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Rock Universe Entrevista13 Doses com a banda Holiness

Holiness em ação no Manifesto Rock Bar

 Depois de três muitíssimo bem sucedidas matérias sobre a Holiness aqui no Rock Universe, resolvi entrevistar o quarteto – coisa que aliás eu já vinha adiando há algum tempo diga-se de passagem. Já havia conversado previamente com a banda sobre isso e Stéfanie sugeriu o dia 10/06, que foi o dia de um show da Holiness juntamente com Semblant e Ravenland no Manifesto Rock Bar.

 Em virtude do trânsito incomum para aquele horário de domingo, chegamos um pouco depois do começo do show da Holiness que nesse noite foi a banda de abertura. Entre pautas, anotações e adendos, assistimos Stéfanie Schirmbeck, Cristiano Reis, Hercules Moreira e Fabrício Reis reproduzindo fielmente no palco seus registros de estúdio.

 Como minha intenção não foi (e não poderia ser naquela noite) fazer uma cobertura completa ou mesmo parcial das apresentações das três (excelentes) bandas, mas sim curtir os shows e depois realizar a entrevista, vamos adiante com o debut de nossa coluna de entrevistas que na verdade foi muito mais um bate-papo descontraído permeado por perguntas (dei até uma enxugada, pois por mim publicaria toda a conversa) que aconteceu logo após o show, no segundo andar do Manifesto. Com vocês, 13 Doses!

Holiness & Rock Universe no Manifesto

13 Doses – Rock Universe entrevista Holiness

1 – Quais as maiores mudanças pelas quais vocês passaram desde o lançamento de Beneath The Surface (2010) até agora? Muitas mudanças pessoais ou mais de ordem profissional mesmo?

Stéfanie Schirmbeck, vocalista da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck

 Stéfanie: As duas, pois não tem como ser de outra forma. Uma coisa puxa a outra, estão ligadas, são coisas que vão caminhando em paralelo no cotidiano até quando não percebemos.

2 – Mais cedo ou mais tarde boa parte das bandas profissionais brasileiras acaba migrando para São Paulo. Como tem sido a adaptação de vocês de uma maneira geral? Muito estranhamento ainda?

 Cristiano: Vimos que muita coisa não é exatamente como esperávamos. O público procura muito mais bandas cover do que autorais. Não adianta nada reclamarem de que não surgem novas bandas autorais se quando elas aparecem, as pessoas sequer querem ir aos shows para conhecê-las – nem que seja para dizer “Ok, vim, ouvi e não gostei”. Mas quando o papo é banda cover, vemos filas nas portas dos lugares e casas cheias. Não temos nada contra bandas cover, mas isso é o inverso do que deveria ser (Nota: nesse momento toda a banda se manifesta em concordância com Cristiano).

3 – A cena tem se tornado mais unida nos últimos anos? Algo já mudou após o fiasco do M.O.A. ou do último Rock In Rio por exemplo?

 Hércules e Stéfanie: Ainda falta união sim. Essa troca, esse apoio mútuo, todo mundo junto lutando por todos é algo necessário. Sem essa separação toda de cada um só querer ver o seu lado.

 Stéfanie: Hoje por exemplo nós estamos abrindo para a Semblant, eles abrem para nós em outro show e por aí vai. Claro que estamos na mídia também, na MTV, MixTV, aparecendo em outros canais, mas isso não é tudo: essa união entre as bandas deve ser permanente e esse sentimento de união deve se estender ao contato direto com os fãs, que é algo que nós adoramos fazer! Estamos sempre em contato com todo mundo via Facebook e Twitter.

4 – Muitas bandas em ascenção têm mantido uma postura cada vez mais profissional em todos os sentidos. Vocês acham que, ao menos em parte, isso tem colaborado para despertar o interesse dos fãs de Rock/Metal em geral?

Banda Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

Holiness ao vivo no Manifesto Rock Bar

 Stéfanie e Cristiano: Acreditamos que sim e falando por nós, fazemos questão de oferecer um show de qualidade e não falamos apenas do som em si. Além de toda a parafernalha de áudio, nós temos também nossos próprios equipamentos de luz, fumaça, efeitos, ou seja, procuramos ter toda a estrutura profissional que uma banda internacional possa vir a oferecer. Não tem como haver essa desculpa quanto à qualidade do show. O que você vai ver em um show gringo não é diferente daquilo damos ao público ao vivo. Estamos combatendo e desconstruindo essa mentalidade de que só a banda gringa vai te dar uma puta apresentação. Dependendo do estilo de apresentação de uma determinada banda grande no palco, muitas vezes eles acabam usando o aparato mais básico, mas nós fazemos questão de dar ao público mais e mais espetáculo, não importa onde, não importa quando.

