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20ª The Ace Of Spades Rock Party + Entrevista com o DJ Rodrigo Branco

Rodrigo Branco no estúdio da Rádio Kiss FM

Rodrigo Branco no estúdio da Rádio Kiss FM

Acho muito interessante ver uma festa de Rock como essa, com bandas autorais de todos os estilos, surgir e se desenvolver. Ainda mais em plena Rua Augusta, onde o Rock está diariamente presente até nos detalhes. Pude acompanhar e fotografar pessoalmente todas as edições sem falta até a 10ª. Depois, por fatores profissionais – entenda-se, horário preso nos empregos “convencionais” – acabei indo só em uma ou outra. E só eu sei o quanto isso me chateia. Valorizar bandas e músicos, prestigiar lugares como o Spades Café SP e o empenho desapegado do próprio Rodrigo, é extremamente importante para a cena Rock. Acompanho na maior parte do tempo à distância outras empreitadas que considero maravilhosas. É o caso do pessoal do Base Rock e da Gang da 13, por exemplo, que sou fã assumido tanto das bandas que ele reuniram, quanto de quem organiza e dá a cara pra bater. Contudo, a experiência de ver a coisa acontecendo, dia após dia, semana após semana, mês após mês, abre os nossos olhos para muitas coisas. Pude vivenciar isso com a The Ace Of Spades Rock Party por alguns meses. Ver a dinâmica, os altos e baixos, as dificuldades e as opiniões de público, estabelecimento e organizador diretamente dos mesmos, foi algo que me fez ter uma visão um pouco melhor como fã e mídia alternativa de Rock.

Posto isso, nada mais justo que com a 20ª The Ace Of Spades Rock Party, eu fizesse ao menos uma entrevista com Rodrigo, idealizador do projeto. Vamos adiante.

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Guitar N Roll

1 – De onde veio a ideia da festa e do nome escolhido?
Rodrigo Branco: A ideia da festa veio da necessidade de abrir espaço para as bandas. Agora, felizmente, eu tenho visto mais iniciativas nesse sentido, mas até o ano passado estava difícil achar um lugar que desse espaço para as bandas com trabalho autoral. Eu acho importantíssimo incentivar isso, porque senão vamos ficar eternamente só tocando cover e é isso que está ajudando a matar a cena. Como eu tenho contato com bandas, conheço e recebo muito material, vejo que tem bastante coisa legal. A ideia era abrir espaço não apenas para as bandas de trabalho autoral, mas também que fosse uma casa bem localizada, no caso na Rua Augusta, não em um local fora de mão – e também em uma data boa. Normalmente só dão espaço pra autoral de domingo até 5ª feira. Numa 6ª ou sábado à noite é muito difícil. Eu consegui esse espaço no Spades na 6ª à noite e achei que seria uma coisa legal. Um espaço para as bandas na Augusta, um local que já tem público, já tem o pessoal do Rock. Quanto ao nome, veio a partir da junção do nome do lugar (Spades Café SP) com o lance da minha afinidade com o Motörhead. Acho que coincidiu até por eu ter uma tatuagem do ás de espadas no braço que é o símbolo da casa também, então achei que era um nome adequado.

2 – Como tem sido o feedback da festa? Como você analisa esse retorno?
Rodrigo Branco: Como tudo em Rock hoje em dia, o retorno fica abaixo da expectativa sempre. Das 19 festas feitas até hoje, poucas festas tiveram o retorno que a gente esperava. Acho que só uma surpreendeu e teve mais retorno do que o esperado. O feedback ainda é negativo, infelizmente. Talvez possa melhorar, mas até hoje fica devendo. Falta interesse e presença do público em geral mesmo: fãs e bandas. As pessoas falam muito que precisa ter espaço, mas quando tem esse espaço elas não valorizam como deveriam valorizar.

