MATTILHA – Os cães selvagens do Rock Brasil

MATTILHA

MATTILHA

Olha, ainda estou muito, mas muito longe mesmo de terminar de publicar sobre todas as bandas que gosto da cena Rock no Brasil – até mesmo porque isso não tem fim e na verdade espero que nunca tenha – e a MATTILHA é mais uma delas (lembrando que a banda também faz parte do superprojeto Base Rock). Formada por Gabriel Martins (Voz), Victor Guilherme Firmino (Guitarra), Andrews “Andy” Einech (Baixo) e Ian Martini (Bateria), esses quatro honram uma linha de Rock N Roll que consegue ser ao mesmo tempo desencanado e bem feito. Pode-se dizer que o som dos caras tem aquela pegada legitimamente despreocupada e cafajeste. E falando nisso: que puta som! Quente, nervoso, sacana e cheio de autoridade pra tocar o foda-se na sua cara até o amanhecer. Traduzindo: mais uma banda para lavar a minha alma!

NOITES NO BAR faz parte do disco Ninguém É Santo e tem participação especial do lendário Paulão de Carvalho do Velhas Virgens. ROCK ON! 

Fontes e Referências:
www.mattilha.com.br
www.facebook.com/bandamattilha
www.instagram.com/mattilha_crew
www.soundcloud.com/mattilha
www.twitter.com/mattilha
www.youtube.com/mattilharock

“PREGUIÇA”SUN (Vídeo Oficial)

"PREGUIÇA" - SUN

“PREGUIÇA” – SUN

Escrever sobre Rock é complicado às vezes. Quando você realmente conhece a cena e tudo que rola, acaba com uma sobrecarga de informações e eventos, fica difícil hierarquizar a pauta e você se vê afogado em matérias a serem publicadas. Esse é exatamente o meu caso. Eu mal pude respirar da resenha do álbum de estreia da SUN, o SUN I, e na mesma noite já estava a caminho do Ozzie Pub: show da banda e o lançamento do clip da faixa Preguiça.

Aliás, que produção impecável! Ficou muito bom mesmo. Gostei muito da proposta, direção e fotografia. Para um diretor estreante ficou bastante acima da média. Pois é, o sujeito é estreante e já começou mandando bem demais, está realmente de parabéns. Ainda há uma curiosidade bastante honrosa e favorável sobre a montagem do vídeo. Diretamente do YouTube da banda:

Dirigido pelo estreante Fábio Muniz, o videoclipe de “Preguiça” foi montado pelo italiano Martino Frongia. Radicado no Brasil, Martino viaja o mundo atuando ao lado de renomados diretores e paticipando de produções como “Avatar” e a trilogia “Senhor dos Aneis“. Toda essa bagagem só ajudou a dar o toque final ao vídeo que mistura referências dos filmes mudos dos anos 50 com tecnologias modernas de pós produção para retratar a pressa e a preguiça que andam de mãos dadas conosco nesses tempos modernos.

Depois disso vou acrescentar mais o quê? Isso sim é amar e ter tesão pelo que se faz, acreditando e levando a música a sério. E vamos combinar uma coisa? Não dá pra ter preguiça de gente assim.


“Preguiça de entender o outro, preguiça de apostar no incerto
Preguiça de escutar um disco, se esforça pra entender um verso…”

Fontes e Referências:
http://www.youtube.com/user/bandaSUN/feed
http://www.sunoficial.com.br/
https://www.facebook.com/bandasun
https://soundcloud.com/bandasun
https://www.facebook.com/baserock.sp
Resenha do álbum de estreia, SUN I: http://rockuniverse.wordpress.com/2014/11/29/sun-i-uma-resenha-o-rock-brasil-esta-muito-vivo-obrigado/

SUN I: RESENHA DO CD DE ESTREIA DA BANDA SUN
SUN

SUN

O Rock tem muitas faces ao longo da história da música. Essas faces acabam se tornando rótulos. E esses rótulos acabam induzindo as pessoas a não conhecerem bandas muito, mas muito legais. As pessoas adotam posturas para provar algo que nem elas mesmas acreditam ou sequer entendem.

