Posts Tagged ‘Sepultura’

Guitarrista, filho de Branco Mello dos Titãs, também toca baixo na banda Tales From The Porn Criado em 2011, o grupo paulistano Sioux 66 traz em sua bagagem o EP “Sioux 66” (2012) e os álbuns “Diante do Inferno” (2013) e “Caos” (2016), trabalhos que o colocaram em uma posição de destaque no rock pesado…

via Sioux 66: Bento Mello fala sobre a mudança de formação e novo single — Rockarama

 

Advertisements

Rock In Rio 2013 Opinião sobre 13 shows

Logo do Rock In Rio

Rock In Rio 2013

Não é um “Top 13”, não existe ordem de relevância e são somente opiniões pessoais, não verdades absolutas – com uma ou outra opinião técnica sobre as bandas e alguns de seus músicos. Não vi todas as bandas do evento, mas das que vi os shows completos, seguem minhas impressões (muito) resumidas.
 
1 – Iron Maiden – Apresentação primorosa e um set malandramente certeiro, baseado nos clássicos consagrados. Jogo ganho. Você não precisa e nem deve entupir seu set de músicas novas num evento do porte de um Rock In Rio. Por mais que possam ser músicas excelentes, guarde-as para sua turnê fora de 90% dos grande festivais. E foi o que o Maiden fez.
2 – Metallica – Incríveis. A banda consegue manter um padrão praticamente inalterável de qualidade absoluta ao vivo. James domina tudo num raio de quilômetros. É impressionante a soberania do homem diante do público. No mais, os quatro devem ser robôs, cyborgs, warlords, sei lá. Só sei que foi uma apresentação irretocável.
Viper em sua formação 2012 para A To Live Again Tour

Viper: Guilherme Martin, Pit Passarell, André Matos, Hugo Mariutti e Felipe Machado. (Foto: Nando Machado/Wikimetal)

3 – Viper + André Matos – Minha banda favorita de Metal do Brasil. Gosto deles tanto quanto gosto do Maiden, mas tenho uma extrema preocupação com a voz de André Matos que mesmo sendo um grande vocalista, falha claramente algumas vezes. No mais, Felipe, Pit e Guilherme parecem nunca ter saído do palco e dos holofotes – e o Hugo é um reforço à altura da importância da banda, isso é inegável. É o habitat natural deles. Uma banda que NUNCA, JAMAIS em TEMPO ALGUM deveria deixar de existir. Resumindo: Long Live Viper!

Símbolo do DR SIN

DR SIN

4 – DR SIN + Roy Z + Republica – Show impecável, músicas fantásticas e precisão absoluta. Sim, sou tão fã do Dr Sin quanto do Viper. A participação do gigante Roy Z, um dos meus guitarristas favoritos, foi uma sacada inteligente para ambos. A tal banda República, não é ruim em absoluto, mas dados os monstros que estavam no palco com eles, admito: passei meio que batido pelo som deles. Ainda assim, do pouco que lembro, os caras não fizeram feio. Voltando ao DR SIN, o que vi, foi o mitológico Eduzinho “Malmsteen” Ardanuy barbarizando como sempre; Ivan “Simpatia” Busic tremendamente forte, técnico e carismático – aliás, um tremendo vocalista também como já sabemos há tempos e agora com um disco solo recentemente lançado; e o Andria que já é um puta baixista incontestável… meus amigos, o sujeito parece um vinho da melhor qualidade. Quanto mais o tempo passa, melhor ele canta. Andria “Assombroso” Busic, uma referência gigante para qualquer vocalista ou aspirante. Aprendam com esse homem!

Símbolo do Sepultura

Sepultura

5 – Sepultura – Porradaria sem fim como se não houvesse amanhã. Aquele pessoal do Les Tambours du Bronx caiu feito uma luva, mas também não fiquei surpreso. Não é de hoje que a banda flerta com todo tipo de percussão mundo afora. Já na apresentação com Zé Ramalho (que eu particularmente gosto muito), algumas músicas funcionaram melhor que as outras, mas no geral até que não ficou ruim. Nada menos que um show memorável.