5 – Aproveitando a resposta anterior da Stéfanie falando sobre Social Media, temos justamente atentado desde o começo para o quanto vocês têm sido ativos nas redes sociais, sempre interagindo com os fãs, realizando promoções e respondendo a todos. Qual é para vocês o real tamanho, a real importância que as bandas devem dar aos seus fãs em se tratando de feedback? A era dos “Astros Intocáveis do Rock” está chegando ao fim?

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis, o casal da banda Holiness

Stéfanie Schirmbeck e Cristiano Reis: casal Metal

 Stéfanie: Sim, definitivamente. Como estávamos falando, estamos sempre interagindo, observando, colhendo esse feedback na web, nas redes sociais, afinal de contas é preciso estar antenado com tudo que acontece. Deve-se ter visão comercial também, teu público é o teu cliente. Não é só disco, show e pronto. O movimento gerado pelo teu trabalho enquanto músico acontece antes, durante e depois dos shows. Muitas vezes o estrelismo de certos artistas vem acompanhado de despreparo no que diz respeito a quem é teu público e à visão comercial que deveriam ter. Digo essas coisas no sentido de saber quem é o teu fã e o que ele curte, do que gosta, aonde ele vai, que lugares frequenta, tanto dentro quanto fora da web.

6 – Stéfanie, no final do show você falou em singles ainda esse ano. Qual o ritmo atual da Holiness com o 3º clip recém-lançado (Mine) e shows rolando cada vez mais? O tempo tem se tornado muito curto para fazer tudo?

 Stéfanie: Sim, o tempo encurtou mesmo, mas os singles estão em andamento. Basta administrar esse tempo entre shows, viagens e gravações (Nesse momento admiti à banda o meu alívio quando lançaram o 3º clip e mais ainda ao saber dos singles).

7 – Estamos em pleno século XXI, mas não tem como evitar a pergunta: você(s) percebe(m) algum tipo de preconceito contra as mulheres que integram bandas de Rock/Metal hoje em dia?

Stéfanie Schirmbeck ao vivo no Manifesto

Stéfanie Schirmbeck: potência e controle

 Stéfanie: Olha, eu pessoalmente nunca passei por nada desse tipo. Até acredito que esse tipo de coisa ainda role, mas que esteja se tornando algo cada vez mais raro de acontecer.

8 – Hércules, na sua opinião, existe algo imprescindível para ser um bom baixista de metal? E quais são as suas influências? (Nota do Rock Universe: Hercules deixou a banda algumas semanas depois, enquanto ainda editávamos a presente matéria)

Hercules Moreira Baixista da banda Holiness

Hercules Moreira

 Hércules: Basicamente seguir um estudo específico voltado para aquilo que você precisa. Técnica de 3 dedos por exemplo é importante no Metal, assim como velocidade e marcação. Minhas referências são trabalhos solo de baixistas desconhecidos do grande público. Dos mais conhecidos eu apontaria John Myung (Dream Theater).

9 – Cristiano, a mesma pergunta para você: o que é essencial para um baterista e quais suas influências?

Cristiano Reis baterista da banda Holiness

Cristiano Reis

 Cristiano: Estudar os elementos presentes na Bossa e no Jazz ajuda muito. Outra coisa que muita gente não se liga, são as famosas marching bands dos EUA – os caras fazem coisas incríveis! Recomendo também Mike Portnoy (Dream Theater), Travis Orbin e o som do Lamb Of God.

10 – Fabricio, a mesma coisa: o que é importante e quem te influenciou/influencia?