Classic? Hard? Heavy? Pop? O quanto isso diz sobre a beleza de uma banda de Rock? Eu acredito no Rock como um Universo a ser permanentemente explorado – não por um acaso o nome do blog é Rock Universe – e que rótulos dentro do gênero separam muito mais do que unem as pessoas. Ninguém deve se deixar aprisionar por medo, vergonha ou preconceito, seja no que for, principalmente quando falamos de abrir olhos, ouvidos e almas para as coisas boas da vida. Nesse quesito, a música é algo tão importante que chego a não acreditar que muita gente não ouça alguma coisa todo dia. Eu adoeço se não ouvir música diariamente e isso não é modo de dizer.

“O que tem essa ladainha toda a ver com a resenha, brother?” – É que fico pensando em quantas bandas do naipe da SUN estão perdidas pelo Brasil afora. Acompanho a evolução deles há alguns anos, já fui em alguns shows, escrevi sobre os caras, conheço versões mais antigas de algumas músicas e fico pensando: que orgulho em conhecer músicos e compositores desse nível no Rock. Gente que honra a história do Rock Brasil. Não é à toa que a SUN também faz parte do projeto Base Rock.

Vamos aos fatos: recebi em mãos um CD promo da banda, o SUN I, e fiz questão de dizer “pode ser que eu demore, mas vai rolar um resenha”. E aqui estamos.

SUN I

SUN I

São 15 faixas: 1 – Preguiça; 2 – Como Um Irmão; 3 – Viver; 4 – Desde O Início; 5 – Terra Longe; 6 – O Homem Que Sabia Voar; 7 – Um Em Mil; 8 – Papo De “Não Sei O Que”; 9 – Tudo Em Volta De Você; 10 – Marvin (um cover bem nervoso da versão dos Titãs para “Patches” de Dunbar e Johnson); 11 – Se Prepara; 12 – Por Onde Andei; 13 – Terra Longe (Acústica); 14 – Tudo Em Volta De Você (Acústica); 15 – Viver (Acústica).

Preguiça

Preguiça

Preguiça” abre o disco aos poucos… e de repente enfia o pé com tudo! Como em outras músicas da banda, a letra transita por questões pertinentes a qualquer um de nós, e nesse caso, carrega um tom crítico muito interessante quanto a coisas que realmente cansam pessoas que não são acomodadas. Quanto à música em si, arranjos e vocal que te pegam pelo pé, pelo braço e um belo dia, você está andando pela Paulista, dobra descendo a Augusta e se pega cantarolando vários trechos, totalmente indentificado com cada verso.

Como Um Irmão” vem com uma pegada mais romântica e você meio que sente a evolução dos sentimentos do personagem pelo arranjo – bom, eu consegui estabelecer uma análise em paralelo, fazíamos muito isso em Letras antigamente. “Viver” me deu vontade de olhar o sol nascendo, uma puta energia bacana, arranjo inspiradíssimo, lindo demais! Falando em sol – apesar de eu não ser um grande apreciador de luz e calor intensos -, sempre que ouço “Desde O Início” imagino peripécias de esportes radicais, viajo em minhas lembranças de ex-praticante de BMX: o som é quente, empolgante, corajoso, pé na estrada.

O Homem Que Sabia Voar

O Homem Que Sabia Voar

Terra Longe” tem um tom romântico reflexivo, mas ao mesmo tempo não é triste. As músicas da SUN tem uma energia muito boa e eles nunca abrem mão da composição bem amarrada. É como se guitarra, baixo e bateria respirassem juntos e estivessem em um dueto permanente com o vocal. “O Homem Que Sabia Voar” já traz no próprio nome o elemento lúdico que eu adoro na banda. E sabem o que é mais legal ainda? Essas e outras letras são carregadas de pensamentos e questionamentos sobre quem somos e o que nos incomoda no mundo de hoje. Não quero ficar repetindo isso toda hora, mas cada nota das músicas me convence totalmente. Timing, timbres, pausas, harmonias, tudo sempre muito bem colocado, são tiros de precisão musical. A SUN não tem por hábito esparramar notas sem sentido. Eles compõem pela música e para a música, e com isso você acaba se envolvendo até sem perceber.

Um Em Mil” me leva novamente ao sentimento de “Desde O Início“: puta som bem trabalhado, você fica imerso em empolgação, tanto pela letra quanto pela música em si. “Papo De ‘Não Sei O Que’” acelera desde o primeiro segundo e de repente pisa no freio para aproveitar a paisagem. Então pisa novamente e você sente as notas soprando no seu peito. A coisa segue dessa forma e sem que você espere algo mais, o final chega e é simplesmente eletrizante, maravilhoso demais, com um trabalho de guitarras destuidor, nossa. Nossa. Nossa!

