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Morre Jim Marshall, o criador dos amplificadores Marshall

Morre aos 88 anos Jim Marshall, criador dos amplificadores Marshall

Morreu hoje Jim Marshall, criador dos clássicos amplificadores Marshall

 Morreu aos 88 anos Jim Marshall, o pai dos amplificadores Marshall. 99% daquilo que ouvimos e identificamos no Universo do Rock ´N Roll em se tratando de sons de guitarra nas últimas cinco décadas, devemos à criação desse sujeito.

 Nascido em Acton (1923), o inglês James Charles Marshall era baterista e vocalista, tendo sido inclusive professor de bateria de nomes como Mitch Mitchell (The Jimi Hendrix Experience), Mick Underwood (Ritchie Blackmore) e Mickey Waller (Little Richard) entre outros. Justamente em virtude da necessidade em fazer com que sua voz pudesse ser ouvida enquanto tocava, ele criou um de seus primeiros sistemas de amplificação ainda nos anos 40. Já em 1962, com a fundação da Marshall Amplificationpode-se dizer que Jim demarcou em definitivo a história dos timbres de guitarra do Rock em antes e após Marshall.

 Hendrix, Iommi, Slash, Clapton, Kerry King, Jeff Hanneman, Yngwie Malmsteen, Pete Townshend, Blackmore, Page, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers, Zakk WyldeRandy Rhoads são apenas alguns dos mais que famosos guitarristas a fazerem uso dos Amplificadores Marshall para registrar sua arte, tanto em estúdio quanto ao vivo.

Alguns modelos de amplificadores Marshall

Marshalls

 Quando ainda tocava, tive o prazer e o privilégio de ser o feliz proprietário de um Marshall Valvestate 8080. A incrível distorção desse amp soava exatamente como algumas das melhores gravações do final dos anos 70 e início dos 80. Um amplificador Marshall tem algo a mais, um certo mistério intangível, algum tipo de alma…

 Não sei dizer como Mr. Marshall conseguiu criar algo tão perfeito e único, só sei dizer que tive vários amplis e utilizei muitos outros, mas nenhum deles jamais soou como aquele meu velho Marshall. Nenhum.


R.I.P. James Charles Marshall (1923-2012)


Fontes: http://www.marshallamps.com/

http://www.guardian.co.uk/

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Heaven TonightYngwie Malmsteen (Official Video)

Yngwie Malmsteen: Odyssey

Odyssey (1988) foi o quarto álbum de estúdio do genial Yngwie Malmsteen, e contou com Joe Lynn Turner nos vocais, bem como Jens Johansson no teclado, Anders Johansson na bateria, e o baixista Bob Daisley em quatro das 12 faixas – Malmsteen gravou o baixo nas outras oito.

Trata-se de um disco que ainda pode ser enquadrado como um dos melhores do guitarrista, apesar de seus tão conhecidos excessos técnicos que algumas vezes acabam poluindo seu excelente trabalho. Sempre que Malmsteen permite que a música em si, seja mais importante do que seus solos, podemos contemplar a real qualidade de suas ótimas composições como um todo, não como se fossem um mero adorno de seu talento como instrumentista…e esse é felizmente o caso de Heaven Tonight.

Heaven Tonight – Yngwie Malmsteen

Fontes: Discografia Oficial & http://www.yngwiemalmsteen.com/

Birth Of Venus Illegitima – Therion – Official Video e Bio – Parte I

Vovin

 Tive meu primeiro contato com a banda suéca Therion tardiamente em 1998 através de seu sétimo disco, o aclamado Vovin – que diga-se de passagem me arrebatou de cara totalmente ao longo de suas 11 faixas. Nem preciso dizer que no mesmo ano procurei o álbum Theli (1996) desesperadamente até encontrá-lo num dos locais mais improváveis do Rio de Janeiro. O mesmo se deu com os ábuns anteriores que boa parte dos “especialistas” insistia em afirmar que não poderiam ser encontrados jamais. Levei quase um ano e meio mas consegui todos, desde Of Darkness…(1991) até os mais recentes – aliás, agradeço aos catálogos da Nuclear Blast pelos “mapas”.

