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Banda S.U.N – Rock Brasil, Nostálgico e Moderno

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S.U.N – Ao vivo no Manifesto Bar

 Nem só de Hard Rock e Heavy Metal vive o mundo. O Rock é muito mais amplo do que isso, com várias bandas interessantes, mas muita gente ainda teima em não admitir, seja por vergonha, seja por mente fechada. A banda S.U.N, composta por Marco Leão (Vocal), Lafayeth Persaud (Guitarra), Serginho Souza (Baixo) e Gerson Reyes (Bateria), comprova o que digo pela qualidade, autenticidade e dignidade artística de seu trabalho.

 Com um Rock que mescla momentos suaves, grooves clássicos e um clima meio saudosista, mas ao mesmo tempo soando moderno, a S.U.N  faz o que acredita e bate de frente com o fluxo da cena em São Paulo e em boa parte do Brasil, produzindo excelentes músicas autorais, belas letras em Português e um som com cara de Rock Brasil.

 Sim, vocês leram corretamente: Rock Brasil. Maduro, consistente, bem composto, muito bem executado e não dando a mínima para os preconceitos engessados.

 Linhas de baixo e levadas de bateria muitíssimo bem entrosadas, daquelas que te fazem lembrar um pouco de cada década. Serginho e Gerson estão claramente se divertindo entre viradas e slaps. Os riffs e solos de guitarra de Lafayeth são seguros, consistentes e inspirados. Ele brinca muito bem com timbres e efeitos. É um guitarrista de pegada precisa, com técnica e feeling na medida certa.

Marco Leão: Vocal.

Marco Leão: Vocal

 Os vocais de Marco apresentam influências que vão da Black Music ao Hard Rock, tudo muito bem lapidado, com domínio de nuances e sotaque Pop no melhor sentido da palavra. Traduzindo: ele canta muito e sabe usar as técnicas sem exagerar, soar forçado ou disputar volume com os outros integrantes. Intercala a voz limpa e suave com drives, sem perder clareza, potência e afinação. Isso sem falar nas harmonias vocais que estão bem acima da média. Para quem não sabe, Marco era vocalista da Sunsarah – outra banda que todos deveriam conhecer, e pode-se dizer que foi o embrião da S.U.N. Estou sendo detalhista, pois dentro do Rock Brasil atual, não vejo praticamente ninguém se preocupar com isso, como se bastasse abrir a boca na frente do microfone para ser vocalista; como se o termo “Rock Brasil” excluísse qualidade, o que aliás, tornou-se uma comparação bastante equivocada devido à enxurrada de oportunistas que vemos surgir diariamente.

 Assisti a um único show deles no Manifesto e digo a vocês: são excelentes! Prefiro MIL vezes um Rock Nacional autoral de qualidade, com letras e arranjos de nível Top, a bandas cover de Hard ou Metal. Sempre curti covers, ainda acho algo bacana, até ajudo a divulgar vez por outra, só que vejo TANTA, mas TANTA banda autoral maravilhosa em vários estilos de Rock, que é quase um crime não lotar um Rock Bar para ao menos conhecê-las. Bom, mas isso é assunto para as pautas que estão em andamento no Rock Universe em 2013.

 Quer um conselho? Pense fora da caixa. Ouça fora da caixa.

Desde o Início – S.U.N

Se Prepara – S.U.N (Vídeo Oficial – Ensaio)

Fontes & Referências:

Facebook: https://www.facebook.com/bandasun

SoundCloud: https://soundcloud.com/bandasun/

YouTube: http://www.youtube.com/user/bandaSUN

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Por que o Dia Mundial do Rock é celebrado em 13 de Julho?

Posted: July 13, 2012 in Classic Rock, Hard Rock, Heavy Metal, Homenagem, Live, Show
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A maioria das pessoas não sabe, mas no dia 13 de Julho comemora-se todos os anos o nosso tão querido Dia Mundial do Rock desde 1985.