Aletrix E Rodrigo Branco

Aletrix e Rodrigo Branco

3 – Com tudo isso, qual fica sendo o objetivo da festa nesse contexto?
Rodrigo Branco: Então, o objetivo é não apenas dar espaço, como fomentar a cena. Em 6, 7 meses de festa, são 20 edições, quase 40 bandas diferentes. Dessas, duas eram covers variados e houve uma noite em que tivemos Ramones cover e um Nirvana cover, ou seja, dois covers específicos, mas de bandas que já não existem mais, isso é importante e acho que faz diferença. Tirando isso, são 36 bandas diferentes de som autoral, é bastante coisa. A intenção também é essa: criar um hábito de termos uma festa que sempre vai ter banda autoral tocando lá. Bandas boas, modéstia à parte. Sei que estou julgando muito pelo meu gosto pessoal, mas como eu conheço alguma coisa, evidente que eu não ponho qualquer banda. Ouço antes, vejo se é legal. Outra coisa é que a minha intenção como DJ não é ficar tocando somente as músicas de sempre, como em qualquer outra festa de Rock que você vá. A ideia é colocar músicas diferentes dos artistas conhecidos e também de outros que não tocariam em uma discotecagem normal. Quantas vezes eu estava tocando e as pessoas vieram até mim falando “porra, que som legal, não conhecia, nunca ouvi isso em lugar nenhum”. Embora seja muito difícil de se gerar esse sentimento, tive esse retorno. É um objetivo parcialmente alcançado. Mas eu sei que isso, criar esse hábito, ainda vai levar muito tempo.

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Punch N Roll

4 – Você comentou sobre o seu set e as pessoas sempre falam disso. É uma coisa sua e você tem nisso uma parte significativa da sua identidade como DJ, esse fugir do “mais do mesmo”. Você fez questão de seguir montando seus sets dessa maneira? Como formatou isso?
Rodrigo Branco: Sim, sem dúvida. Minha intenção em qualquer festa que eu faça, é sempre apresentar alguma coisa diferente, fugir do clichê, porque acho que o clichê é um saco. A gente já vive uma vida de rotina em tudo. Você liga o rádio e estão tocando as mesmas músicas de sempre, na TV as mesmas músicas, em qualquer lugar. Então é legal modificar, mas eu sei que nem sempre isso é possível, principalmente quando você tem um viés comercial. Por isso que o rádio repete as músicas, televisão também, enfim, porque de certa forma as pessoas estão habituadas a ouvir o de sempre. Até por isso o cover faz muito sucesso na noite. A pessoa quer sair e ouvir aquilo que ela está habituada. Se você mostra algumas coisa diferente, muitas vezes ela não consegue se divertir com aquilo. Pra mim isso é estranho, porque eu gosto de música, então eu não preciso exatamente conhecer aquele som para curtir. Ainda assim, acho que você pode apresentar várias coisas que as pessoas conhecem – senão todo mundo, alguns vão conhecer – ou algo que ninguém conheça mas que vão se identificar de imediato. Nas minhas festas é claro que eu tento fazer algo que vá agradar quem estiver ouvindo, não sou egoísta, nunca fui assim no rádio e nem nas festas. Eu discoteco para o público, mas procuro entender o gosto dele e também fugir do óbvio. Essa festa como tem bandas, eu tento ver o que vai rolar e seguir um padrão. Se tem bandas punks, vou tocar punk, se tiver metal, vou tocar metal, se rolar pop, toco pop, seguindo o público que elas chamam pra não conflitar. Só que nenhuma festa eu deixo monotemática, gosto de variar entre estilos e épocas. Venho dos anos 50 até hoje e volto, mas faço uma coisa gradativa. Procuro não dar saltos, mas é claro que às vezes você pula de uma época pra outra porque as músicas combinam. Tento combinar por estilo, ou por época ou pelas duas coisas, mas nunca conflitar, digamos, um Punk com Progressivo. É preciso dar uma costurada.