 Fundada e capitaneada pelo guitarrista e compositor Christofer Johnsson, inicialmente a banda adotou nos idos de 1987 o nome Blitzkrieg, cujas principais influências eram Slayer e Mettalica. Contudo segundo muitos, soavam mais como Venom e Motörhead, com Johnsson no baixo e vocal, Peter Hansson na guitarra e Oskar Forss na bateria.

 Em 1988 a banda foi reformulada devido a questões internas com Forss que acabou deixando a banda. Mudaram o nome para Megatherion sob influência da banda suíça de metal extremo, Celtic Frost e seu segundo disco To Mega Therion. Nessa época Christofer Johnsson que era então o baixista e vocalista do grupo, assumiu a guitarra mas Peter Hansson continuou também como guitarrista. Johan Hansson foi recrutado como novo baixista e o baterista escolhido foi Mika Tovalainen. Como curiosidade, vale lembrar ainda que a mente por trás de todas essas músicas, mudanças e evoluções, Christofer Johnsson, chegou a fazer parte das bandas Demonoid, Liers In Wait, Messiah e Carbonized, além de ter fundado a extinta gravadora Dark Age Music.

 Os caras começaram como uma banda de Death Metal e foram sofrendo alterações musicais espontâneas, até se tornarem conhecidos por mais um dos intermináveis rótulos pertencentes ao universo do Rock: Symphonic Metal. Retomando a história mais recente da banda, algumas características ao meu ver bastante agradáveis fazem parte daquilo que a banda veio a se tornar sob o nome Therion:

1 – Sem querer desrespeitar quaisquer outras bandas que façam ou tenham feito uso de corais e orquestras em suas gravações e apresentações, o Therion foi a primeira de todas a agregar permanentemente um coral com tenores, barítonos, baixos, sopranos, altos, contraltos, mezzo-sopranos, mezzo-contraltos e outras vozes, como membros full-time da banda dentro e fora de estúdio, mesclando definitivamente o Heavy Metal com a Música Clássica em todos os sentidos – claro que por questões técnicas em algumas apresentações, a performance de palco pode vir a fazer uso de arranjos pré-gravados como qualquer outra banda, até mesmo as mais famosas e experientes.

2 – Outro ponto positivo é o fato de que as orquestras de câmara, quartetos de cordas entre outros elementos de música erudita, são elementos fixos na composição e execução de suas músicas, não meras participações especiais.

 Todos sabem que a utilização de elementos de música erudita no universo do Rock não é novidade, mas apenas no tocante a arranjos principalmente nas percussões, guitarras, sopros, teclados e seus modos e escalas em uma ou outra canção permeada por tais características – como no Metal Neoclássico (ou Neo-Classic Metal, bem na linha Yngwie Malmsteen), no Folk Rock (que muitas vezes abusa maravilhosamente do estilo Barroco, como o Jethro Tull) além de algumas outras bandas de Classic Rock.

 Costumamos ainda ouvir excelentes cantoras e cantores líricos que se desdobram magistralmente dentro de arranjos convencionais de Rock e Metal. No entanto, o “jovem” Metal Sinfônico não se vale destes mesmos elementos como um simples “tempero” a mais dentro dos arranjos tipicamente feitos para o Rock: ao contrário, fazem desses arranjos sim, o carro-chefe do estilo em todas as suas composições, com especial atenção à interação entre todos os instrumentos, buscando um denominador comum ao Rock, às orquestras e às respectivas vozes operísticas dos corais. Ouçam e assistam abaixo como isso funciona em Birth Of Venus Illegitima. E se você já conhece e curte a banda, encaminhe a um amigo que ainda não teve o prazer de desfrutar deste som.