Ok, mas por que o Dia Mundial do Rock é celebrado em 13 de Julho?
Porque foi em 1985 que Bob Geldof (nascido Robert Frederick Zenon) compositor, vocalista e humanista irlandês, então membro da banda Boomtown Rats, com a ajuda de James Ure (mais conhecido como Midge Ure), guitarrista e vocalista escocês que declinou de um convite para fazer parte dos Sex Pistols (tendo depois disso integrado entre outras bandas, o Ultravox e o aclamado Thin Lizzy), organizou o hoje lendário Live Aid, que tinha por objetivo arrecadar fundos para combater a miséria na África.

 

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Live Aid: para muitos um festival inigualável sob muitos aspectos

Para que se tenha idéia da magnitude desse evento musical, antes de seguir mais adiante vou listar abaixo os artistas participantes em 1985 em ordem de aparição nos palcos e suas respectivas músicas (segundo o Horário de Verão Britânico):

Wembley Stadium, Londres – UK

  • Coldstream Guards – “Royal Salute”, “God Save the Queen” (W 12:00);
  • Status Quo – “Rockin’ All Over the World”, “Caroline, “Don’t Waste My Time” (W 12:02);
  • Style Council – “You’re The Best Thing”, “Big Boss Groove”, “Internationalists”, “Walls Come Tumbling Down” (W 12:19);
  • Boomtown Rats – “I Don’t Like Mondays”, “Drag Me Down”, “Rat Trap”, “For He’s A Jolly Good Fellow” (cantada pela platéia) (W 12:44);
  • Adam Ant – “Vive Le Rock” (W 13:00);
  • Ultravox – “Reap the Wild Wind”, “Dancing with Tears in My Eyes”, “One Small Day”, “Vienna” (W 13:16);
  • Spandau Ballet – “Only When You Leave”, “Virgin”, “True” (W 13:47);
  • Elvis Costello – “All You Need Is Love” (W 14:07);
  • Austria For Afrika (filmado na Áustria) – apresentação, “Warum” (W 14:12);
  • Shahrouz Homavaran – “crianças precisam de um lar”, (W 14:10);
  • Nik Kershaw – “Wide Boy”, “Don Quixote”, “The Riddle”, “Wouldn’t It Be Good” (W 14:22);
  • Sade – “Why Can’t We Live Together”, “Your Love Is King”, “Is It A Crime” (W 14:55);
  • Sting (com Branford Marsalis) – “Roxanne”, “Driven To Tears”, “Message in a Bottle” (W 15:18);
  • Phil Collins – “Against All Odds (Take a Look at Me Now)”, “In the Air Tonight” (W 15:27);
  • Sting e Phil Collins (com Branford Marsalis) – “Long Long Way To Go”, “Every Breath You Take” (W 15:32);
  • Howard Jones – “Hide and Seek” (W 15:50)
  • Autograph (tocando em Moscou) – “Golovokruzhenie”, “Nam Nuzhen Mir” (W 15:55);
  • Bryan Ferry (com David Gilmour na guitarra) – “Sensation”, “Boys And Girls”, “Slave To Love”, “Jealous Guy” (W 16:07);
  • Band Für Afrika (performing in Cologne) – “Nackt Im Wind” (“Naked In The Wind”), “Ein Jahr (Es Geht Voran)” (“It Goes Ahead”) (W 16:24);
  • Paul Young – “Do They Know It’s Christmas?” (intro), “Come Back And Stay”, “Every Time You Go Away” (W 16:38);
  • Paul Young e Alison Moyet – “That’s the Way Love Is” (W 16:48);
  • U2 – “Sunday Bloody Sunday”, “Bad”/”Satellite Of Love”/”Ruby Tuesday”/”Sympathy for the Devil”/”Walk On The Wild Side” (W 17:20);
  • Ligação entre os estádios Wembley e JFK;
  • Dire Straits‘ e Sting – “Money for Nothing”, “Sultans of Swing” (W 18:00);
  • Queen (apresentada pelos comediantes Mel Smith e Griff Rhys Jones) – “Bohemian Rhapsody” (trecho), “Radio Ga Ga”, “Hammer to Fall”, “Crazy Little Thing Called Love”, “We Will Rock You” (trecho), “We Are the Champions” (W 18:44);
  • David Bowie (com Thomas Dolby no teclado) – “TVC 15″, “Rebel Rebel”, “Modern Love”, “Heroes” (W 19:22);
  • Vídeo editado por Colin Dean da CBC (W 19:41);
  • The Who – “My Generation”/”Pinball Wizard”, “Love, Reign o’er Me”, “Won’t Get Fooled Again” (W 20:00);
  • Phil Collins e Steve Blacknell – entrevista ao vivo no Concorde (W 20:27);
  • vídeo da Noruega – “All of Us” (W 20:44);
  • Elton John – “I’m Still Standing”, “Bennie and the Jets”, “Rocket Man”, “Can I Get a Witness” (W 20:50);
  • Elton John e Kiki Dee – “Don’t Go Breaking My Heart” (W 21:05);
  • Elton JohnKiki Dee e Wham! – “Don’t Let the Sun Go Down on Me” (W 21:09);
  • Conclusão no Wembley Stadium:
    a) Freddie Mercury e Brian May (Queen) – “Is This The World We Created?” (W 21:48),
    b) Paul McCartney – “Let It Be” (W 21:51),
    c) Band Aid (liderada por Bob Geldof) – “Do They Know It’s Christmas?” (W 21:54);