Tudo Em Volta de Você” parece ter sido estrategicamente colocada logo depois da “Papo…” para podermos respirar um pouco do encerramento da mesma. E novamente uma tônica da banda: vocal e demais instrumentos conversam sem se atropelar, se completando, sustentando a letra com perfeição até o fim. Na sequência vem o cover de “Marvin” que dispensa apresentações (uma versão do original Patches, como citei mais acima e em outra matéria da banda) tendo por base a versão dos Titãs, mas com uma roupagem muito intensa, bem mais rocker, mais pesada mesmo.

Se Prepara” é cheia de groove, guitarra funkeada e uma letra bem sacana. É nessas horas que vemos a desenvoltura dos músicos e o quanto eles se envolvem na brincadeira sem perder a qualidade. Já escrevi sobre essa música há algum tempo e fico muito feliz que esteja presente nesse disco. “Por Onde Andei” eu também já conhecia e acredito que seja uma entrega de coração aberto, tanto na letra quanto na música. Aliás, essa é uma característica muito presente em todas as letras da SUN: elas são muito honestas, extremamente humanas e você se pega lembrando de suas experiências de vida. Já devem ter percebido o quanto sou fã da banda e como sou muito atento ao conteúdo das músicas de uma maneira geral, se vocês também forem, vão gostar muito do que a SUN tem a dizer.

As três últimas são versões acústicas para “Terra Longe”, “Tudo Em Volta de Você” e “Viver”. Belas versões por sinal.

Sobre a SUN

SUN: peitando o futuro do Rock Brasil sem medo.

SUN: Rock Brasil sem medo.

A voz de Marco Leão é naturalmente agradável, seja nas partes intensas ou nas suaves. Ele tem a medida exata da necessidade emocional de cada verso. É isso que um bom vocalista precisa saber antes de mais nada: saber usar sua voz natural, criar sua própria identidade, por mais que tenha grandes influências. Alan Dias e Paul Martins dividem-se nas guitarras como músicos extremamente maduros e experientes: as guitarras são veículos para a musicalidade, não o objetivo da música. Seus timbres e pegadas são maravilhosos. Bases e solos fluidos como todos deveriam ser. Mauro Mattosinho tem um som de baixo cheio de personalidade. Como todo baixista que admiro, ele sabe se fazer presente e tem uma marcação que me agrada, ainda mais nos trechos em que somente o baixo fala conosco. Beto Patressi fecha a banda e cria linhas de bateria que me fazem ter vontade de sentar numa bateria qualquer e mandar brasa. Domina a pancada e tem uma noção de swing que não deixa nada a desejar, gostei muito da forma que ele conduz e sustenta a coisa toda.

Sendo assim, não reclame do Rock Brasil: conheça a cena do Rock Brasil. Rock On!

Fontes e Referências:
http://www.sunoficial.com.br/
https://www.facebook.com/bandasun
https://soundcloud.com/bandasun
https://www.facebook.com/baserock.sp

“Desprotegido” – Burlesca (Vídeo Oficial)

EP Reflexo Inverso, da banda Burlesca

“Reflexo Inverso” – EP da Burlesca

O que dizer de uma banda como a BURLESCA? Eu já tinha esbarrado com eles por aí, mas ainda não tinha dado e merecidíssima atenção. Que som foda, PQP!!!

E graças ao projeto Base Rock uma vez mais topei com eles – depois falo disso de novo, mas há um link sobre ele lá no final da matéria, deem uma lida, é um puta projeto legal.

Retomando: se vocês realmente curtem um Hard Rock 100% bem elaborado, com arranjos, harmonias, produção e letras que fazem bonito frente a qualquer banda gringa do estilo, senhoras e senhores, sintam-se na obrigação com vocês mesmos de conhecerem o som da Burlesca.

Eu fico hiperorgulhoso de ver a nossa cena Rock dando frutos como esse, sem brincadeira. É mais uma banda nacional que entra para a minha playlist diária junto com tantas outras.

“DESPROTEGIDO” faz parte do EP “Reflexo Inverso” e agora chega de papo. Just push play and rock on!

