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Rebel Rebel – Festa inspirada em David Bowie é sensação em São Paulo

Contando com a participação dos DJs Rodrigo Branco (Kiss FM), Sammy Glitz, Humberto Luminati, Diego Barezi e Angelo Malka, balada com nome de música emblemática de David Bowie é a nova aposta do Inferno Club, nas noites da Rua Augusta, em São Paulo.

DJ Rodrigo Branco na festa Rebel Rebel

DJ Rodrigo Branco na Rebel Rebel (Foto: Cauê Andruskevicius)

A proposta dos DJs da Rebel Rebel, que já está em sua segunda edição, é agitar a noite com o que há de melhor no Rock e no Pop dos anos 80, mas também dos anos 70, 90 e 2000.
Seus sets combinados cobrem sucessos de artistas consagrados, como Ramones, James Brown, Sex Pistols, Iggy Pop, Joan Jett, The Killers, Amy Winehouse, The Smiths, Talking Heads, Arctic Monkeys, Joy Division, A-Ha, The Cure, AC/DC, Kiss, Madonna, REM, Duran Duran, Red Hot Chili Peppers, New Order, Blur, Guns N Roses, Camisa de Vênus, Bad Religion, Black Keys, The Clash, Depeche Mode, Capital Inicial, White Stripes, Bon Jovi, Legião Urbana, Kings Of Leon, Blondie, Green Day, Jet, QOTSA, Ira!, Stray Cats, U2, Michael Jackson e, naturalmente, o ícone e inspirador da festa: o saudoso e genial David Bowie.

Esses são alguns sons que fazem parte do repertório da Rebel Rebel, abrangendo quatro décadas de hits que marcaram época na história da música. Nesta edição, a Rebel Rebel ainda apresenta ao vivo a Classical Queen, uma fantástica banda tributo dedicada ao legado inesquecível do Queen.

Serviço
Endereço: Rua Augusta, 501, Consolação, São Paulo.
Tel.: (11) 3120-4140.
Data: Sábado (05/03), a partir das 23h30.
Lista até 1h: R$ 20,00 entrada ou R$ 40,00 consumo.
Lista após 1h: R$ 25,00 entrada ou R$ 50,00 consumo.
lista@infernoclub.com.br
Sem lista: R$ 30,00 entrada ou R$ 60,00 consumo
Camarote Open Bar R$ 70,00.
Reservas para Open Bar pelo e-mail: lista@infernoclub.com.br e no assunto: Open Rebel.
Apoio: Rádio Kiss FM.
Promoções
– Double Vodka: 23h30 – 1h
– Double Jager: 3h – 4h
– Aniversariante da semana e acompanhante são VIPs, e levando 15 convidados pagantes, ainda ganha uma garrafa de vodka Skyy. Lista para lista@infernoclub.com.br até as 21h.
Atenção: É proibida a entrada de menores de 18 anos (mesmo acompanhado dos pais). Necessária a apresentação de documento oficial original e com foto recente.


Fontes & Referências
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Banda S.U.N – Rock Brasil, Nostálgico e Moderno

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S.U.N – Ao vivo no Manifesto Bar

 Nem só de Hard Rock e Heavy Metal vive o mundo. O Rock é muito mais amplo do que isso, com várias bandas interessantes, mas muita gente ainda teima em não admitir, seja por vergonha, seja por mente fechada. A banda S.U.N, composta por Marco Leão (Vocal), Lafayeth Persaud (Guitarra), Serginho Souza (Baixo) e Gerson Reyes (Bateria), comprova o que digo pela qualidade, autenticidade e dignidade artística de seu trabalho.

 Com um Rock que mescla momentos suaves, grooves clássicos e um clima meio saudosista, mas ao mesmo tempo soando moderno, a S.U.N  faz o que acredita e bate de frente com o fluxo da cena em São Paulo e em boa parte do Brasil, produzindo excelentes músicas autorais, belas letras em Português e um som com cara de Rock Brasil.

 Sim, vocês leram corretamente: Rock Brasil. Maduro, consistente, bem composto, muito bem executado e não dando a mínima para os preconceitos engessados.

