“Mick James Is Dead” – Novo CD de Mick James

Mick James Is Dead

Mick James Is Dead

 Mick James ataca novamente com o seu Rock permeado por guitarras de peso e harmonias muito bem amarradas, remetendo a cenas de filmes de terror. Mas dessa vez trata-se de seu primeiro disco solo: Mick James Is Dead.

 Com uma produção acima da média, fruto de sua já vasta experiência como músico, produtor e engenheiro de som, Mick consegue uma vez mais envolver os fãs com uma sonoridade perturbadora, quase visível, praticamente tangível.

 Todos os elementos que fizeram com que se tornasse ainda mais conhecido através da trilha sonora do programa de Criss Angel, MindFreak, estão presentes e ainda mais depurados. Além do estilo de Mick em si, timbres e efeitos criam uma atmosfera que já é marca registrada de seu trabalho.

 Mick James Is Dead é composto por 15 faixas:

1- Goodnight!;
2- Speeding Like A Fiend – com Dave “Snake” Sabo (Skid Row);
3- 911 / Guess What Your Dead – com Tony Harnell (TNT);
4- Wake Up Dead & Gone;
5- Rippers Speech;
6- Piss On My Grave – com Bobby Rondinelli;
7- She’s Comin Ta Getcha /Necrophilia (The Necromanic) – com B. Rondinelli;
8- Another Cup of Coffee?;
9- Die Mother Fucker Die!;
10- It’s On!;
11- I Don’t Fight Fair;
12- Had Enough I”d Rather Be Dead;
13- Reality Check / I Can’t Get No Rest In Peace – com Ron “Bumbleefoot” Thal & Bob Rondinelli;
14- My Life Before Me;
15- Crash – com Bob Rondinelli.

 Há também um vídeo para uma das músicas, que funciona também como um pequeno, mórbido e divertido curta.

Speeding Like A Fiend - Mick James (Official Video)

E para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a carreira de Mick, já publiquei sobre ele aqui: http://rockuniverse.wordpress.com/2012/09/10/quem-diabos-e-micky-james/

Fontes & Referências:
Novo Site: http://mickjamesisdead.com/
Site Oficial e Loja -> http://www.mickyjamesfos.com/
Reverbnation -> http://www.reverbnation.com/mickyjamesfos
Facebook -> http://www.facebook.com/pages/MICKY-JAMES-OFFICIAL-FAN-PAGE/103779476342876?ref=mf
Twitter -> http://www.twitter.com/Mickjamesbitch
MySpace ->http://www.myspace.com/freedomofspeechrecordingstudio
YouTube -> http://www.youtube.com/MickyJamesFOS

YOU RULE MY WORLD - Vídeo oficial da 3ª faixa do CD Rock And Road de Ivan Busic

Foto Ivan Busic

Ivan Busic: Rock And Road.

 Ao que tudo indica, a família Busic padece de algo chamado “amor incurável pelo música”. O DR SIN mal regressou do Motorcycle Rock Cruise e Ivan Busic já lançou oficialmente o primeiro clip de seu primeiro trabalho solo, o fantástico disco Rock And Road.

 Logo que ouvi o CD pela primeira vez, fiquei com a sensação de estar ouvindo algum vocalista clássico de Hard Rock. Em vários momentos algo me remeteu a David Coverdale. Dias depois, ouvi alguns amigos e colegas dizendo a mesma coisa. Isso sem falar que é uma música melhor que a outra, putz… bom, mas isto não é uma resenha do disco já lançado, estou aqui para falar do vídeo, não é mesmo?

 You Rule My World é a 3ª faixa do disco solo de Ivan e apresenta o mesmo como um vocalista absolutamente preciso, coeso, seguro, afinadíssimo e com um timbre sensacional. As cenas do clip misturam momentos de ensaios e gravações no estúdio Sonata 84, com cenas de camarim e shows no Manifesto Rock Bar. A produção é do Coletivo TR3S Produções e o Rock N Roll de Ivan Busic é altamente contagioso. Aperte o play e caia na estrada.