 

JFK Stadium, Filadélfia – USA

  • Bernard Watson – “All I Really Want to Do”, “Interview” (JFK 13:51);
  • Joan Baez (apresentada por Jack Nicholson) – “Amazing Grace”, “We Are the World” (JFK 14:02);
  • The Hooters – “And We Danced”, “All You Zombies” (JFK 14:12);
  • The Four Tops – “Shake Me, Wake Me (When It’s Over)”, “Bernadette”, “It’s The Same Old Song”, “Reach Out I’ll Be There”, “I Can’t Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)” (JFK 14:33);
  • B. B. King – “Why I Sing The Blues”, “Don’t Answer The Door”, “Rock Me Baby” (tocando no The Hague (JFK 14:38);
  • Billy Ocean – “Caribbean Queen“, “Loverboy” (JFK 14:45);
  • Black Sabbath (apresentado por Chevy Chase) – “Children of the Grave”, “Iron Man”, “Paranoid” (JFK 14:52);
  • Yu Rock Mission (tocando em Belgrado) – “For A Million Years” (JFK 15:10);
  • Run-DMC – “Jam Master Jay”, “King Of Rock” (JFK 15:12);
  • Rick Springfield – “Love Somebody”, “State Of The Heart”, “Human Touch” (JFK 15:30);
  • REO Speedwagon – “Can’t Fight This Feeling”, “Roll With The Changes” (com The Beach Boys) (JFK 15:47);
  • Crosby, Stills and Nash – “Southern Cross”, “Teach Your Children”, “Suite: Judy Blue Eyes” (JFK 16:15);
  • Judas Priest – “Living After Midnight”, “The Green Manalishi (With The Two-Pronged Crown)”, “You’ve Got Another Thing Comin’” (JFK 16:26);
  • Bryan Adams – “Kids Wanna Rock”, “Summer of ’69″, “Tears Are Not Enough”, “Cuts Like a Knife” (JFK 17:02);
  • The Beach Boys (apresentado por Marilyn McCoo) – “California Girls”, “Help Me, Rhonda”, “Wouldn’t It Be Nice”, “Good Vibrations”, “Surfin’ USA” (JFK 17:40);
  • George Thorogood and the Destroyers / Bo Diddley / Albert Collins – “Who Do You Love”, “The Sky Is Crying”, “Madison Blues” (JFK 18:26);
  • David Bowie e Mick Jagger – “Dancing in the Street” (vídeoclipe, JFK 19:02);
  • Simple Minds – “Ghostdancing”, “Don’t You (Forget About Me)”, “Promised You a Miracle” (JFK 19:07);
  • The Pretenders – “Time The Avenger”, “Message of Love”, “Stop Your Sobbing”, “Back on the Chain Gang”, “Middle of the Road” (JFK 19:41);
  • Santana e Pat Metheny – “Brotherhood”, “Primera Invasion”, “Open Invitation”, “By The Pool”/”Right Now” (JFK 20:21);
  • Ashford & Simpson – “Solid”, “Reach Out and Touch (Somebody’s Hand)” (com Teddy Pendergrass) (JFK 20:57);