BURLESCA é formada por Jedai W. Rock (Vocal), Miguel Lagoa (Guitarra), Judaz Mallet (Guitarra), Rosalem Oliveira (Baixo) e Ivan Copelli (Bateria).

Fontes: http://www.bandaburlesca.com.br/
http://www.facebook.com/bandaburlesca
http://www.youtube.com/bandaburlesca
http://www.instagram.com/bandaburlesca
https://soundcloud.com/bandaburlesca/sets/reflexo-inverso/
Sobre a Base Rock: http://rockuniverse.wordpress.com/2014/09/20/base-rock-movimento-em-apoio-ao-rock-autoral-nacional/

Estou devendo um trilhão de matérias no Rock Universe, mas essa daqui – mesmo em cima da hora – merece me trazer dos “mortos”, atropelar a pauta e entrar em caráter urgência máxima: BASE ROCK!

BASE ROCK: Mattilha, SUN, Burlesca, Trezzy, Shocker e Sioux 66

BASE ROCK:  MATTILHA, SUN, BURLESCA, TREZZY, SHOCKER & SIOUX 66!

Como o show acontece hoje, 20/09, aqui na Augusta, não vou divagar muito desta vez, por mais que cada uma das 6 bandas mereça bem mais de uma matéria. O que posso dizer antes de colocar o material oficial do projeto é: já assisti 3 delas ao vivo e não me arrependi – sendo que escrevi sobre duas e fiquei devendo uma terceira matéria. As outras 3, amigos de confiança assistiram e disseram o mesmo. E agora teremos todas juntas.

BASE ROCK

BASE ROCK

Claro que eu e vocês temos mais uma porrada de bandas fodas para sugerir ao Base Rock, mas vamos combinar que os caras já estão começando com 6 bandas TOP do Rock autoral nacional, um pessoal que ama, respira e vive o Rock ´N Roll 24h/dia, 7 dias por semana. Aqueles sujeitos que se não estiverem no palco, estão nos bares, na baladas, bebendo, conversando, apoiando e prestigiando outras bandas e iniciativas da cena Rock.

Bom, chega de papo e vejam logo abaixo, diretamente do site e da fanpage oficial, quem são, de onde vieram, o que pretendem, como pretendem e o que todos ganhamos, fãs, músicos e imprensa especializada, com a BASE ROCK.

PROJETO BASE ROCK

A BASE ROCK foi criada para reconectar o rock no cenário nacional e ampliar o espaço na mídia para novas bandas autorais. Através de ações conjuntas a marcas consagradas no mercado, a Base Rock vai movimentar o circuito paulistano com shows e apoio na divulgação deste segmento.

A iniciativa partiu das 6 (seis) bandas paulistanas, Mattilha, SUN, Burlesca, Trezzy, Shocker e Sioux 66, que no conjunto da obra, são grupos atuantes e comprometidos com a massificação desse movimento. Somos 30 músicos envolvidos diretamente com o projeto.

“JUNTOS, SOMOS MAIS!”
Com este sentimento de a união faz a força e, mais que isso, com o objetivo de abastecer o mercado musical com novas bandas autorais, cumprimos com a primeira etapa deste projeto, desenvolvendo o site da BASE ROCK, bem como as Redes Sociais, respectivamente.

1ª ETAPA
Um dos objetivos da BASE ROCK é organizar eventos periódicos a cada 40 dias, aproximadamente, em casas noturnas na capital paulista, mantendo parte do elenco de bandas que compõem a BASE ROCK e abrindo espaço para outros grupos de rock autorais. Em breve informaremos os critérios de envio de material e avaliação. A participação é destinada exclusivamente as bandas de Rock Nacional AUTORAL.

2ª ETAPA
Para sustentar a originalidade e o compromisso com as novas bandas de rock nacional autorais, será criada a RÁDIO BASE ROCK na web que, ao acessar o site do projeto, o internauta já estará sintonizado a programação.

3ª ETAPA
Faz parte deste projeto o Festival Itinerante intitulado FOME DE ROCK, cuja formatação, produção e logística já estão a todo vapor.

O Festival FOME DE ROCK terá cunho social, com previsão para os meses de novembro e dezembro deste ano. Os shows terão a participação das seis bandas envolvidas no alicerce da BASE ROCK e a seleção de bandas de rock nacional autoral que farão parte do festival. Estamos avaliando a possibilidade de uma atração de grande porte para impulsionar Festival Fome de Rock.
Em breve, informaremos todos os detalhes para a participação das bandas.