 Linhas de baixo e levadas de bateria muitíssimo bem entrosadas, daquelas que te fazem lembrar um pouco de cada década. Serginho e Gerson estão claramente se divertindo entre viradas e slaps. Os riffs e solos de guitarra de Lafayeth são seguros, consistentes e inspirados. Ele brinca muito bem com timbres e efeitos. É um guitarrista de pegada precisa, com técnica e feeling na medida certa.

Marco Leão: Vocal.

Marco Leão: Vocal

 Os vocais de Marco apresentam influências que vão da Black Music ao Hard Rock, tudo muito bem lapidado, com domínio de nuances e sotaque Pop no melhor sentido da palavra. Traduzindo: ele canta muito e sabe usar as técnicas sem exagerar, soar forçado ou disputar volume com os outros integrantes. Intercala a voz limpa e suave com drives, sem perder clareza, potência e afinação. Isso sem falar nas harmonias vocais que estão bem acima da média. Para quem não sabe, Marco era vocalista da Sunsarah – outra banda que todos deveriam conhecer, e pode-se dizer que foi o embrião da S.U.N. Estou sendo detalhista, pois dentro do Rock Brasil atual, não vejo praticamente ninguém se preocupar com isso, como se bastasse abrir a boca na frente do microfone para ser vocalista; como se o termo “Rock Brasil” excluísse qualidade, o que aliás, tornou-se uma comparação bastante equivocada devido à enxurrada de oportunistas que vemos surgir diariamente.

 Assisti a um único show deles no Manifesto e digo a vocês: são excelentes! Prefiro MIL vezes um Rock Nacional autoral de qualidade, com letras e arranjos de nível Top, a bandas cover de Hard ou Metal. Sempre curti covers, ainda acho algo bacana, até ajudo a divulgar vez por outra, só que vejo TANTA, mas TANTA banda autoral maravilhosa em vários estilos de Rock, que é quase um crime não lotar um Rock Bar para ao menos conhecê-las. Bom, mas isso é assunto para as pautas que estão em andamento no Rock Universe em 2013.

 Quer um conselho? Pense fora da caixa. Ouça fora da caixa.

Desde o Início – S.U.N

Se Prepara – S.U.N (Vídeo Oficial – Ensaio)

Fontes & Referências:

Facebook: https://www.facebook.com/bandasun

SoundCloud: https://soundcloud.com/bandasun/

YouTube: http://www.youtube.com/user/bandaSUN

Nightwish – Resenha do show no Credicard Hall, em São Paulo, 12/12/12

Nightwish Resenha Show Credicard Hall, São Paulo, 12/12/12

Nightwish – Credicard Hall, São Paulo, 12/12/12

Surpreendente. Sim, em uma palavra seria isso mesmo. Não que eu esperasse menos de uma banda como o Nightwish, mas francamente a banda saiu-se ainda melhor do que eu já esperava.

Estive no show que eles realizaram há 10 anos no Rio de Janeiro (na época ainda com Tarja), e fiquei bastante impressionado com a performance individual de cada um dos integrantes. Esse show de 2002 foi determinante para eu realmente me tornar fã da banda, passando a acompanhar cada movimento do quinteto. Mas vamos retornar a 2012 e falar o que rolou ao longo da noite de 12/12/12.

A despeito do trânsito que estava um tanto tumultuado – pois tratava-se de uma quarta-feira, ou seja, dia de jogo em São Paulo -, chegamos ao local pouco antes de 22:00h. Infelizmente não assistimos a banda de abertura, Tierramystica, mas pelo pouco que já ouvi deles o som parece realmente muito bom. De mais a mais, o que todos aguardavam para aquela noite memorável, era a apresentação do Nightwish.

Nightwish Credicard Hall 12/12/12

Nightwish – 12/12/12

Ao som de Crimson Tide (de Hans Zimmer) como introdução, a banda subiu ao palco emendando Storytime e o público demonstrou que mesmo as canções novas têm sido muito bem recebidas. Cá entre nós, fiquei bastante surpreso pela reação dos fãs às músicas mais recentes, afinal de contas, Tarja Turunen marcou a história da banda; e Anette Olzon ficou bem abaixo de qualquer expectativa, a ponto de praticamente sofrer bullying pelos próprios fãs da banda. Mas naquela noite o barco tomaria outro rumo, pois a mulher que atualmente ocupa o posto de vocalista (até então temporariamente), é uma bela e talentosa holandesa com mais de 1,80 m, dona de uma voz potente, afinada e maravilhosa, que atende por Floor Jansen.