You Rule My World - Ivan Busic (Vídeo Oficial)


Fontes: perfil e assessoria oficial de Ivan Busic -> https://www.facebook.com/ivan.busic.5682

INTACTUS – O novo CD do DR SIN

DR SIN - INVICTUS

DR SIN – INVICTUS

Os Doutores do Rock não param um único segundo e já estão com um novíssimo disco engatilhado: INTACTUS.

É sempre gratificante constatar que veteranos do naipe de Andria Busic, Ivan Busic e Edu Ardanuy têm muito mais fôlego e amor pela música que muito moleque por aí. Mais do que gratificante, é um verdadeiro alívio.

Segue logo abaixo um breve depoimento de Ivan Busic sobre o novo trabalho dessas verdadeiras lendas vivas do Rock Brasil:

 DR SIN é um power trio que desde sua formação em 1992, nunca sofreu mudanças em suas bases! Continuamos ao longo de todos esses anos, unidos e “intocados”, “impolutos”, “ilibados” e este é o significado deste nosso mais novo trabalho: “INTACTUS”. “INTACTUS” vem ao encontro com toda a essência que eu, Andria e Edu buscamos durante toda nossa carreira. Nunca nos vendemos por modismos e nunca levantamos nenhuma bandeira. Amamos o rock e sempre quisemos disseminar a verdadeira alma do nosso trabalho.” – Ivan Busic, baterista.


Pelo que nós só podemos ser eternamente gratos, Ivan. Aguardamos ansiosamente a nova porrada. Rock on!

Fontes & Referências:
1 – Assessoria oficial do DR SIN;

DORO 30 Years Strong and Proud

Doro Pesch
Doro Pesch

 Isso mesmo: uma não-resenha. Por que? Porque se tornou muito fácil e ao mesmo tempo, monótono. Fácil, porém chato, vamos admitir. Além do mais, o que há para ser dito sobre essa mulher que praticamente todos os fãs de Heavy Metal já não tenham lido ou ouvido, não é mesmo? E sendo assim então, o que falar desse show no Carioca Club, em Sampa Rock City?

Bom, primeiramente ele me fez sair de casa mesmo tendo passado por uma semana de cão, com todos os típicos problemas modernos a que estamos acostumados, só que “tudo ao mesmo tempo agora” como dizem. Mas ainda assim, valeria muito o esforço ver a grandiosa Metal Queen, Sua MajestadeDoro Pesch, ao vivo no ano em que completa 50 anos de idade e 30 de carreira – e justamente no Dia Internacional da Mulher.

A única coisa técnica que vou dizer é a seguinte: som perfeito. Voz, guitarras, teclados, baixo e bateria. Dos clássicos às músicas de seu último álbum, é notável a presença de palco e entrosamento entre os integrantes da banda. E de onde essa mulher tira tanto fôlego e afinação? Que potência soberba! Que voz linda, cheia de drives charmosos e nuances que nos seduzem os ouvidos… mas voltemos à não-resenha.

Eu observo muito, demais mesmo, as pessoas em qualquer lugar, inclusive shows. Imprensa, equipe de som, público e por aí vai. Por mais que eu idolatre o artista que estiver se apresentando, ter percepção de como as pessoas reagem e interagem é sempre importante. Nesse quesito, Dorothee Pesch faz da audiência uma parte essencial da banda. Entendamos uma coisa: se ela estiver em um palco e você na platéia, você faz parte da banda.

Qualquer fã dessa mulher já sabe que ela é extremamente simpática, amorosa e absolutamente paciente com todos – digo isso pois o assédio dos fãs, principalmente dos homens, geralmente margeia a ousadia. Sabem aquele “quase” que você vê em vários momentos? Então.