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Rock N Style

5 – Já conversamos sobre isso algumas vezes e vale perguntar: como você observa a frequência com que ouve bandas autorais novas e clássicas, sejam nacionais ou internacionais? Como isso afeta sua dinâmica como profissional da noite, de comunicação e especialista de Rock?
Rodrigo Branco: Como eu trabalho com isso diariamente, ouço música o tempo inteiro. Quando estou em casa e tenho um momento meu, a tendência é querer ouvir alguma coisa diferente. O clássico é o clássico, está lá eternamente pra gente ouvir. Tem algumas coisas novas que você precisa ouvir naquele momento, porque estão aparecendo ali e é interessante você saber agora, porque às vezes a coisa passa e se você não ouvir naquele momento, talvez você não ouça nunca mais. Eu ouço coisa nova com bastante frequência, todos os dias. Eu recebo muito material de banda e quando não recebo, estou procurando. Acho que as redes sociais têm essa função muito interessante que as pessoas não aproveitam. Passo um bom tempo no Facebook e muita gente diz “hoje em dia as pessoas perdem muito tempo com essa porcaria, essa bobagem de Facebook”, só que não é bobagem, não. Eu uso o Facebook como uma ferramenta de informação, então eu recebo muito material de todos os tipos e o tempo todo. Toda hora alguém indica alguma banda, os próprios músicos e eu fico sempre ligado. Quando ouço algo novo, incorporo ao meu conhecimento. Eu consigo curtir uma música nova, às vezes na hora, às vezes não. Acontece de você precisar se familiarizar, mas muitas vezes também conseguir gostar direto. Um dia postei no Facebook: peguei um álbum de uma banda que eu não conhecia, coloquei sem expectativa, que é o ideal. Na verdade achei até que não fosse gostar. Dei play e fui fazer outras coisas, distraído. Estava lá arrumando as coisas e de repente me peguei fazendo air guitar, então me liguei que já estava agitando ao som da banda. As pessoas precisam ter mais essa postura: ouvir e sentir a música, independentemente de já conhecerem ou não o som, sem julgamentos prévios.

6 – Que conselhos você daria para DJs e bandas que atuam ou querem atuar nessa área?
Rodrigo Branco: Profissionalismo sempre, em tudo. Se tocar com outros DJs, estar atento aos sets dos DJs anteriores para não repetir. Já aconteceu de eu repetir? Sim, por eu chegar depois, por estar em outro evento, por chegar em cima da hora, mas o ideal é ficar atento a isso. Acontece também no caso de estabelecimentos muito grandes, com sons em outros ambientes, mas mesmo assim precisa ficar ligado. E você percebe que tem gente que ouviu o que você tocou, mesmo assim repete e acha que não tem nada demais. Eu não repito nem a banda, acho chato. “Ah, mas era outra música” só que não importa, tocou aquela banda agora há pouco, tem tanta coisa que você pode tocar, você vai tocar a mesma? E quando uma banda vai tocar ao vivo, se for trabalho próprio, tudo bem. Já se for banda cover, eu procuro ver o setlist dos covers pra não correr o risco de tocar algo que vai ser ou que foi tocado na mesma noite. Prestar atenção nesses detalhes, não invadir o tempo alheio e tão pouco sair antes do seu horário. Esse tipo de coisa.