“Mas ao vivo a voz se parece um pouco com a de Tarja?” – Olha galera, acho que muita gente fica lembrando da abordagem 100% lírica da pequena gigante, mas esquecem que há mais de um caminho para um agudo ou para uma boa execução. Tarja Turunen é fenomenal, sou muito fã dela e etc, mas Floor Jansen alcança notas fundamentais e com uma potência que me chamou a atenção várias vezes. Ela mescla as técnicas para ir “construindo o caminho”, valendo-se ainda da pegada mais Heavy do que Lírica em muitos momentos. Não, sua voz não se parece com a de Tarja e nem por isso é menos do que fantástica. Quem conhece o trabalho dela no After Forever (e no ReVamp) sabe do que estou falando. E se quisermos ouvir Tarja cantando hoje em dia, basta ouvirmos a carreira solo dela que também é excelente.

Floor Jansen simplesmente teve todos em sua mão do começo ao fim do show, essa é a grande verdade. Convenhamos que é uma tarefa bastante ingrata substituir Tarja, os fãs são exigentes e detalhistas. Anette que o diga. Conduzir os vocais de Storytime é claramente algo bem tranquilo. E quando começassem as músicas da fase Tarja, o que esperar? Pois eu lhes digo: que o show não acabasse nunca mais! Quando os primeiros versos de Wish I Had An Angel começaram, o Credicard Hall cantava em uníssono – inclusive esse que vos fala. Foi nesse instante que tive certeza absoluta de que aquela mulher deveria permanecer na banda. A energia e cumplicidade dos fãs para com a vocalista já estava selada.

Vejam o final de Wish I Had An Angel nesse show memorável:

Na sequência pudemos assistir Amaranth e Scaretale, que serviram para os fãs mais antigos absorverem o real impacto das composições pós-Tarja Turunen ao vivo. Tuomas Holopainen (teclado) é inegavelmente um dos atuais melhores compositores da cena Metal, chega a ser algo impressionante. Marco Hietala (baixo/vocal) continua tendo a presença de um viking no palco: canta, brinca e berra como se estivesse curtindo tanto quanto um fã de primeira viagem. E que voz de bárbaro, hein? Realmente é um tremendo vocalista. Eu que já era fã do cara, nem sei mais o que dizer.

Nightwish e Marco Hietala em São Paulo

Nightwish: Marco Hietala

Jukka Nevalainen continua martelando sua bateria com a precisão e o vigor de um pirata furioso, com sua bandana praticamente encobrindo os olhos. Parece que cada música será sua última, haja fôlego. Emppu Vuorinen, como de costume, esbanja técnica e simpatia: sorri, acena, faz pose de fortão com cara de mau e sobe em lugares, fazendo meio que piada com sua própria altura – o sujeito parece ser mais baixo que eu, e olha que tenho somente 1,67 m. Houve ainda a participação de Troy Donockley com sua uilleann pipes, dando um toque folk e fazendo valer a fidelidade de estúdio em canções como a belíssima The Crow, the Owl and the Dove.

Ever DreamNemo e Wishmaster  também marcaram presença entre os clássicos da banda. A química de palco entre Floor Jansen e o pessoal no Nightwish é tão bem lapidada, que é até estranho falar de Floor como se ela já não fosse integrante definitiva.

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – Floor Jansen merece o posto!

Dark Chest Of Wonders, I Want My Tears Back, Over The Hills And Far Away (cover), Last Of The Wilds, Ghost Love Score, Song Of Myself e Last Ride Of The Day completaram o set. Já que tocaram músicas bem mais recentes (com as quais ainda não estou totalmente acostumado) para mostrar que não vivem somente de passado (o que está mais do que certo, afinal de contas continuam fazendo grandes músicas), posso dizer que poderiam ter acrescentado The Islander ao set.

Espero que mantenham Floor Jansen e que gravem um novo disco o quanto antes. A banda merece uma nota 9,25 por esse show inesquecível.