Ainda assim, ela desce do palco, sobe na grade, se deixa abraçar, o pessoal segura em seus ombros, braços, passa a mão em seu cabelo, alguns fazem carinho em seu rosto… e ela não recua ou recusa! Sua confiança e certeza de que irão respeitá-la, é tremenda. Mais do que isso: sua paixão pelos fãs é o começo, meio e fim para tudo. Os “quases” que vi durante essas aproximações no show, são “quases” justamente por essa aura de respeito que ela tem pelos metalheads, no que acaba sendo retribuída. Como se dissesse nas entrelinhas “vocês são a minha família, amo todos do fundo do coração… vocês não vão trair esse amor, sei disso.” – Daí eu pergunto: como não admirar Doro em todos os sentidos? Até mesmo porque ela costuma dizer isso em TODOS os shows, entrevistas e declarações.

Doro, Doro Pesch, Dorothee Pesch, Metal Queen… apelidos, nomes e títulos para alguém que ascendeu no mundo da música no início dos anos 80 e ainda permanece humilde como uma aspirante. Eu simplesmente não consigo expressar minha satisfação ao ver essa lenda viva do Metal de perto pela segunda vez, mas agora em um palco, que é seu trono por direito. Testemunhar toda aquela troca de energia, pessoas dos 18 aos 50 e poucos, cantando, saudando, sorrindo e brindando, explica muito sobre Doro.

Doro Pesch: Metal Queen

Doro Pesch: Metal Queen

O que eu trago aqui, é apenas o resumo de um fã. Listar músicas e fazer comentários técnicos… bom, é algo que até estou acostumado a fazer, mesmo sendo trabalhoso. Com bandas em ascenção, tenho muito mais prazer e até vejo mais sentido, afinal de contas, quero que as pessoas as conheçam. Mas fazer isso com bandas e artistas já consagrados, além de redundante, muitas vezes perde o sentido. Prefiro falar de aspectos humanos longamente e do show em si de maneira seca e direta. Sim, o show foi absolutamente foda e eu não esperava menos.

Doro Pesch tem a mesma importância de Dio em minha formação musical – e quem me conhece, sabe que isso é o máximo dentro do máximo, fazendo dela A Deusa do Metal, tanto quanto Ronnie James Dio foi e sempre será O Deus do Metal. Todos os requisitos estão presentes em sua música e suas atitudes: qualidade, talento, humildade e muito, muito amor pelos fãs. Por esses e outros tantos motivos, esta não é uma resenha do show de Doro Pesch. É apenas o meu muito obrigado à vocalista que é simplesmente a personificação de tudo que há de melhor no mundo da música. 

Raise Your Fist In The Air – Doro Pesch (Official Video)

ROCK ON, DORO!!! \m/

Fontes & Referências: http://www.doromusic.de/index2_en.php

Homenagem a Hélcio AguirraHerói da Guitarra e Mestre do Rock

Hélcio Aguirra em 1984, tocando no Harppia

Hélcio Aguirra tocando na banda Harppia (1984). (Crédito: acervo pessoal online de Hélcio Aguirra)

 Não importa em que momento da vida certas… viagens aconteçam. A sensação é sempre de que “foi cedo demais”. E desta vez foi com um dos mais queridos, talentosos, dignos e importantes guitarristas da história do Rock Brasil: Hélcio Aguirra.

“Sua estreia em disco se deu com o EP A Ferro E Fogo, lançado pelo Harppia em 1985 e até hoje considerado um dos principais discos da história do Heavy Metal nacional. Em seguida, Hélcio criou o Golpe de Estado, que acabaria se tornando um dos principais nomes do Hard Rock brasileiro. A banda gravou oito discos: Golpe de Estado (1986), Forçando A Barra (1988), Nem Polícia Nem Bandido (1989), Quarto Golpe (1991), Zumbi (1994), Dez Anos Ao Vivo (1996), Pra Poder (2004) e Direto do Fronte (2012). Paralelamente, participou do grupo de Rock instrumental Mibilis Stabilis, que lançou três álbuns, Mobilis Stabilis (2001), Extra Corpore (2006) e Andando No Arame (2009).” – Site da Revista Roadie Crew.

Katalau e Hélcio Aguirra: Golpe de Estado tocando no Dama Xoc.