  • Kool & the Gang (vídeo pré-gravado ao vivo) – “Stand Up and Sing”, “Cherish” (JFK 21:19);
  • Madonna – “Holiday”, “Into the Groove”, “Love Makes The World Go Round” (JFK 21:27);
  • Tom Petty – “American Girl”, “The Waiting”, “Rebels”, “Refugee” (JFK 22:14);
  • Kenny Loggins – “Footloose” (JFK 22:30);
  • The Cars – “You Might Think”, “Drive”, “Just What I Needed”, “Heartbeat City” (JFK 22:49);
  • Neil Young – “Sugar Mountain”, “The Needle and the Damage Done”, “Helpless”, “Nothing Is Perfect”, “Powderfinger” (JFK 23:07);
  • Power Station – “Murderess”, “Get It On” (JFK 23:43);
  • Thompson Twins – “Hold Me Now” (JFK 00:21);
  • Thompson Twins com Madonna e Nile Rodgers – “Revolution” (JFK 00:25);
  • Eric Clapton (com Phil Collins) – “White Room”, “She’s Waiting”, “Layla” (JFK 00:39);
  • Phil Collins (após tomar um Concorde da Inglaterra para os EUA) – “Against All Odds (Take a Look at Me Now)”, “In the Air Tonight” (JFK 01:04);
  • Led Zeppelin (com Tony ThompsonPaul Martinez e Phil Collins) – “Rock and Roll”, “Whole Lotta Love”, “Stairway to Heaven” (JFK 01:10);
  • Crosby, Stills, Nash & Young – “Only Love Can Break Your Heart”, “Daylight Again”, “Find The Cost Of Freedom”” (JFK 01:40);
  • Duran Duran (a última apresentação dos cinco integrantes originais até 2003) – “A View to a Kill”, “Union of the Snake”, “Save A Prayer”, “The Reflex” (JFK 01:45);
  • Cliff Richard – “A World of Difference” (ao vivo na BBC, 02:10);
  • Patti LaBelle – “New Attitude”, “Imagine”, “Forever Young”, “Stir It Up”, “Over The Rainbow”, “Why Can’t I Get It Over” (JFK 02:20);
  • Hall & Oates (com G.E. Smith do Saturday Night Live na guitarra) / Eddie Kendricks / David Ruffin – “Out of Touch”, “Maneater”, “Get Ready” (com Eddie Kendricks), “Ain’t Too Proud to Beg” (com David Ruffin), “The Way You Do the Things You Do”, “My Girl” (com Eddie Kendricks e David Ruffin) (JFK 02:50);
  • Mick Jagger com Hall & Oates / Eddie Kendricks / David Ruffin – “Lonely At The Top”, “Just Another Night”, “Miss You” (JFK 03:15);
  • Mick Jagger e Tina Turner – “State of Shock”, “Brown Sugar”, “It’s Only Rock ‘n Roll (But I Like It)” (JFK 03:28);
  • Conclusão no JFK Stadium:
    a) Bob DylanKeith Richards e Ronnie Wood – “Ballad of Hollis Brown”, “When The Ship Comes In”, “Blowin’ in the Wind” (JFK 03:39),
    b) USA for Africa (liderada por Lionel Richie) – “We Are the World” (JFK 3:55)