Birth Of Venus Illegitima – Therion (Official Video)

Fontes: http://www.megatherion.com/en/
http://www.nuclearblast.de/en/

Marcos De Ros: entrevista especial na revista Guitarload

Marcos De Ros

 O guitarrista Marcos De Ros participa da nova edição da revista online Guitarload, em uma longa entrevista de 18 páginas.

Com muito humor o músico fala um pouco da sua história, seus discos,trabalhos e influências, além de dar sua opinião sobre alguns mestres, como Angus Young, Jimi Hendrix, Randy Rhoads, Eddie Van Halen, Yngwie Malmsteen, Jason Becker, John Petrucci, entre outros.

De Ros: Infernalmente Virtuoso

A revista Guitarload número 13 é gratuita e pede apenas o preenchimento de um simples cadastro. Para baixar acesse: http://www.guitarload.com.br/

Sites relacionados:
www.deros.com.br
www.youtube.com/user/marcosderos
www.facebook.com/MarcosDeRos
www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2498420

Fonte: Island Press

Judas Priest: Burn In Hell & Ripper Owens

Tim "Ripper" Owens

Durante a passagem de Tim “Ripper” Owens pelo Judas Priest, existe um consenso de crítica e de público que em termos de composição essa foi uma fase muito aquém de tudo já feito pela banda até então. Owens tem uma voz fabulosa, a questão nem é essa. O que muito prejudicou a banda em verdade foram as músicas sem muito apelo junto aos fãs tanto da banda, quanto de Heavy Metal em geral. O timbre de guitarras quase que totalmente mergulhado no Trash não foi muito bem aproveitado nesse disco; claro que toda tentativa é válida, mas pelo calibre dos músicos do Judas, todos esperavam muito mais não importa o que eles pudessem tentar…de fato ninguém esperava de um gigante desses uma mera “tentativa”.


Judas Priest: Jugulator

Logo no primeiro disco com o novo vocalista – batizado de Jugulator, o 13º álbum de estúdio da banda lançado em 1997 – pode-se perceber a queda de qualidade do material produzido que apesar de não ser propriamente ruim, pareceu descaracterizar consideravelmente o estilo do grupo. O velho Judas tentou, conforme foi dito anteriormente, soar mais Trash do que Heavy, no entanto essa mudança não funcionou tão bem quanto se esperava, a despeito da incontestável qualidade de seus integrantes. Salvam-se poucas como é o caso de Cathedral Spires, Abductors, Death Row e Burn In Hell, e graças aos Deuses do Metal aos menos essas quatro são excelentes!

Judas Priest: Demolition

Já em Demolition (2001) parecia haver maior coesão entre Ripper Owens, K.K. Downing e Glenn Tipton – os guitarristas e principais compositores de grupo – mas ao longo de suas 13 faixas a identidade do Judas Priest ainda estava longe do que costumava ser. Jekyll and Hyde, Cyberface, Subterfuge, Bloodsuckers (com um trecho que remete vagamente à Cathedral Spires do disco anterior) e Metal Messiah (excelente por sinal) empurram a produção com um poder de convencimento um pouco maior – fato esse que acontece principalmente nos momentos em que a banda volta a soar mais Heavy e menos Trash. Alguém acha que isso se trata de coincidência?

Seja como for, mesmo os grandes tropeçam e ressurgem – Owens segue no ramo em outros grandes projetos, participando inclusive do disco Perpetual Flame (2008) do polêmico, porém virtuoso guitarrista Yngwie Malmsteen, e é claro que Rob Halford retornou ao Judas Priest em 2005 com Angel of Retribution. Para encerrar, segue abaixo uma daquelas 4 faixas de Jugulator que fizeram jus ao talento dos rapazes:

Burn In Hell

“…Burn in Hell…I can hear you whisper…Burn in Hell…You are going to blister…Burn in Hell…Screaming like a banshee…Burn in HellBurn…” \m/

Fontes: http://www.judaspriest.com/
http://www.timripperowens.com/