LANÇAMENTO DO PROJETO BASE ROCK
O Evento de lançamento do projeto BASE ROCK está marcado para o dia 20 de setembro de 2014 (sábado) na Hole Club no bairro dos Jardins, com apresentação do projeto, seguido de pocket show com as bandas envolvidas.

Todos que comparecerem no evento ganharão um Cd Promocional da BASE ROCK, contendo duas músicas de cada banda envolvida no alicerce do projeto.

A Assessoria de Imprensa responsável pela comunicação do Lançamento do Projeto BASE ROCK ficou a cargo da Perfexx Comunicação, empresa conceituada e nacionalmente conhecida no show business.

NÓS SOMOS A BASE ROCK!

Então galera, agora que conhecemos um pouco mais sobre o projeto, espero que todos apoiem e parem de reclamar que “não tem banda autoral boa na cena”. Tem sim e muitas, muitas mesmo. Um festival desses está com ingressos entre R$ 10,00 e R$ 20,00 e apresenta 6 bandas excelentes de gente que não está brincando de fazer Rock ´N Roll.

1º FESTIVAL BASE ROCK
Bandas: Sioux 66, SUN, Trezzy, Burlesca, Shocker e Mattilha
DJ: Rodrigo Branco (Kiss FM)
Local: Hole Club | Rua Augusta, 2203 – Galeria América – Subsolo | (11) 98117-9292
Dia: 20/09
Horário: 22h
Ingressos: https://ticketbrasil.com.br/festival/baserock-sp/
Site oficial: http://www.baserock.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/baserock.sp

As bandas no Facebook
Sioux 66: https://www.facebook.com/sioux66oficial
SUN: https://www.facebook.com/bandasun
Trezzy: https://www.facebook.com/trezzypage
Burlesca: https://www.facebook.com/bandaburlesca
Shocker: https://www.facebook.com/shockerbandoficial
Mattilha: https://www.facebook.com/BANDAMATTILHA

ROCK ON!

50 Anos de Doro Pesch – Long Live The Metal Queen!

Doro Pesch Young

Doro Pesch: Fase Warlock.

 Em 3 de junho de 1964, nascia em Düsseldorf, Alemanha, a mulher que se tornaria uma das mais importantes referências para o mundo do Hard Rock e Heavy Metal: Dorothee Pesch.

 Desde os primórdios com a banda Warlock, Doro Pesch já se destacava não por sua juventude, beleza e sensualidade (o que era um recurso até muito comum entre outras bandas com mulheres entre seus integrantes na época), mas fundamentalmente por sua indiscutível aptidão como vocalista e compositora, além de ocupar uma função muito pouco frequentada por mulheres em bandas de Rock com pegada mais agressiva – afinal de contas, estamos falando de 1982, ok?

 Emplacou músicas que viriam a se tornar verdadeiros clássicos do Metal. Hits como Burning The Witches, All We Are, Für Immer, East Meets West e I Rule The Ruins, viriam se unir futuramente a músicas igualmente impressionantes em sua carreira solo, tais como Rock OnUnholy Love, Hellraiser, Fall For Me Again e We Are The Metalheads (hino composto por Doro em comemoração aos 20 anos do Wacken Open Air Festival), entre tantas outras grandes composições que estão presentes ao longo de toda sua discografia. 

Doro Pesch, The Metal Queen.

Doro Pesch, The Metal Queen.

 Claro que não estamos falando da Alta Idade Média, mas imaginem como não era exatamente fácil há 30 anos, uma mulher convencer fãs e empresários de Rock, de que estava realmente à altura do desafio de liderar uma banda de Heavy Metal. Além do mais, não podemos nos esquecer de que o início dos anos 80 foram cruciais para o estilo e foi nesse contexto que se deu a ascenção dessa pequena alemã que mal saíra da adolescência. Se hoje em dia as mulheres estão cada vez mais presentes em bandas de Hard e Heavy, em funções antes totalmente dominadas por homens, saibam que Doro Pesch pode e deve ser considerada a grande matriarca dessa “pequena” revolução cultural no meio musical. Sob o comando de sua voz linda e marcante, o cenário musical começou a mudar bastante para as mulheres. Não é à toa que essa bela jovem de 50 anos foi aclamada mundialmente por uma alcunha que mescla carinho, reconhecimento e devoção: Metal Queen.