Catalau e Hélcio Aguirra: Golpe de Estado tocando no Dama Xoc. (Crédito: acervo pessoal online de Hélcio Aguirra)

 Ainda moleque no Rio de Janeiro, lembro quando ouvi pela primeira vez as guitarras do Golpe de Estado. Trocava de canais freneticamente, quando em um canal praticamente irrelevante na grade televisiva, me deparo com o clip de Noite de Balada: um Hard quente, elétrico, legítimo, convincente, inesperado… fora do comum no melhor sentido possível. Letra 1.000% Rock ´N Roll e um instrumental que me deixou muito surpreso. As linhas de baixo de Nelson Brito e a pegada poderosa de Paulo Zinner na bateria formavam uma cozinha que não devia nada a qualquer banda estrangeira. Evidente que o vocal de Catalau, totalmente despojado, desencanado e naturalmente agradável, chamou minha atenção – e numa época em que eu só ouvia e tentava reproduzir vocais cheios de virtuosismos. Contudo, repentinamente, um timbre de guitarra capturou totalmente minha atenção. Quem seria aquele sujeito por trás das seis cordas?

Noite de BaladaGolpe de Estado (Vídeo Oficial)

 Resultado: passei um bom pedaço da tarde tirando (ou tentando tirar) aquela música cujo refrão e solo nunca mais sairiam de minha mente. Pouco depois, tive contato com algumas matérias sobre o Golpe de Estado – aliás, ainda sigo até hoje achando esse nome genial – e naturalmente sobre Hélcio Aguirra, uma verdadeira lenda da guitarra no cenário do Rock Nacional. Conheci outras tantas músicas do Golpe, algumas do Harppia, lia diversas matérias e ficava absolutamente fascinado pelo nível de conhecimento dele, não apenas na execução do instrumento, mas também no tocante a equipamentos. Eu lia avidamente toda e qualquer entrevista ou coluna em que ele estivesse. Eu ainda não sabia muito, mas minha intuição me dizia para ouvir quando ele falasse.

 Eu pensava “nossa, o que esse sujeito faz na guitarra, da maneira que fica marcado na gente… parece coisa do Tony Iommi: riffs fodas, solos inesquecíveis e ainda essa Gibson SG”. Não custei muito a descobrir que não era incomum que ele fosse comparado ou associado ao maior de todos os riff masters como o “nosso Tony Iommi”. Com toda justiça, diga-se de passagem.

Tony Iommi e Hélcio Aguirra

Tony Iommi e Hélcio Aguirra. (Crédito: Vitão Bonesso)

 Olhar para o Rock no Brasil sem Hélcio, ao menos para mim é muito estranho. Mais do que estranho: é pesado e não no sentido musical. É esmagador. Cruel. Doloroso.

Na história do Rock brasileiro tivemos e ainda temos bandas e músicos fantásticos… mas agora, não temos mais a grandeza de Hélcio Aguirra e isso machuca demais. Um músico como poucos e um ser humano reconhecido pela boa índole e camaradagem. Um poeta das 6 cordas. Um professor sem igual e com a humildade de um aprendiz.

Caso SérioGolpe de Estado (Áudio Original)

Nunca cheguei a conversar com ele pessoalmente, apenas pelo Facebook brevemente uma ou duas vezes, mas ele foi gentil de uma forma que chegou a me deixar sem graça. Conheço algumas pessoas que foram próximas ao Golpe de Estado ainda na época do Catalau e todas sempre foram categóricas: ele era gente boa demais. Quer dizer, a admiração e respeito cultivados desde garoto, aumentaram ainda mais em âmbito também pessoal.

Hélcio Aguirra, guitarrista e fundador do Golpe de Estado.

Hélcio Aguirra. (Fonte: acervo online do Golpe de Estado)

 Hélcio, com a sua música você inspirou muitos romances e agitou incontáveis baladas. Estampou sorrisos e emocionou muitos de nós. Nunca desistiu da árdua tarefa de ser músico de Rock no Brasil. Foi muito além da obrigação de poeta da guitarra e fez de sua arte um sacerdócio de amor pelo Rock ´N Roll. É assim que o vejo. E certamente é assim que será lembrado. Descanse em Paz, grande e querido Mestre. Sua imortalidade está garantida entre nós.