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

The Mists Of Nightwish

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – Tuomas Holopainen regendo e comandando os teclados ao lado de Marco 

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish – 12/12/12

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Troy Donockley em um dos momentos de sua participação no show

Nightwish: Emppu Vuorinen

Nightwish: Emppu Vuorinen, o guitarrista

Nightwish: Jukka Nevalainen

Nightwish: Jukka Nevalainen, o baterista

Show do Nightwish em 12/12/12 no Credicard Hall

Nightwish após a missão cumprida

O saldo final da noite, foi a sensação de ter testemunhado um dos melhores shows de Metal de 2012. Grandes músicos, uma grande banda e a certeza de que o quinteto ainda tem muita lenha para queimar. Rock On!

Fotos e Vídeo: Mauricio R. Cozer e Luciano Watase.

Fontes e Referências: http://nightwish.com/

http://www.tuomas-holopainen.com/

http://floorjansen.com/

I Love It Loud – 3º Vídeo da Promoção KISS, Budweiser/MixHell

Budweiser/MixHell: Promoção Bud Drum Machine

O 3º vídeo da promoção Budweiser/MixHell para os shows do KISS no Rio de Janeiro e em São Paulo já está disponível. Qual o seu palpite?

Ainda não sabe como funciona essa promoção para você levar 8 amigos ao show do KISS? Leia e assista aos outros vídeos aqui: https://rockuniverse.wordpress.com/2012/11/09/promocao-para-o-show-do-kiss-budweiser-iggor-cavalera-laima-leyton-e-bud-drum-machine/

Acesse o site da Budweiser, leia todo o regulamento e boa sorte: http://www.budweiser.com.br/

Rock Universe Entrevista13 Doses com a banda Holiness

Holiness em ação no Manifesto Rock Bar

 Depois de três muitíssimo bem sucedidas matérias sobre a Holiness aqui no Rock Universe, resolvi entrevistar o quarteto – coisa que aliás eu já vinha adiando há algum tempo diga-se de passagem. Já havia conversado previamente com a banda sobre isso e Stéfanie sugeriu o dia 10/06, que foi o dia de um show da Holiness juntamente com Semblant e Ravenland no Manifesto Rock Bar.

 Em virtude do trânsito incomum para aquele horário de domingo, chegamos um pouco depois do começo do show da Holiness que nesse noite foi a banda de abertura. Entre pautas, anotações e adendos, assistimos Stéfanie Schirmbeck, Cristiano Reis, Hercules Moreira e Fabrício Reis reproduzindo fielmente no palco seus registros de estúdio.

 Como minha intenção não foi (e não poderia ser naquela noite) fazer uma cobertura completa ou mesmo parcial das apresentações das três (excelentes) bandas, mas sim curtir os shows e depois realizar a entrevista, vamos adiante com o debut de nossa coluna de entrevistas que na verdade foi muito mais um bate-papo descontraído permeado por perguntas (dei até uma enxugada, pois por mim publicaria toda a conversa) que aconteceu logo após o show, no segundo andar do Manifesto. Com vocês, 13 Doses!

Holiness & Rock Universe no Manifesto

13 Doses – Rock Universe entrevista Holiness

1 – Quais as maiores mudanças pelas quais vocês passaram desde o lançamento de Beneath The Surface (2010) até agora? Muitas mudanças pessoais ou mais de ordem profissional mesmo?

Stéfanie Schirmbeck, vocalista da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck

 Stéfanie: As duas, pois não tem como ser de outra forma. Uma coisa puxa a outra, estão ligadas, são coisas que vão caminhando em paralelo no cotidiano até quando não percebemos.

2 – Mais cedo ou mais tarde boa parte das bandas profissionais brasileiras acaba migrando para São Paulo. Como tem sido a adaptação de vocês de uma maneira geral? Muito estranhamento ainda?

 Cristiano: Vimos que muita coisa não é exatamente como esperávamos. O público procura muito mais bandas cover do que autorais. Não adianta nada reclamarem de que não surgem novas bandas autorais se quando elas aparecem, as pessoas sequer querem ir aos shows para conhecê-las – nem que seja para dizer “Ok, vim, ouvi e não gostei”. Mas quando o papo é banda cover, vemos filas nas portas dos lugares e casas cheias. Não temos nada contra bandas cover, mas isso é o inverso do que deveria ser (Nota: nesse momento toda a banda se manifesta em concordância com Cristiano).