Fabricio guitarrista da banda Holiness

Fabricio Reis

 Fabricio: Considero importante conhecer tudo e ouvir muita coisa. Te confesso que não sou adepto de teoria, vou mais naquela de usar determinados elementos para ir criando o meu próprio som. Tenho referências? Sim, mas quero sempre aplicá-las sem simplesmente clonar alguém. Tenho ídolos, existem sim aqueles caras que digo “Putz, que foda!”, mas quero também “ser o meu som” e a minha própria referência. Tanto a parte técnica quanto o clima, texturas e atmosfera são importantes num som de guitarra. Levando tudo isso em conta, posso citar o The Edge (U2), John Petrucci (Dream Theater) e Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Pride & Glory e Black Label Society)

(Essa mesma pergunta sobre influências e principais atributos para vocalistas será feita à Stéfanie exclusivamente na série de entrevistas que iremos inaugurar no Rock Universe somente com vocalistas nacionais. Ela já está ciente disso, portanto, aguardem por essa e por outras novidades em breve)

Stéfanie e Fabricio no Manifesto Rock Bar

Stéfanie e Fabricio no Manifesto

11 – O que é o melhor e o pior de estar na estrada e em estúdio?

 Stéfanie e Cristiano: Na estrada o grande lance, a parte legal, é a interação. Ver como as coisas funcionam no show, como o público se comporta, como são as reações. Esse contato te dá um outro tipo de feedback que só podemos ver ao vivo, no palco mesmo. O lado ruim são as condições ruins de transporte e estrutura de alguns lugares para os músicos.

 Cristiano: No estúdio também tem os dois lados. Às vezes tu fica sem saída, vê que alguma coisa não tá rolando… Procura o caminho, mas não rola. Uma nota, uma levada, alguma coisa não se encaixa, sabe? Daí, enquanto essa resposta não surge, tu quebra a cabeça mais um pouco e… nada! Tu vai dormir, acorda mais tarde e de repente, sem pensar muito naquilo, depois de praticamente quase não conseguir dormir, a solução aparece. Nesse momento retomamos a parte boa que começa no processo de composição: você grava, acerta tudo e depois com tudo gravado, tu ouve e fica meio bobo. Escutando aquilo tu pensa: “Nossa! A gente fez isso? Putz, que legal!” – Nós fazemos questão de manter um padrão elevado do começo ao fim, em cada passo que faz parte do processo como um todo, da composição à finalização, mas mesmo assim ainda fica aquela mistura de alegria e surpresa quando o material está pronto. É foda ver a Arte nascer, ainda mais a tua própria.

12 – E quanto às bandas veteranas? Elas têm acolhido bem as mais recentes? Como tem sido com vocês?

 Cristiano: Da nossa parte não podemos reclamar. Acredito que manter uma postura profissional desde o começo, nos mínimos detalhes, talvez ajude. Mesmo uma banda jovem e/ou composta por jovens, hoje em dia não são mais meros aventureiros da música.

13 – Não existe fórmula mágica para o sucesso, mas vocês apontariam alguns atalhos honestos para quem está tentando começar? 

 Stéfanie: Antes de tudo é se valorizar, não aceitar situações humilhantes. Não te curve para imposições absurdas, não paguem para tocar. Por favor, não paguem para tocar! Não aceitem qualquer condição que te desrespeite enquanto profissional, enquanto músico, enquanto uma pessoa digna que leva a sério o que está fazendo, enquanto alguém que se ama e que ama a sua própria música.

É isso aí, 13 Doses devidamente consumidas até a última gota. 

 Como eu falei no início da matéria, foi uma noite com as bandas Holiness, Semblant e Ravenland. Não tivemos tempo hábil nesse dia para topar com o pessoal da Ravenland nem antes e nem depois do show, mas como os laços da Holiness se estendem fortemente à Semblant, vejam só quem apareceu no meio da entrevista:

Sergio Mazul, Mauricio R. Cozer e Mizuho Lin. Vocalistas da Semblant com Rock Universe

Sergio Mazul, eu e Mizuho Lin: os vocalistas da Semblant fazendo uma participação especial.

 Tanto o Sérgio quanto a Mizuho são duas pessoas extremamente receptivas. Aliás, aquela minha foto com a Holiness lá começo da matéria foi um favor pedido ao grande Sérgio (valeu, irmão!). Esse tal laço entre Holiness e Semblant se traduz muito bem através de outro simpatissíssimo casal do Metal Nacional:

Fabricio Reis e Mizuho Lin

Mizuho Lin & Fabricio Reis: casal símbolo da aliança Semblant & Holiness

 E foi nesse longo e tumultuado momento pós-show que os integrantes da banda Holiness uma vez mais esbanjaram sua costumeira simpatia e todo seu profissionalismo (como sempre falo, essa palavra é uma tônica quando se fala da banda), mesmo cansados e dando atenção aos fãs que pediam fotos e demais veículos presentes que os abordavam.

