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Heavy MetalSyren lança vídeo oficial para The End

Heavy Metal: Syren.

Heavy Metal: Syren

 Estou para produzir uma matéria sobre a Syren há algum tempo. Ouvi algumas vezes o trabalho da banda, assisti alguns vídeos e fiquei abismado pelo timbre e alcance de Luiz Syren, um vocalista monstruosamente acima da média, acreditem.

 Conheci o trabalho do Luiz – e da Syren, aliás, apelido do vocalista como já notaram – através de amigos que também me mostraram o trabalho de Renato Tribuzy e Hélio Oliva, ou seja, vocais top do Metal do Rio de Janeiro e, sendo assim, já tinha uma relativa certeza sobre a qualidade. Certeza essa que se tornou absoluta rapidamente.

 A nova formação desta unidade de elite do Metal Carioca conta com o excepcional guitarrista Guilherme De Siervi, além do baixista Bruno Coe e do baterista Júlio Martins – que são duas verdadeiras máquinas de pancada no melhor sentido da palavra. Tudo é muito bem aparado, certeiro, preciso. 

Banda Syren em 2013.

Syren 2013 (Crédito: Cíntia Ventania)

 O disco será lançado ainda em 2013, chama-se Heavy Metal  e o tracklist é o seguinte:

1. Blindfold
2. Devil Road
3. The End
4. Stay Alive
5. Last Train To Hell 
6. Scourge Of Time
7. Heavy Metal
8. Keep Walking
9. Die In Paradise
10. Odyssey

 Bom, por agora chega de papo e quero apenas que vocês conheçam o som destruidor da Syren. A produção do vídeo é de Cíntia Ventania (baixista do Possessonica e do Scatha). Ah! Eu falei pra vocês que a voz de Luiz Syren lembra a de um certo Bruce Dickinson? 😉

The End – Syren (Official Video)

Fontes & Referências: http://www.officialsyren.com/home_br.htm

http://www.reverbnation.com/syrenband

https://myspace.com/syrenband

http://cintiaventania.com/

 

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Nightwish – Resenha do show no Credicard Hall, em São Paulo, 12/12/12

Nightwish Resenha Show Credicard Hall, São Paulo, 12/12/12

Nightwish – Credicard Hall, São Paulo, 12/12/12

Surpreendente. Sim, em uma palavra seria isso mesmo. Não que eu esperasse menos de uma banda como o Nightwish, mas francamente a banda saiu-se ainda melhor do que eu já esperava.

Estive no show que eles realizaram há 10 anos no Rio de Janeiro (na época ainda com Tarja), e fiquei bastante impressionado com a performance individual de cada um dos integrantes. Esse show de 2002 foi determinante para eu realmente me tornar fã da banda, passando a acompanhar cada movimento do quinteto. Mas vamos retornar a 2012 e falar o que rolou ao longo da noite de 12/12/12.

A despeito do trânsito que estava um tanto tumultuado – pois tratava-se de uma quarta-feira, ou seja, dia de jogo em São Paulo -, chegamos ao local pouco antes de 22:00h. Infelizmente não assistimos a banda de abertura, Tierramystica, mas pelo pouco que já ouvi deles o som parece realmente muito bom. De mais a mais, o que todos aguardavam para aquela noite memorável, era a apresentação do Nightwish.

Nightwish Credicard Hall 12/12/12

Nightwish – 12/12/12

Ao som de Crimson Tide (de Hans Zimmer) como introdução, a banda subiu ao palco emendando Storytime e o público demonstrou que mesmo as canções novas têm sido muito bem recebidas. Cá entre nós, fiquei bastante surpreso pela reação dos fãs às músicas mais recentes, afinal de contas, Tarja Turunen marcou a história da banda; e Anette Olzon ficou bem abaixo de qualquer expectativa, a ponto de praticamente sofrer bullying pelos próprios fãs da banda. Mas naquela noite o barco tomaria outro rumo, pois a mulher que atualmente ocupa o posto de vocalista (até então temporariamente), é uma bela e talentosa holandesa com mais de 1,80 m, dona de uma voz potente, afinada e maravilhosa, que atende por Floor Jansen.