Live Aid Melbourne – AUSTRÁLIA

  • INXS (tocando em Melbourne) – “What You Need”, “Don’t Change” (13:06);
  • Men at Work (tocando em Melbourne) – “Overkill” (13:12);


Live Aid – JAPÃO

  • Loudness (gravado no Japão) – “Gotta Fight” (13:34);
  • The Off Course (gravado no Japão) – “Endless Night” (13:36);
  • Eikichi Yazawa (gravado no Japão) – “Take It Time” (13:38);
  • Motoharu Sano (gravado no Japão) – “Shame” (13:40);

Ao longo do concerto havia diversas chamadas sendo transmitidas pelo mundo todo solicitanto doações por telefone, com participação direta e indireta de inúmeros grupos de comunicação tais como: BBCABCMTVCBC entre outros grupos de comunicação de menor expressão e que de uma forma ou de outra, colaboraram em sua divulgação.

Muitos não sabem ou simplesmente não lembram, mas o promotor de eventos Harvey Goldsmith foi essencial para que Geldof Ure conseguissem atingir seu objetivo que parecia inicialmente impossível de se concretizar.

BBC disponibilizou 300 linhas telefônicas para doações via cartão de crédito e a cada 20 minutos o número de telefone e o endereço para envio de cheques eram repetidos. Como até o momento em que isso era feito o montante conseguido somava menos de 1 milhão e 200 mil LibrasBob Geldof  irrompeu pela cabine de transmissão e, após dar um breve e até certo ponto exaltado sermão sobre o que acontecia com as pessoas na Etiópa naquele exato momento, as doações deram um salto para uma média de 300 Libras por segundo.

Bob Geldof nos Anos 80

Uma pequena trivia do que aconteceu ao longo e ao final do evento (não colocarei tudo que rolou nos bastidores, apenas aquilo que de fato agregou algo de positivo ao Live Aid):

1 – Em uma conversa telefônica com a Família Real de DubaiBob Geldof conseguiu a maior doação individual de todo o evento:1 Milhão de Libras.

2 – A despeito da grave crise econômica pela qual passava na época a República da Irlanda, esse país foi o responsável pela maior doação per capita feita entre todos os países segundo o próprio Bob Geldof.

3 – Foi noticiado nos jornais no dia seguinte, que o valor arrecadado ficou entre 40 e 50 Milhões de Libras, mas hoje em dia costuma-se dizer que na verdade esse valor possa ter ultrapassado os 150 Milhões de Libras.

4 – Em dado momento do show, o apresentador Billy Conolly disse ter sido informado que 95% dos aparelhos de TV de todo o mundo estavam sintonizados no Live Aid – afinal de contas jamais havia sido tentada até então uma transmissão de tamanha proporção.

5 – Por conta de todos os seus esforços em prol dos necessitados, após esse grandioso evento Bob Geldof foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz e foi ainda ordenado pela Rainha Elizabeth II em 1986Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico (Knight Commander of the Order of the British Empire). Ele não pode ser oficialmente chamado de “Sir” com esse título, pelo fato de não ser inglês – apesar de muitos se referirem a ele dessa forma num sinal de carinho, respeito e admiração por seus atos – mas tem o direito legal de usar as letras KBE quando usa sua assinatura, justamente em virtude desse título.

Bob Geldof KBE: foto de poucos anos atrás

Rock Universe deseja um Feliz Dia Mundial do Rock a todos os apaixonados pelo estilo, sejam quais forem as bandas que corram em suas veias. Na verdade, o Rock ´N Roll é muito mais que um estilo: é uma cultura humana que desconhece fronteiras e tempo, agrega todos os idiomas, todas as crenças e descrenças, todas as etnias, orientações sexuais e sentimentos. É uma irrefreável vontade de viver, amar e seguir em frente. É um perdão secreto, um delírio lúcido, uma paixão utópica. É um momento infinito que comporta todos os nossos desejos. É um grito visceral e silencioso que tem início na juventude e jamais chega ao fim. 😉