 O Rock Universe agradece à banda e deseja que a estrada do Rock ´N Roll continue sempre recompensando seu inquestionável talento.

Holiness ao vivo

Holiness: Rockin´ The Night Away!

ROCK ON!!!

Fontes e Referências Oficiais:

YouTube Oficial Holiness: http://www.youtube.com/user/officialholiness/videos

MySpace Holiness: http://www.myspace.com/officialholiness

Facebook – Fanpage: https://www.facebook.com/HolinessBrasil

Facebook – Perfil: https://www.facebook.com/officialholiness

Twitter – @BandaHoliness: http://twitter.com/BandaHoliness

Por que o Dia Mundial do Rock é celebrado em 13 de Julho?

Posted: July 13, 2012 in Classic Rock, Hard Rock, Heavy Metal, Homenagem, Live, Show
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A maioria das pessoas não sabe, mas no dia 13 de Julho comemora-se todos os anos o nosso tão querido Dia Mundial do Rock desde 1985.

Ok, mas por que o Dia Mundial do Rock é celebrado em 13 de Julho?
Porque foi em 1985 que Bob Geldof (nascido Robert Frederick Zenon) compositor, vocalista e humanista irlandês, então membro da banda Boomtown Rats, com a ajuda de James Ure (mais conhecido como Midge Ure), guitarrista e vocalista escocês que declinou de um convite para fazer parte dos Sex Pistols (tendo depois disso integrado entre outras bandas, o Ultravox e o aclamado Thin Lizzy), organizou o hoje lendário Live Aid, que tinha por objetivo arrecadar fundos para combater a miséria na África.

 

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Live Aid: para muitos um festival inigualável sob muitos aspectos

Para que se tenha idéia da magnitude desse evento musical, antes de seguir mais adiante vou listar abaixo os artistas participantes em 1985 em ordem de aparição nos palcos e suas respectivas músicas (segundo o Horário de Verão Britânico):