Olhos de GuerraGolpe de Estado (Áudio Original)

Fontes e referências:
http://www.golpedeestado.com.br/
http://www.bandaharppia.com.br/home.html
http://www.roadiecrew.com/
http://kissfm.com.br/
https://www.facebook.com/helcio.aguirra
https://www.facebook.com/bandagolpedeestado

Outras homenagens que merecem ser compartilhadas:
Rodrigo Branco (Rádio Kiss FM): http://hoplitaurbano.wordpress.com/2014/01/22/golpe-profundo-a-despedida-repentina-de-uma-heroi-brasileiro-da-guitarra/
Felipe Machado (Viper): http://www.palavradehomem.com.br/?p=2308
Régis Tadeu (Produtor, jornalista e crítico musical): http://br.omg.yahoo.com/blogs/mira-regis/descanse-em-paz-helcio-aguirra-145358550.html

É isso mesmo: Lemmy resolveu liberar na íntegra o novo disco do Motörhead uma semana antes do seu lançamento oficial.

Capa Aftershock do Motörhead

Motörhead: Aftershock

O álbum não será lançado até 22/10/2013. Mas como Lemmy quer mostrar que é um pai gente fina, resolveu aliviar nossa ansiedade. Não é porque sou fã, mas PUTA QUE PARIU, que som é esse??? Que aula humilhante de Rock ´N Roll. Sem falar que Lost Woman Blues é um puta de um Blues, que nossa…

Falando nisso, conheçam as 13 faixas que compõem Aftershock:

1. “Heartbreaker” (3:05)
2. “Coup De Grace” (3:45)
3. “Lost Woman Blues” (4:09)
4. “End Of Time” (3:17)
5. “Do You Believe” (2:59) 

Motörhead 2013

Motörhead 2013

6. “Death Machine” (2:37) 
7. “Dust And Glass” (2:51) 
8. “Going To Mexico” (2:51) 
9. “Silence When You Speak To Me” (4:30)
10. “Crying Shame” (4:28)
11. “Queen Of The Damned” (2:41)
12. “Knife” (2:57)
13. “Keep Your Powder Dry” (3:54)
14. “Paralyzed” (2:50 ) 

Canta, toca, compõe, é uma lenda vida do Rock e ainda coloca o dedo na nossa cara e fala: “Aprendam como se faz, bando de pirralhos…”. Bom, chega de conversa. Acessem o link para conhecer o mais recente massacre sonoro do Motörhead, Aftershock: http://music.yahoo.com/blogs/stop-the-presses/hear-first-mot%C3%B6rhead-album-aftershock-155949808.html

Fontes: http://imotorhead.com/
https://www.facebook.com/OfficialLemmy
https://www.facebook.com/OfficialMotorhead
http://music.yahoo.com/

Rock In Rio 2013 - Opinião sobre 13 shows

Logo do Rock In Rio

Rock In Rio 2013

Não é um “Top 13″, não existe ordem de relevância e são somente opiniões pessoais, não verdades absolutas – com uma ou outra opinião técnica sobre as bandas e alguns de seus músicos. Não vi todas as bandas do evento, mas das que vi os shows completos, seguem minhas impressões (muito) resumidas.
 
1 - Iron Maiden - Apresentação primorosa e um set malandramente certeiro, baseado nos clássicos consagrados. Jogo ganho. Você não precisa e nem deve entupir seu set de músicas novas num evento do porte de um Rock In Rio. Por mais que possam ser músicas excelentes, guarde-as para sua turnê fora de 90% dos grande festivais. E foi o que o Maiden fez.
2 – Metallica – Incríveis. A banda consegue manter um padrão praticamente inalterável de qualidade absoluta ao vivo. James domina tudo num raio de quilômetros. É impressionante a soberania do homem diante do público. No mais, os quatro devem ser robôs, cyborgs, warlords, sei lá. Só sei que foi uma apresentação irretocável.
Viper em sua formação 2012 para A To Live Again Tour

