da voz de Dio: potente, incansável, afinada e inigualável como poucos conseguiram ou conseguirão.
Sua morte não encerra um mero capítulo na história da música, na verdade encerra um imensurável livro da História do Rock e do Heavy Metal.

Ronnie James Dio

É impressionante como alguém aos 67 anos de vida, parte após ter feito tanto, ter se tornado tudo que vimos por décadas, ter realizado tantas coisas, ter arrebanhado uma legião de fãs pelo planeta….e mesmo com tudo isso, ficamos com aquela sensação esquisita de que havia ainda muito a ser feito em sua carreira, que mesmo depois de tudo com que nos presenteou, tenhamos ficado com um sentimento de “Mas e o resto? E o final da história Dio? Vai embora sem nos contar?”

Talvez seja um ato inconsciente de egoísmo extremo de nossa parte, querer que Ronnie James Dio se tornasse imortal para continuar compondo, gravando e excursionando para nós eternamente. Narrando aventuras, bradando feitos, enfeitiçando seus exércitos, tudo para nos entreter e nos transportar ao mundo do Rock, onde todos podemos ser inacreditavelmente corajosos, fortes, descolados, destemidos e valorosos. Onde somos invencíveis e podemos até voltar dos mortos…..e nesse momento, quem nos dera fosse isso possível.
Talvez seja tão somente uma profunda tristeza tentando se camuflar em uma pseudo-bravura inconformada de fã.
Ou quem sabe ainda, uma sincera revolta de rockeiro, que diante de tantos novos “artistas” que primam pela total falta de qualidade e conteúdo, se vê obrigado a enterrar um dos últimos e fiéis bastiões da boa música, do Rock ´n Roll, do Metal e da dignidade artística e humana.

É o final de uma história estranha de se absorver pois parece que o narrador era também protagonista e foi abatido antes de narrar seu próprio fim – como se pudesse ser isso possível, como se fizesse parte da magia que cercou sua vida.

Cabe-nos agora saber aceitar não o fim, mas o merecido descanso do homem que escolheu seu próprio nome, nos deu alegrias e bons momentos com sua letras, sua canções e demonstrou toda a sua força de vontade até o final, até o seu último suspiro, até a última batida de seu bravo e experiente coração.

Nas últimas semanas muito se falou de sua luta contra o câncer: fãs rezaram, amaldiçoaram, esbravejaram, beberam, se reuniram para ouvir seus discos….e agora todos se emudeceram diante do final. O derradeiro silêncio de uma grande voz, calou todas à sua volta.

O que eu li e o que eu sei, é que ele não se entregou em momento algum, não se rendeu, não se acovardou e não recuou. Sua esposa Wendy Dio testemunhou tudo do começo ao final, o que ao meu ver denota também muita Força e Coragem…..muito mais do que muitos teriam. Obrigado por toda a sua atenção e carinho Wendy, mesmo diante de tamanha adversidade…seja forte pois estamos contigo, muitos ao redor do mundo lhe são também muito gratos.

Diante disso, quando em algum momento nossos corações pesarem por ele, pensem o seguinte: não morreu simplesmente, na verdade foi digno, merecedor e corajoso o suficiente para ir se aventurar e cantar em outros lugares, todas as noites e por toda a Eternidade.
Sim, façamos uso de um pensamento fantasioso para tornar tudo mais fácil, tão fantástico quanto os mundos de fantasias que ele nos ofertou com toda a sua sinceridade.

Dio foi ter pessoalmente com seus muitos personagens de suas canções….seus Cavaleiros, Dragões, Reis e Rainhas……e por tudo que fez pelo Rock, deve ter salvo conduto e trânsito livre com suas legiões…..tanto no Céu….quanto no Inferno.

“….They say that life’s a carousel,

Spinning fast, you’ve got to ride it well

The World is full of Kings and Queens

Who blind your eyes and steal your dreams

It’s Heaven and Hell…..”

R.I.P. Ronald James Padavona

LONG LIVE RONNIE JAMES DIO!!!!

Fontes: http://www.ronniejamesdio.com/

E também meu humilde acervo pessoal de álbuns de Rock.

Essa matéria foi redigida e editada relutantemente por incontáveis vezes ao som de todas as músicas citadas no texto”
:cry: E essa foi a maneira que encontrei naquele dia para tentar me despedir de Ronnie James Dio, minha mais importante referência enquanto vocalista e fã de Metal…mas por mais que o tempo passe, tanto quanto o peso de sua voz e de sua importância para o mundo do Rock, permanece minha voz embargada pelo esmagador peso de sua ausência… 😦 \m/

Randy Rhoads: impecável

Um dos mais completos e indescritíveis guitarristas de todos os tempos, Randy Rhoads, esteve para o mundo do Rock como Leonardo da Vinci esteve para as artes e a ciência.

O jovem Randall William Rhoads, foi descoberto por um certo senhor John Michael Osbourne ainda garoto. Tal qual um meteoro Randy embarcou na banda de Ozzy Osbourne, nosso querido Prince Of Darkness, e como já sabemos todos, assombrou em vida tanto seus colegas de profissão, quanto seus incontáveis fãs ao redor do mundo, fosse com uma Gibson Les Paul ou com uma Jackson Flying V nas mãos.

Ao menos hoje não vou fazer aqui mais uma ode à genialidade de um dos maiores guitarristas que já pisou nessa planeta – que por sinal tem ficado gradualmente carente de artistas de tamanho clibre.

Vejamos e ouçamos abaixo porque esse sujeito continua sendo até hoje, um dos meus favoritos…e de repente até de muitos de vocês! \m/

Crazy Train

“Crazy, but that’s how it goes…Millions of people living as foes…Maybe, it’s not too late…To learn how to love…And forget how to hate” – Até essa letra é incrível 😉