Doro Pesch

Doro Pesch.

 Fora dos palcos e dos estúdios, Doro tem interesse em pintura e artes gráficas, mantém atividades diversas como praticar boxe tailandês e participar ativamente de causas sociais ligadas aos direitos das mulheres – com a ONG Terre de Femmes - e também aos direitos dos animais – fazendo parte inclusive do grupo PETA. Suas conhecidas “roupas de couro” por sinal, não são de couro: tratam-se de imitações sintéticas desenhadas e produzidas pela própria Doro em prol de reafirmar seu discurso de proteção por nossos amados irmãos animais.

Doro Pesch: Rock On!

Doro Pesch: Rock On!

 Ainda que apontada como Rainha do Metal, ela explicita com extrema simplicidade seu Amor incondicional pelos fãs em toda e qualquer oportunidade, curvando-se diante de uma verdadeira legião de súditos, indo até eles durante os shows e deixando-se abraçar enquanto canta e se declara, como eu mesmo testemunhei pessoalmente quando esteve este ano no Brasil. Eu disse fãs? Pois saibam que Doro prefere… bem, na verdade faz questão de nos chamar de família a todo momento. Essa é a grande verdade.

 Não há atributos que melhor definam a Nobreza de uma alma que Compaixão e Humildade. E o espírito de Doro Pesch faz jus ao seu título de Metal Queen indo muito além da música.

All Hail The Metal Queen! Long Live Doro Pesch!

Fontes:
http://www.doromusic.de/
http://www.terre-des-femmes.de/
http://www.peta.org/international/

THE LOVE I NEVER HAD – Ivan Busic (Clip Oficial)

Ivan Busic The Love I Never Had Rock And Road

Foto teaser de Ivan Busic no clip “The Love I Never Had”.

Não que eu nunca tenha falado isso antes, mas Ivan Busic possui um talento musical que parece ser inesgotável – para nossa sorte. Seja como baterista do Dr. Sin, ao lado de Andria Busic e de Edu Ardanuy, em apresentações ao vivo, em estúdio, dando aulas de bateria, em workshops, participando de projetos ou agora também como vocalista em sua carreira solo com o álbum Rock and Road, fica uma vez mais evidente que esse sujeito tem não apenas talento de sobra, mas uma paixão sem igual pelo Rock N Roll.

Claro que muitos de nós já conhecemos as aptidões musicais de Ivan há anos, ele nunca fez segredo do fato de ser um músico completo. Ainda assim, é sempre gratificante poder ver que além de ser um dos melhores bateristas do Brasil, o cara é versátil a ponto de compor músicas fantásticas, fora da pegada consagrada do Dr. Sin, e ainda se mostrar um vocalista de primeira linha!

Falando em vocal, ao longo das faixas de Rock and Road, em mais de um momento Ivan me remete a David Coverdale (Whitesnake), o que por si só já é um grande mérito. Mas o fato é que as composições são realmente muito boas em todos os seus detalhes, um trabalho inspirado como poucos hoje em dia. O disco carrega uma forte influência Hard, flertando também abertamente com Folk e Blues – como ele mesmo chegou a declarar em entrevistas – ignorando fronteiras que podem tornar o Rock algo chato, monótono e bitolado. Isso apenas comprova novamente que quando falamos de Rock, estamos falando de um universo muito maior do que esses “guetos” ridículos que tantos defendem e atacam em nosso meio.

Mas voltando ao lançamento do clip, The Love I Never Had é a faixa de abertura de Rock and Road, contando com a participação certeira de seus famosos companheiros de Dr. Sin: seu igualmente talentoso irmão Andria Busic e, naturalmente, o grande Edu Ardanuy (com um solo de lavar alma!). O clip ficou muito bom, super bem produzido e com uma fotografia de extremo bom gosto. Quanto à música então… Bem, a música é uma puta aula de Rock pra ninguém botar defeito.

Álbum: Rock and Road.
Produção: Andria Busic.
Lançamento: Unimar Music.
Vídeo clipe: Pier 66 Produções por Plinio Scambora.

Quer ver outro clip de Ivan Busic? Rock On: http://rockuniverse.wordpress.com/2014/03/24/you-rule-my-world-ivan-busic-video-oficial-3a-faixa-do-cd-rock-and-road/

Fonte: http://drsin.com.br/rock/