Punk N Roll

Punk N Roll

7 – Rodrigo, você é conhecido por “não negociar com terroristas” em se tratando de não abrir mão do que é certo em prol de um falso bom convívio – traduzindo, bater de frente com o que está errado, assumindo com isso todos os méritos e pedradas. Como as coisas deveriam funcionar na noite e como elas funcionam de fato? E como é que você se sente, sabendo que muitos usam essa ideia do “não se queimar”, baixando a cabeça para coisas erradas por receio, enquanto você faz o oposto?
Rodrigo Branco: Ah, velho eu me sinto meio isolado na verdade porque é difícil você ter esse tipo de postura. A maioria das pessoas não tem e se incomoda com a sua postura, isso é um problema. O que eu acho que falta é respeito antes de mais nada. Respeito ao profissional e fazer o que é certo. Combinado é combinado. Às vezes você combina uma coisa, mas na hora “não é bem isso”. Ou quando você tem um problema no local onde está tocando e o pessoal de lá caga e anda pra isso. Um problema do tipo: furtaram um equipamento seu e ninguém está nem aí. E eu não estou falando só de mim, estou falando de outros DJs que eu conheço em diversas casas onde isso já aconteceu e na hora em que você fala, os responsáveis pela dizem “a gente não pode fazer nada”. Também rola de você combinar com um organizador de festa um valor X de cachê, mas depois ele falar, “depois te pago porque não recebi da casa”. Aí você fica esperando e ele não te paga. Você vai cobrar da casa e falam pra você cobrar do cara, ficam os dois empurrando e você fica de otário nessa história. Então às vezes falta enxergar além de tudo, que eles estão trabalhando, no meu caso, com um profissional de mídia. Quando alguém me chama pra discotecar, eu não sou besta, eu sei que muitas vezes estão me chamando pela minha condição de locutor da Kiss FM. Chamam porque querem a divulgação que eu possa, eventualmente, fazer de graça do negócio. E também porque isso pode dar algum status, ter o locutor de uma rádio conhecida discotecando (sendo que eu normalmente cobro o mesmo valor que todo mundo cobra pra tocar). Só que se esquecem que na hora que pisarem na bola comigo, da mesma forma que eu posso fazer uma boa divulgação, posso fazer também uma má divulgação. Não é nenhum tipo de vingança, é uma coisa que acaba sendo até natural, as pessoas vão te perguntar, vão querer saber porque você não trabalha mais lá, enfim.

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Attitude N Roll

8 – Pra encerrar, o que você acha que falta para o Rock no Brasil voltar a ocupar uma posição de status como aquela que já ocupou há muitos anos? Claro, como ele já foi de fato seria um sonho, mas dentro do mais próximo possível, qual seria um possível caminho?
Rodrigo Branco: Faltaria voltar no tempo, né? Não tem mais como, é outra época, a gente teria que mudar tudo. Porque o Rock não está mal só aqui, é no mundo todo, não tem mais aquela força que tinha antes. Aqui acho que falta um pouco de interesse do público, sair um pouquinho da zona de conforto, dar uma variada nos gostos, prestar atenção no que está sendo feito, parar com essa coisa de ficar esperando aparecer na mídia. As pessoas precisam consumir, ouvir o disco da banda nova, ouvir o mp3 e comprar o disco, ir aos shows ou que não comprem nada, mas que ouçam, que gostem, foi assim que as coisas sempre aconteceram. Só que antes havia o interesse da grande mídia, não adianta ficar só falando no âmbito das rádios especializadas, porque a Kiss está aí, a 89, mas o Rock só fez sucesso mesmo fora do circuito underground, a partir do momento em que foi abraçado pela grande mídia. Passou a tocar na grandes redes de televisão, rádios populares, só que isso não vai mais acontecer. Então as pessoas precisam conhecer as coisas por elas próprias, parar de ficar esperando que aconteça. Hoje em dia eu identifico dessa maneira: as pessoas esperam a música fazer sucesso para depois decidirem se elas gostam ou não. Deveria ser ao contrário. A pessoa ouvir e falar “isso aqui é legal”, começar a curtir e ir ao show, independente de estar cheio, se vai ser sucesso. Falta o público mudar de postura, parar de só criticar, ficar falando que o Rock brasileiro morreu. Não adianta ficar revoltado porque o Restart falou que foi a última banda relevante de Rock no Brasil, se a pessoa nem consegue citar 3 bandas novas legais que tenha ouvido em menos de 10 anos. Isso é culpa de quem? Só da mídia? Você vai ficar sempre culpando o outro? Você também não teve interesse, vai dizer que não viu esse tempo todo uma banda interessante que foi mostrada? Hoje em dia o veículo principal é a Internet, só que as pessoas não estão interessadas, elas ficam esperando a coisa fazer sucesso. Pela grande mídia não vai mais, então tem que ser por cada um mesmo.