Wembley Stadium, Londres – UK

  • Coldstream Guards – “Royal Salute”, “God Save the Queen” (W 12:00);
  • Status Quo – “Rockin’ All Over the World”, “Caroline, “Don’t Waste My Time” (W 12:02);
  • Style Council – “You’re The Best Thing”, “Big Boss Groove”, “Internationalists”, “Walls Come Tumbling Down” (W 12:19);
  • Boomtown Rats – “I Don’t Like Mondays”, “Drag Me Down”, “Rat Trap”, “For He’s A Jolly Good Fellow” (cantada pela platéia) (W 12:44);
  • Adam Ant – “Vive Le Rock” (W 13:00);
  • Ultravox – “Reap the Wild Wind”, “Dancing with Tears in My Eyes”, “One Small Day”, “Vienna” (W 13:16);
  • Spandau Ballet – “Only When You Leave”, “Virgin”, “True” (W 13:47);
  • Elvis Costello – “All You Need Is Love” (W 14:07);
  • Austria For Afrika (filmado na Áustria) – apresentação, “Warum” (W 14:12);
  • Shahrouz Homavaran – “crianças precisam de um lar”, (W 14:10);
  • Nik Kershaw – “Wide Boy”, “Don Quixote”, “The Riddle”, “Wouldn’t It Be Good” (W 14:22);
  • Sade – “Why Can’t We Live Together”, “Your Love Is King”, “Is It A Crime” (W 14:55);
  • Sting (com Branford Marsalis) – “Roxanne”, “Driven To Tears”, “Message in a Bottle” (W 15:18);
  • Phil Collins – “Against All Odds (Take a Look at Me Now)”, “In the Air Tonight” (W 15:27);
  • Sting e Phil Collins (com Branford Marsalis) – “Long Long Way To Go”, “Every Breath You Take” (W 15:32);
  • Howard Jones – “Hide and Seek” (W 15:50)
  • Autograph (tocando em Moscou) – “Golovokruzhenie”, “Nam Nuzhen Mir” (W 15:55);
  • Bryan Ferry (com David Gilmour na guitarra) – “Sensation”, “Boys And Girls”, “Slave To Love”, “Jealous Guy” (W 16:07);
  • Band Für Afrika (performing in Cologne) – “Nackt Im Wind” (“Naked In The Wind”), “Ein Jahr (Es Geht Voran)” (“It Goes Ahead”) (W 16:24);
  • Paul Young – “Do They Know It’s Christmas?” (intro), “Come Back And Stay”, “Every Time You Go Away” (W 16:38);
  • Paul Young e Alison Moyet – “That’s the Way Love Is” (W 16:48);
  • U2 – “Sunday Bloody Sunday”, “Bad”/”Satellite Of Love”/”Ruby Tuesday”/”Sympathy for the Devil”/”Walk On The Wild Side” (W 17:20);
  • Ligação entre os estádios Wembley e JFK;
  • Dire Straits‘ e Sting – “Money for Nothing”, “Sultans of Swing” (W 18:00);
  • Queen (apresentada pelos comediantes Mel Smith e Griff Rhys Jones) – “Bohemian Rhapsody” (trecho), “Radio Ga Ga”, “Hammer to Fall”, “Crazy Little Thing Called Love”, “We Will Rock You” (trecho), “We Are the Champions” (W 18:44);
  • David Bowie (com Thomas Dolby no teclado) – “TVC 15″, “Rebel Rebel”, “Modern Love”, “Heroes” (W 19:22);
  • Vídeo editado por Colin Dean da CBC (W 19:41);
  • The Who – “My Generation”/”Pinball Wizard”, “Love, Reign o’er Me”, “Won’t Get Fooled Again” (W 20:00);
  • Phil Collins e Steve Blacknell – entrevista ao vivo no Concorde (W 20:27);
  • vídeo da Noruega – “All of Us” (W 20:44);
  • Elton John – “I’m Still Standing”, “Bennie and the Jets”, “Rocket Man”, “Can I Get a Witness” (W 20:50);
  • Elton John e Kiki Dee – “Don’t Go Breaking My Heart” (W 21:05);
  • Elton JohnKiki Dee e Wham! – “Don’t Let the Sun Go Down on Me” (W 21:09);
  • Conclusão no Wembley Stadium:
    a) Freddie Mercury e Brian May (Queen) – “Is This The World We Created?” (W 21:48),
    b) Paul McCartney – “Let It Be” (W 21:51),
    c) Band Aid (liderada por Bob Geldof) – “Do They Know It’s Christmas?” (W 21:54);

 