3 – A cena tem se tornado mais unida nos últimos anos? Algo já mudou após o fiasco do M.O.A. ou do último Rock In Rio por exemplo?

 Hércules e Stéfanie: Ainda falta união sim. Essa troca, esse apoio mútuo, todo mundo junto lutando por todos é algo necessário. Sem essa separação toda de cada um só querer ver o seu lado.

 Stéfanie: Hoje por exemplo nós estamos abrindo para a Semblant, eles abrem para nós em outro show e por aí vai. Claro que estamos na mídia também, na MTV, MixTV, aparecendo em outros canais, mas isso não é tudo: essa união entre as bandas deve ser permanente e esse sentimento de união deve se estender ao contato direto com os fãs, que é algo que nós adoramos fazer! Estamos sempre em contato com todo mundo via Facebook e Twitter.

4 – Muitas bandas em ascenção têm mantido uma postura cada vez mais profissional em todos os sentidos. Vocês acham que, ao menos em parte, isso tem colaborado para despertar o interesse dos fãs de Rock/Metal em geral?

Banda Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

 Stéfanie e Cristiano: Acreditamos que sim e falando por nós, fazemos questão de oferecer um show de qualidade e não falamos apenas do som em si. Além de toda a parafernalha de áudio, nós temos também nossos próprios equipamentos de luz, fumaça, efeitos, ou seja, procuramos ter toda a estrutura profissional que uma banda internacional possa vir a oferecer. Não tem como haver essa desculpa quanto à qualidade do show. O que você vai ver em um show gringo não é diferente daquilo damos ao público ao vivo. Estamos combatendo e desconstruindo essa mentalidade de que só a banda gringa vai te dar uma puta apresentação. Dependendo do estilo de apresentação de uma determinada banda grande no palco, muitas vezes eles acabam usando o aparato mais básico, mas nós fazemos questão de dar ao público mais e mais espetáculo, não importa onde, não importa quando.

5 – Aproveitando a resposta anterior da Stéfanie falando sobre Social Media, temos justamente atentado desde o começo para o quanto vocês têm sido ativos nas redes sociais, sempre interagindo com os fãs, realizando promoções e respondendo a todos. Qual é para vocês o real tamanho, a real importância que as bandas devem dar aos seus fãs em se tratando de feedback? A era dos “Astros Intocáveis do Rock” está chegando ao fim?

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis, o casal da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis: casal Metal

 Stéfanie: Sim, definitivamente. Como estávamos falando, estamos sempre interagindo, observando, colhendo esse feedback na web, nas redes sociais, afinal de contas é preciso estar antenado com tudo que acontece. Deve-se ter visão comercial também, teu público é o teu cliente. Não é só disco, show e pronto. O movimento gerado pelo teu trabalho enquanto músico acontece antes, durante e depois dos shows. Muitas vezes o estrelismo de certos artistas vem acompanhado de despreparo no que diz respeito a quem é teu público e à visão comercial que deveriam ter. Digo essas coisas no sentido de saber quem é o teu fã e o que ele curte, do que gosta, aonde ele vai, que lugares frequenta, tanto dentro quanto fora da web.

6 – Stéfanie, no final do show você falou em singles ainda esse ano. Qual o ritmo atual da Holiness com o 3º clip recém-lançado (Mine) e shows rolando cada vez mais? O tempo tem se tornado muito curto para fazer tudo?

 Stéfanie: Sim, o tempo encurtou mesmo, mas os singles estão em andamento. Basta administrar esse tempo entre shows, viagens e gravações (Nesse momento admiti à banda o meu alívio quando lançaram o 3º clip e mais ainda ao saber dos singles).

7 – Estamos em pleno século XXI, mas não tem como evitar a pergunta: você(s) percebe(m) algum tipo de preconceito contra as mulheres que integram bandas de Rock/Metal hoje em dia?

Stéfanie Schirmbeck ao vivo no Manifesto

Stéfanie Schirmbeck: potência e controle

 Stéfanie: Olha, eu pessoalmente nunca passei por nada desse tipo. Até acredito que esse tipo de coisa ainda role, mas que esteja se tornando algo cada vez mais raro de acontecer.