E foi assim que terminamos essa conversa que poderia levar horas e dias. Não, não me esqueci de falar da 20ª The Ace Of Spades Rock Party. A pancada vem bonita nessa 20ª edição, com Stoneria e Vento Motivo.

Logo da banda Vento Motivo

Vento Motivo

A Vento Motivo conta com 15 anos de história, 4 discos lançados, sendo formada por músicos com uma longa carreira, como o guitarrista Kim Kehl, na ativa desde os anos 70. Ele já tocou com Lírio de Vidro, Made In Brazil, Nasi & Os Irmãos do Blues, entre outros. Um claro sinal de que eles sabem muito bem o que estão fazendo.

E com quase 10 anos de estrada, músicos experientes, centenas de shows no currículo, 1 EP e 1 disco lançados, junto com eles vem a Stoneria, que como o próprio nome diz, é rock pesado, com muita pegada e boas letras em português.

Logo da banda Stoneria.

Stoneria

Completa a noite no Spades Café SP, naturalmente, o DJ Rodrigo Branco, radialista e produtor da Kiss FM.

Fontes & Referências:
Página da festa: https://www.facebook.com/theaceofspadesrockparty
https://brancojukebox.wordpress.com/
http://www.ventomotivo.com.br/
https://www.facebook.com/ventomotivo
http://stoneria.com/
https://www.facebook.com/stoneriarock

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Spades Café SP – Rua Augusta, 339 – Consolação – São Paulo/SP

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SUN & MISCONDUCTERS

SUN & MISCONDUCTERS

Na 14ª edição da The Ace of Spades Rock Party, que rola sempre no Spades Cafe SP, com mais duas bandas com excelente material próprio lançado, em português e inglês. 27º e 28º nomes inéditos em nossa festa: SUN e MISCONDUCTERS!

SUN – Inicialmente conhecida como Sunsarah, a banda foi reformulada e em 2013, após algumas mudanças, seguiu adiante rebatizada como SUN e já lançou um disco com a nova formação, o SUN I. Já escrevi algumas vezes sobre a banda e fui em alguns shows. São músicos realmente experientes, criando arranjos muito acima da média, letras incrivelmente bem escritas e produção impecável . A SUN é formada por: Marco Leão (Vocal), Alan Dias (Guitarra & Vocal), Paul Martins (Guitarra & Vocal), Mauro Mattosinho (Baixo) e Beto Patressi (Bateria).
http://www.sunoficial.com.br/
https://www.facebook.com/bandasun
https://soundcloud.com/bandasun

MISCONDUCTERS – Formada em 2008, em Londres, Inglaterra, a MISCONDUCTERS já tem 3 discos lançados, 4 EPs e evidentemente uma longa história. A banda já tocou em palcos ingleses ao lado de nomes lendários como Discharge, English Dogs e vários outros, tem resenhas em sites e revistas da Europa, EUA e Brasil. A MISCONDUCTERS é formada por: Den (Guitarra e Vocal), Brisa (Baixo) e Vitão (Bateria).
http://www.misconducters.com/
https://www.facebook.com/Misconducters
https://misconducters.bandcamp.com/album/boundless

Serviço:
14ª THE ACE OF SPADES ROCK PARTY
Facebook da 14ª edição: https://www.facebook.com/events/753103788144314
Discotecagem com Rodrigo Branco (DJ, locutor/apresentador/produtor, KISS FM)
Dia: Sexta-feira, 15/05
Hora: A partir das 23h30
Entrada: MULHERES – R$ 10 / HOMENS – R$ 15
Onde: SPADES CAFE SP
Endereço: Rua Augusta, 339
https://www.facebook.com/spadescafesp

5º The Ace Of Spades Rock Party: ALETRIX & EMICAELI
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Vocês se lembram quando não era raro e muito menos crime o Rock ter letras inteligentes e engraçadas, aliadas a harmonias e arranjos muito bem pensados? Felizmente ainda há músicos de atitude que não pensam que o Rock só pode girar em torno de capetas, pentagramas e mais capetas. Inteligência e humor estão presentes em todas as músicas.