JFK Stadium, Filadélfia – USA

  • Bernard Watson – “All I Really Want to Do”, “Interview” (JFK 13:51);
  • Joan Baez (apresentada por Jack Nicholson) – “Amazing Grace”, “We Are the World” (JFK 14:02);
  • The Hooters – “And We Danced”, “All You Zombies” (JFK 14:12);
  • The Four Tops – “Shake Me, Wake Me (When It’s Over)”, “Bernadette”, “It’s The Same Old Song”, “Reach Out I’ll Be There”, “I Can’t Help Myself (Sugar Pie, Honey Bunch)” (JFK 14:33);
  • B. B. King – “Why I Sing The Blues”, “Don’t Answer The Door”, “Rock Me Baby” (tocando no The Hague (JFK 14:38);
  • Billy Ocean – “Caribbean Queen“, “Loverboy” (JFK 14:45);
  • Black Sabbath (apresentado por Chevy Chase) – “Children of the Grave”, “Iron Man”, “Paranoid” (JFK 14:52);
  • Yu Rock Mission (tocando em Belgrado) – “For A Million Years” (JFK 15:10);
  • Run-DMC – “Jam Master Jay”, “King Of Rock” (JFK 15:12);
  • Rick Springfield – “Love Somebody”, “State Of The Heart”, “Human Touch” (JFK 15:30);
  • REO Speedwagon – “Can’t Fight This Feeling”, “Roll With The Changes” (com The Beach Boys) (JFK 15:47);
  • Crosby, Stills and Nash – “Southern Cross”, “Teach Your Children”, “Suite: Judy Blue Eyes” (JFK 16:15);
  • Judas Priest – “Living After Midnight”, “The Green Manalishi (With The Two-Pronged Crown)”, “You’ve Got Another Thing Comin’” (JFK 16:26);
  • Bryan Adams – “Kids Wanna Rock”, “Summer of ’69″, “Tears Are Not Enough”, “Cuts Like a Knife” (JFK 17:02);
  • The Beach Boys (apresentado por Marilyn McCoo) – “California Girls”, “Help Me, Rhonda”, “Wouldn’t It Be Nice”, “Good Vibrations”, “Surfin’ USA” (JFK 17:40);
  • George Thorogood and the Destroyers / Bo Diddley / Albert Collins – “Who Do You Love”, “The Sky Is Crying”, “Madison Blues” (JFK 18:26);
  • David Bowie e Mick Jagger – “Dancing in the Street” (vídeoclipe, JFK 19:02);
  • Simple Minds – “Ghostdancing”, “Don’t You (Forget About Me)”, “Promised You a Miracle” (JFK 19:07);
  • The Pretenders – “Time The Avenger”, “Message of Love”, “Stop Your Sobbing”, “Back on the Chain Gang”, “Middle of the Road” (JFK 19:41);
  • Santana e Pat Metheny – “Brotherhood”, “Primera Invasion”, “Open Invitation”, “By The Pool”/”Right Now” (JFK 20:21);
  • Ashford & Simpson – “Solid”, “Reach Out and Touch (Somebody’s Hand)” (com Teddy Pendergrass) (JFK 20:57);
  • Kool & the Gang (vídeo pré-gravado ao vivo) – “Stand Up and Sing”, “Cherish” (JFK 21:19);
  • Madonna – “Holiday”, “Into the Groove”, “Love Makes The World Go Round” (JFK 21:27);
  • Tom Petty – “American Girl”, “The Waiting”, “Rebels”, “Refugee” (JFK 22:14);
  • Kenny Loggins – “Footloose” (JFK 22:30);
  • The Cars – “You Might Think”, “Drive”, “Just What I Needed”, “Heartbeat City” (JFK 22:49);
  • Neil Young – “Sugar Mountain”, “The Needle and the Damage Done”, “Helpless”, “Nothing Is Perfect”, “Powderfinger” (JFK 23:07);
  • Power Station – “Murderess”, “Get It On” (JFK 23:43);
  • Thompson Twins – “Hold Me Now” (JFK 00:21);
  • Thompson Twins com Madonna e Nile Rodgers – “Revolution” (JFK 00:25);
  • Eric Clapton (com Phil Collins) – “White Room”, “She’s Waiting”, “Layla” (JFK 00:39);
  • Phil Collins (após tomar um Concorde da Inglaterra para os EUA) – “Against All Odds (Take a Look at Me Now)”, “In the Air Tonight” (JFK 01:04);
  • Led Zeppelin (com Tony ThompsonPaul Martinez e Phil Collins) – “Rock and Roll”, “Whole Lotta Love”, “Stairway to Heaven” (JFK 01:10);
  • Crosby, Stills, Nash & Young – “Only Love Can Break Your Heart”, “Daylight Again”, “Find The Cost Of Freedom”” (JFK 01:40);
  • Duran Duran (a última apresentação dos cinco integrantes originais até 2003) – “A View to a Kill”, “Union of the Snake”, “Save A Prayer”, “The Reflex” (JFK 01:45);
  • Cliff Richard – “A World of Difference” (ao vivo na BBC, 02:10);
  • Patti LaBelle – “New Attitude”, “Imagine”, “Forever Young”, “Stir It Up”, “Over The Rainbow”, “Why Can’t I Get It Over” (JFK 02:20);
  • Hall & Oates (com G.E. Smith do Saturday Night Live na guitarra) / Eddie Kendricks / David Ruffin – “Out of Touch”, “Maneater”, “Get Ready” (com Eddie Kendricks), “Ain’t Too Proud to Beg” (com David Ruffin), “The Way You Do the Things You Do”, “My Girl” (com Eddie Kendricks e David Ruffin) (JFK 02:50);
  • Mick Jagger com Hall & Oates / Eddie Kendricks / David Ruffin – “Lonely At The Top”, “Just Another Night”, “Miss You” (JFK 03:15);
  • Mick Jagger e Tina Turner – “State of Shock”, “Brown Sugar”, “It’s Only Rock ‘n Roll (But I Like It)” (JFK 03:28);
  • Conclusão no JFK Stadium:
    a) Bob DylanKeith Richards e Ronnie Wood – “Ballad of Hollis Brown”, “When The Ship Comes In”, “Blowin’ in the Wind” (JFK 03:39),
    b) USA for Africa (liderada por Lionel Richie) – “We Are the World” (JFK 3:55)