8 – Hércules, na sua opinião, existe algo imprescindível para ser um bom baixista de metal? E quais são as suas influências? (Nota do Rock Universe: Hercules deixou a banda algumas semanas depois, enquanto ainda editávamos a presente matéria)

Hercules Moreira Baixista da banda Holiness

Hercules Moreira

 Hércules: Basicamente seguir um estudo específico voltado para aquilo que você precisa. Técnica de 3 dedos por exemplo é importante no Metal, assim como velocidade e marcação. Minhas referências são trabalhos solo de baixistas desconhecidos do grande público. Dos mais conhecidos eu apontaria John Myung (Dream Theater).

9 – Cristiano, a mesma pergunta para você: o que é essencial para um baterista e quais suas influências?

Cristiano Reis baterista da banda Holiness

Cristiano Reis

 Cristiano: Estudar os elementos presentes na Bossa e no Jazz ajuda muito. Outra coisa que muita gente não se liga, são as famosas marching bands dos EUA – os caras fazem coisas incríveis! Recomendo também Mike Portnoy (Dream Theater), Travis Orbin e o som do Lamb Of God.

10 – Fabricio, a mesma coisa: o que é importante e quem te influenciou/influencia?

Fabricio guitarrista da banda Holiness

Fabricio Reis

 Fabricio: Considero importante conhecer tudo e ouvir muita coisa. Te confesso que não sou adepto de teoria, vou mais naquela de usar determinados elementos para ir criando o meu próprio som. Tenho referências? Sim, mas quero sempre aplicá-las sem simplesmente clonar alguém. Tenho ídolos, existem sim aqueles caras que digo “Putz, que foda!”, mas quero também “ser o meu som” e a minha própria referência. Tanto a parte técnica quanto o clima, texturas e atmosfera são importantes num som de guitarra. Levando tudo isso em conta, posso citar o The Edge (U2), John Petrucci (Dream Theater) e Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Pride & Glory e Black Label Society)

(Essa mesma pergunta sobre influências e principais atributos para vocalistas será feita à Stéfanie exclusivamente na série de entrevistas que iremos inaugurar no Rock Universe somente com vocalistas nacionais. Ela já está ciente disso, portanto, aguardem por essa e por outras novidades em breve)

Stéfanie e Fabricio no Manifesto Rock Bar

Stéfanie e Fabricio no Manifesto

11 – O que é o melhor e o pior de estar na estrada e em estúdio?

 Stéfanie e Cristiano: Na estrada o grande lance, a parte legal, é a interação. Ver como as coisas funcionam no show, como o público se comporta, como são as reações. Esse contato te dá um outro tipo de feedback que só podemos ver ao vivo, no palco mesmo. O lado ruim são as condições ruins de transporte e estrutura de alguns lugares para os músicos.

 Cristiano: No estúdio também tem os dois lados. Às vezes tu fica sem saída, vê que alguma coisa não tá rolando… Procura o caminho, mas não rola. Uma nota, uma levada, alguma coisa não se encaixa, sabe? Daí, enquanto essa resposta não surge, tu quebra a cabeça mais um pouco e… nada! Tu vai dormir, acorda mais tarde e de repente, sem pensar muito naquilo, depois de praticamente quase não conseguir dormir, a solução aparece. Nesse momento retomamos a parte boa que começa no processo de composição: você grava, acerta tudo e depois com tudo gravado, tu ouve e fica meio bobo. Escutando aquilo tu pensa: “Nossa! A gente fez isso? Putz, que legal!” – Nós fazemos questão de manter um padrão elevado do começo ao fim, em cada passo que faz parte do processo como um todo, da composição à finalização, mas mesmo assim ainda fica aquela mistura de alegria e surpresa quando o material está pronto. É foda ver a Arte nascer, ainda mais a tua própria.

12 – E quanto às bandas veteranas? Elas têm acolhido bem as mais recentes? Como tem sido com vocês?

 Cristiano: Da nossa parte não podemos reclamar. Acredito que manter uma postura profissional desde o começo, nos mínimos detalhes, talvez ajude. Mesmo uma banda jovem e/ou composta por jovens, hoje em dia não são mais meros aventureiros da música.

13 – Não existe fórmula mágica para o sucesso, mas vocês apontariam alguns atalhos honestos para quem está tentando começar? 