Fontes: www.wikipedia.org

www.contactmusic.com

www.guardian.co.uk

Love Me ForeverLemmyDoro Pesch

Lemmy & Doro Pesch: Thunder & Lightning

Há duetos e Duetos, tanto quanto há vocalistas e Vocalistas. Alguns duetos são bons, outros excelentes, mas quando se trata de lendas vivas do Rock, absolutamente todo e qualquer adjetivo perde força e importância diante daquilo que se desdobra e toma proporções titânicas em composições, gravações e principalmente nos palcos. “General” Ian Fraser “Lemmy” Kilmister e Sua Majestade, a eterna Metal Queen, Dorothee “Doro” Pesch, que o digam.

Doro Pesch por si só “devora” sua audiência impiedosamente em seus shows, em todas as suas performances. Uma mulher que personifica o Metal como poucos mortais, deixando até os mais arrogantes marmanjos com a estranha sensação de que não entendem praticamente nada do estilo. Lemmy, por sua vez, arrebenta nossas cabeças em suas aparições ao vivo, como se quisesse ter certeza de que estamos “entendendo” do que se trata a essência do Rock ´N Roll como um todo, não apenas se valendo de baixo, guitarra, bateria e voz, mas principalmente de atitude dentro e fora dos palcos.

Love Me Forever  trata-se da 6ª faixa do 9º disco do Motörhead, o impressionante 1916  (lançado em 1991). A formação da banda nesse álbum conta com Phil Campbell e Würzel nas guitarras, Phil “Philthy Animal” Taylor na bateria (exceto na faixa-título, 1916), além do próprio Mr. Motörhead, LemmyEu achava que era quase uma impossibilidade haver uma balada verdadeiramente perversa. Até ouvir o que vocês assistirão no dueto logo abaixo:

Love Me Forever Lemmy & Doro Pesch (Official Video)

“Love me or leave me, tell me no lies,
Ask me no questions, send me no spies,
You know love´s a thief, steal your heart in the night,
Slip through your fingers, you best hold on tight…

Fontes: Coleção particular e http://www.imotorhead.com/ & http://www.doropesch.com/

DR. SIN – The King – Música em homenagem ao Mestre DIO no aniversário do Manifesto Bar!

Manifesto Rock Bar: Templo do Rock no Brasil

No dia 19/11/11 comemorou-se o aniversário de 17 anos do melhor rock bar de São Paulo – e particularmente para este que vos fala, o melhor do Brasil – o Templo Sagrado do Rock ´N Roll conhecido como Manifesto Rock Bar. O fato por si só é um chamado a todos os headbangers, mas como se isso não bastasse, o presente para o Manifesto e seu público foi o show de lançamento do novo CD do DR. SIN, batizado com o singelo nome Animal. Cheguei a publicar anteriormente aqui no Rock Universe algumas matérias e notas sobre essa pequena obra-prima do trio, fruto do trabalho e de toda a experiência acumulada pela melhor banda de Hard Rock brasileira de todos os tempos, mas trataremos com mais profundidade da importância de Andria Busic, Ivan Busic e Edu Ardanuy em uma outra oportunidade, com a devida atenção e respeito que eles de fato merecem. A discografia eu já conhecia toda – não por um acaso sou fã desses caras – mas vê-los ao vivo impressiona mesmo aqueles que já os viram e ouviram dezenas, centenas de vezes em seu ambiente natural: o palco de um show de Rock. Aproveitem esse aperitivo para as futuras matérias que estamos preparando sobre a banda em 2012…

DR. SIN – The King

Muito obrigado ao DR. SIN por ter criado algo tão perfeito para representar dignamente o Eterno Deus-Rei do Metal, o Soberano do Rock ´N Roll: Long Live Ronnie James Dio \m/

Fontes: Cobertura do evento pela equipe Rock Universe & http://www.youtube.com/user/DRSITE81