6 – GhostEu entendi a proposta dos caras, até curto bastante um lance mais performático, teatral… mas não me convenceram, sinto muito. Tudo bem que o contexto não ajudou nem um pouco, contudo não acho certo terem hostilizado a banda como fizeram.
7Bon Jovi – Sempre curti, sempre fui fã, mas novamente a questão da voz foi determinante. Merece nosso respeito pela estrada e, principalmente, pela coragem. Seria o caso de baixar os tons e quem sabe mudar os arranjos de várias músicas. Jon, você continua incrível, mas precisa estudar uma solução para as músicas em tons muito altos.
8 – Bruce Springsteen – Como não amar esse cara? Acabou de fazer 64 anos (23/09) e pouco antes de seu aniversário passou como um rolo compressor em cima de tudo e todos, feito um garoto de 20. Exemplo de humildade e talento. Como falei em um post do Facebook: fez um verdadeiro show dentro de seu próprio show. E ainda me fez acreditar na imortalidade, porque nem de longe parece ter mais de 50 e tantos anos, que dirá mais de 60. 
Kiara Rocks Cover

Kiara Rocks

9 – Kiara Rocks – Não achei assim tão terrível como muitos disseram – e bota muitos nisso. Ok, não vou dizer que achei maravilhoso, realmente foi algo meio constrangedor em alguns momentos. Mas recorreram a covers e à presença de um dos meus maiores ídolos, Paul Di’Anno. Ter visto esse homem ao vivo num Rock In Rio 2013 foi de lacrimejar. Wrathchild no Rock In Rio com o vocal original… Maiden, vocês deram mole de não chamar (ou não conseguir convencer, dar o braço a torcer, vai saber) o cara pra fazer uma jam bombástica no final. Engraçado isso, mas o show da banda se tornou quase desimportante diante da presença de Di`Anno. Não digo isso com o intuito de desrespeitar, mas foi uma manobra inteligente ter colocado Paul no palco e atrair aplausos e olhares emocionados. Também colocaram o Marcão (Charlie Brown Jr), ou seja, tudo para tentar contornar a ferocidade do público. Com a presença desses convidados, além de Wrathchild, levaram também Highway to Hell (AC/DC, na qual aliás o Cadu saiu-se muito bem, justiça seja feita) e Blitzkrieg Bop (Ramones). Ah! Falei que o Kiara abriu com Ace Of Spades do Motörhead? Pois é, estava mais do que evidente o receio quanto à receptividade do público headbanger – e com toda razão. Quanto ao vocal do Cadu, tão duramente criticado, ele poderia fazer menos drives, distorcer menos a voz. Percebi que quando ele resolver cantar mais e rosnar menos, fica muito melhor.

10 – Sebastian Bach – A voz e o peso da cantar agudo desde a juventude fez muitas vítimas nesse Rock In Rio e convenhamos, ele foi mais uma delas. Hits incríveis foram conduzidos muito abaixo da expectativa. Ainda assim, outro que merece nosso respeito pela coragem de tentar. Skid Row será eterno, mas novamente: se Bach realmente quiser continuar na estrada, mesmo que solo, precisa arrumar uma solução honesta para seus vocais nas partes mais sôfregas.
11 – Slayer – No começo tive a impressão de que a voz de Araya sumia e voltava, mas depois parece que tudo se acertou. Gosto da banda, não costumo acompanhar muito, mas estão super em forma. Hanneman sempre lembrado pelos fãs e homenageado pela banda. Sentaram a porrada, rodas surgiram e todos tinham 20 e poucos anos novamente – inclusive a banda.
12 – Helloween + Kai Hansen – Olha, eu consegui gostar da banda pra valer até o álbum Time Of The Oath. Depois disso, prefiro ouvir Gamma Ray (banda de Kai Hansen) e os projetos de Michael Kiske (vocalista original). Eu até que gosto dos vocais do Andi Deris (inclusive em sua carreira solo, que aliás, recomendo), mas as músicas foram caindo muito no padrão Helloween de qualidade se querem saber a verdade. No mais, grande jogada tocarem junto com Kai Hansen. Contudo, se quiserem sentir algo realmente com o espírito Helloween, vocês DEVEM conhecer Unisonic, a banda que Hansen e Kiske montaram. Escrevi sobre eles há mais de um ano: https://rockuniverse.wordpress.com/2012/01/13/unisonic-michael-kiske-kai-hansen-e-o-primeiro-video-oficial-do-projeto/

Capital Inicial

Capital Inicial no Rock In Rio 2013
(Fonte: https://www.facebook.com/capitalinicial)

13 – Capital InicialVamos lá. Das que cantam em português, ainda deve ser a minha preferida em atividade. Desde o Aborto Elétrico, passando pela Legião Urbana, o que temos são esses caras não deixando o legado morrer. Sei que uns 8 em cada 10 fãs de Rock Nacional simplesmente odeiam, zombam, xingam e etc, mas sigo gostando e muito. Tanto dos clássicos da banda, quanto de seus sucessos mais recentes, podemos dizer que a qualidade musical e lírica segue despreocupadamente, imune às críticas que não visam debater, apenas desconstruir. Com a entrada de Yves nas guitarras e as composições de Pit, seguem firmes e fortes. Claro, muitos não sabem, mas o baixista Pit Passarell da banda Viper, responsável por boa parte dos Clássicos do Metal Brasil, é também o compositor por trás de 90% dos hits do Capital Inicial nos últimos anos. Ele conseguiu se destacar maravilhosamente em DOIS gêneros do Rock, ou seja, sou duplamente fã dele e do Capital. Chupa pessoalzinho from Hell. Quanto ao discurso do Dinho, melhor deixar pra lá.