ALETRIX – Sério, eu quase passei mal de tanto rir com algumas letras, muito engraçadas mesmo. E o lado musical não fica nada atrás, muito pelo contrário! Como está no próprio Facebook do Aletrix: Post-Punk, 90’s Indie, Rockabilly. E Pop Barroco. Olha, ele que colocou essa última influência lá e eu fiz questão de repetir para vocês terem uma breve noção da loucura reinante na cabeça do talentosíssimo Ale – vocalista, guitarrista, compositor e multi-pirado que empresta seu apelido à banda. Não é por acaso que seu disco foi considerado um dos melhores do ano quando foi lançado. Os elementos que mais me chamaram a atenção, foram realmente algo transita entre o Pós-Punk e o Rock Alternativo dos anos 90.

10405606_254923158047200_4201549150735628707_nConversei com o Aletrix brevemente numa outra edição do The Ace Of Spades Rock Party (ele foi prestigiar outras bandas e fui apresentando a ele pelo próprio Rodrigo) e o sujeito é simplesmente um dos músicos mais simpáticos e divertidos que já tive a chance conversar na noite. Em outro momento vou falar do seu trabalho com mais detalhes. Bom, alternando entre momentos pesados e outros mais leves, essa é uma das melhores músicas e uma das mais letras mais engraçadas do disco Herpes Aos Hipsters: Ele É Mais Qualificado.

EMICAELI – A banda completa a noite com seus quase 20 anos de Rock experimental, mesclando Metal, Grunge e Punk numa tremenda porrada sonora. Todo esse experimentalismo, temperado com improvisos e peso, conferem uma identidade bastante interessante à banda. Parece que você está num carro a 400km/h e o mundo todo lá fora em câmera lenta. E pelo que pude perceber, a estrada da banda já os levou para fora do Brasil, tocando em alguns shows na Europa. Pelo visto vai ser uma noite bem original no The Ace Of Spades Rock Party. ROCK ON!

THE ACE OF SPADES ROCK PARTY
https://www.facebook.com/theaceofspadesrockparty
Discotecagem com Rodrigo Branco (DJ, locutor, apresentador e produtor da Rádio KISS FM)
Matéria sobre a festa no blog do Rodrigo: https://brancojukebox.wordpress.com/2015/03/04/fortalecendo-a-cena-sexta-tem-mais/
ALETRIX: https://www.facebook.com/AletrixOficial
EMICAELI: https://www.facebook.com/emicaeli
SPADES CAFÉ SP
Rua Augusta, 339
https://www.facebook.com/spadescafesp
Sexta, 06/03
A partir das 23h30
Entrada R$ 15,00 (Mulheres VIP até 1h)
Evento: https://www.facebook.com/events/887939491251521/

The Ace Of Spades Rock Party com as bandas ANTIOXIDANTE e H-521

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A edição da festa chegou e segue firme apenas com bandas autorais que representam toda a garra da cena Rock no Brasil. Aliás, sobram ótimas bandas autorais com força, qualidade e determinação no país, justiça seja feita. Nessa nova edição da festa do DJ Rodrigo Branco (Locutor/Produtor da Kiss FM), o Spades Café SP cede seu espaço para mais dois nomes do universo Punk Rock e HardCore na Rua Augusta: Antioxidante e H-521.

ANTIOXIDANTE

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Do próprio Facebook da banda: “Formada em 2007, em Mogi das Cruzes, a banda AntiOxidante conta com Digão na guitarra e vocal, Ricardo ‘Cupim’ na batera/backing vocals e Flávio ‘Tio Chico’ no baixo e vocal. O grupo já abriu show do Paralamas do Sucesso, 365 e Inocentes, no projeto Rock nos Trilhos, da CPTM.