Birth Of Venus Illegitima – Therion – Official Video e Bio – Parte I

Vovin

 Tive meu primeiro contato com a banda suéca Therion tardiamente em 1998 através de seu sétimo disco, o aclamado Vovin – que diga-se de passagem me arrebatou de cara totalmente ao longo de suas 11 faixas. Nem preciso dizer que no mesmo ano procurei o álbum Theli (1996) desesperadamente até encontrá-lo num dos locais mais improváveis do Rio de Janeiro. O mesmo se deu com os ábuns anteriores que boa parte dos “especialistas” insistia em afirmar que não poderiam ser encontrados jamais. Levei quase um ano e meio mas consegui todos, desde Of Darkness…(1991) até os mais recentes – aliás, agradeço aos catálogos da Nuclear Blast pelos “mapas”.

 Fundada e capitaneada pelo guitarrista e compositor Christofer Johnsson, inicialmente a banda adotou nos idos de 1987 o nome Blitzkrieg, cujas principais influências eram Slayer e Mettalica. Contudo segundo muitos, soavam mais como Venom e Motörhead, com Johnsson no baixo e vocal, Peter Hansson na guitarra e Oskar Forss na bateria.

 Em 1988 a banda foi reformulada devido a questões internas com Forss que acabou deixando a banda. Mudaram o nome para Megatherion sob influência da banda suíça de metal extremo, Celtic Frost e seu segundo disco To Mega Therion. Nessa época Christofer Johnsson que era então o baixista e vocalista do grupo, assumiu a guitarra mas Peter Hansson continuou também como guitarrista. Johan Hansson foi recrutado como novo baixista e o baterista escolhido foi Mika Tovalainen. Como curiosidade, vale lembrar ainda que a mente por trás de todas essas músicas, mudanças e evoluções, Christofer Johnsson, chegou a fazer parte das bandas Demonoid, Liers In Wait, Messiah e Carbonized, além de ter fundado a extinta gravadora Dark Age Music.

 Os caras começaram como uma banda de Death Metal e foram sofrendo alterações musicais espontâneas, até se tornarem conhecidos por mais um dos intermináveis rótulos pertencentes ao universo do Rock: Symphonic Metal. Retomando a história mais recente da banda, algumas características ao meu ver bastante agradáveis fazem parte daquilo que a banda veio a se tornar sob o nome Therion:

1 – Sem querer desrespeitar quaisquer outras bandas que façam ou tenham feito uso de corais e orquestras em suas gravações e apresentações, o Therion foi a primeira de todas a agregar permanentemente um coral com tenores, barítonos, baixos, sopranos, altos, contraltos, mezzo-sopranos, mezzo-contraltos e outras vozes, como membros full-time da banda dentro e fora de estúdio, mesclando definitivamente o Heavy Metal com a Música Clássica em todos os sentidos – claro que por questões técnicas em algumas apresentações, a performance de palco pode vir a fazer uso de arranjos pré-gravados como qualquer outra banda, até mesmo as mais famosas e experientes.

2 – Outro ponto positivo é o fato de que as orquestras de câmara, quartetos de cordas entre outros elementos de música erudita, são elementos fixos na composição e execução de suas músicas, não meras participações especiais.

 Todos sabem que a utilização de elementos de música erudita no universo do Rock não é novidade, mas apenas no tocante a arranjos principalmente nas percussões, guitarras, sopros, teclados e seus modos e escalas em uma ou outra canção permeada por tais características – como no Metal Neoclássico (ou Neo-Classic Metal, bem na linha Yngwie Malmsteen), no Folk Rock (que muitas vezes abusa maravilhosamente do estilo Barroco, como o Jethro Tull) além de algumas outras bandas de Classic Rock.