“Mas ao vivo a voz se parece um pouco com a de Tarja?” – Olha galera, acho que muita gente fica lembrando da abordagem 100% lírica da pequena gigante, mas esquecem que há mais de um caminho para um agudo ou para uma boa execução. Tarja Turunen é fenomenal, sou muito fã dela e etc, mas Floor Jansen alcança notas fundamentais e com uma potência que me chamou a atenção várias vezes. Ela mescla as técnicas para ir “construindo o caminho”, valendo-se ainda da pegada mais Heavy do que Lírica em muitos momentos. Não, sua voz não se parece com a de Tarja e nem por isso é menos do que fantástica. Quem conhece o trabalho dela no After Forever (e no ReVamp) sabe do que estou falando. E se quisermos ouvir Tarja cantando hoje em dia, basta ouvirmos a carreira solo dela que também é excelente.

Floor Jansen simplesmente teve todos em sua mão do começo ao fim do show, essa é a grande verdade. Convenhamos que é uma tarefa bastante ingrata substituir Tarja, os fãs são exigentes e detalhistas. Anette que o diga. Conduzir os vocais de Storytime é claramente algo bem tranquilo. E quando começassem as músicas da fase Tarja, o que esperar? Pois eu lhes digo: que o show não acabasse nunca mais! Quando os primeiros versos de Wish I Had An Angel começaram, o Credicard Hall cantava em uníssono – inclusive esse que vos fala. Foi nesse instante que tive certeza absoluta de que aquela mulher deveria permanecer na banda. A energia e cumplicidade dos fãs para com a vocalista já estava selada.

Vejam o final de Wish I Had An Angel nesse show memorável:

Na sequência pudemos assistir Amaranth e Scaretale, que serviram para os fãs mais antigos absorverem o real impacto das composições pós-Tarja Turunen ao vivo. Tuomas Holopainen (teclado) é inegavelmente um dos atuais melhores compositores da cena Metal, chega a ser algo impressionante. Marco Hietala (baixo/vocal) continua tendo a presença de um viking no palco: canta, brinca e berra como se estivesse curtindo tanto quanto um fã de primeira viagem. E que voz de bárbaro, hein? Realmente é um tremendo vocalista. Eu que já era fã do cara, nem sei mais o que dizer.

Nightwish e Marco Hietala em São Paulo

Nightwish: Marco Hietala

Jukka Nevalainen continua martelando sua bateria com a precisão e o vigor de um pirata furioso, com sua bandana praticamente encobrindo os olhos. Parece que cada música será sua última, haja fôlego. Emppu Vuorinen, como de costume, esbanja técnica e simpatia: sorri, acena, faz pose de fortão com cara de mau e sobe em lugares, fazendo meio que piada com sua própria altura – o sujeito parece ser mais baixo que eu, e olha que tenho somente 1,67 m. Houve ainda a participação de Troy Donockley com sua uilleann pipes, dando um toque folk e fazendo valer a fidelidade de estúdio em canções como a belíssima The Crow, the Owl and the Dove.

Ever DreamNemo e Wishmaster  também marcaram presença entre os clássicos da banda. A química de palco entre Floor Jansen e o pessoal no Nightwish é tão bem lapidada, que é até estranho falar de Floor como se ela já não fosse integrante definitiva.

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – Floor Jansen merece o posto!

Dark Chest Of Wonders, I Want My Tears Back, Over The Hills And Far Away (cover), Last Of The Wilds, Ghost Love Score, Song Of Myself e Last Ride Of The Day completaram o set. Já que tocaram músicas bem mais recentes (com as quais ainda não estou totalmente acostumado) para mostrar que não vivem somente de passado (o que está mais do que certo, afinal de contas continuam fazendo grandes músicas), posso dizer que poderiam ter acrescentado The Islander ao set.

Espero que mantenham Floor Jansen e que gravem um novo disco o quanto antes. A banda merece uma nota 9,25 por esse show inesquecível.