Em seu repertório, o som é inspirado em bandas dos anos 80/90 e 2000, com letras que refletem sobre o cotidiano da sociedade brasileira.

H-521

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Direto do Facebook da banda: “Formada em meados de 1999, a banda H-521, surgiu fazendo covers de Rock Nacional, mas sentindo-se maduros e com qualidade musical suficiente, a banda deu início em 2004 a composições próprias no estilo Hardcore. Assim, determinado seu estilo musical e compostas algumas letras, a banda deu início a mais um desafio: a propagação de suas músicas e sua trajetória em shows. Iniciaram o projeto do seu primeiro CD, com a JT Records, no álbum chamado NADA PODE NOS PARAR, tendo como música de trabalho a faixa TRAUMA.

Desde então, H-521, continua a correr atrás dos seus objetivos, cantar, tocar e transmitir um HardCore com seu diferencial único, apenas inovando a raíz do HardCore Old School.

Como podem perceber, são bandas que estão correndo atrás e não estão brincando de fazer música. Completa a noite, logicamente, a discotecagem do experiente Rodrigo Branco, que conhece todos os lados do Rock das últimas décadas e não se prende ao lugar comum.

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Rua Augusta, 339.
Sexta, 20/02/15.
A partir das 23h30.
Entrada: R$ 15,00.
Mulheres entram VIP até 1h.

Fontes & Referências
Deu Branco: https://brancojukebox.wordpress.com/2015/02/19/hey-ho-lets-go-2/
Spade Cafe SP: https://pt-br.facebook.com/spadescafesp
AntiOxidante: https://www.facebook.com/AntiOxidante.oficial
H-521: https://www.facebook.com/pages/BANDA-H-521/150297268401886
Facebook do Evento: https://www.facebook.com/events/1423363737956817/

3º The Ace Of Spades Rock Party – Muito som com Estiletes e Filhos de Inácio!

Chegamos à mais uma edição da The Ace Of Spades Rock Party, a festa que meteu o pé na porta da Augusta, trazendo ainda mais Rock à rua mais Rock N Roll de São Paulo. Vejam o que vai rolar sexta-feira, 06/02, na rua mais democraticamente Rock N Roll de São Paulo, no Spade Cafe SP.

F I L H O S  DE  I N Á C I O
Filhos de Inácio

Numa mistura de pegada Metal e agressividade Punk, a banda Filhos de Inácio honra o legado do Punk Rock em seu formato mais selvagem.

 

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E S T I L E T E S
Estiletes

Estiletes é realmente um ótimo nome para essa outra banda. Letras afiadas e uma postura “Foda-se” de ver e viver o mundo. Sabem o que isso significa? Zero frescura e Punk Rock cortando na carne.

Além das duas bandas, haverá também a tradicional discotecagem do DJ Rodrigo Branco (Locutor, apresentador e produtor da rádio Kiss FM). Mais informações do 3º The Ace Of Spades Rock Party abaixo:

3º The Ace Of Spades Rock Party

3º The Ace Of Spades Rock Party

Fontes & Referências:
https://brancojukebox.wordpress.com/
https://www.facebook.com/filhosde.inacio
https://www.facebook.com/estiletes
http://www.crasso.com.br/
Evento: https://www.facebook.com/events/351461615044838/

Fotos da 2ª The Ace Of Spades Rock Party

Vejam algumas fotos que fiz na 2ª festa The Ace Of Spades Rock Party, com as bandas Belfast, The Red Lights Gang e com o DJ Rodrigo Branco, no Spades Cafe SP. Reblogando diretamente do “Deu Branco”, blog do próprio Rodrigo.

Deu Branco

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A segunda edição da festa The Ace of Spades Rock Party, no Spades Café, foi uma festa de rock como nos velhos e bons tempos, com público agitando e cantando os clássicos na discotecagem e as bandas botando pra quebrar no palco.