Fontes e Referências: http://rockinrio.com/rio/

Resposta a Jack Endino

O QUE DISSE JACK ENDINO EM SUA PÁGINA DO FACEBOOK?

 “Brazilian bands!!! WHY ARE YOU SINGING IN ENGLISH? I CAN NEVER UNDERSTAND A WORD OF IT! What is the point of this? It will not give you success outside of Brazil, and I don’t see how it can give you success INSIDE Brazil. Yes, I know Sepultura did it, but their English was excellent, their lyrics were good, and they were on an international metal record label. Who else has done it? I am really baffled and puzzled by this.” – Jack Endino

 Resumindo: nos questiona por cantarmos em Inglês; diz que não entende uma única palavra do que cantamos; fala que não entende o objetivo e que isso não nos levará ao sucesso fora do Brasil. E que não vê como isso trará sucesso dentro do Brasil. Segundo ele, somente o Sepultura presta, tem boa proficiência em Inglês e boas letras, além de terem assinado com um selo internacional. “Quem mais fez isso?”, questiona Jack Endino.

SOBRE O DOMÍNIO DO IDIOMA

 Olha, francamente não faço ideia sobre quais bandas ele está falando, mas a primeira impressão é de que há bem mais do que exagero no ar. Quase xenofobia. 

 Nosso Inglês é sofrível enquanto estivermos nos referindo à população de uma maneira geral, certamente. Posso afirmar isso de cátedra pois sou professor de Inglês há quase 20 anos. Não falo isso para me exibir – grande coisa, há um monte de professores de Inglês no Brasil -, falo isso para apresentar previamente o embasamento do que direi a seguir.

 Cansei de ver pessoas que se acreditavam “fluentes”, não serem literalmente mais do que alunos básicos – e daqueles bem ruins. Mas nenhuma delas exercia funções nas quais o Inglês fosse imprescindível, como se dá com vocalistas brasileiros que cantam em Inglês. Muitos de nossos vocalistas não apenas dominam duas línguas, como são também pessoas de enorme cultura, Jack Endino. No Brasil, o Rock é esmagado pela perfídia de homens como você, que fazem questão de manter as “castas inferiores” subjugadas e ignorantes. Precisamos de muito preparo para trabalhar e defender nossas crenças, apurando nossa habilidade mental e capacidade de retórica.

 Nosso povo é fartamente exposto ao que há de pior, na sua e na nossa cultura, logo, poucos precisam assumir a responsabilidade de falar por muitos. Isso demanda estudo, inteligência, tolerância, respeito e, principalmente, Honestidade, Disciplina e Amor pelo que se faz. Falo de artistas, não de políticos.

 Em várias regiões de lugares como Estados Unidos e Reino Unido, o domínio do idioma em geral é risível, a pronúncia vai além do sotaque e pisa firmemente com os dois calcanhares no ERRO, mas nem por isso vejo alvoroço para se usar tal argumentação contra bons trabalhos de bandas locais. Quer um exemplo de pronúncia questionável? Adoro James Hetfield, por exemplo, mas cantando, ele engole tanta letra, sílaba, tem cada pronúncia engraçada, praticamente inventa palavras… e nem por isso vou dizer que a banda é uma merda e que ele não canta bem. Criaram até memes sacaneando essa característica dele em 2012, você deve ter visto por aí, Endino. Ou talvez não, para você isso deve ser coisa de brasileiro.

 Vejo vocalistas de bandas alemãs, italianas, finlandesas, suecas, holandesas e outras tantas, apresentarem domínio idêntico ao dos nossos vocalistas, mas não me recordo de um único ataque nesse tom humilhante e depreciativo. E elas também não mereceriam.

SOBRE AS LETRAS

 Outro aspecto terrível no que você disse, nada tem a ver com a proficiência do idioma. Para você, somente o Sepultura tem um bom Inglês e letras boas? Como assim, Endino?

 Jack, Sepultura é legal, mas gostaria de entender qual a grande “genialidade” das letras deles. São boas sim, só que não chegam a ser um diferencial, algo que valha como argumento da maneira que você o fez. Li todas elas e sei do que estou falando. Já você, não deve ter lido muitas letras de bandas brasileiras que cantam em Inglês. Quer falar das clássicas do Metal Brasil? Vou te dar um único exemplo: VIPER. Nessa banda, Pit Passarell é um daqueles que sozinho, deu (e dá) um banho em tudo que muita gente escreveu até hoje. E não estou colocando somente o Sepultura na roda, mas várias bandas do mundo todo. Se você não o conhece, azar o seu.