Live Aid Melbourne – AUSTRÁLIA

  • INXS (tocando em Melbourne) – “What You Need”, “Don’t Change” (13:06);
  • Men at Work (tocando em Melbourne) – “Overkill” (13:12);


Live Aid – JAPÃO

  • Loudness (gravado no Japão) – “Gotta Fight” (13:34);
  • The Off Course (gravado no Japão) – “Endless Night” (13:36);
  • Eikichi Yazawa (gravado no Japão) – “Take It Time” (13:38);
  • Motoharu Sano (gravado no Japão) – “Shame” (13:40);

Ao longo do concerto havia diversas chamadas sendo transmitidas pelo mundo todo solicitanto doações por telefone, com participação direta e indireta de inúmeros grupos de comunicação tais como: BBCABCMTVCBC entre outros grupos de comunicação de menor expressão e que de uma forma ou de outra, colaboraram em sua divulgação.

Muitos não sabem ou simplesmente não lembram, mas o promotor de eventos Harvey Goldsmith foi essencial para que Geldof Ure conseguissem atingir seu objetivo que parecia inicialmente impossível de se concretizar.

BBC disponibilizou 300 linhas telefônicas para doações via cartão de crédito e a cada 20 minutos o número de telefone e o endereço para envio de cheques eram repetidos. Como até o momento em que isso era feito o montante conseguido somava menos de 1 milhão e 200 mil LibrasBob Geldof  irrompeu pela cabine de transmissão e, após dar um breve e até certo ponto exaltado sermão sobre o que acontecia com as pessoas na Etiópa naquele exato momento, as doações deram um salto para uma média de 300 Libras por segundo.

Bob Geldof nos Anos 80

Uma pequena trivia do que aconteceu ao longo e ao final do evento (não colocarei tudo que rolou nos bastidores, apenas aquilo que de fato agregou algo de positivo ao Live Aid):

1 – Em uma conversa telefônica com a Família Real de DubaiBob Geldof conseguiu a maior doação individual de todo o evento:1 Milhão de Libras.

2 – A despeito da grave crise econômica pela qual passava na época a República da Irlanda, esse país foi o responsável pela maior doação per capita feita entre todos os países segundo o próprio Bob Geldof.

3 – Foi noticiado nos jornais no dia seguinte, que o valor arrecadado ficou entre 40 e 50 Milhões de Libras, mas hoje em dia costuma-se dizer que na verdade esse valor possa ter ultrapassado os 150 Milhões de Libras.

4 – Em dado momento do show, o apresentador Billy Conolly disse ter sido informado que 95% dos aparelhos de TV de todo o mundo estavam sintonizados no Live Aid – afinal de contas jamais havia sido tentada até então uma transmissão de tamanha proporção.

5 – Por conta de todos os seus esforços em prol dos necessitados, após esse grandioso evento Bob Geldof foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz e foi ainda ordenado pela Rainha Elizabeth II em 1986Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico (Knight Commander of the Order of the British Empire). Ele não pode ser oficialmente chamado de “Sir” com esse título, pelo fato de não ser inglês – apesar de muitos se referirem a ele dessa forma num sinal de carinho, respeito e admiração por seus atos – mas tem o direito legal de usar as letras KBE quando usa sua assinatura, justamente em virtude desse título.

Bob Geldof KBE: foto de poucos anos atrás

Rock Universe deseja um Feliz Dia Mundial do Rock a todos os apaixonados pelo estilo, sejam quais forem as bandas que corram em suas veias. Na verdade, o Rock ´N Roll é muito mais que um estilo: é uma cultura humana que desconhece fronteiras e tempo, agrega todos os idiomas, todas as crenças e descrenças, todas as etnias, orientações sexuais e sentimentos. É uma irrefreável vontade de viver, amar e seguir em frente. É um perdão secreto, um delírio lúcido, uma paixão utópica. É um momento infinito que comporta todos os nossos desejos. É um grito visceral e silencioso que tem início na juventude e jamais chega ao fim. 😉

Fontes: www.wikipedia.org

www.contactmusic.com

www.guardian.co.uk