Viper: Guilherme Martin, Pit Passarell, André Matos, Hugo Mariutti e Felipe Machado. (Foto: Nando Machado/Wikimetal)

3 – Viper + André Matos – Minha banda favorita de Metal do Brasil. Gosto deles tanto quanto gosto do Maiden, mas tenho uma extrema preocupação com a voz de André Matos que mesmo sendo um grande vocalista, falha claramente algumas vezes. No mais, Felipe, Pit e Guilherme parecem nunca ter saído do palco e dos holofotes – e o Hugo é um reforço à altura da importância da banda, isso é inegável. É o habitat natural deles. Uma banda que NUNCA, JAMAIS em TEMPO ALGUM deveria deixar de existir. Resumindo: Long Live Viper!

Símbolo do DR SIN

DR SIN

4 – DR SIN + Roy Z + Republica – Show impecável, músicas fantásticas e precisão absoluta. Sim, sou tão fã do Dr Sin quanto do Viper. A participação do gigante Roy Z, um dos meus guitarristas favoritos, foi uma sacada inteligente para ambos. A tal banda República, não é ruim em absoluto, mas dados os monstros que estavam no palco com eles, admito: passei meio que batido pelo som deles. Ainda assim, do pouco que lembro, os caras não fizeram feio. Voltando ao DR SIN, o que vi, foi o mitológico Eduzinho “Malmsteen” Ardanuy barbarizando como sempre; Ivan “Simpatia” Busic tremendamente forte, técnico e carismático – aliás, um tremendo vocalista também como já sabemos há tempos e agora com um disco solo recentemente lançado; e o Andria que já é um puta baixista incontestável… meus amigos, o sujeito parece um vinho da melhor qualidade. Quanto mais o tempo passa, melhor ele canta. Andria “Assombroso” Busic, uma referência gigante para qualquer vocalista ou aspirante. Aprendam com esse homem!

Símbolo do Sepultura

Sepultura

5 – Sepultura – Porradaria sem fim como se não houvesse amanhã. Aquele pessoal do Les Tambours du Bronx caiu feito uma luva, mas também não fiquei surpreso. Não é de hoje que a banda flerta com todo tipo de percussão mundo afora. Já na apresentação com Zé Ramalho (que eu particularmente gosto muito), algumas músicas funcionaram melhor que as outras, mas no geral até que não ficou ruim. Nada menos que um show memorável.

6 – GhostEu entendi a proposta dos caras, até curto bastante um lance mais performático, teatral… mas não me convenceram, sinto muito. Tudo bem que o contexto não ajudou nem um pouco, contudo não acho certo terem hostilizado a banda como fizeram.
7Bon Jovi – Sempre curti, sempre fui fã, mas novamente a questão da voz foi determinante. Merece nosso respeito pela estrada e, principalmente, pela coragem. Seria o caso de baixar os tons e quem sabe mudar os arranjos de várias músicas. Jon, você continua incrível, mas precisa estudar uma solução para as músicas em tons muito altos.
8 - Bruce Springsteen - Como não amar esse cara? Acabou de fazer 64 anos (23/09) e pouco antes de seu aniversário passou como um rolo compressor em cima de tudo e todos, feito um garoto de 20. Exemplo de humildade e talento. Como falei em um post do Facebook: fez um verdadeiro show dentro de seu próprio show. E ainda me fez acreditar na imortalidade, porque nem de longe parece ter mais de 50 e tantos anos, que dirá mais de 60. 
Kiara Rocks Cover