A primeira banda a se apresentar foi o BELFAST, com seu rock rápido, pesado, com letras berradas em bom português!

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Fotos by Maurício R. Cozer, do blog Rock Universe
https://rockuniverse.wordpress.com

A segunda atração da noite no palco foi a RED LIGHTS GANG e seu rockabilly/country rock animado.

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Fotos by Maurício R. Cozer, do blog Rock Universe
https://rockuniverse.wordpress.com

A próxima edição vem ai!

Dia 06/02, com as bandas ESTILETES e FILHOS DE INÁCIO!

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View original post

The Ace of Spades Rock Party: Shows com as bandas Belfast + The Red Lights Gang na Augusta!

Com os DJs Kleber Tedd & Rodrigo Branco (Kiss FM)

Spades Cafe Rock Party: Belfas + Red Lights Gang

The Spades Cafe Rock Party: Belfast + Red Lights Gang

Como podem ver no banner ao lado, no dia 23/01, no Spades Cafe SP, é dia de Punk, Rockabilly e Country Rock na rua mais Rock N Roll de São Paulo.

A festa The Spades Cafe Rock Party, agregou ainda mais valor à cena Rock, abrindo um novo espaço para as bandas de som autoral. Dias atrás foi com o Reverendo Frankenstein e agora é a vez das bandas Belfast e Red Lights Gang.

BELFAST

Formada no final de 2011, na cidade de São Paulo, tem integrantes que estiveram em várias outras bandas da cena Rock ao longo dos anos. Segundo a própria banda “a intenção é uma só: tocar um Rock N’ Roll honesto, influenciado por suas várias vertentes e bandas, de The Clash ao Motörhead, do Cockney Rejects ao AC/DC, sem ficar preso a rótulos ou outras tendências.” 

Formação: Douglas (Vocal), Marcelo (Vocal), Soleta (Baixo), Índio (Guitarra)  e Hiro (Bateria).

Belfast

BELFAST

Conheçam um pouco do som do Belfast logo abaixo.

Além dessas influências, eles também citam Street Dogs, Old Firm Casuals, Booze & Glory, Rancid, Cobra, Bad Religion, Evil Conduct, Social Distortion, Blitz, US Bombs, Bruisers, Business, Cock Sparrer, Sham69, Dropkick Murphys e Hellacopters. Tenso, hein?

THE RED LIGHTS GANG

The Red Lights Gang

TRLG

A banda é formada por Miller (Baixo acústico), Giancarlo Morelli (Violão), Fábio McCoy (Bateria), Toro (guitarra) e Américo (vocal). Direto do próprio Facebook da banda: “uma mistura entre o Rockabilly, o Country clássico e o Western Swing, seguindo uma linha musical originalmente criada na década de 50.”  Eles ainda citam como suas principais influências, Johnny Cash, Buck Owens, Hank Williams, Dale Watson, Merle Haggard, Wayne Hancock, Tennessee Ernie Ford e Willie Heat Neal. E não é que é bem isso mesmo? 

IN THE BARBERSHOPThe Red Lights Gang

Bom, o recado está dado. Dia 23/01, às 23h, no Spades Cafe SP, Rock nervoso e dançante na Rua Augusta, 339. Lembrando que ainda rola a discotecagem certeira dos DJs Kleber Tedd (Spades Cafe SP) e Rodrigo Branco (Kiss FM). ROCK ON! 

BELFAST https://www.facebook.com/BandaBelfast
Band Camp Belfasthttp://banda-belfast.bandcamp.com/
THE RED LIGHTS GANG www.facebook.com/pages/RED-LIGHTS-GANG
Reverbnation The Red Lights Gang – http://www.reverbnation.com/redlightsgang
Spade Café SP https://www.facebook.com/spadescafesp
Evento https://www.facebook.com/events/342419839276076/
Deu Branco (Blog do Rodrigo Branco) – https://brancojukebox.wordpress.com/