 Nesse ponto, você está claramente misturando “gosto pessoal” com “qualidade literária”. Ficou parecendo um garoto que é fã de Ramones (que também adoro) e que por isso, diz que Johnny Ramone  é “o melhor guitarrista do mundo” – porque é sua banda preferida. “Se eu gosto é o melhor; senão é uma porcaria.” – traduzindo, é isso que muita gente pode estar pensando de você, inclusive eu.

 Fui vocalista e imagino como muitos colegas devam estar se sentindo. Fiz questão de escrever essa “resposta” para pontuar a posição do Rock Universe em relação ao que disse Jack Endino. Escrevi por nós vocalistas. Sim, “fui vocalista”… mas nessa hora, no momento em que alguém se levanta contra a classe dos músicos de Rock brasileiros, dessa forma desrespeitosa, intolerante, infeliz, preconceituosa, realmente volto a “ser vocalista”, mesmo que anônimo, mesmo que o suficiente apenas para redigir um texto apressado em tom pessoal.

 Não farei uma versão em Inglês por uma razão muito simples: Jack Endino não merece meu esforço nesse sentido. Falo contra ele, mas fiz esse desabafo por  vocês e para  vocês. Vocês, fãs e músicos brasileiros de Rock. 

 Fonte: https://www.facebook.com/jackendinopublicpage

Promoção para o Show do KISS: Budweiser, Iggor Cavalera, Laima Leyton e Bud Drum Machine

MixHell & Budweiser

 Que o KISS vai desembarcar em São Paulo e no Rio de Janeiro para realizar shows nos dias 17 e 18 de novembro, a maioria já sabe. O que muita gente ainda não sabe, é que a Budweiser, patrocinadora desse grande espetáculo, recrutou Iggor Cavalera (ex-Sepultura), Laima Leyton e o projeto do casal, batizado como MixHellpara realizar uma promoção que distribuirá ingressos para fãs da banda – e naturalmente para todos os beberrões que não dispensam uma tradicional cerveja made in USA.

 Rock ´N Roll All Nite, Detroit Rock City e Love it Loud sofreram releituras para essa ação: a bateria de Iggor e as batidas eletrônicas de Laima criaram versões muito interessantes para entusiastas de ambos os estilos.

 Vejam o vídeo com a primeira versão do duo, Rock ´N Roll All Nite:

 

E logo abaixo, o segundo vídeo com a versão do MixHell para Detroit Rock City:

 “Queremos sempre surpreender nosso consumidor e unimos dois ícones do Rock em uma única ação. Mais do que uma inovação, essa iniciativa reforça a plataforma de comunicação da marca focada em música. A Bud é patrocinadora de alguns dos maiores shows que chegam ao Brasil neste ano e o Kiss está entre eles” – Manoel Rangel, Gerente de Marketing da Budweiser.

Budweiser

 Essa promoção super criativa – criada pela Agência África – funciona da seguinte maneira: na conta de YouTube e no próprio site da Budweiser, veremos três vídeos. A pick up de Laima e a bateria de Iggor estão conectadas a um lança-chamas – que faz parte do sistema criado, o Bud Drum Machine -, e conforme o volume/potência do som gerado, as chamas são gradualmente acionadas, aumentando até o momento em que uma corda que segura várias garrafas de Budweiser, derreterá soltando tudo de uma só vez.

 Após o cadastro no site, os concorrentes responderão a duas perguntas:

1 – “O que você faria para curtir Rock ’N Roll All Night com o Kiss e a Bud?”

2 – “Quanto tempo o MixHell levou pra colocar várias Buds no gelo pro show do Kiss?”

 “Criamos uma ação especial para Budweiser, onde conseguimos misturar o KISS, uma das bandas mais influentes na História do Rock, com uma das bandas mais interessantes da cena eletrônica atual, o MixHell. Vamos proporcionar para o consumidor de Budweiser conteúdo inédito num pocket show do Mix Hell, e essa colisão de universos inusitada é o que representa Budweiser, uma marca cool e moderna.” – Bruno Costa, Diretor de Criação associado.

 Vocês podem concorrer até 14/11. Acessem o site da Budweiser Brasil e leiam atentamente todo o regulamento para não correr o risco de perder por bobeira, beleza?

Boa sorte e Rock On! 😉

Fonte: http://adnews.uol.com.br/

Budweiser: http://www.budweiser.com.br/