Kiara Rocks

9 – Kiara Rocks – Não achei assim tão terrível como muitos disseram – e bota muitos nisso. Ok, não vou dizer que achei maravilhoso, realmente foi algo meio constrangedor em alguns momentos. Mas recorreram a covers e à presença de um dos meus maiores ídolos, Paul Di’Anno. Ter visto esse homem ao vivo num Rock In Rio 2013 foi de lacrimejar. Wrathchild no Rock In Rio com o vocal original… Maiden, vocês deram mole de não chamar (ou não conseguir convencer, dar o braço a torcer, vai saber) o cara pra fazer uma jam bombástica no final. Engraçado isso, mas o show da banda se tornou quase desimportante diante da presença de Di`Anno. Não digo isso com o intuito de desrespeitar, mas foi uma manobra inteligente ter colocado Paul no palco e atrair aplausos e olhares emocionados. Também colocaram o Marcão (Charlie Brown Jr), ou seja, tudo para tentar contornar a ferocidade do público. Com a presença desses convidados, além de Wrathchild, levaram também Highway to Hell (AC/DC, na qual aliás o Cadu saiu-se muito bem, justiça seja feita) e Blitzkrieg Bop (Ramones). Ah! Falei que o Kiara abriu com Ace Of Spades do Motörhead? Pois é, estava mais do que evidente o receio quanto à receptividade do público headbanger – e com toda razão. Quanto ao vocal do Cadu, tão duramente criticado, ele poderia fazer menos drives, distorcer menos a voz. Percebi que quando ele resolver cantar mais e rosnar menos, fica muito melhor.

10 - Sebastian Bach - A voz e o peso da cantar agudo desde a juventude fez muitas vítimas nesse Rock In Rio e convenhamos, ele foi mais uma delas. Hits incríveis foram conduzidos muito abaixo da expectativa. Ainda assim, outro que merece nosso respeito pela coragem de tentar. Skid Row será eterno, mas novamente: se Bach realmente quiser continuar na estrada, mesmo que solo, precisa arrumar uma solução honesta para seus vocais nas partes mais sôfregas.
11 – Slayer – No começo tive a impressão de que a voz de Araya sumia e voltava, mas depois parece que tudo se acertou. Gosto da banda, não costumo acompanhar muito, mas estão super em forma. Hanneman sempre lembrado pelos fãs e homenageado pela banda. Sentaram a porrada, rodas surgiram e todos tinham 20 e poucos anos novamente – inclusive a banda.
12 - Helloween + Kai Hansen – Olha, eu consegui gostar da banda pra valer até o álbum Time Of The Oath. Depois disso, prefiro ouvir Gamma Ray (banda de Kai Hansen) e os projetos de Michael Kiske (vocalista original). Eu até que gosto dos vocais do Andi Deris (inclusive em sua carreira solo, que aliás, recomendo), mas as músicas foram caindo muito no padrão Helloween de qualidade se querem saber a verdade. No mais, grande jogada tocarem junto com Kai Hansen. Contudo, se quiserem sentir algo realmente com o espírito Helloween, vocês DEVEM conhecer Unisonic, a banda que Hansen e Kiske montaram. Escrevi sobre eles há mais de um ano: http://rockuniverse.wordpress.com/2012/01/13/unisonic-michael-kiske-kai-hansen-e-o-primeiro-video-oficial-do-projeto/

Capital Inicial

Capital Inicial no Rock In Rio 2013
(Fonte: https://www.facebook.com/capitalinicial)

13 - Capital InicialVamos lá. Das que cantam em português, ainda deve ser a minha preferida em atividade. Desde o Aborto Elétrico, passando pela Legião Urbana, o que temos são esses caras não deixando o legado morrer. Sei que uns 8 em cada 10 fãs de Rock Nacional simplesmente odeiam, zombam, xingam e etc, mas sigo gostando e muito. Tanto dos clássicos da banda, quanto de seus sucessos mais recentes, podemos dizer que a qualidade musical e lírica segue despreocupadamente, imune às críticas que não visam debater, apenas desconstruir. Com a entrada de Yves nas guitarras e as composições de Pit, seguem firmes e fortes. Claro, muitos não sabem, mas o baixista Pit Passarell da banda Viper, responsável por boa parte dos Clássicos do Metal Brasil, é também o compositor por trás de 90% dos hits do Capital Inicial nos últimos anos. Ele conseguiu se destacar maravilhosamente em DOIS gêneros do Rock, ou seja, sou duplamente fã dele e do Capital. Chupa pessoalzinho from Hell. Quanto ao discurso do Dinho, melhor deixar pra lá.

Fontes e Referências: http://rockinrio.com/rio/