 Stéfanie: Antes de tudo é se valorizar, não aceitar situações humilhantes. Não te curve para imposições absurdas, não paguem para tocar. Por favor, não paguem para tocar! Não aceitem qualquer condição que te desrespeite enquanto profissional, enquanto músico, enquanto uma pessoa digna que leva a sério o que está fazendo, enquanto alguém que se ama e que ama a sua própria música.

É isso aí, 13 Doses devidamente consumidas até a última gota. 

 Como eu falei no início da matéria, foi uma noite com as bandas Holiness, Semblant e Ravenland. Não tivemos tempo hábil nesse dia para topar com o pessoal da Ravenland nem antes e nem depois do show, mas como os laços da Holiness se estendem fortemente à Semblant, vejam só quem apareceu no meio da entrevista:

Sergio Mazul, Mauricio R. Cozer e Mizuho Lin. Vocalistas da Semblant com Rock Universe

Sergio Mazul, eu e Mizuho Lin: os vocalistas da Semblant fazendo uma participação especial.

 Tanto o Sérgio quanto a Mizuho são duas pessoas extremamente receptivas. Aliás, aquela minha foto com a Holiness lá começo da matéria foi um favor pedido ao grande Sérgio (valeu, irmão!). Esse tal laço entre Holiness e Semblant se traduz muito bem através de outro simpatissíssimo casal do Metal Nacional:

Fabricio Reis e Mizuho Lin

Mizuho Lin & Fabricio Reis: casal símbolo da aliança Semblant & Holiness

 E foi nesse longo e tumultuado momento pós-show que os integrantes da banda Holiness uma vez mais esbanjaram sua costumeira simpatia e todo seu profissionalismo (como sempre falo, essa palavra é uma tônica quando se fala da banda), mesmo cansados e dando atenção aos fãs que pediam fotos e demais veículos presentes que os abordavam.

 O Rock Universe agradece à banda e deseja que a estrada do Rock ´N Roll continue sempre recompensando seu inquestionável talento.

Holiness ao vivo

Holiness: Rockin´ The Night Away!

ROCK ON!!!

Fontes e Referências Oficiais:

YouTube Oficial Holiness: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos

MySpace Holiness: http://www.myspace.com/officialholiness

Facebook – Fanpage: https://www.facebook.com/HolinessBrasil

Facebook – Perfil: https://www.facebook.com/officialholiness

Twitter – @BandaHoliness: http://twitter.com/BandaHoliness

DR. SIN – The King – Música em homenagem ao Mestre DIO no aniversário do Manifesto Bar!

Manifesto Rock Bar: Templo do Rock no Brasil

No dia 19/11/11 comemorou-se o aniversário de 17 anos do melhor rock bar de São Paulo – e particularmente para este que vos fala, o melhor do Brasil – o Templo Sagrado do Rock ´N Roll conhecido como Manifesto Rock Bar. O fato por si só é um chamado a todos os headbangers, mas como se isso não bastasse, o presente para o Manifesto e seu público foi o show de lançamento do novo CD do DR. SIN, batizado com o singelo nome Animal. Cheguei a publicar anteriormente aqui no Rock Universe algumas matérias e notas sobre essa pequena obra-prima do trio, fruto do trabalho e de toda a experiência acumulada pela melhor banda de Hard Rock brasileira de todos os tempos, mas trataremos com mais profundidade da importância de Andria Busic, Ivan Busic e Edu Ardanuy em uma outra oportunidade, com a devida atenção e respeito que eles de fato merecem. A discografia eu já conhecia toda – não por um acaso sou fã desses caras – mas vê-los ao vivo impressiona mesmo aqueles que já os viram e ouviram dezenas, centenas de vezes em seu ambiente natural: o palco de um show de Rock. Aproveitem esse aperitivo para as futuras matérias que estamos preparando sobre a banda em 2012…

DR. SIN – The King

Muito obrigado ao DR. SIN por ter criado algo tão perfeito para representar dignamente o Eterno Deus-Rei do Metal, o Soberano do Rock ´N Roll: Long Live Ronnie James Dio \m/

Fontes: Cobertura do evento pela equipe Rock Universe & http://www.youtube.com/user/DRSITE81