 Costumamos ainda ouvir excelentes cantoras e cantores líricos que se desdobram magistralmente dentro de arranjos convencionais de Rock e Metal. No entanto, o “jovem” Metal Sinfônico não se vale destes mesmos elementos como um simples “tempero” a mais dentro dos arranjos tipicamente feitos para o Rock: ao contrário, fazem desses arranjos sim, o carro-chefe do estilo em todas as suas composições, com especial atenção à interação entre todos os instrumentos, buscando um denominador comum ao Rock, às orquestras e às respectivas vozes operísticas dos corais. Ouçam e assistam abaixo como isso funciona em Birth Of Venus Illegitima. E se você já conhece e curte a banda, encaminhe a um amigo que ainda não teve o prazer de desfrutar deste som.

Birth Of Venus Illegitima – Therion (Official Video)

Fontes: http://www.megatherion.com/en/
http://www.nuclearblast.de/en/

Winds Of Change – Bruce Dickinson

Bruce Dickinson

Bruce Dickinson além de ter uma voz que está entre uma das melhores e mais marcantes vozes do Rock, tem um talento especial para compor baladas de gosto indiscutível como é o caso de Winds Of Change. Sempre considerei muito curioso, interessante e certamente bastante positivo, o fato de um sujeito que tem sua carreira, praticamente toda ela construída pelos caminhos do Heavy Metal, conseguir produzir músicas lentas excepcionalmente belas sem sequer correr o risco de comprometer sua reputação – até mesmo junto aos mais inflexíveis headbangers. Características como essa traçam os limites e diferenças entre os verdadeiramente talentosos e aqueles que são única e simplesmente bem produzidos por gravadoras.

Winds Of Change trata-se de um B-Side lançado originalmente no single do primeiro disco solo de Bruce, o igualmente aclamado e questionado Tattooed Millionaire (1990). A produção ficou a cargo de Chris Tsangarides que já trabalhou com nomes como Judas Priest, Ian GillanHelloween, Yngwie Malsmteen, Tygers Of Pan Tang, Anvil, Thin Lizzy, Gary Moore, Loudness, Overkill, Killing Joke, Exodus, Angra, King Diamond, TNT, Sinner, Tokyo Blade e Black Sabbath entre outros. Bruce conta em seu álbum de estréia com Jenick Gers (na guitarra, naturalmente), Andy Carr (baixo) e Fabio Del Rio (bateria). A versão acústica logo abaixo é uma das minhas favoritas. Boa viagem.

Winds Of Change – Bruce Dickinson

“…Look around and have your visions of what is and what could be
Letting loose imagination, make your own reality…”

Fontes: Discografia oficial e http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page

Queen: The Show Must Go On – Freddie Mercury completaria hoje 65 anos

Freddie Mercury: saudade imortal

Nascido a 5 de Setembro de 1946 e falecido a 24 de Novembro de 1991, Freddie Mercury, cujo nome de nascimento foi Farrokh Bomi Bulsara, completaria hoje 65 anos de vida. Enquanto esteve entre nós, fez de sua vida um grande ato dramatúrgico, e do Rock um espetáculo lírico sem precedentes.

Entre baladas, hits, clips e apresentações que pareciam oriundas de alguma realidade fantástica, tamanha a troca de energia entre banda e audiência, Freddie soube captar emoções como poucos frontmen na história do Rock ´N Roll. A cada soco dado no ar, a cada sílaba cantada plena de certezas, a cada nota prolongada por sua voz forte, potente, precisa e verdadeira, qualquer fã poderia se sentir próximo da banda…Freddie Mercury fazia-nos sentir praticamente como integrantes da incrível máquina chamada Queen. (Leiam e assistam depois nesta outra matéria, o quão próximo ele se sentia em relação aos seus fãs: https://rockuniverse.wordpress.com/2011/07/20/queen-friends-will-be-friends-video-oficial/

Mas ainda com sua dolorosa ausência o Rock não pode parar…e o show deve continuar, não é mesmo? Ele próprio nos ensinou isso…vamos lembrar juntos?

Queen: The Show Must Go On

…But my smile…still stays on…”