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

The Mists Of Nightwish

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – Tuomas Holopainen regendo e comandando os teclados ao lado de Marco 

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – 12/12/12

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Troy Donockley em um dos momentos de sua participação no show

Nightwish: Emppu Vuorinen

Nightwish: Emppu Vuorinen, o guitarrista

Nightwish: Jukka Nevalainen

Nightwish: Jukka Nevalainen, o baterista

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish após a missão cumprida

O saldo final da noite, foi a sensação de ter testemunhado um dos melhores shows de Metal de 2012. Grandes músicos, uma grande banda e a certeza de que o quinteto ainda tem muita lenha para queimar. Rock On!

Fotos e Vídeo: Mauricio R. Cozer e Luciano Watase.

Fontes e Referências: http://nightwish.com/

http://www.tuomas-holopainen.com/

http://floorjansen.com/

I Love It Loud – 3º Vídeo da Promoção KISS, Budweiser/MixHell

Budweiser/MixHell: Promoção Bud Drum Machine

O 3º vídeo da promoção Budweiser/MixHell para os shows do KISS no Rio de Janeiro e em São Paulo já está disponível. Qual o seu palpite?

Ainda não sabe como funciona essa promoção para você levar 8 amigos ao show do KISS? Leia e assista aos outros vídeos aqui: https://rockuniverse.wordpress.com/2012/11/09/promocao-para-o-show-do-kiss-budweiser-iggor-cavalera-laima-leyton-e-bud-drum-machine/

Acesse o site da Budweiser, leia todo o regulamento e boa sorte: http://www.budweiser.com.br/

MatanzaMúsica Para Beber E Brigar

2º Disco do Matanza: Música Para Beber E Brigar

Matanza: Música Para Beber E Brigar

 Lá pelos idos de 2003, eu trabalhava em uma loja toda cheia de propostas inovadoras em se tratando de Brasil. Fizeram até algumas matérias de destaque sobre o lugar em grandes emissoras e demais veículos. Localizada em um shopping da Zona Sul do Rio de Janeiro, era um espaço realmente muito grande: livraria, setor de downloads, cinema de alta tecnologia, gráfica, palco para shows, restaurante, café e, evidentemente, um setor de CDs e DVDs – que era o meu setor. Na verdade eu e meus amigos e colegas fazíamos parte da equipe original que inaugurou a tal loja.

 “Beleza, mas onde entra a tal banda do título nessa história toda?” – Pois vamos a isso nesse exato instante: em dado momento daquele agitadíssimo cotidiano comercial, deparei-me com o CD de uma banda cujo nome era no mínimo… peculiar por assim dizer – Matanza. Alguém falou “é a banda do filho do Jack (dono da loja), o Jimmy” e apontou para um sujeito grande, ruivo, cabeludo e barbudo que circulava pela livraria. Figura ameaçadora para os “padrões normais” de uma sociedade estúpida, hipócrita e preconceituosa. Vez por outra ele aparecia e conversava com alguns de nós durante o expediente.

 A despeito de qualquer estereótipo, durante essas conversas pude constatar que o sujeito era inteligente e bem articulado – além de ser um cara totalmente na dele, sem frescuras e, acreditem, educado e de certa forma até bem simpático. Eu já tinha ouvido falar vagamente sobre um tal Jimmy London na cena um pouco mais extrema do Rio e de sua atitude. Apenas não havia associado o nome à banda e à pessoa daquele Jimmy específico. E ele mesmo não mencionava diretamente o Matanza conosco – não que eu tenha visto. Quando um músico tem esse tipo de postura, ganha totalmente o meu respeito, seja ele famoso ou não. Lembrando bem, apenas uma única vez ele brincou quando me viu com um CD deles na mão: “essa banda é legal, hein?” – riu e saiu andando. Fim.

 Depois disso realmente resolvi conhecer o trabalho da banda e comecei por um CD que constava em nosso catálogo, cujo nome era no mínimo singular: Música Para Beber & Brigar (2003). E não poderia haver um título mais direto para aquele disco. Uma mistura muito bem amarrada de Metal, Hardcore, Punk e Country. Agora chega de papo e vamos ao que interessa:

O Último Bar Matanza (Versão Oficial Ao Vivo)


…Mas se eu voltei pra essa cidade, foi atrás de muito tempo que eu perdi…

Fontes e Referências: Coleção particular e http://www.matanza.com.br/